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2 Reis 18 e 2 Crônicas 32

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2 Reis 18

  1. 1

    No terceiro ano de Oseias filho de Elá rei de Israel, começou a reinar Ezequias filho de Acaz rei de Judá.

  2. 2

    Quando começou a reinar era de vinte e cinco anos, e reinou em Jerusalém vinte e nove anos. O nome de sua mãe foi Abi filha de Zacarias.

  3. 3

    Fez o que era correto aos olhos do SENHOR, conforme todas as coisas que havia feito Davi seu pai.

  4. 4

    Ele tirou os altos, e quebrou as imagens, e arrancou os bosques, e fez pedaços a serpente de bronze que havia feito Moisés, porque até então lhe queimavam incenso os filhos de Israel; e chamou-lhe por nome Neustã.

  5. 5

    No SENHOR Deus de Israel pôs sua esperança: depois nem antes dele não houve outro como ele em todos os reis de Judá.

  6. 6

    Porque se chegou ao SENHOR, e não se separou dele, mas sim que guardou os mandamentos que o SENHOR prescreveu a Moisés.

  7. 7

    E o SENHOR foi com ele; e em todas as coisas a que saía prosperava. Ele se rebelou contra o rei da Assíria, e não lhe serviu.

  8. 8

    Feriu também aos filisteus até Gaza e seus termos, desde as torres das atalaias até a cidade fortificada.

  9. 9

    No quarto ano do rei Ezequias, que era o ano sétimo de Oseias filho de Elá rei de Israel, subiu Salmaneser rei dos assírios contra Samaria, e cercou-a.

  10. 10

    E tomaram-na ao fim de três anos: isto é, no sexto ano de Ezequias, o qual era o ano nono de Oseias rei de Israel, foi Samaria tomado.

  11. 11

    E o rei da Assíria transportou a Israel à Assíria, e os pôs em Hala, e em Habor, junto ao rio de Gozã, e nas cidades dos medos:

  12. 12

    Porquanto não haviam atendido à voz do SENHOR seu Deus, antes haviam quebrado o seu pacto; e todas as coisas que Moisés servo do SENHOR havia mandado, nem as haviam escutado, nem praticado.

  13. 13

    E aos catorze anos do rei Ezequias, subiu Senaqueribe rei da Assíria contra todas as cidades fortes de Judá, e tomou-as.

  14. 14

    Então Ezequias, rei de Judá, mandou dizer ao rei da Assíria em Laquis: Eu pequei; afasta-te de mim, e suportarei tudo o que me impuseres. E o rei da Assíria impôs a Ezequias rei de Judá trezentos talentos de prata, e trinta talentos de ouro.

  15. 15

    Deu, portanto, Ezequias toda a prata que foi achada na casa do SENHOR, e nos tesouros da casa real.

  16. 16

    Então desmontou Ezequias as portas do templo do SENHOR, e as dobradiças que o mesmo rei Ezequias havia coberto de ouro, e deu-o ao rei da Assíria.

  17. 17

    Depois o rei da Assíria enviou ao rei Ezequias, desde Laquis contra Jerusalém, a Tartã e a Rabe-Saris e a Rabsaqué, com um grande exército: e subiram, e vieram a Jerusalém. E havendo subido, vieram e pararam junto ao aqueduto do tanque de acima,

  18. 18

    Chamaram logo ao rei, e saiu a eles Eliaquim filho de Hilquias, que era mordomo, e Sebna escriba, e Joá filho de Asafe, chanceler.

  19. 19

    E disse-lhes Rabsaqué: Dizei agora a Ezequias: Assim diz o grande rei da Assíria: Que confiança é esta em que tu estás?

  20. 20

    Dizes, (por certo palavras de lábios): Tenho conselho e esforço para a guerra. Mas em que confias, que te rebelaste contra mim?

  21. 21

    Eis que tu confias agora neste bordão de cana quebrada, em Egito, no que se alguém se apoiar, lhe entrará pela mão, e se lhe passará. Assim é Faraó, rei do Egito, para todos os que nele confiam.

  22. 22

    E se me dizeis: Nós confiamos no SENHOR nosso Deus: não é aquele cujos altos e altares tirou Ezequias, e disse a Judá e a Jerusalém: Diante deste altar adorareis em Jerusalém?

  23. 23

    Portanto, agora eu te rogo que dês reféns a meu senhor, o rei da Assíria, e eu te darei dois mil cavalos, se tu puderes dar cavaleiros para eles.

  24. 24

    Como, pois, farás virar o rosto de um capitão o menor dos servos de meu senhor, ainda que estais confiantes no Egito por seus carros e seus cavaleiros?

  25. 25

    Além disso, acaso eu vim sem o SENHOR a este lugar, para destruí-lo? Foi o SENHOR que me disse: Sobe a esta terra, e destrói-a.

  26. 26

    Então disse Eliaquim filho de Hilquias, e Sebna e Joá, a Rabsaqué: Rogo-te que fales a teus servos em siríaco, porque nós o entendemos, e não fales conosco judaico a ouvidos do povo que está sobre o muro.

  27. 27

    E Rabsaqué lhes disse: Enviou-me meu senhor a ti e a teu senhor para dizer estas palavras, e não antes aos homens que estão sobre o muro, para comerem o seu excremento, e beberem a sua própria urina convosco?

  28. 28

    Logo Rabsaqué ficou de pé, e clamou em alta voz na língua judaica, e falou, dizendo: Ouvi a palavra do grande rei, o rei da Assíria.

  29. 29

    Assim disse o rei: Não vos engane Ezequias, porque não vos poderá livrar de minha mão.

  30. 30

    E não vos faça Ezequias confiar no SENHOR, dizendo: De certo nos livrará o SENHOR, e esta cidade não será entregue em mão do rei da Assíria.

  31. 31

    Não ouçais a Ezequias, porque assim diz o rei da Assíria: Fazei comigo paz, e saí a mim, e cada um comerá de sua vide, e de sua figueira, e cada um beberá as águas de seu poço;

  32. 32

    Até que eu venha, e vos leve a uma terra como a vossa, terra de grão e de vinho, terra de pão e de vinhas, terra de olivas, de azeite, e de mel; e vivereis, e não morrereis. Não ouçais a Ezequias, porque vos engana quando disse: o SENHOR nos livrará.

  33. 33

    Acaso algum dos deuses das nações livrou sua terra da mão do rei da Assíria?

  34. 34

    Onde está o deus de Hamate, e de Arpade? Onde está o deus de Sefarvaim, de Hena, e de Iva? Puderam estes livrar a Samaria de minha mão?

  35. 35

    Que deus de todos os deuses das províncias livrou a sua província de minha mão, para que livre o SENHOR de minha mão a Jerusalém?

  36. 36

    E o povo se calou, de maneira que não lhe responderam palavra: porque havia mandamento do rei, o qual havia dito: Não lhe respondais.

  37. 37

    Então Eliaquim filho de Hilquias, que era mordomo, e Sebna o escriba, e Joá filho de Asafe, chanceler, vieram a Ezequias, com suas roupas rasgadas, e contaram-lhe as palavras de Rabsaqué.

2 Crônicas 32

  1. 1

    Depois destas coisas e desta fidelidade, veio Senaqueribe rei dos assírios, entrou em Judá, e assentou campo contra as cidades fortes, e determinou de entrar nelas.

  2. 2

    Vendo, pois, Ezequias a vinda de Senaqueribe, e seu aspecto de combater a Jerusalém,

  3. 3

    Teve seu conselho com seus príncipes e com seus valentes, sobre fechar as fontes das águas que estavam fora da cidade; e eles lhe apoiaram.

  4. 4

    Juntou-se, pois, muito povo, e fecharam todas as fontes, e o ribeiro que derrama por em meio do território, dizendo: Por que devem achar os reis de Assíria muitas águas quando vierem?

  5. 5

    Encorajou-se assim Ezequias, e edificou todos os muros caídos, e fez erguer as torres, e outro muro por de fora: fortificou também a Milo na cidade de Davi, e fez muitas espadas e paveses.

  6. 6

    E pôs capitães de guerra sobre o povo, e os fez reunir assim na praça da porta da cidade, e falou ao coração deles, dizendo:

  7. 7

    Esforçai-vos e confortai-vos; não temais, nem tenhais medo do rei da Assíria, nem de toda sua multidão que vem com ele; porque mais são conosco do que com ele.

  8. 8

    Com ele está a força da carne, mas conosco está o SENHOR nosso Deus para ajudar-nos, e lutar nossas batalhas. E firmou-se o povo sobre as palavras de Ezequias rei de Judá.

  9. 9

    Depois disto Senaqueribe rei dos assírios, estando ele sobre Laquis e com ele toda sua potência, enviou seus servos a Jerusalém, para dizer a Ezequias rei de Judá, e a todos os de Judá que estavam em Jerusalém:

  10. 10

    Assim disse Senaqueribe rei dos assírios: Em quem confiais vós para estar cercados em Jerusalém?

  11. 11

    Não vos engana Ezequias para entregar-vos à morte, à fome, e à sede, dizendo: o SENHOR nosso Deus nos livrará da mão do rei da Assíria?

  12. 12

    Não é Ezequias o que tirou seus altos e seus altares, e disse a Judá e a Jerusalém: Diante somente deste altar adorareis, e sobre ele queimareis incenso?

  13. 13

    Não sabeis o que eu e meus pais fizemos a todos os povos da terra? Puderam os deuses das nações das terras livrar sua terra de minha mão?

  14. 14

    Que deus havia de todos os deuses daquelas nações que destruíram meus pais, que pudesse salvar seu povo de minhas mãos? Por que poderá vosso Deus livrar-vos de minha mão?

  15. 15

    Agora, pois, não vos engane Ezequias, nem vos persuada tal coisa, nem lhe creiais; que se nenhum deus de todas aquelas nações e reinos pode livrar seu povo de meus mãos, e das mãos de meus pais, quanto menos vosso Deus vos poderá livrar de minha mão?

  16. 16

    E outras coisas falaram seus servos contra o Deus o SENHOR, e contra seu servo Ezequias.

  17. 17

    Além de tudo isto escreveu cartas em que blasfemava ao SENHOR o Deus de Israel, e falava contra ele, dizendo: Como os deuses das nações dos países não puderam livrar seu povo de minhas mãos, tampouco o Deus de Ezequias livrará ao seu das minhas mãos.

  18. 18

    E clamaram a grande voz em judaico ao povo de Jerusalém que estava nos muros, para espantá-los e pôr-lhes temor, para tomar a cidade.

  19. 19

    E falaram contra o Deus de Jerusalém, como contra os deuses dos povos da terra, obra de mãos de homens.

  20. 20

    Mas o rei Ezequias, e o profeta Isaías filho de Amoz, oraram por isto, e clamaram ao céu.

  21. 21

    E o SENHOR enviou um anjo, o qual feriu a todo valente e esforçado, e aos chefes e capitães no campo do rei da Assíria. Voltou-se, portanto, com vergonha de rosto a sua terra; e entrando no templo de seu deus, ali o mataram à espada os que haviam saído de suas entranhas.

  22. 22

    Assim o SENHOR salvou Ezequias e os moradores de Jerusalém das mãos de Senaqueribe rei da Assíria, e das mãos de todos: e preservou-os de todas as partes.

  23. 23

    E muitos trouxeram oferta ao SENHOR a Jerusalém, e a Ezequias rei de Judá, ricos presentes; e foi muito grande diante de todas as nações depois disto.

  24. 24

    Naquele tempo Ezequias ficou doente de morte; e orou ao SENHOR, o qual lhe respondeu, e deu-lhe um sinal.

  25. 25

    Mas Ezequias não pagou conforme ao bem que lhe havia sido feito; pelo contrário, seu coração se enalteceu; por isso veio ira contra ele, e contra Judá e Jerusalém.

  26. 26

    Porém Ezequias, depois de haver-se orgulhado de coração, humilhou-se, ele e os moradores de Jerusalém; e não veio sobre eles a ira do SENHOR nos dias de Ezequias.

  27. 27

    E Ezequias teve riquezas e glória em grande maneira; e proveu-se de tesouros de prata e ouro, de pedras preciosas, de aromas, de escudos, e de todas os tipos de objetos valiosos;

  28. 28

    também de depósitos para as rendas do grão, do vinho, e azeite; estábulos para todo tipo de animais, e currais para os gados.

  29. 29

    Fez para si também cidades, e rebanhos de ovelhas e de vacas em grande quantidade; porque Deus lhe havia dado muita riqueza.

  30. 30

    Este Ezequias tapou os mananciais das águas de Giom da parte de cima, e as fez correr abaixo ao ocidente da cidade de Davi. E foi próspero Ezequias em tudo o que fez.

  31. 31

    Porém no dos embaixadores dos príncipes de Babilônia, que enviaram a ele para saber do prodígio que havia acontecido naquela terra, Deus o deixou, para provar-lhe, para fazer conhecer tudo o que estava em seu coração.

  32. 32

    Os demais dos feitos de Ezequias, e de suas misericórdias, eis que tudo está escrito na profecia de Isaías profeta, filho de Amoz, no livro dos reis de Judá e de Israel.

  33. 33

    E descansou Ezequias com seus pais, e sepultaram-no na parte superior dos sepulcros dos filhos de Davi, honrando-lhe em sua morte todo Judá e os de Jerusalém: e reinou em seu lugar Manassés seu filho.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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