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2 Reis 4 e Marcos 8

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2 Reis 4

  1. 1

    Uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Teu servo, meu marido, é morto; e tu sabes que teu servo era temeroso ao SENHOR; e veio o credor para tomar-se dois filhos meus por servos.

  2. 2

    E Eliseu lhe disse: que te farei eu? Declara-me o que tens em casa. E ela disse: Tua serva nenhuma coisa tem em casa, a não ser uma botija de azeite.

  3. 3

    E ele lhe disse: Vai, e pede para ti vasos emprestados de todos teus vizinhos, vasos vazios, não poucos.

  4. 4

    Entra logo, e fecha a porta atrás de ti e atrás teus filhos; e deita em todos os vasos, e em estando um cheio, põe-o à parte.

  5. 5

    E partiu-se a mulher dele, e fechou a porta atrás si e atrás seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela deitava do azeite.

  6. 6

    E quando os vasos foram cheios, disse a um filho seu: Traze-me ainda outro vaso. E ele disse: Não há mais vasos. Então cessou o azeite.

  7. 7

    Veio ela logo, e contou-o ao homem de Deus, o qual disse: Vai, e vende o azeite, e paga a teus credores; e tu e teus filhos vivei do que restar.

  8. 8

    E aconteceu também que um dia passava Eliseu por Suném; e havia ali uma mulher rica, a qual lhe constrangeu a que comesse do pão; e quando por ali passava, vinha-se à sua casa a comer do pão.

  9. 9

    E ela disse a seu marido: Eis que agora, eu entendo que este que sempre passa por nossa casa, é homem de Deus santo.

  10. 10

    Eu te rogo que faças uma pequena câmara de paredes, e ponhamos nela cama, e mesa, e cadeira, e candelabro, para que quando vier a nós, se recolha nela.

  11. 11

    E aconteceu que um dia veio ele por ali, e recolheu-se naquela câmara, e dormiu nela.

  12. 12

    Então disse a Geazi seu criado: Chama a esta sunamita. E quando ele a chamou, ela se apresentou diante dele.

  13. 13

    E disse ele a Geazi: Dize-lhe: Eis que tu tens sido prestativa por nós com todo este esmero: que queres que eu faça por ti? Tens necessidade que fale por ti ao rei, ou ao general do exército? E ela respondeu: Eu habito em meio de meu povo.

  14. 14

    E ele disse: Que, pois, faremos por ela? E Geazi respondeu: Eis que ela não tem filho, e seu marido é velho.

  15. 15

    Disse então: Chama-a. E ele a chamou, e ela se parou à porta.

  16. 16

    E ele lhe disse: A este tempo segundo o tempo da vida, abraçarás um filho. E ela disse: Não, senhor meu, homem de Deus, não mintas para tua serva.

  17. 17

    Mas a mulher concebeu, e pariu um filho a aquele tempo que Eliseu lhe havia dito, segundo o tempo da vida.

  18. 18

    E quando o menino foi grande, aconteceu que um dia saiu a seu pai, aos ceifeiros.

  19. 19

    E disse a seu pai: Minha cabeça, minha cabeça! E ele disse a um criado: Leva-o a sua mãe.

  20. 20

    E havendo-lhe ele tomado, e trazido-o a sua mãe, esteve sentado sobre seus joelhos até meio dia, e morreu-se.

  21. 21

    Ela então subiu, e o pôs sobre a cama do homem de Deus, e fechando-lhe a porta, saiu-se.

  22. 22

    Chamando logo a seu marido, disse-lhe: Rogo-te que envies comigo a algum dos criados e uma das asnas, para que eu vá correndo ao homem de Deus, e volte.

  23. 23

    E ele disse: Para que hás de ir a ele hoje? Não é nova lua, nem sábado. E ela respondeu: Paz.

  24. 24

    Depois fez preparar uma jumenta, e disse ao jovem: Guia e anda; e não me faças deter para que suba, a não ser quando eu te disser.

  25. 25

    Partiu-se, pois, e veio ao homem de Deus ao monte do Carmelo. E quando o homem de Deus a viu de longe, disse a seu criado Geazi: Eis que a sunamita:

  26. 26

    Rogo-te que vás agora correndo a recebê-la, e dize-lhe: Há paz contigo, com teu marido, e com teu filho? E ela disse: Paz.

  27. 27

    E logo que chegou ao homem de Deus no monte, pegou seus pés. E chegou-se Geazi para tirá-la; mas o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque sua alma está em amargura, e o SENHOR me encobriu o motivo, e não me revelou.

  28. 28

    E ela disse: Pedi eu filho a meu senhor? Não disse eu, que não me enganasses?

  29. 29

    Então disse ele a Geazi: Cinge teus lombos, e toma meu bordão em tua mão, e vai; e se alguém te encontrar, não o saúdes; e se alguém te saudar, não lhe respondas: e porás meu bordão sobre o rosto do menino.

  30. 30

    E disse a mãe do menino: Vive o SENHOR, e vive tua alma, que não te deixarei.

  31. 31

    Ele então se levantou, e seguiu-a. E Geazi havia ido diante deles, e havia posto o bordão sobre o rosto do menino, mas nem tinha voz nem sentido; e assim se havia voltado para encontrar a Eliseu; e declarou-o a ele, dizendo: O jovem não desperta.

  32. 32

    E vindo Eliseu à casa, eis que o menino que estava estendido morto sobre sua cama.

  33. 33

    Entrando ele então, fechou a porta sobre ambos, e orou ao SENHOR.

  34. 34

    Depois subiu, e lançou-se sobre o menino, pondo sua boca sobre a boca dele, e seus olhos sobre seus olhos, e suas mãos sobre as mãos suas; assim se estendeu sobre ele, e aqueceu a carne do jovem.

  35. 35

    Voltando-se logo, andou pela casa a uma parte e a outra, e depois subiu, e estendeu-se sobre ele; e o jovem espirrou sete vezes, e abriu seus olhos.

  36. 36

    Então ele chamou a Geazi, e disse-lhe: Chama a esta sunamita. E ele a chamou. E entrando ela, ele lhe disse: Toma teu filho.

  37. 37

    E assim que ela entrou, lançou-se a seus pés, e inclinou-se a terra: depois tomou seu filho, e saiu-se.

  38. 38

    E Eliseu se voltou a Gilgal. Havia então grande fome na terra. E os filhos dos profetas estavam com ele, pelo que disse a seu criado: Põe uma grande caçarola, e faze sopa para os filhos dos profetas.

  39. 39

    E saiu um ao campo a colher ervas, e achou uma como parreira selvagem, e agarrou dela uma capa de frutos silvestres; e voltou, e cortou-as na caçarola da sopa: porque não sabia o que era.

  40. 40

    Serviu depois para que comessem os homens; mas sucedeu que comendo eles daquele guisado, deram vozes, dizendo: Homem de Deus, há morte na caçarola! E não o puderam comer.

  41. 41

    Ele então disse: Trazei farinha. E espalhou-a na caçarola, e disse: Dá de comer à gente. E não houve mais mal na caçarola.

  42. 42

    Veio então um homem de Baal-Salisa, o qual trouxe ao homem de Deus pães de primícias, vinte pães de cevada, e trigo novo em sua espiga. E ele disse: Da ao povo, para que comam.

  43. 43

    E respondeu seu servente: Como porei isto diante de cem homens? Mas ele voltou a dizer: Da ao povo para que comam, porque assim disse o SENHOR: Comerão, e sobrará.

  44. 44

    Então ele o pôs diante deles, e comeram, e sobrou-lhes, conforme a palavra do SENHOR.

Marcos 8

  1. 1

    Naqueles dias, quando havia uma multidão muito grande, e não tinham o que comer, Jesus chamou os seus discípulos a si, e disse-lhes:

  2. 2

    Tenho compaixão da multidão, porque já há três dias que estão comigo, e não têm o que comer.

  3. 3

    E se eu os deixar ir sem comer para suas casas desmaiarão no caminho; porque alguns deles vieram de longe.

  4. 4

    Os seus discípulos lhe responderam: De onde poderá alguém saciar estes de pão aqui no deserto?

  5. 5

    [Jesus] lhes perguntou: Quantos pães tendes? E eles disseram: Sete.

  6. 6

    Então mandou à multidão que se sentassem no chão. Em seguida, tomou os sete pães, e tendo dado graças, partiu-os, e os deu a seus discípulos, para que os pusessem diante deles. E eles os puseram diante da multidão.

  7. 7

    E tinham uns poucos peixinhos, e havendo dado graças, disse que também os pusessem diante deles.

  8. 8

    Eles comeram, e se saciaram; e levantaram, do que sobrou dos pedaços, sete cestos.

  9. 9

    Os que comeram eram quase quatro mil. Depois os despediu.

  10. 10

    E logo entrou no barco com os seus discípulos, e veio para a região de Dalmanuta.

  11. 11

    Os fariseus vieram, e começaram a disputar com ele, pedindo-lhe sinal do céu, para o testar.

  12. 12

    E ele, suspirando profundamente em seu espírito, disse: Por que esta geração pede um sinal? Em verdade vos digo, que não se dará sinal a esta geração.

  13. 13

    Então os deixou, voltou a entrar no barco , e foi para a outro lado [do mar] .

  14. 14

    E [os seus discípulos] haviam se esquecido de tomar pão, e nada tinham, a não ser um pão com eles no barco.

  15. 15

    E [Jesus] lhes deu a seguinte ordem: Prestai atenção: tende cuidado com o fermento dos fariseus e o fermento de Herodes.

  16. 16

    E indagavam-se com os outros , dizendo: É porque não temos pão.

  17. 17

    Jesus soube e lhes disse: Por que indagais que não tendes pão? Não percebeis ainda, nem entendeis? Ainda tendes o vosso coração endurecido?

  18. 18

    Tendes olhos, e não vedes? Tendes ouvidos, e não ouvis?

  19. 19

    E não vos lembrais de, quando parti os cinco pães entre os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços levantastes?Responderam-lhe: Doze.

  20. 20

    E quando [parti] os sete entre os quatro mil, quantas cestas cheias de pedaços levantastes? Eles disseram: Sete.

  21. 21

    Ele lhes perguntou: Como não entendeis?

  22. 22

    Então veio a Betsaida. E trouxeram-lhe um cego, e rogaram-lhe que o tocasse.

  23. 23

    Ele tomou o cego pela mão e o tirou para fora da aldeia. Depois cuspiu nos olhos dele e, pondo as mãos encima dele, perguntou-lhe se via alguma coisa.

  24. 24

    Ele levantou os olhos e disse: Vejo as pessoas; pois vejo como árvores que andam.

  25. 25

    Então [Jesus] pôs de novo as mãos sobre os seus olhos, e o fez olhar para cima . Assim ele ficou restabelecido, e passou a ver todos claramente.

  26. 26

    Então o mandou para sua casa, dizendo: Não entres na aldeia, nem contes a ninguém da aldeia.

  27. 27

    Jesus saiu com os seus discípulos para as aldeias de Cesareia de Filipe; e no caminho perguntou a seus discípulos: Quem as pessoas dizem que eu sou?

  28. 28

    Eles responderam: João Batista, e outros, Elias; e outros, algum dos profetas.

  29. 29

    E ele lhes perguntou: E vós, quem dizeis que eu sou? Pedro lhe respondeu: Tu és o Cristo.

  30. 30

    E lhes ordenou que a ninguém dissessem aquilo dele.

  31. 31

    E começou a lhes ensinar que era necessário que o Filho do homem sofresse muito, e fosse rejeitado pelos anciãos e pelos chefes dos sacerdotes e escribas, e que fosse morto, e depois de três dias ressuscitasse.

  32. 32

    Ele dizia essa palavra abertamente. Então Pedro o tomou à parte, e começou a repreendê-lo.

  33. 33

    Mas [Jesus] virou-se e, olhando para os seus discípulos, repreendeu Pedro, dizendo: Sai de diante de mim, satanás! Pois tu não compreendes as coisas de Deus, mas sim as humanas.

  34. 34

    Então chamou a si a multidão com os seus discípulos, e disse-lhes: Quem quiser vir após mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me;

  35. 35

    pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, esse a salvará.

  36. 36

    Pois que proveito teria alguém, se ganhasse o mundo todo, e perdesse a sua alma?

  37. 37

    Ou que daria alguém em resgate de sua alma?

  38. 38

    Porque todo aquele que se envergonhar de mim e de minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, também o Filho do homem, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos, envergonhar-se-á dele.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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