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2 Reis 4 e João 11

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2 Reis 4

  1. 1

    Uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Teu servo, meu marido, é morto; e tu sabes que teu servo era temeroso ao SENHOR; e veio o credor para tomar-se dois filhos meus por servos.

  2. 2

    E Eliseu lhe disse: que te farei eu? Declara-me o que tens em casa. E ela disse: Tua serva nenhuma coisa tem em casa, a não ser uma botija de azeite.

  3. 3

    E ele lhe disse: Vai, e pede para ti vasos emprestados de todos teus vizinhos, vasos vazios, não poucos.

  4. 4

    Entra logo, e fecha a porta atrás de ti e atrás teus filhos; e deita em todos os vasos, e em estando um cheio, põe-o à parte.

  5. 5

    E partiu-se a mulher dele, e fechou a porta atrás si e atrás seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela deitava do azeite.

  6. 6

    E quando os vasos foram cheios, disse a um filho seu: Traze-me ainda outro vaso. E ele disse: Não há mais vasos. Então cessou o azeite.

  7. 7

    Veio ela logo, e contou-o ao homem de Deus, o qual disse: Vai, e vende o azeite, e paga a teus credores; e tu e teus filhos vivei do que restar.

  8. 8

    E aconteceu também que um dia passava Eliseu por Suném; e havia ali uma mulher rica, a qual lhe constrangeu a que comesse do pão; e quando por ali passava, vinha-se à sua casa a comer do pão.

  9. 9

    E ela disse a seu marido: Eis que agora, eu entendo que este que sempre passa por nossa casa, é homem de Deus santo.

  10. 10

    Eu te rogo que faças uma pequena câmara de paredes, e ponhamos nela cama, e mesa, e cadeira, e candelabro, para que quando vier a nós, se recolha nela.

  11. 11

    E aconteceu que um dia veio ele por ali, e recolheu-se naquela câmara, e dormiu nela.

  12. 12

    Então disse a Geazi seu criado: Chama a esta sunamita. E quando ele a chamou, ela se apresentou diante dele.

  13. 13

    E disse ele a Geazi: Dize-lhe: Eis que tu tens sido prestativa por nós com todo este esmero: que queres que eu faça por ti? Tens necessidade que fale por ti ao rei, ou ao general do exército? E ela respondeu: Eu habito em meio de meu povo.

  14. 14

    E ele disse: Que, pois, faremos por ela? E Geazi respondeu: Eis que ela não tem filho, e seu marido é velho.

  15. 15

    Disse então: Chama-a. E ele a chamou, e ela se parou à porta.

  16. 16

    E ele lhe disse: A este tempo segundo o tempo da vida, abraçarás um filho. E ela disse: Não, senhor meu, homem de Deus, não mintas para tua serva.

  17. 17

    Mas a mulher concebeu, e pariu um filho a aquele tempo que Eliseu lhe havia dito, segundo o tempo da vida.

  18. 18

    E quando o menino foi grande, aconteceu que um dia saiu a seu pai, aos ceifeiros.

  19. 19

    E disse a seu pai: Minha cabeça, minha cabeça! E ele disse a um criado: Leva-o a sua mãe.

  20. 20

    E havendo-lhe ele tomado, e trazido-o a sua mãe, esteve sentado sobre seus joelhos até meio dia, e morreu-se.

  21. 21

    Ela então subiu, e o pôs sobre a cama do homem de Deus, e fechando-lhe a porta, saiu-se.

  22. 22

    Chamando logo a seu marido, disse-lhe: Rogo-te que envies comigo a algum dos criados e uma das asnas, para que eu vá correndo ao homem de Deus, e volte.

  23. 23

    E ele disse: Para que hás de ir a ele hoje? Não é nova lua, nem sábado. E ela respondeu: Paz.

  24. 24

    Depois fez preparar uma jumenta, e disse ao jovem: Guia e anda; e não me faças deter para que suba, a não ser quando eu te disser.

  25. 25

    Partiu-se, pois, e veio ao homem de Deus ao monte do Carmelo. E quando o homem de Deus a viu de longe, disse a seu criado Geazi: Eis que a sunamita:

  26. 26

    Rogo-te que vás agora correndo a recebê-la, e dize-lhe: Há paz contigo, com teu marido, e com teu filho? E ela disse: Paz.

  27. 27

    E logo que chegou ao homem de Deus no monte, pegou seus pés. E chegou-se Geazi para tirá-la; mas o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque sua alma está em amargura, e o SENHOR me encobriu o motivo, e não me revelou.

  28. 28

    E ela disse: Pedi eu filho a meu senhor? Não disse eu, que não me enganasses?

  29. 29

    Então disse ele a Geazi: Cinge teus lombos, e toma meu bordão em tua mão, e vai; e se alguém te encontrar, não o saúdes; e se alguém te saudar, não lhe respondas: e porás meu bordão sobre o rosto do menino.

  30. 30

    E disse a mãe do menino: Vive o SENHOR, e vive tua alma, que não te deixarei.

  31. 31

    Ele então se levantou, e seguiu-a. E Geazi havia ido diante deles, e havia posto o bordão sobre o rosto do menino, mas nem tinha voz nem sentido; e assim se havia voltado para encontrar a Eliseu; e declarou-o a ele, dizendo: O jovem não desperta.

  32. 32

    E vindo Eliseu à casa, eis que o menino que estava estendido morto sobre sua cama.

  33. 33

    Entrando ele então, fechou a porta sobre ambos, e orou ao SENHOR.

  34. 34

    Depois subiu, e lançou-se sobre o menino, pondo sua boca sobre a boca dele, e seus olhos sobre seus olhos, e suas mãos sobre as mãos suas; assim se estendeu sobre ele, e aqueceu a carne do jovem.

  35. 35

    Voltando-se logo, andou pela casa a uma parte e a outra, e depois subiu, e estendeu-se sobre ele; e o jovem espirrou sete vezes, e abriu seus olhos.

  36. 36

    Então ele chamou a Geazi, e disse-lhe: Chama a esta sunamita. E ele a chamou. E entrando ela, ele lhe disse: Toma teu filho.

  37. 37

    E assim que ela entrou, lançou-se a seus pés, e inclinou-se a terra: depois tomou seu filho, e saiu-se.

  38. 38

    E Eliseu se voltou a Gilgal. Havia então grande fome na terra. E os filhos dos profetas estavam com ele, pelo que disse a seu criado: Põe uma grande caçarola, e faze sopa para os filhos dos profetas.

  39. 39

    E saiu um ao campo a colher ervas, e achou uma como parreira selvagem, e agarrou dela uma capa de frutos silvestres; e voltou, e cortou-as na caçarola da sopa: porque não sabia o que era.

  40. 40

    Serviu depois para que comessem os homens; mas sucedeu que comendo eles daquele guisado, deram vozes, dizendo: Homem de Deus, há morte na caçarola! E não o puderam comer.

  41. 41

    Ele então disse: Trazei farinha. E espalhou-a na caçarola, e disse: Dá de comer à gente. E não houve mais mal na caçarola.

  42. 42

    Veio então um homem de Baal-Salisa, o qual trouxe ao homem de Deus pães de primícias, vinte pães de cevada, e trigo novo em sua espiga. E ele disse: Da ao povo, para que comam.

  43. 43

    E respondeu seu servente: Como porei isto diante de cem homens? Mas ele voltou a dizer: Da ao povo para que comam, porque assim disse o SENHOR: Comerão, e sobrará.

  44. 44

    Então ele o pôs diante deles, e comeram, e sobrou-lhes, conforme a palavra do SENHOR.

João 11

  1. 1

    E estava doente um certo Lázaro, de Betânia, a aldeia de Maria e de sua irmã Marta.

  2. 2

    (E era Maria a que ungiu ao Senhor com o óleo, e com seus cabelos lhe limpou os pés; [a que] cujo irmão Lázaro era o que estava doente).

  3. 3

    Enviaram pois suas irmãs [uma mensagem] a ele, dizendo: Senhor, eis que aquele a quem [tu] amas está doente.

  4. 4

    E ouvindo Jesus, disse: Esta doença não é para morte, mas para glória de Deus; para que o Filho de Deus seja por ela glorificado.

  5. 5

    E Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro.

  6. 6

    Quando, pois, ele ouviu que estava doente, ficou ainda dois dias no lugar onde estava.

  7. 7

    Então depois disto voltou a dizer aos discípulos: Vamos outra vez à Judeia.

  8. 8

    Disseram-lhe os discípulos: Rabi, ainda agora os Judeus procuravam te apedrejar; e tu voltas novamente para lá?

  9. 9

    Respondeu Jesus: Não há doze horas no dia? Se alguém anda de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo.

  10. 10

    Mas se alguém anda de noite, tropeça; porque nele não há luz.

  11. 11

    Ele falou estas coisas; e depois disto, disse-lhes: Lázaro, nosso amigo, dorme; mas vou para despertá-lo do sono.

  12. 12

    Disseram pois seus discípulos: Senhor, se [ele] dorme, será salvo.

  13. 13

    Mas Jesus dizia [isto] de sua morte; porém eles pensavam que falava do repouso do sono.

  14. 14

    Então pois lhes disse Jesus claramente: Lázaro está morto.

  15. 15

    E me alegro, por causa de vós, que eu não estivesse lá, para que creiais; porém vamos até ele.

  16. 16

    Disse pois Tomé, chamado o Dídimo, aos colegas discípulos: Vamos nós também, para que com ele morramos.

  17. 17

    Vindo pois Jesus, encontrou que já havia quatro dias que estava na sepultura.

  18. 18

    (E Betânia era como quase quinze estádios de Jerusalém).

  19. 19

    E muitos dos judeus tinham vindo até Marta e Maria, para consolá-las por seu irmão.

  20. 20

    Ouvindo pois Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; mas Maria ficou sentada em casa.

  21. 21

    Disse pois Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.

  22. 22

    Porém também sei agora, que tudo quanto pedires a Deus, Deus o dará a ti.

  23. 23

    Disse-lhe Jesus: Teu irmão ressuscitará.

  24. 24

    Marta lhe disse: Eu sei que ele ressuscitará, na ressurreição, no último dia.

  25. 25

    Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição, e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.

  26. 26

    E todo aquele que vive, e crê em mim, para sempre não morrerá. Crês nisto?

  27. 27

    Disse-lhe ela: Sim, Senhor; já cri que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que viria ao mundo.

  28. 28

    E dito isto, [ela] se foi, e chamou em segredo a Maria, sua irmã, dizendo: Aqui está o Mestre, e ele te chama.

  29. 29

    Ouvindo ela [isto] ,logo se levantou, e foi até ele.

  30. 30

    (Porque Jesus ainda não havia chegado à aldeia; mas estava no lugar onde Marta lhe saíra ao encontro).

  31. 31

    Vendo pois os judeus que com ela estavam em casa, e a consolavam, que Maria com pressa se levantara, e saíra, seguiram-na, dizendo: Ela vai para a sepultura, para chorar lá.

  32. 32

    Vindo pois Maria aonde Jesus estava, e vendo-o, caiu a seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.

  33. 33

    Quando Jesus a viu chorar, e aos judeus, que vinham chorando com ela, comoveu-se em espírito, e ficou perturbado.

  34. 34

    E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê.

  35. 35

    Jesus chorou.

  36. 36

    Disseram pois os Judeus: Vede como ele o amava!

  37. 37

    E alguns deles disseram: Não podia este, que abriu os olhos ao cego, ter feito também que este não morresse?

  38. 38

    Comovendo-se pois Jesus outra vez em si mesmo, veio à sepultura; e era [esta] uma caverna, e estava uma pedra posta sobre ela.

  39. 39

    Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, a irmã do morto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias.

  40. 40

    Jesus disse-lhe: Não te disse, que se creres, verás a glória de Deus?

  41. 41

    Tiraram, pois, a pedra de onde o morto jazia. E Jesus levantou os olhos para cima, e disse: Pai, graças te dou, porque me tens ouvido.

  42. 42

    Porém eu bem sabia que sempre me ouves; mas por causa da multidão, que está ao redor, [assim] disse; para que creiam que tu me enviaste.

  43. 43

    E havendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai fora.

  44. 44

    E o que estava morto saiu, [com] as mãos e os pés atados, e seu rosto envolto em um lenço. Disse-lhes Jesus: Desatai-o, e deixai-o ir.

  45. 45

    Pelo que, muitos dos Judeus, que tinham vindo a Maria, e haviam visto o que Jesus fizera, creram nele.

  46. 46

    Mas alguns deles foram aos fariseus, e lhes disseram o que Jesus havia feito.

  47. 47

    Então os sacerdotes e os fariseus juntaram o supremo conselho, e disseram: Que faremos? Porque este homem faz muitos sinais.

  48. 48

    Se assim o deixamos, todos crerão nele, e virão os romanos, e nos tomarão tanto o lugar quanto a nação.

  49. 49

    E Caifás, um deles, que era sumo sacerdote daquele ano, lhes disse: Vós nada sabeis;

  50. 50

    Nem considerais que nos convém, que um homem morra pelo povo, e toda a nação não pereça.

  51. 51

    E ele não disse isto de si mesmo; mas que, como era o sumo sacerdote daquele ano, profetizou que Jesus morreria pelo povo.

  52. 52

    E não somente por aquele povo, mas também para que juntasse em um aos filhos de Deus, que estavam dispersos.

  53. 53

    Então desde aquele dia se aconselhavam juntos para o matarem.

  54. 54

    De maneira que Jesus já não andava mais abertamente entre os judeus, mas foi-se dali para a terra junto ao deserto, a uma cidade chamada Efraim; e ali andava com seus discípulos.

  55. 55

    E estava perto a páscoa dos judeus, e muitos daquela terra subiram a Jerusalém antes da páscoa, para se purificarem.

  56. 56

    Buscavam pois a Jesus, e diziam uns aos outros estando no Templo: Que vos parece? Que ele não virá à festa?

  57. 57

    E os sacerdotes e os fariseus tinham dado ordem de que, se alguém soubesse onde ele estava, o denunciasse, para que o pudessem prender.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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