2 Samuel 11 e Jó 31
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2 Samuel 11
- 1
E aconteceu à volta de um ano, no tempo que saem os reis à guerra, que Davi enviou a Joabe, e a seus servos com ele, e a todo Israel; e destruíram aos amonitas, e puseram cerco a Rabá: mas Davi se ficou em Jerusalém.
- 2
E aconteceu que levantando-se Davi de sua cama à hora da tarde, passeava-se pelo terraço da casa real, quando viu desde o terraço uma mulher que se estava lavando, a qual era muito bela.
- 3
E enviou Davi a preguntar por aquela mulher, e disseram-lhe: Aquela é Bate-Seba filha de Eliã, mulher de Urias Heteu.
- 4
E Davi enviou mensageiros, e tomou-a: e assim que entrou a ele, ele dormiu com ela. Purificou-se logo ela de sua imundícia, e se voltou à sua casa.
- 5
E concebeu a mulher, e enviou-o a fazer saber a Davi, dizendo: Eu estou grávida.
- 6
Então Davi enviou a dizer a Joabe: Envia-me a Urias Heteu. E enviou-o Joabe a Davi.
- 7
E quando Urias veio a ele, perguntou-lhe Davi pela saúde de Joabe, e pela saúde do povo, e também da guerra.
- 8
Depois disse Davi a Urias: Desce à tua casa, e lava teus pés. E saindo Urias de casa do rei, veio atrás dele um presente real.
- 9
Mas Urias dormiu à porta da casa do rei com todos os servos de seu senhor, e não desceu à sua casa.
- 10
E fizeram saber isto a Davi, dizendo: Urias não desceu à sua casa. E disse Davi a Urias: Não vieste de caminho? Por que, pois, não desceste à tua casa?
- 11
E Urias respondeu a Davi: A arca, e Israel e Judá, estão debaixo de tendas; e meu senhor Joabe, e os servos de meu senhor sobre a face do campo: e havia eu de entrar em minha casa para comer e beber, e a dormir com minha mulher? Por vida tua, e pela vida de tua alma, que eu não farei tal coisa.
- 12
E Davi disse a Urias: Fica-te aqui ainda hoje, e amanhã te despedirei. E ficou Urias em Jerusalém aquele dia e o seguinte.
- 13
E Davi o convidou, e fez-lhe comer e beber diante de si, até embriagá-lo. E ele saiu à tarde para dormir em sua cama com os servos de seu senhor; mas não desceu à sua casa.
- 14
Vinda a manhã, escreveu Davi a Joabe uma carta, a qual enviou por mão de Urias.
- 15
E escreveu na carta, dizendo: Ponde a Urias diante da força da batalha, e desamparai-o, para que seja ferido e morra.
- 16
Assim foi que quando Joabe cercou a cidade, pôs a Urias no lugar de onde sabia que estavam os homens mais valentes.
- 17
E saindo logo os da cidade, lutaram com Joabe, e caíram alguns do povo dos servos de Davi; e morreu também Urias Heteu.
- 18
Então enviou Joabe, e fez saber a Davi todos os negócios da guerra.
- 19
E mandou ao mensageiro, dizendo: Quando acabares de contar ao rei todos os negócios da guerra,
- 20
Se o rei começar a irar-se, e te disser: Por que vos aproximastes à cidade lutando? Não sabíeis que eles costumam atirar do muro?
- 21
Quem feriu a Abimeleque filho de Jerubusete? Não lançou uma mulher do muro um pedaço de uma roda de moinho, e morreu em Tebes? Por que vos aproximastes ao muro? Então tu lhe dirás: Também teu servo Urias Heteu é morto.
- 22
E foi o mensageiro, e chegando, contou a Davi todas as coisas a que Joabe lhe havia enviado.
- 23
E disse o mensageiro a Davi: Prevaleceram contra nós os homens, que saíram a nós ao campo, bem que nós lhes fizemos retroceder até a entrada da porta;
- 24
Porém os flecheiros atiraram contra teus servos desde o muro, e morreram alguns dos servos do rei; e morreu também teu servo Urias Heteu.
- 25
E Davi disse ao mensageiro: Dirás assim a Joabe: Não tenhas pesar disto, que de igual e semelhante maneira costuma consumir a espada: esforça a batalha contra a cidade, até que a rendas. E tu conforta-o.
- 26
E ouvindo a mulher de Urias que seu marido Urias era morto, fez luto por seu marido.
- 27
E passado o luto, enviou Davi e recolheu-a à sua casa: e foi ela sua mulher, e deu-lhe à luz um filho. Mas isto que Davi havia feito, foi desagradável aos olhos do SENHOR.
Jó 31
- 1
Eu fiz um pacto com meus olhos; como, pois, eu olharia com cobiça para a virgem?
- 2
Pois qual é a porção [dada] por Deus acima, e a herança [dada] pelo Todo-Poderoso das alturas?
- 3
Por acaso a calamidade não é para o perverso, e o desastre para os que praticam injustiça?
- 4
Por acaso ele não vê meus caminhos, e conta todos os meus passos?
- 5
Se eu andei com falsidade, e se meu pé se apressou para o engano,
- 6
Pese-me ele em balanças justas, e Deus saberá minha integridade.
- 7
Se meus passos se desviaram do caminho, e meu coração seguiu meus olhos, e se algo se apegou às minhas mãos,
- 8
Que eu semeie, e outro coma; e meus produtos sejam arrancados.
- 9
Se foi meu coração se deixou seduzir por [alguma] mulher, ou se estive espreitei à porta de meu próximo,
- 10
Que minha mulher moa para outro, e outros se encurvem sobre ela.
- 11
Pois tal seria um crime vergonhoso, e delito [a ser sentenciado por] juízes.
- 12
Pois seria um fogo que consumiria até à perdição, e destruiria toda a minha renda.
- 13
Se desprezei o direito de meu servo ou de minha serva quando eles reclamaram comigo,
- 14
Que faria eu quando Deus se levantasse? E quando ele investigasse [a causa] ,o que eu lhe responderia?
- 15
Aquele que me fez no ventre [materno também] não fez a ele? E não nos preparou de um mesmo [modo] na madre?
- 16
Se eu neguei aos pobres o que eles desejavam, ou fiz desfalecer os olhos da viúva;
- 17
E se comi meu alimento sozinho, e o órfão não comeu dele
- 18
(Porque desde a minha juventude cresceu comigo como [se eu fosse seu pai] ,e desde o ventre de minha mãe guiei [a viúva] );
- 19
Se eu vi alguém morrer por falta de roupa, e o necessitado sem algo que o cobrisse,
- 20
Se sua cintura não me bendisse, quando ele se esquentava com as peles de meus cordeiros;
- 21
Se levantei minha mão contra o órfão, quando vi que seria favorecido na corte judicial,
- 22
Que minha escápula caia do meu ombro, e meu braço se quebre de sua articulação.
- 23
Porque o castigo de Deus era um assombro para mim, e eu não teria poder contra sua majestade.
- 24
Se eu pus no ouro minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és minha confiança;
- 25
Se eu me alegrei de que minha riqueza era muita, e de que minha mão havia obtido muito;
- 26
Se olhei para o sol quando brilhava, e à lua quando estava bela,
- 27
E meu coração se deixou enganar em segredo, e minha boca beijou minha mão,
- 28
Isto também seria um delito [a ser sentenciado por] juiz; porque teria negado ao Deus de cima.
- 29
Se eu me alegrei da desgraça daquele que me odiava, e me agradei quando o mal o encontrou,
- 30
Sendo que nem deixei minha boca pecar, desejando sua morte com maldição,
- 31
Se a gente da minha casa nunca tivesse dito: Quem não se satisfez da carne dada por ele?
- 32
O estrangeiro não passava a noite na rua; eu abria minhas portas ao viajante.
- 33
Se encobri minhas transgressões como as pessoas [fazem] , escondendo meu delito em meu seio;
- 34
Porque eu tinha medo da grande multidão, e o desprezo das famílias me atemorizou; então me calei, e não saí da porta:
- 35
Quem me dera se alguém me ouvisse! Eis que minha vontade é que o Todo-Poderoso me responda, e meu adversário escrevesse um relato da acusação.
- 36
Certamente eu o carregaria sobre meu ombro, e o poria em mim como uma coroa.
- 37
Eu lhe diria o número de meus passos, e como um príncipe eu me chegaria a ele.
- 38
Se minha terra clamar contra mim, e seus sulcos juntamente chorarem;
- 39
Se comi seus frutos sem [pagar] dinheiro, ou fiz expirar a alma de seus donos;
- 40
Em lugar de trigo que [me] produza cardos, e ervas daninhas no lugar da cevada. [Aqui] terminam as palavras de Jó.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).