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2 Crônicas 18 e Marcos 14

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2 Crônicas 18

  1. 1

    Tinha, pois, Josafá riquezas e glória em abundância, e estabeleceu parentesco com Acabe.

  2. 2

    E depois de alguns anos desceu a Acabe a Samaria; por o que matou Acabe muitas ovelhas e bois para ele, e para a gente que com ele vinha: e persuadiu-lhe que fosse com ele a Ramote de Gileade.

  3. 3

    E disse Acabe rei de Israel a Josafá rei de Judá: Queres vir comigo a Ramote de Gileade? E ele respondeu: Como eu, assim também tu; e como teu povo, assim também meu povo: iremos contigo à guerra.

  4. 4

    Ademais disse Josafá ao rei de Israel: Rogo-te que consultes hoje a palavra do SENHOR.

  5. 5

    Então o rei de Israel juntou quatrocentos profetas, e disse-lhes: Iremos à guerra contra Ramote de Gileade, ou ficarei eu quieto? E eles disseram: Sobe, que Deus os entregará em mão do rei.

  6. 6

    Mas Josafá disse: Há ainda aqui algum profeta do SENHOR, para que por ele perguntemos?

  7. 7

    E o rei de Israel respondeu a Josafá: Ainda há aqui um homem pelo qual podemos preguntar ao SENHOR: mas eu lhe aborreço, porque nunca me profetiza coisa boa, a não ser sempre mal. Este é Micaías, filho de Inlá. E respondeu Josafá: Não fale assim o rei.

  8. 8

    Então o rei de Israel chamou um eunuco, e disse-lhe: Faze vir logo a Micaías filho de Inlá.

  9. 9

    E o rei de Israel e Josafá rei de Judá, estavam sentados cada um em seu trono, vestidos de suas roupas; e estavam sentados na eira à entrada da porta de Samaria, e todos os profetas profetizavam diante deles.

  10. 10

    E Zedequias filho de Quenaaná se havia feito chifres de ferro, e dizia: Assim disse o SENHOR: Com estes chifrarás aos sírios até destruí-los de todo.

  11. 11

    De esta maneira profetizavam também todos os profetas, dizendo: Sobe a Ramote de Gileade, e sei próspero; porque o SENHOR a entregará em mão do rei.

  12. 12

    E o mensageiro que havia ido a chamar a Micaías, lhe falou, dizendo: Eis aqui as palavras dos profetas a uma boca anunciam ao rei bens; eu, pois, te rogo que tua palavra seja como a de um deles, que fales bem.

  13. 13

    E disse Micaías: Vive o SENHOR, que o que meu Deus me disser, isso falarei. E veio ao rei.

  14. 14

    E o rei lhe disse: Micaías, iremos a lutar contra Ramote de Gileade, ou ficarei eu quieto? E ele respondeu: Subi, que sereis prosperados, que serão entregues em vossas mãos.

  15. 15

    E o rei lhe disse: Até quantas vezes te conjurarei pelo nome do SENHOR que não me fales a não ser a verdade?

  16. 16

    Então ele disse: Eis visto a todo Israel derramado pelos montes como ovelhas sem pastor: e disse o SENHOR: Estes não têm senhor; volte-se cada um em paz em sua casa.

  17. 17

    E o rei de Israel disse a Josafá: Não te havia eu dito que não me profetizaria bem, mas sim mal?

  18. 18

    Então ele disse: Ouvi, pois, a palavra do SENHOR: Eu vi ao SENHOR sentado em seu trono, e todo o exército dos céus estava a sua mão direita e a sua esquerda.

  19. 19

    E o SENHOR disse: Quem induzirá a Acabe rei de Israel, para que suba e caia em Ramote de Gileade? E um dizia assim, e outro dizia de outra maneira.

  20. 20

    Mas saiu um espírito, que se pôs diante do SENHOR, e disse: Eu lhe induzirei. E o SENHOR lhe disse: De que modo?

  21. 21

    E ele disse: Sairei e serei espírito de mentira na boca de todos os profetas. E o SENHOR disse: Incita, e também prevalece: sai, e faze-o assim.

  22. 22

    E eis que agora pôs o SENHOR espírito de mentira na boca destes teus profetas; mas o SENHOR decretou o mal acerca de ti.

  23. 23

    Então Zedequias filho de Quenaaná se chegou a ele, e feriu a Micaías na face, e disse: Por que caminho se separou de mim o espírito do SENHOR para falar a ti?

  24. 24

    E Micaías respondeu: Eis aqui tu o verás aquele dia, quando te entrarás de câmara em câmara para esconder-te.

  25. 25

    Então o rei de Israel disse: Tomai a Micaías, e voltai-o a Amom governador da cidade, e a Joás filho do rei.

  26. 26

    E direis: O rei disse assim: Ponde a este no cárcere, e sustentai-lhe com pão de aflição e água de angústia, até que eu volte em paz.

  27. 27

    E Micaías disse: Se tu voltares em paz, o SENHOR não falou por mim. Disse ademais: Ouvi o, povos todos.

  28. 28

    Subiu, pois, o rei de Israel, e Josafá rei de Judá, a Ramote de Gileade.

  29. 29

    E disse o rei de Israel a Josafá: Eu me disfarçarei para entrar na batalha: mas tu veste-te tuas roupas. E disfarçou-se o rei de Israel, e entrou na batalha.

  30. 30

    Havia o rei de Síria mandado aos capitães dos carros que tinha consigo, dizendo: Não luteis com pequeno nem com grande, a não ser somente com o rei de Israel.

  31. 31

    E como os capitães dos carros viram a Josafá, disseram: Este é o rei de Israel. E cercaram-no para lutar; mas Josafá clamou, e ajudou-o o SENHOR, e apartou-os Deus dele:

  32. 32

    Pois vendo os capitães dos carros que não era o rei de Israel, desistiram de persegui-lo.

  33. 33

    Mas disparando um o arco ao acaso, feriu ao rei de Israel entre as junturas e a armadura. Ele então disse ao condutor do carro: Volta tua mão, e tira-me do campo, porque estou gravemente ferido.

  34. 34

    E intensificou a batalha aquele dia, por o que esteve o rei de Israel em pé no carro em frente dos sírios até a tarde; mas morreu a pôr do sol.

Marcos 14

  1. 1

    E dali a dois dias era a Páscoa, e [a festa] dos pães sem fermento; e os chefes dos sacerdotes, e os escribas buscavam um meio de prendê-lo através de um engano, e o matarem.

  2. 2

    Diziam, porém: “Não na festa, para que não aconteça tumulto entre o povo.”

  3. 3

    E estando ele em Betânia, na casa de Simão o Leproso, sentado [à mesa] , veio uma mulher, que tinha um vaso de alabastro, de óleo perfumado de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso de alabastro, derramou-o sobre a cabeça dele.

  4. 4

    E houve alguns que em si mesmos se indignaram, e disseram: “Para que foi feito este desperdício do óleo perfumado?

  5. 5

    Porque isto podia ter sido vendido por mais de trezentos denários, e seria dado aos pobres.” E reclamavam contra ela.

  6. 6

    Porém Jesus disse: “Deixai-a; por que a incomodais? Ela me fez boa obra.

  7. 7

    Porque pobres sempre tendes convosco; e quando quiserdes, podeis lhes fazer bem; porém a mim, nem sempre me tendes.

  8. 8

    Esta fez o que podia; adiantou-se para ungir o meu corpo, para a sepultura.

  9. 9

    Em verdade vos digo, que onde quer que em todo o mundo este Evangelho for pregado, também o que esta fez será dito em sua memória.”

  10. 10

    E Judas Iscariotes, um dos doze, foi aos chefes dos sacerdotes, para o entregar a eles.

  11. 11

    E eles ouvindo, alegraram-se; e prometeram lhe dar dinheiro; e buscava como o entregaria em tempo oportuno.

  12. 12

    E o primeiro dia dos pães sem fermento, quando sacrificavam [o cordeiro da] Páscoa, seus discípulos lhe disseram: “Onde queres que vamos preparar para comerdes a Páscoa?”

  13. 13

    E mandou dois de seus discípulos, e disse-lhes: “Ide à cidade, e um homem que leva um cântaro de água vos encontrará, a ele segui.

  14. 14

    E onde quer que ele entrar, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está o cômodo onde comerei Páscoa com meus discípulos?

  15. 15

    E ele vos mostrará um grande salão, ornado e preparado; ali fazei os preparativos para nós.”

  16. 16

    E seusdiscípulos saíram, e vieram à cidade, e acharam como havia lhes dito, e prepararam a Páscoa.

  17. 17

    E chegada a tarde, veio com os doze.

  18. 18

    E quando se sentaram [à mesa] , e comeram, Jesus disse: “Em verdade vos digo, que um de vós, que está comendo comigo, me trairá.”

  19. 19

    E eles começaram a se entristecer, e a lhe dizer um após outro: “Por acaso sou eu?” E outro: “Por acaso sou eu?”

  20. 20

    Porém ele lhes respondeu: “[É] um dos doze, o que está molhando [a mão] comigo no prato.

  21. 21

    Em verdade o Filho do homem vai, como está escrito sobre ele; mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído; bom lhe fosse ao tal homem não haver nascido.”

  22. 22

    E enquanto eles comiam, Jesus tomou o pão; e bendizendo, partiu-o, deu-lhes, e disse: “Tomai, comei, isto é o meu corpo.”

  23. 23

    E tomando o copo, e dando graças, deu-lhes; e todos beberam dele.

  24. 24

    E disse-lhes: “Isto é o meu sangue, o do novo testamento, que é derramado por muitos.

  25. 25

    Em verdade vos digo, que não beberei mais do fruto da vide, até aquele dia, quando o beber novo no Reino de Deus.”

  26. 26

    E depois de cantarem um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

  27. 27

    E Jesus lhes disse: “Todos vós falhareis comigo esta noite; porque está escrito: Ferirei ao pastor, e as ovelhas serão dispersas.

  28. 28

    Mas depois de eu haver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galileia.”

  29. 29

    E Pedro lhe disse: “Ainda que todos falhem, eu não [falharei] .”

  30. 30

    Jesus lhe disse: “Em verdade te digo, que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, me negarás três vezes.”

  31. 31

    Mas [Pedro] , insistindo, dizia: “Ainda que me seja necessário morrer contigo, em maneira nenhuma te negarei.” E todos diziam também da mesma maneira.

  32. 32

    E vieram ao lugar, cujo nome era Getsêmani, e disse a seus discípulos: “Sentai-vos aqui, enquanto eu oro.”

  33. 33

    E tomou consigo Pedro, Tiago, e João, e começou a ficar muito apavorado e angustiado.

  34. 34

    E disse-lhes: “Minha alma totalmente está triste até a morte; ficai-vos aqui, e vigiai.”

  35. 35

    Então ele foi um pouco mais adiante, e prostrou-se em terra. E orou, que se fosse possível, afastasse dele aquela hora.

  36. 36

    E disse: “Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; passa de mim este copo; porém não [se faça] o que eu quero, mas sim o que tu [queres] .”

  37. 37

    Depois veio de volta, e os achou dormindo; e disse a Pedro: “Simão, estás dormindo? Não podes vigiar uma hora?

  38. 38

    Vigiai, e orai, para que não entreis em tentação; o espírito em verdade [está] pronto, mas a carne [é] fraca.”

  39. 39

    E depois que se foi novamente, orou, dizendo as mesmas palavras.

  40. 40

    Quando voltou, achou-os outra vez dormindo; porque os olhos deles estavam pesados, e não sabiam o que lhe responder.

  41. 41

    E veio a terceira vez, e disse-lhes: “Ainda estais dormindo e descansando? Basta, chegada é a hora. Eis que o Filho do homem é entregue em mãos dos pecadores.

  42. 42

    Levantai-vos, vamos; eis que o que me trai está perto.

  43. 43

    E logo, enquanto ele ainda estava falando, veio Judas, que era um dos doze, e com ele uma grande multidão, com espadas e bastões, da parte dos chefes dos sacerdotes, dos escribas, dos anciãos.

  44. 44

    E o que o traía lhes tinha dado um sinal comum, dizendo: “Ao que eu beijar, é esse; prendei-o, e levai-o em segurança.”

  45. 45

    E quando veio, logo foi-se a ele, e disse-lhe: “Rabi, Rabi”, e o beijou.

  46. 46

    Então o agarraram, e o prenderam.

  47. 47

    E um dos que estavam ali presentes puxou a espada, feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe a orelha.

  48. 48

    Jesus começou a lhes dizer: “Viestes me prender com espadas e bastões, como [se eu fosse] um bandido?

  49. 49

    Todo dia eu estava convosco no templo, ensinando, e não me prendestes; mas [assim se faz] para que as Escrituras se cumpram.”

  50. 50

    Então todos o deixaram, e fugiram.

  51. 51

    E certo rapaz o seguia, envolto num lençol sobre o [corpo] nu. E os rapazes o agarraram.

  52. 52

    Mas ele largou o lençol, e fugiu deles nu.

  53. 53

    E levaram Jesus ao sumo sacerdote; e ajuntaram-se a ele todos os chefes dos sacerdotes, os anciãos, e os escribas.

  54. 54

    E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e ficou sentado com os oficiais, esquentando-se ao fogo.

  55. 55

    E os chefes dos sacerdotes, e todo o supremo conselho buscavam [algum] testemunho contra Jesus, para o matarem, e não [o] achavam.

  56. 56

    Porque muitos davam falso testemunho contra ele, mas os testemunhos não concordavam entre si.

  57. 57

    E alguns se levantavam e davam falso testemunho contra ele, dizendo:

  58. 58

    “Nós o ouvimos dizer: Eu derrubarei este templo feito por mãos, e em três dias construirei outro feito não por mãos.

  59. 59

    E nem assim o testemunho deles era concordante.

  60. 60

    Então o sumo sacerdote levantou-se no meio, e perguntou a Jesus: “Não respondes nada? O que estes testemunham contra ti?”

  61. 61

    Mas ele ficou calado, e nada respondeu. O sumo sacerdote voltou a lhe perguntar: “És tu o Cristo, o Filho daquele que é Bendito?”

  62. 62

    Jesus respondeu: “Eu sou. E vereis o Filho do homem sentado à direita do Poderoso , e vindo com as nuvens do céu.”

  63. 63

    E o sumo sacerdote, rasgando suas roupas, disse: “Para que mais necessitamos de testemunhas?

  64. 64

    Vós ouvistes a blasfêmia. Que vos parece?” E todos o condenaram como culpado de morte.

  65. 65

    E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir o rosto dele; e a dar-lhe de socos, e dizer-lhe: “Profetiza”. E os oficiais lhe davam bofetadas.

  66. 66

    E, enquanto Pedro estava no pátio abaixo, veio uma das servas do sumo sacerdote.

  67. 67

    Quando ela viu Pedro, que estava sentado esquentando-se, olhou para ele, e disse: “Também tu estavas com Jesus, o Nazareno.”

  68. 68

    Mas ele negou, dizendo: “Não [o] conheço, nem sei o que dizes.”; e saiu para o alpendre. Então o galo cantou.

  69. 69

    A serva o viu outra vez, e começou a dizer aos que ali estavam: “Este é um deles”.

  70. 70

    Mas ele o negou de novo. E pouco depois, outra vez os que ali estavam disseram a Pedro: “Verdadeiramente tu és um deles; pois também és galileu”, e a tua fala é semelhante”.

  71. 71

    Então ele começou a amaldiçoar e a jurar, [dizendo] : “Não conheço esse homem de quem dizeis.”

  72. 72

    O galo cantou a segunda vez. E Pedro se lembrou da palavra que Jesus havia lhe dito: “Antes que o galo cante duas vezes, tu me negarás três vezes.” Então ele retirou-se dali e chorou.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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