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2 Reis 19 e Jó 41

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2 Reis 19

  1. 1

    E quando o rei Ezequias o ouviu, rasgou suas roupas, e cobriu-se de saco, e entrou-se na casa do SENHOR.

  2. 2

    E enviou a Eliaquim o mordomo, e a Sebna escriba, e aos anciãos dos sacerdotes, vestidos de sacos a Isaías profeta filho de Amoz,

  3. 3

    Que lhe dissessem: Assim disse Ezequias: Este dia é dia de angústia, e de repreensão, e de blasfêmia; porque os filhos vieram até o ponto do parto, mas a que dá à luz não tem forças.

  4. 4

    Talvez ouvirá o SENHOR tua Deus todas as palavras de Rabsaqué, ao qual o rei dos assírios, seu senhor, enviou para afrontar o Deus vivo, e repreenderá pelas palavras que o SENHOR teu Deus ouviu: portanto, eleva oração pelos restantes que ainda continuam.

  5. 5

    Vieram, pois, os servos do rei Ezequias a Isaías.

  6. 6

    E Isaías lhes respondeu: Assim direis a vosso senhor: Assim disse o SENHOR; Não temas pelas palavras que ouviste, com as quais me blasfemaram os servos do rei da Assíria.

  7. 7

    Eis que porei eu nele um espírito, e ouvirá rumor, e se voltará à sua terra: e eu farei que em sua terra caia à espada.

  8. 8

    E regressando Rabsaqué, achou ao rei da Assíria combatendo a Libna; porque havia ouvido que se havia partido de Laquis.

  9. 9

    E ouviu dizer de Tiraca rei de Etiópia: Eis que saiu para fazer-te guerra. Então voltou ele, e enviou embaixadores a Ezequias, dizendo:

  10. 10

    Assim direis a Ezequias rei de Judá: Não te engane teu Deus em quem tu confias, para dizer: Jerusalém não será entregue em mão do rei da Assíria.

  11. 11

    Eis que tu ouviste o que fizeram os reis da Assíria a todas as terras, destruindo-as; e hás tu de escapar?

  12. 12

    Livraram-nas os deuses das nações, que meus pais destruíram, a saber, Gozã, e Harã, e Rezefe, e os filhos de Éden que estavam em Telassar?

  13. 13

    Onde está o rei de Hamate, o rei de Arpade, o rei da cidade de Sefarvaim, de Hena, e de Iva?

  14. 14

    E tomou Ezequias as cartas da mão dos embaixadores; e depois que as leu, subiu à casa do SENHOR, e estendeu-as Ezequias diante do SENHOR.

  15. 15

    E orou Ezequias diante do SENHOR, dizendo: SENHOR Deus de Israel, que habitas entre os querubins, tu só és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste o céu e a terra.

  16. 16

    Inclina, ó SENHOR, teu ouvido, e ouve; abre, ó SENHOR, teus olhos, e olha: e ouve as palavras de Senaqueribe, que enviou a blasfemar ao Deus vivente.

  17. 17

    É verdade, ó SENHOR, que os reis da Assíria destruíram as nações e suas terras;

  18. 18

    E que puseram no fogo a seus deuses, porquanto eles não eram deuses, mas sim obra de mãos de homens, madeira ou pedra, e assim os destruíram.

  19. 19

    Agora, pois, ó SENHOR Deus nosso, salva-nos, te suplico, de sua mão, para que saibam todos os reinos da terra que só tu, SENHOR, és Deus.

  20. 20

    Então Isaías filho de Amoz enviou a dizer a Ezequias: Assim disse o SENHOR, Deus de Israel: O que me rogaste acerca de Senaqueribe rei da Assíria, ouvi.

  21. 21

    Esta é a palavra que o SENHOR falou contra ele: Menosprezou-te, escarneceu-te a virgem filha de Sião; moveu sua cabeça detrás de ti a filha de Jerusalém.

  22. 22

    A quem afrontaste e a quem blasfemaste? E contra quem falaste alto, e levantaste em alto teus olhos? Contra o Santo de Israel.

  23. 23

    Por meio de teus mensageiros proferiste afronta contra o Senhor, e disseste: Com a multidão de meus carros subi aos cumes dos montes, às costas do Líbano; e cortarei seus altos cedros, suas faias escolhidas; e entrarei à morada de seu termo, à floresta de seu terreno fértil.

  24. 24

    Eu cavei e bebi as águas alheias, e sequei com as plantas de meus pés todos os rios de lugares bloqueados.

  25. 25

    Nunca ouviste que há muito tempo eu o fiz, e de dias antigos o formei? E agora o fiz vir, e foi para desolação de cidades fortes em amontoados de ruínas.

  26. 26

    E seus moradores, fracos de mãos, quebrantados e confusos, foram qual erva do campo, como hortaliça verde, e feno dos telhados, que antes que venha a maturidade é seco.

  27. 27

    Eu soube teu assentar-te, teu sair e teu entrar, e teu furor contra mim.

  28. 28

    Porquanto te iraste contra mim, e teu estrondo subiu a meus ouvidos, eu, portanto, porei meu anzol em tuas narinas, e meu freio em teus lábios, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste.

  29. 29

    E isto te será por sinal Ezequias: Este ano comerás o que nascerá de si mesmo, e no segundo ano o que nascerá de si mesmo; e ao terceiro ano semeareis, e colhereis, e plantareis vinhas, e comereis o fruto delas.

  30. 30

    E o que houver escapado, o que haverá restado da casa de Judá, voltará a lançar raiz abaixo, e dará fruto acima.

  31. 31

    Porque sairão de Jerusalém remanescentes, e os que escaparão, do monte de Sião: o zelo do SENHOR dos exércitos fará isto.

  32. 32

    Portanto, o SENHOR diz assim do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará flecha nela; nem virá diante dela escudo, nem será levantado baluarte contra ela.

  33. 33

    Pelo caminho que veio se voltará, e não entrará nesta cidade, diz o SENHOR.

  34. 34

    Porque eu ampararei a esta cidade para salvá-la, por causa de mim, e por causa de Davi meu servo.

  35. 35

    E aconteceu que a mesma noite saiu o anjo do SENHOR, e feriu no campo dos assírios cento oitenta e cinco mil; e quando se levantaram pela manhã, eis que eram todos cadáveres.

  36. 36

    Então Senaqueribe, rei da Assíria, partiu-se, e se foi e voltou a Nínive, onde ficou.

  37. 37

    E aconteceu que, estando ele adorando no templo de Nisroque seu deus, Adrameleque e Sarezer seus filhos o feriram à espada; e fugiram-se à terra de Ararate. E reinou em seu lugar Esar-Hadom seu filho.

Jó 41

  1. 1

    Poderás tu pescar ao leviatã com anzol, ou abaixar sua língua com uma corda?

  2. 2

    Podes pôr um anzol em seu nariz, ou com um espinho furar sua queixada?

  3. 3

    Fará ele súplicas a ti, [ou] falará contigo suavemente?

  4. 4

    Fará ele pacto contigo, para que tu o tomes por escravo perpétuo?

  5. 5

    Brincarás tu com ele como com um passarinho, ou o atarás para tuas meninas?

  6. 6

    Os companheiros farão banquete dele? Repartirão dele entre os mercadores?

  7. 7

    Poderás tu encher sua pele de espetos, ou sua cabeça com arpões de pescadores?

  8. 8

    Põe tua mão sobre ele; te lembrarás da batalha, e nunca mais voltarás a fazer.

  9. 9

    Eis que a esperança de alguém [de vencê-lo] falhará; pois, apenas ao vê-lo será derrubado.

  10. 10

    Ninguém há [tão] ousado que o desperte; quem pois, [ousa] se opor a mim?

  11. 11

    Quem me deu primeiro, para que eu [o] recompense? Tudo o que há debaixo dos céus é meu.

  12. 12

    Eu não me calarei a respeito de seus membros, nem de [suas] forças, e da graça de sua estatura.

  13. 13

    Quem descobrirá sua vestimenta superficial? Quem poderá penetrar sua couraça dupla?

  14. 14

    Quem poderia abrir as portas de seu rosto? Ao redor de seus dentes há espanto.

  15. 15

    Seus fortes escudos são excelentes; cada um fechado, como um selo apertado.

  16. 16

    Um está tão próximo do outro, que vento não pode entrar entre eles.

  17. 17

    Estão grudados uns aos outros; estão tão travados entre si, que não se podem separar.

  18. 18

    Cada um de seus roncos faz resplandecer a luz, e seus olhos são como os cílios do amanhecer.

  19. 19

    De sua boca saem tochas, faíscas de fogo saltam dela.

  20. 20

    De suas narinas sai fumaça, como de uma panela fervente ou de um caldeirão.

  21. 21

    Seu fôlego acende carvões, e de sua boca sai chama.

  22. 22

    A força habita em seu pescoço; diante dele salta-se de medo.

  23. 23

    As dobras de sua carne estão apegadas [entre si] ; cada uma está firme nele, e não podem ser movidas.

  24. 24

    Seu coração é rígido como uma pedra, rígido como a pedra de baixo de um moinho.

  25. 25

    Quando ele se levanta, os fortes tremem; por [seus] abalos se recuam.

  26. 26

    Se alguém lhe tocar com a espada, não poderá prevalecer; nem arremessar dardo, ou lança.

  27. 27

    Ele considera o ferro como palha, e o aço como madeira podre.

  28. 28

    A flecha não o faz fugir; as pedras de funda são para ele como sobras de cascas.

  29. 29

    Considera toda arma como sobras de cascas, e zomba do mover da lança.

  30. 30

    Por debaixo de si tem conchas pontiagudas; ele esmaga com suas pontas na lama.

  31. 31

    Ele faz ferver as profundezas como a uma panela, e faz do mar como um pote de unguento.

  32. 32

    Ele faz brilhar o caminho atrás de si; faz parecer ao abismo com cabelos grisalhos.

  33. 33

    Não há sobre a terra algo que se possa comparar a ele. Ele foi feito para não temer.

  34. 34

    Ele vê tudo que é alto; ele é rei sobre todos os filhos dos animais soberbos.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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