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1 Reis 10 e Daniel 2

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1 Reis 10

  1. 1

    E ouvindo a rainha de Sabá a fama de Salomão no nome do SENHOR, veio a provar-lhe com perguntas.

  2. 2

    E veio a Jerusalém com muito grande comitiva, com camelos carregados de especiarias, e ouro em grande abundância, e pedras preciosas: e quando veio a Salomão, propôs-lhe todo o que em seu coração tinha.

  3. 3

    E Salomão lhe declarou todas suas palavras: nenhuma coisa se lhe escondeu ao rei, que não lhe declarasse.

  4. 4

    E quando a rainha de Sabá viu toda a sabedoria de Salomão, e a casa que havia edificado,

  5. 5

    Também a comida de sua mesa, o assento de seus servos, o estado e roupas dos que lhe serviam, seus mestres-salas, e seus holocaustos que sacrificava na casa do SENHOR, ficou pasma.

  6. 6

    E disse ao rei: Verdade é o que ouvi em minha terra de tuas coisas e de tua sabedoria;

  7. 7

    Mas eu não o cria, até que vim, e meus olhos viram, que nem ainda a metade foi o que se me disse: é maior tua sabedoria e bem que a fama que eu havia ouvido.

  8. 8

    Bem-aventurados teus homens, ditosos estes teus servos, que estão continuamente diante de ti, e ouvem tua sabedoria.

  9. 9

    o SENHOR teu Deus seja bendito, que se agradou de ti para te pôr no trono de Israel; porque o SENHOR amou sempre a Israel, e te pôs por rei, para que faças direito e justiça.

  10. 10

    E deu ela ao rei cento e vinte talentos de ouro, e muita especiaria, e pedras preciosas: nunca veio tão grande quantidade de especiarias, como a rainha de Sabá deu ao rei Salomão.

  11. 11

    A frota de Hirão que havia trazido o ouro de Ofir, trazia também de Ofir muita madeira de sândalo, e pedras preciosas.

  12. 12

    E da madeira de sândalo fez o rei balaústres para a casa do SENHOR, e para as casas reais, harpas também e saltérios para os cantores: nunca veio tanta madeira de sândalo, nem se há visto até hoje.

  13. 13

    E o rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo o que quis, e tudo o que pediu, ademais do que Salomão lhe deu como da mão do rei Salomão. E ela se voltou, e se foi a sua terra com seus criados.

  14. 14

    O peso do ouro que Salomão tinha de renda cada um ano era seiscentos sessenta e seis talentos de ouro;

  15. 15

    Sem o dos mercadores, e da contratação de especiarias, e de todos os reis de Arábia, e dos principais da terra.

  16. 16

    Fez também o rei Salomão duzentos paveses de ouro estendido: seiscentos siclos de ouro gastou em cada pavês.

  17. 17

    Também trezentos escudos de ouro estendido, em cada um dos quais gastou três libras de ouro: e os pôs o rei na casa do bosque do Líbano.

  18. 18

    Fez também o rei um grande trono de marfim, o qual cobriu de ouro puríssimo.

  19. 19

    Seis degraus tinha o trono, e o alto dele era redondo pelo recosto: e da uma parte e da outra tinha apoios próximo do assento, junto aos quais estavam colocados dois leões.

  20. 20

    Estavam também doze leões postos ali sobre os seis degraus, da uma parte e da outra: em nenhum outro reino se havia feito trono semelhante.

  21. 21

    E todos os vasos de beber do rei Salomão eram de ouro, e também toda a vasilha da casa do bosque do Líbano era de ouro fino: não havia prata; em tempo de Salomão não era de valor.

  22. 22

    Porque o rei tinha a frota que saía à mar, a Társis, com a frota de Hirão: uma vez em cada três anos vinha a frota de Társis, e trazia ouro, prata, marfim, macacos e pavões.

  23. 23

    Assim excedia o rei Salomão a todos os reis da terra em riquezas e em sabedoria.

  24. 24

    Toda a terra procurava ver a cara de Salomão, para ouvir sua sabedoria, a qual Deus havia posto em seu coração.

  25. 25

    E todos lhe levavam cada ano seus tributos: utensílios de ouro, utensílios de prata, roupas, armas, aromas, cavalos e mulas.

  26. 26

    E juntou Salomão carros e cavaleiros; e tinha mil quatrocentos carros, e doze mil cavaleiros, os quais pôs nas cidades dos carros, e com o rei em Jerusalém.

  27. 27

    E pôs o rei em Jerusalém prata como pedras, e cedros como os sicômoros que estão pelos campos em abundância.

  28. 28

    E traziam cavalos a Salomão do Egito e de Coa: porque os mercadores do rei compravam cavalos de Coa.

  29. 29

    E vinha e saía do Egito, o carro por seiscentas peças de prata, e o cavalo por cento e cinquenta; e assim os traziam por meio deles, todos os reis dos heteus, e da Síria.

Daniel 2

  1. 1

    E no segundo ano do reinado de Nabucodonosor, sonhou Nabucodonosor sonhos, e seu espírito se perturbou, de modo que perdeu o sono.

  2. 2

    E o rei mandou chamar magos, astrólogos, encantadores, e sábios dos caldeus, para que explicassem ao rei seus sonhos. Eles vieram, e se apresentaram diante do rei.

  3. 3

    E o rei lhes disse: Sonhei um sonho, e meu espírito está perturbado para saber o sonho.

  4. 4

    Então os caldeus falaram ao rei em língua aramaica: Ó rei, vive para sempre vive! Dize o sonho a teus servos, e mostraremos a interpretação.

  5. 5

    Então o rei respondeu aos caldeus, e disse: Minha decisão é firme: se não me mostrardes o sonho e sua interpretação, sereis despedaçados, e vossas casas se tornarão em monturos.

  6. 6

    Mas se mostrardes o sonho e sua interpretação, recebereis de mim presentes, recompensas e grande honra; portanto, mostrai-me o sonho e sua interpretação.

  7. 7

    Responderam pela segunda vez, e disseram: Diga o rei o sonho a seus servos, e mostraremos sua interpretação.

  8. 8

    O rei respondeu, e disse: Eu bem sei que vós quereis ganhar tempo; porque sabeis que minha decisão é firme.

  9. 9

    Pois se não me mostrardes o sonho, haverá uma única sentença para vós. Pois preparastes uma resposta mentirosa e perversa para dizer diante de mim, até que o tempo se mude; portanto, dizei-me o sonho, para que eu tenha certeza de que podeis me mostrar sua interpretação.

  10. 10

    Os caldeus responderam diante do rei, e disseram: Ninguém há sobre a terra que possa mostrar a palavra do rei; pois nenhum rei, príncipe, nem governante, jamais exigiu coisa semelhante a algum mago, astrólogo, ou caldeu.

  11. 11

    Pois a coisa que o rei exige é tão difícil que não há quem a possa revelar diante do rei, a não ser os deuses, cuja morada não é entre a raça humana.

  12. 12

    Por isso o rei se irou muito e se enfureceu; então mandou matar a todos os sábios da Babilônia.

  13. 13

    E publicou-se o decreto, e os sábios foram condenados à morte; e buscaram a Daniel e a seus companheiros para serem mortos.

  14. 14

    Então Daniel falou de forma cautelosa e prudente a Arioque, capitão dos da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios de Babilônia.

  15. 15

    Ele respondeu e disse a Arioque, capitão do rei: Por que houve este mandamento do rei tão repentinamente? Então Arioque explicou o ocorrido a Daniel.

  16. 16

    E Daniel entrou, e pediu ao rei que lhe desse tempo para que ele mostrasse a interpretação ao rei.

  17. 17

    Então Daniel foi para sua casa, e contou o ocorrido a Ananias, Misael, e Azarias, seus companheiros,

  18. 18

    Para que pedissem misericórdia do Deus do céu sobre este mistério, e que Daniel e seus companheiros não perecessem juntamente com os demais sábios da Babilônia.

  19. 19

    Então o mistério foi revelado a Daniel em visão de noite; então Daniel louvou ao Deus do céu.

  20. 20

    Daniel falou, e disse: Bendito seja o nome de Deus para todo o sempre! Porque a ele pertence a sabedoria e o poder.

  21. 21

    E ele é o que muda os tempos e as estações; ele tira os reis, e confirma os reis; ele é o que dá a sabedoria aos sábios, e a conhecimento aos entendidos;

  22. 22

    Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está nas trevas, e a luz mora com ele.

  23. 23

    A ti, ó Deus de meus pais, te agradeço e louvo, pois tu me deste sabedoria e poder, e agora me fizeste saber o que te pedimos; porque tu nos fizeste saber o assunto do rei.

  24. 24

    Depois disto Daniel veio a Arioque, ao qual o rei tinha constituído para matar os sábios da Babilônia; ele veio, e disse-lhe assim: Não mates os sábios da Babilônia; leva-me diante do rei, que eu mostrarei ao rei a interpretação.

  25. 25

    Então Arioque levou depressa a Daniel diante do rei, e disse-lhe assim: Achei um homem dos do cativos de Judá, o qual mostrará ao rei a interpretação.

  26. 26

    Respondeu o rei, e disse a Daniel (cujo nome era Beltessazar): Podes tu me explicar o sonho que vi, e sua interpretação?

  27. 27

    Daniel respondeu diante do rei, e disse: O mistério que o rei demanda, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos podem explicar ao rei;

  28. 28

    Mas há um Deus nos céus, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que haverá de acontecer no fim dos dias. Teu sonho, e as visões de tua cabeça sobre tua cama, são o seguinte:

  29. 29

    Enquanto tu, ó rei, estava em tua cama, vieram teus pensamentos saber o irá acontecer no futuro; pois aquele que revela os mistérios te mostrou o que haverá de acontecer.

  30. 30

    E a mim foi revelado este mistério, não porque em mim há mais sabedoria que em todos os viventes, mas sim para que eu explique a interpretação ao rei, e assim entendas os pensamentos de teu coração.

  31. 31

    Tu, ó rei, estavas vendo, e eis uma grande estátua. Esta estátua, que era muito grande, e tinha um esplendor excelente, estava em pé diante de ti; e sua aparência era terrível.

  32. 32

    A cabeça da estátua era de ouro puro; seus peito e seus braços, de prata; seu ventre e suas coxas, de bronze;

  33. 33

    Suas pernas de ferro; seus pés, em parte de ferro, e em parte de barro.

  34. 34

    Estavas tu vendo, até que uma pedra foi cortada sem [auxílio de] mãos, a qual feriu a estátua em seus pés de ferro e de barro, e os esmigalhou.

  35. 35

    Então foi juntamente esmigalhado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, e se tornaram como o pó das eiras de verão; e o vento os levou, e nunca se achou algum lugar para eles. Mas a pedra que feriu a estátua, se tornou um grande monte, que encheu toda a terra.

  36. 36

    Este é o sonho; a interpretação dele também diremos diante do rei.

  37. 37

    Tu, ó rei, és rei de reis; pois o Deus do céu te deu o reino, poder, força, e majestade.

  38. 38

    E onde quer que habitam filhos de homens, animais do campo, e aves do céu, ele os entregou em tuas mãos, e fez com que tivesses domínio sobre tudo; tu és a cabeça de ouro.

  39. 39

    E depois de ti se levantará outro reino inferior ao; e outro terceiro reino de bronze, o qual dominará toda a terra.

  40. 40

    E o quarto reino será forte como o ferro; e tal como o ferro esmigalha e despedaça tudo, e tal como o ferro que quebra todas estas coisas, assim também ele esmigalhará e quebrará.

  41. 41

    E o que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um o reino dividido; mas haverá nele [algo] da força do ferro, conforme o que viste o ferro misturado com o barro mole.

  42. 42

    E os dedos dos pés em parte de ferro, e em parte de barro, são que em parte o reino será forte, e em parte será frágil.

  43. 43

    Quanto ao que viste, o ferro misturado com barro mole, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, como o ferro não se mistura com o barro.

  44. 44

    Mas nos dias destes reis, o Deus do céu levantará um reino que nunca será destruído; e este reino não será deixado para outro povo; ao contrário, esmigalhará e consumirá todos estes reinos, e [tal reino] permanecerá para sempre.

  45. 45

    Por isso viste que do monte foi cortada uma pedra sem [auxílio de] mãos, a qual esmigalhou o ferro, o bronze, o barro, a prata, e o ouro. O grande Deus mostrou ao rei o que irá acontecer no futuro. O sonho é verdadeiro, e sua interpretação é fiel.

  46. 46

    Então o rei Nabucodonosor caiu com o rosto ao chão, prostrou-se diante de Daniel, e mandou que lhe sacrificassem oferta de alimento e incensos.

  47. 47

    O rei respondeu a Daniel, e disse: Certamente vosso Deus é o Deus dos deuses, o Senhor dos reis, e o revelador dos mistérios, pois pudeste revelar este mistério.

  48. 48

    Então o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos e grandes presentes, e o pôs por governador de toda a província da Babilônia, e por príncipe dos governadores sobre todos os sábios de Babilônia.

  49. 49

    E Daniel pediu do rei, e ele pôs sobre os negócios da província de Babilônia a Sadraque, Mesaque, e Abednego; porém Daniel [ficou] na corte do rei.

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