1 Samuel 1 e Jó 6
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1 Samuel 1
- 1
Houve um homem de Ramataim de Zofim, do monte de Efraim, que se chamava Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efraimita.
- 2
E tinha ele duas mulheres; o nome da uma era Ana, e o nome da outra Penina. E Penina tinha filhos, mas Ana não os tinha.
- 3
E esse homem subia todos os anos de sua cidade, para adorar e sacrificar ao SENHOR dos exércitos em Siló. E ali estavam os dois filhos de Eli, Hofni e Fineias, sacerdotes do SENHOR.
- 4
E quando vinha o dia, Elcana sacrificava, e dava à sua mulher Penina, e a todos os seus filhos e a todas as suas filhas, a cada um a sua porção.
- 5
Mas a Ana ele dava uma porção selecionada; porque amava a Ana, ainda que o SENHOR houvesse fechado sua madre.
- 6
E sua concorrente a irritava, irando-a e entristecendo-a, porque o SENHOR havia fechado sua madre.
- 7
E assim fazia cada ano: quando subia à casa do SENHOR, irritava assim à outra; pelo qual ela chorava, e não comia.
- 8
E Elcana seu marido lhe disse: Ana, por que choras? Por que não comes? E por que está afligido teu coração? Não te sou eu melhor que dez filhos?
- 9
E levantou-se Ana depois que havia comido e bebido em Siló; e enquanto o sacerdote Eli estava sentado em uma cadeira junto a um pilar do templo do SENHOR,
- 10
Ela com amargura de alma orou ao SENHOR, e chorou abundantemente.
- 11
E fez um voto, dizendo: “SENHOR dos exércitos, se olhares a aflição da tua serva, e te lembrares de mim, e não te esqueceres da tua serva, mas deres à tua serva um filho homem, eu o dedicarei ao SENHOR todos os dias da sua vida, e não subirá navalha sobre sua cabeça”.
- 12
E sucedeu que, enquanto ela continuava a orar diante do SENHOR, Eli observava a sua boca.
- 13
Mas Ana falava em seu coração, e somente se moviam seus lábios, e sua voz não se ouvia; e pensava Eli que ela estava embriagada.
- 14
Então, disse-lhe Eli: “Até quando estarás embriagada? Afasta-te do vinho”.
- 15
E Ana lhe respondeu: Não, meu senhor; eu sou uma mulher sofredora de espírito. Não bebi vinho nem bebida forte, mas tenho derramado minha alma diante do SENHOR.
- 16
Não consideres a tua serva como mulher ímpia, porque é da grandeza das minhas angústias e da minha aflição que tenho falado até agora.
- 17
E Eli respondeu: “Vai em paz, e o Deus de Israel te conceda o pedido que lhe fizeste”.
- 18
E ela disse: “Que a tua serva ache favor diante de teus olhos”. E a mulher se foi seu caminho, e comeu, e não esteve mais triste.
- 19
E levantando-se de manhã, adoraram diante do SENHOR, e voltaram, e vieram a sua casa em Ramá. E Elcana se deitou com sua mulher Ana, e o SENHOR se lembrou dela.
- 20
E sucedeu que, corrido o tempo, depois de Ana haver concebido, deu à luz um filho, e pôs-lhe o nome de Samuel, dizendo: “Pois eu o pedi ao SENHOR”.
- 21
Depois subiu o homem Elcana, com toda sua família, a sacrificar ao SENHOR o sacrifício costumeiro, e seu voto.
- 22
Mas Ana não subiu, mas sim disse a seu marido: Eu não subirei até que o menino seja desmamado; para que o leve e seja apresentado diante do SENHOR, e fique ali para sempre.
- 23
E Elcana seu marido lhe respondeu: Faze o que bem te parecer; fica-te até que o desmames; somente o SENHOR cumpra sua palavra. E ficou a mulher, e creu seu filho até que o desmamou.
- 24
E depois que o desmamou, levou-o consigo, com três bezerros, e um efa de farinha, e uma vasilha de vinho, e trouxe-o à casa do SENHOR em Siló: e o menino era pequeno.
- 25
E matando o bezerro, trouxeram o menino a Eli.
- 26
E ela disse: Oh, senhor meu! Vive tua alma, senhor meu, eu sou aquela mulher que esteve aqui junto a ti orando ao SENHOR.
- 27
Por este menino orava, e o SENHOR me deu o que lhe pedi.
- 28
Eu, pois, o devolvo também ao SENHOR: todos os dias que viver, será do SENHOR. E adorou ali ao SENHOR.
Jó 6
- 1
Mas Jó respondeu, dizendo:
- 2
Oh se pesassem justamente minha aflição, e meu tormento juntamente fosse posto em uma balança!
- 3
Pois na verdade seria mais pesada que a areia dos mares; por isso minhas palavras têm sido impulsivas.
- 4
Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, cujo veneno meu espírito bebe; e temores de Deus me atacam.
- 5
Por acaso o asno selvagem zurra junto à erva, ou o boi berra junto a seu pasto?
- 6
Por acaso se come o insípido sem sal? Ou há gosto na clara do ovo?
- 7
Minha alma se recusa tocar [essas coisas] ,que são para mim como comida detestável.
- 8
Ah se meu pedido fosse realizado, e se Deus [me] desse o que espero!
- 9
Que Deus me destruísse; ele soltasse sua mão, e acabasse comigo!
- 10
Isto ainda seria meu consolo, um alívio em meio ao tormento que não [me] poupa; pois eu não tenho escondido as palavras do Santo.
- 11
Qual é minha força para que eu espere? E qual meu fim, para que eu prolongue minha vida?
- 12
É, por acaso, a minha força a força de pedras? Minha carne é de bronze?
- 13
Tenho eu como ajudar a mim mesmo, se todo auxílio me foi tirado?
- 14
Ao aflito, seus amigos deviam ser misericordiosos, mesmo se ele tivesse abandonado o temor ao Todo-Poderoso.
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- 15
Meus irmãos foram traiçoeiros comigo, como ribeiro, como correntes de águas que transbordam,
- 16
Que estão escurecidas pelo gelo, e nelas se esconde a neve;
- 17
Que no tempo do calor se secam e, ao se aquecerem, desaparecem de seu lugar;
- 18
Os cursos de seus caminhos se desviam; vão se minguando, e perecem.
- 19
As caravanas de Temã as veem; os viajantes de Sabá esperam por elas.
- 20
Foram envergonhados por aquilo em que confiavam; e ao chegarem ali, ficaram desapontados.
- 21
Agora, vós vos tornastes semelhantes a elas; pois vistes o terror, e temestes.
- 22
Por acaso eu disse: Trazei-me [algo] ? Ou: Dai presente a mim de vossa riqueza?
- 23
Ou: Livrai-me da mão do opressor? Ou: Resgatai-me das mãos dos violentos?
- 24
Ensinai-me, e eu [me] calarei; e fazei-me entender em que errei.
- 25
Como são fortes as palavras de boa razão! Mas o que vossa repreensão reprova?
- 26
Pretendeis repreender palavras, sendo que os argumentos do desesperado são como o vento?
- 27
De fato vós lançaríeis [sortes] sobre o órfão, e venderíeis vosso amigo.
- 28
Agora, pois, disponde-vos a olhar para mim; e [vede] se eu minto diante de vós.
- 29
Mudai de opinião, pois, e não haja perversidade; mudai de opinião, pois minha justiça continua.
- 30
Há perversidade em minha língua? Não poderia meu paladar discernir as coisas más?
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).