Cânticos 7 e Lucas 15
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Cânticos 7
- 1
[Ele] : Como são belos os teus pés nas sandálias, ó filha de príncipe! Os contornos de tuas coxas são como joias, [como] obra das mãos de um artesão.
- 2
Teu umbigo é [como] uma taça redonda, que não falta bebida; teu abdome é [como] um amontoado de trigo, rodeado de lírios.
- 3
Teus dois seios são como dois filhos gêmeos da corça.
- 4
Teu pescoço é como uma torre de marfim; teus olhos são [como] os tanques de peixes de Hesbom, junto à porta de Bate-Rabim. Teu nariz é como a torre do Líbano, que está de frente a Damasco.
- 5
Tua cabeça sobre ti, como o [monte] Carmelo, e o trançado dos cabelos cabeça como púrpura; o rei está [como que] atado em [tuas] tranças.
- 6
Como tu és bela! Como tu és agradável, ó amor em delícias!
- 7
Esta tua estatura é semelhante à palmeira, e teus seios são [como] cachos [de uvas] .
- 8
Eu disse: Subirei à palmeira, pegarei dos seus ramos; e então teus seios serão como os cachos da videira, e a fragrância de teu nariz como o das maçãs.
- 9
E tua boca [seja] como o bom vinho; [Ela] : [Vinho] que se entra a meu amado suavemente, e faz falarem os lábios dos que dormem.
- 10
Eu sou do meu amado, e ele me deseja.
- 11
Vem, amado meu! Saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias.
- 12
Saiamos de madrugada até às vinhas, vejamos se as videiras florescem, se suas flores estão se abrindo, se as romãzeiras já estão brotando; ali te darei os meus amores.
- 13
As mandrágoras espalham seu perfume, e junto a nossas portas há todo tipo de excelentes frutos, novos e velhos; eu os guardei para ti, meu amado.
Lucas 15
- 1
E chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvirem.
- 2
E os fariseus e escribas murmuravam, dizendo: Este recebe aos pecadores, e come com eles.
- 3
E ele lhes propôs esta parábola, dizendo:
- 4
Quem de vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai em [busca] da perdida, até que a encontre?
- 5
E encontrando-a, [não] a ponha sobre seus ombros, com alegria?
- 6
E vindo para casa, [não] convoque aos amigos, e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei minha ovelha perdida?
- 7
Digo-vos, que assim haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.
- 8
Ou que mulher, tendo dez moedas de prata, se perder a uma moeda, não acende a lâmpada, e varre a casa, e busca cuidadosamente até [a] achar?
- 9
E achando [-a] , [não] chame as amigas e as vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a moeda perdida!
- 10
Assim vos digo, que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.
- 11
E disse: Um certo homem tinha dois filhos.
- 12
E disse o mais jovem deles ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que [me] pertencem. E ele lhe repartiu os bens.
- 13
E depois de não muitos dias, o filho mais jovem, juntando tudo, partiu-se para uma terra distante, e ali desperdiçou seus bens, vivendo de forma irresponsável.
- 14
E ele, tendo já gastado tudo, houve uma grande fome naquela terra, e ele começou a sofrer necessidade.
- 15
E foi, se chegou a um dos cidadãos daquela terra; e [este] o mandou a seus campos para alimentar porcos.
- 16
E ele ficava com vontade de encher seu estômago com os grãos que os porcos comiam, mas ninguém [as] dava para ele.
- 17
E ele, pensando consigo mesmo, disse: Quantos empregados de meu pai tem pão em abundância, e eu [aqui] morro de fome!
- 18
Eu levantarei, e irei a meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu, e diante de ti.
- 19
E já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como a um de teus empregados.
- 20
E levantando-se, foi a seu pai. E quando ainda estava longe, o seu pai o viu, e teve compaixão dele; e correndo, caiu ao seu pescoço, e o beijou.
- 21
E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu, e diante de ti; e já não sou digno de ser chamado teu filho.
- 22
Mas o pai disse a seus servos: Trazei a melhor roupa, e o vesti; e ponde um anel em sua mão, e sandálias nos [seus] pés.
- 23
E trazei o bezerro engordado, e o matai; e comamos, e nos alegremos.
- 24
Porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a se alegrar.
- 25
E seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, chegou perto da casa, ouviu a música, e as danças.
- 26
E chamando para si um dos servos, perguntou-lhe: O que era aquilo?
- 27
E ele lhe disse: Teu irmão chegou; e teu pai matou o bezerro engordado, porque ele voltou são.
- 28
Porém ele se irritou, e não queria entrar. Então o seu pai, saindo, rogava-lhe [que entrasse] .
- 29
Mas [o filho] respondendo, disse ao pai: Eis que eu te sirvo há tantos anos, e nunca desobedeci tua ordem, e nunca me deste um cabrito, para que eu me alegrasse com meus amigos.
- 30
Porém, vindo este teu filho, que gastou teus bens com prostitutas, tu lhe mataste o bezerro engordado.
- 31
E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas.
- 32
Mas era necessário se alegrar e animar; porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha se perdido, e foi encontrado.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).