1 Samuel 24 e Jó 39
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1 Samuel 24
- 1
E quando Saul voltou dos filisteus, deram-lhe aviso dizendo: Eis que Davi está no deserto de En-Gedi.
- 2
E tomando Saul três mil homens escolhidos de todo Israel, foi em busca de Davi e dos seus, pelos cumes dos penhascos das cabras montesas.
- 3
E quando chegou a uma malhada de ovelhas no caminho, de onde havia uma cova, entrou Saul nela para fazer necessidade; e Davi e os seus estavam aos lados da cova.
- 4
Então os de Davi lhe disseram: Eis que o dia que te disse o SENHOR: Eis que entregou tu inimigo em tuas mãos, e farás com ele como te parecer. E levantou-se Davi, e caladamente cortou a beira do manto de Saul.
- 5
Depois do qual o coração de Davi lhe golpeava, porque havia cortado a beira do manto de Saul.
- 6
E disse aos seus: o SENHOR me guarde de fazer tal coisa contra meu senhor, o ungido do SENHOR, que eu estenda minha mão contra ele; porque é o ungido do SENHOR.
- 7
Assim Davi conteve os seus com palavras, e não lhes permitiu que se levantassem contra Saul. E Saul, saindo da cova, foi-se seu caminho.
- 8
Também Davi se levantou depois, e saindo da cova deu vozes às costas de Saul, dizendo: Meu senhor o rei! E quando Saul olhou atrás, Davi inclinou seu rosto em terra, e fez reverência.
- 9
E disse Davi a Saul: Por que ouves as palavras dos que dizem: Olha que Davi procura teu mal?
- 10
Eis que viram hoje teus olhos como o SENHOR te pôs hoje em minhas mãos na cova: e disseram que te matasse, mas te poupei, porque disse: Não estenderei minha mão contra meu senhor, porque ungido é do SENHOR.
- 11
E olha, meu pai, olha ainda a beira de teu manto em minha mão: porque eu cortei a beira de tua manto, e não te matei. Conhece, pois, e vê que não há mal nem traição em minha mão, nem pequei contra ti; contudo, tu andas à caça de minha vida para tirá-la de mim.
- 12
Julgue o SENHOR entre mim e ti, e vingue-me de ti o SENHOR: porém minha mão não será contra ti.
- 13
Como diz o provérbio dos antigos: Dos ímpios sairá a impiedade: assim que minha mão não será contra ti.
- 14
Atrás de quem saiu o rei de Israel? a quem persegues? a um cão morto? a uma pulga?
- 15
O SENHOR, pois, será juiz, e ele julgará entre mim e ti. Ele veja, e sustente minha causa, e me defenda de tua mão.
- 16
E aconteceu que, quando Davi acabou de dizer estas palavras a Saul, Saul disse: Não é esta a tua voz, meu filho Davi? E Saul, levantando sua voz, chorou.
- 17
E disse a Davi: Mais justo és tu que eu, que me pagaste com bem, havendo-te eu pagado com mal.
- 18
Tu mostraste hoje que fizeste comigo bem; pois não me mataste, havendo-me o SENHOR posto em tuas mãos.
- 19
Porque quem achará a seu inimigo, e o deixará ir saro e salvo? O SENHOR te pague com bem pelo que neste dia fizeste comigo.
- 20
E agora, como eu entendo que tu hás de reinar, e que o reino de Israel será em tua mão firme e estável,
- 21
Jura-me, pois, agora pelo SENHOR, que não cortarás minha descendência depois de mim, nem apagarás meu nome da casa de meu pai.
- 22
Então Davi jurou a Saul. E foi-se Saul à sua casa, e Davi e os seus se subiram ao lugar forte.
Jó 39
- 1
Sabes tu o tempo em que as cabras montesas dão filhotes? Ou observaste tu as cervas quando em trabalho de parto?
- 2
Contaste os meses que elas cumprem, e sabes o tempo de seu parto?
- 3
Quando se encurvam, produzem seus filhos, [e] lançam de si suas dores.
- 4
Seus filhos se fortalecem, crescem como o trigo; saem, e nunca mais voltam a elas.
- 5
Quem despediu livre ao asno montês? E quem ao asno selvagem soltou das ataduras?
- 6
Ao qual eu dei a terra desabitada por casa, e a terra salgada por suas moradas.
- 7
Ele zomba do tumulto da cidade; não ouve os gritos do condutor.
- 8
A extensão dos montes é seu pasto; e busca tudo o que é verde.
- 9
Por acaso o boi selvagem quererá te servir, ou ficará junto de tua manjedoura?
- 10
Ou amarrarás ao boi selvagem com sua corda para o arado? Ou lavrará ele aos campos atrás de ti?
- 11
Confiarás nele, por ser grande sua força, e deixarás que ele faça teu trabalho?
- 12
Porás tua confiança nele, para que ele colha tua semente, e a junte em tua eira?
- 13
As asas da avestruz batem alegremente, mas são suas asas e penas como as da cegonha?
- 14
Ela deixa seus ovos na terra, e os esquenta no chão,
- 15
E se esquece de que pés podem os pisar, e os animais do campo [podem] os esmagar.
- 16
Age duramente para com seus filhos, como se não fossem seus, sem temer que seu trabalho tenha sido em vão.
- 17
Porque Deus a privou de sabedoria, e não lhe repartiu entendimento.
- 18
Porém quando se levanta para correr, zomba do cavalo e do seu cavaleiro.
- 19
És tu que dás força ao cavalo, ou que vestes seu pescoço com crina?
- 20
Podes tu o espantar como a um gafanhoto? O sopro de suas narinas é terrível.
- 21
Ele escarva a terra, alegra-se de sua força, [e] sai ao encontro das armas;
- 22
Ele zomba do medo, e não se espanta; nem volta para trás por causa da espada.
- 23
Contra ele rangem a aljava, o ferro brilhante da lança e do dardo;
- 24
Sacudido-se com furor, ele escarva a terra; ele não fica parado ao som da trombeta.
- 25
Ao som das trombetas diz: Eia! E desde longe cheira a batalha, o grito dos capitães, e o barulho.
- 26
Por acaso é por tua inteligência que o gavião voa, [e] estende suas asas para o sul?
- 27
Ou é por tua ordem que a água voa alto e põe seu ninho na altura?
- 28
Nas penhas ela mora e habita; no cume das penhas, e em lugares seguros.
- 29
Desde ali espia a comida; seus olhos avistam de longe.
- 30
Seus filhotes sugam sangue; e onde houver cadáveres, ali ela está.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).