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2 Samuel 12 e Provérbios 6

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2 Samuel 12

  1. 1

    E o SENHOR enviou Natã a Davi, o qual vindo a ele, disse-lhe: Havia dois homens em uma cidade, um rico, e o outro pobre.

  2. 2

    O rico tinha numerosas ovelhas e vacas:

  3. 3

    Mas o pobre não tinha mais que uma só cordeira, que ele havia comprado e criado, e que havia crescido com ele e com seus filhos juntamente, comendo de seu bocado, e bebendo de seu vaso, e dormindo em seu fundo: e tinha-a como de uma vez filha.

  4. 4

    E veio um de caminho ao homem rico; e ele não quis tomar de suas ovelhas e de suas vacas, para guisar ao caminhante que lhe havia vindo, mas sim que tomou a ovelha daquele homem pobre, e preparou-a para aquele que lhe havia vindo.

  5. 5

    Então se acendeu o furor de Davi em grande maneira contra aquele homem, e disse a Natã: Vive o SENHOR, que o que tal fez é digno de morte.

  6. 6

    E que ele deve pagar a cordeira com quatro tantos, porque fez esta tal coisa, e não teve misericórdia.

  7. 7

    Então disse Natã a Davi: Tu és aquele homem. Assim disse o SENHOR, Deus de Israel: Eu te ungi por rei sobre Israel, e te livre da mão de Saul;

  8. 8

    Eu te dei a casa de teu senhor, e as mulheres de teu senhor em teu fundo: demais disto te dei a casa de Israel e de Judá; e se isto é pouco, eu te acrescentarei tais e tais coisas.

  9. 9

    Por que, pois, tiveste em pouco a palavra do SENHOR, fazendo o que era mau diante de seus olhos? A Urias Heteu feriste à espada, e tomaste por tua mulher a sua mulher, e a ele mataste com a espada dos filhos de Amom.

  10. 10

    Pelo qual agora não se apartará jamais de tua casa a espada; porquanto me menosprezaste, e tomaste a mulher de Urias Heteu para que fosse tua mulher.

  11. 11

    Assim disse o SENHOR: Eis que eu levantarei sobre ti o mal de tua mesma casa, e tomarei tuas mulheres diante de teus olhos, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com tuas mulheres à vista deste sol.

  12. 12

    Porque tu o fizeste em secreto; mas eu farei isto diante de todo Israel, e diante do sol.

  13. 13

    Então disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E Natã disse a Davi: Também o SENHOR removeu teu pecado: não morrerás.

  14. 14

    Mas porquanto com este negócio fizeste blasfemar aos inimigos do SENHOR, o filho que te nasceu morrerá certamente.

  15. 15

    E Natã se voltou à sua casa. E o SENHOR feriu ao menino que a mulher de Urias havia dado à luz a Davi, e o fez ficar gravemente doente.

  16. 16

    Então rogou Davi a Deus pelo menino; e jejuou Davi, recolheu-se, e passou a noite deitado em terra.

  17. 17

    E levantando-se os anciãos de sua casa foram a ele para fazê-lo levantar da terra; mas ele não quis, nem comeu com eles pão.

  18. 18

    E ao sétimo dia morreu o menino; mas seus servos não ousavam fazer-lhe saber que o menino era morto, dizendo entre si: Quando o menino ainda vivia, lhe falávamos, e não queria ouvir nossa voz: pois quanto mais mal lhe fará, se lhe dissermos que o menino está morto?

  19. 19

    Mas Davi vendo a seus servos falar entre si, entendeu que o menino era morto; pelo que disse Davi a seus servos: É morto o menino? E eles responderam: Morto é.

  20. 20

    Então Davi se levantou da terra, e lavou-se e ungiu-se, e mudou suas roupas, e entrou à casa do SENHOR, e adorou. E depois veio à sua casa, e mandou, e puseram-lhe pão, e comeu.

  21. 21

    E disseram-lhe seus servos: Que é isto que fizeste? Pelo menino, vivendo ainda, jejuavas e choravas; e ele morto, levantaste-te e comeste pão.

  22. 22

    E ele respondeu: Vivendo ainda o menino, eu jejuava e chorava, dizendo: Quem sabe se Deus terá compaixão de mim, por maneira que viva o menino?

  23. 23

    Mas agora que já é morto, para que tenho de jejuar? Poderei eu fazer-lhe voltar? Eu vou a ele, mas ele não voltará a mim.

  24. 24

    E consolou Davi a Bate-Seba sua mulher, e entrando a ela, dormiu com ela; e deu à luz um filho, e chamou seu nome Salomão, ao qual o SENHOR amou:

  25. 25

    Que enviou por meio de Natã profeta, e chamou seu nome Jedidias, por causa do SENHOR.

  26. 26

    E Joabe lutava contra Rabá dos filhos de Amom, e tomou a cidade real.

  27. 27

    Então enviou Joabe mensageiros a Davi, dizendo: Eu lutei contra Rabá, e tomei a cidade das águas.

  28. 28

    Junta, pois, agora o povo que resta, e assenta acampamento contra a cidade, e toma-a; porque tomando eu a cidade, não se chame de meu nome.

  29. 29

    E juntando Davi todo aquele povo foi contra Rabá, e combateu-a, e tomou-a.

  30. 30

    E tomou a coroa de seu rei de sua cabeça, a qual pesava um talento de ouro, e tinha pedras preciosas; e foi posta sobre a cabeça de Davi. E trouxe muito grande despojo da cidade.

  31. 31

    Tirou também o povo que estava nela, e o pôs ao trabalho de serras, e de trilhos de ferro, e de machados de ferro; e os fez passar por fornos de tijolos: e o mesmo fez a todas as cidades dos filhos de Amom. Voltou-se logo Davi com todo o povo a Jerusalém.

Provérbios 6

  1. 1

    Filho meu, se ficaste fiador por teu próximo, [se] deste tua garantia ao estranho;

  2. 2

    [Se] tu foste capturado pelas palavras de tua [própria] boca, e te prendeste pelas palavras de tua boca,

  3. 3

    Então faze isto agora, meu filho, e livra-te, pois caíste nas mãos de teu próximo; vai, humilha-te, e insiste exaustivamente ao teu próximo.

  4. 4

    Não dês sono aos teus olhos, nem cochilo às tuas pálpebras.

  5. 5

    Livra-te, como a corça do caçador, como o pássaro do caçador de aves.

  6. 6

    Vai até a formiga, preguiçoso; olha para os caminhos dela, e sê sábio.

  7. 7

    Ela, [mesmo] não tendo chefe, nem fiscal, nem dominador,

  8. 8

    Prepara seu alimento no verão, na ceifa ajunta seu mantimento.

  9. 9

    Ó preguiçoso, até quando estarás deitado? Quando te levantarás de teu sono?

  10. 10

    Um pouco de sono, um pouco de cochilo; um pouco de descanso com as mãos cruzadas;

  11. 11

    Assim a pobreza virá sobre ti como um assaltante; a necessidade [chegará] a ti como um homem armado.

  12. 12

    O homem mal, o homem injusto, anda com uma boca perversa.

  13. 13

    Ele acena com os olhos, fala com seus pés, aponta com seus dedos.

  14. 14

    Perversidades há em seu coração; todo o tempo ele trama o mal; anda semeando brigas.

  15. 15

    Por isso sua perdição virá repentinamente; subitamente ele será quebrado, e não haverá cura.

  16. 16

    Estas seis coisas o SENHOR odeia; e sete sua alma abomina:

  17. 17

    Olhos arrogantes, língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente;

  18. 18

    O coração que trama planos malignos, pés que se apressam a correr para o mal;

  19. 19

    A falsa testemunha, que sopra mentiras; e o que semeia brigas entre irmãos.

  20. 20

    Filho meu, guarda o mandamento de teu pai; e não abandones a lei de tua mãe.

  21. 21

    Amarra-os continuamente em teu coração; e pendura-os ao teu pescoço.

  22. 22

    Quando caminhares, [isto] te guiará; quando deitares, [isto] te guardará; quando acordares, [isto] falará contigo.

  23. 23

    Porque o mandamento é uma lâmpada, e a lei é luz; e as repreensões para correção são o caminho da vida;

  24. 24

    Para te protegerem da mulher má, das lisonjas da língua da estranha.

  25. 25

    Não cobices a formosura dela em teu coração; nem te prenda em seus olhos.

  26. 26

    Porque pela mulher prostituta [chega-se a pedir] um pedaço de pão; e a mulher de [outro] homem anda à caça de uma alma preciosa.

  27. 27

    Por acaso pode alguém botar fogo em seu peito, sem que suas roupas se queimem?

  28. 28

    [Ou] alguém pode andar sobre as brasas, sem seus pés se arderem?

  29. 29

    Assim [será] aquele que se deitar com a mulher de seu próximo; não será considerado inocente todo aquele que a tocar.

  30. 30

    Não se despreza ao ladrão, quando furta para saciar sua alma, tendo fome;

  31. 31

    Mas, [se for] achado, ele pagará sete vezes mais; ele terá que dar todos os bens de sua casa.

  32. 32

    [Porém] aquele que adultera com mulher [alheia] tem falta de entendimento; quem faz [isso] destrói sua [própria] alma.

  33. 33

    Ele encontrará castigo e desgraça; e sua desonra nunca será apagada.

  34. 34

    Porque ciúmes [são] a fúria do marido, e ele de maneira nenhuma terá misericórdia no dia da vingança.

  35. 35

    Ele não aceitará nenhum pagamento pela culpa; nem consentirá, ainda que aumentes os presentes.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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