Deuteronômio 32 e Juízes 16
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Deuteronômio 32
- 1
Escutai, céus, e falarei; E ouça a terra os ditos de minha boca.
- 2
Gotejará como a chuva minha doutrina; Destilará como o orvalho meu discurso; Como o chuvisco sobre a grama, E como as gotas sobre a erva:
- 3
Porque invocarei o nome do SENHOR; Engrandecei ao nosso Deus.
- 4
[Ele é] a Rocha, sua obra é perfeita, pois todos os seus caminhos são justos. Deus fiel, e sem imoralidade; justo e correto ele é.
- 5
Corromperam-se contra ele; não são seus filhos, a falha é deles. São uma geração perversa e distorcida.
- 6
É assim que pagais ao SENHOR, ó povo tolo e insensato? Não é ele teu pai que te adquiriu, te fez, e te estabeleceu?
- 7
Lembra-te dos tempos antigos; Considerai os anos de geração e geração: Pergunta a teu pai, que ele te declarará; A teus anciãos, e eles te dirão.
- 8
Quando o Altíssimo fez herdar às nações, Quando fez dividir os filhos dos homens, Estabeleceu os termos dos povos Segundo o número dos filhos de Israel.
- 9
Porque a parte do SENHOR é seu povo; Jacó a medida de sua herança.
- 10
Achou-o em terra de deserto, E em deserto horrível e ermo; Cercou-o, instruiu-o, Guardou-o como a menina de seu olho.
- 11
Como a água desperta sua ninhada, paira sobre seus passarinhos, estende suas asas, os toma, os leva sobre suas penas;
- 12
o SENHOR sozinho o guiou, e nenhum deus estrangeiro esteve com ele.
- 13
Ele o fez cavalgar sobre os lugares altos da terra; alimentou-o com os frutos do campo, e o fez sugar mel da rocha e azeite da dura pederneira;
- 14
manteiga de vacas e leite de ovelhas, com gordura de cordeiros, e carneiros de Basã; também machos de bode, com o melhor do trigo; e bebeste o sangue das uvas, o vinho puro.
- 15
E engordou Jesurum, e deu coices: engordaste-te, engrossaste-te, cobriste-te: e deixou ao Deus que lhe fez, e menosprezou a Rocha de sua salvação.
- 16
Provocaram-lhe ciúmes com os deuses alheios; irritaram-lhe com abominações.
- 17
Sacrificaram aos demônios, não a Deus; a deuses que não conheciam, a novos deuses vindos de perto, Que não haviam temido vossos pais.
- 18
Abandonaste a Rocha que te gerou; e te esqueceste do Deus que te criou.
- 19
E o SENHOR o viu, e acendeu-se em ira, pelo menosprezo de seus filhos e de suas filhas.
- 20
E disse: esconderei deles meu rosto, verei qual será seu fim; pois são geração de perversidades, filhos sem fidelidade.
- 21
Eles me provocaram ciúmes com o que não é Deus; com suas vaidades provocaram-me à ira; eu também provocarei os ciúmes com aqueles que não são povo, e com uma nação insensata eu os provocarei à ira.
- 22
Porque um fogo se acendeu em meu furor, e arderá até as profundezas do Xeol; e consumirá a terra e seus frutos, e abrasará os fundamentos dos montes.
- 23
Eu trarei males sobre eles; gastarei neles minhas flechas.
- 24
Consumidos serão de fome, e comidos de febre ardente E de amarga pestilência; Dente de animais enviarei também sobre eles, Com veneno de serpente da terra.
- 25
De fora desolará a espada, E dentro das câmaras o espanto: Tanto ao rapaz como à virgem, Ao que mama como o homem grisalho.
- 26
Disse: Eu os dispersaria do mundo, Faria cessar dentre os homens a memória deles,
- 27
Se não temesse a ira do inimigo, Não seja que se envaideçam seus adversários, Não seja que digam: Nossa mão alta fez tudo isto, não o SENHOR.
- 28
Porque são gente de perdidos conselhos, E não há neles entendimento.
- 29
Bom seria se fossem sábios, que compreendessem isto, E entendessem seu fim!
- 30
Como poderia perseguir um a mil, E dois fariam fugir a dez mil, Se sua Rocha não os houvesse vendido, E o SENHOR não os houvesse entregue?
- 31
Que a rocha deles não é como nossa Rocha: E nossos inimigos sejam disso juízes.
- 32
Porque da vide de Sodoma é a vide deles, E dos sarmentos de Gomorra: As uvas deles são uvas venenosas, cachos muito amargos têm.
- 33
Veneno de serpentes é seu vinho, e peçonha cruel de áspides.
- 34
Não tenho eu isto guardado, Selado em meus tesouros?
- 35
Minha é a vingança e o pagamento, Ao tempo que seu pé vacilará; Porque o dia de sua aflição está próximo, E o que lhes está preparado se apressa.
- 36
Porque o SENHOR julgará a seu povo, E por causa de seus servos se arrependerá, Quando vir que a força pereceu, E que não há prisioneiro nem livre.
- 37
E dirá: Onde estão seus deuses, A rocha em que se refugiavam;
- 38
Que comiam a gordura de seus sacrifícios, Bebiam o veio de suas libações? Levante-se, que vos ajudem E vos defendam.
- 39
Vede agora que Eu, Eu Sou, e não há deus além de mim; eu trago a morte, e eu faço viver; eu firo, e eu curo; e não há quem possa escapar da minha mão.
- 40
Quando eu erguer aos céus minha mão, e disser: “Tão certo como eu vivo para sempre”,
- 41
Se eu afiar minha espada reluzente, e minha mão agarrar o juízo, devolverei a vingança sobre os meus adversários, e retribuirei aos que me odeiam.
- 42
Embriagarei de sangue minhas flechas, e minha espada devorará carne, no sangue dos mortos e dos cativos, das cabeças dos líderes inimigos.
- 43
Jubilai, ó nações, com o povo dele, porque ele vingará o sangue dos seus servos, e devolverá a vingança sobre os seus inimigos, e expiará sua terra, pelo seu povo.
- 44
E Moisés veio, e recitou todas as palavras deste cântico aos ouvidos do povo, ele, e Josué filho de Num.
- 45
E acabou Moisés de recitar todas estas palavras a todo Israel;
- 46
E disse-lhes: Ponde vosso coração a todas as palavras que eu vos declaro hoje, para que as mandeis a vossos filhos, e cuidem de praticar todas as palavras desta lei.
- 47
Porque não vos é coisa vã, mas é vossa vida: e por elas fareis prolongar os dias sobre a terra, para possuir a qual passais o Jordão.
- 48
E falou o SENHOR a Moisés aquele mesmo dia, dizendo:
- 49
Sobe a este monte de Abarim, ao monte Nebo, que está na terra de Moabe, que está em frente de Jericó, e olha a terra de Canaã, que eu dou por herança aos filhos de Israel;
- 50
E morre no monte ao qual sobes, e sê reunido a teus povos; ao modo que morreu Arão teu irmão no monte de Hor, e foi reunido a seus povos:
- 51
Porquanto transgredistes contra mim em meio dos filhos de Israel nas águas da briga de Cades, no deserto de Zim; porque não me santificastes em meio dos filhos de Israel.
- 52
Verás, portanto, diante de ti a terra; mas não entrarás ali, à terra que dou aos filhos de Israel.
Juízes 16
- 1
E foi Sansão a Gaza, e viu ali uma mulher prostituta, e se deitou com ela.
- 2
E foi dito aos de Gaza: Sansão veio aqui. E cercaram-no, e puseram-lhe espias toda aquela noite à porta da cidade: e estiveram calados toda aquela noite, dizendo: Até a luz da manhã; então o mataremos.
- 3
Mas Sansão dormiu até a meia noite; e à meia noite se levantou, e tomando as portas da cidade com seus dois pilares e seu ferrolho, lançou-as ao ombro, e foi-se, e subiu-se com elas ao cume do monte que está diante de Hebrom.
- 4
Depois disto aconteceu que se apaixonou por uma mulher no vale de Soreque, a qual se chamava Dalila.
- 5
E vieram a ela os príncipes dos filisteus, e disseram-lhe: Engana-o e sabe em que consiste sua grande força, e como o poderíamos vencer, para que o amarremos e o atormentemos; e cada um de nós te dará mil e cem siclos de prata.
- 6
E Dalila disse a Sansão: Eu te rogo que me declares em que consiste tua grande força, e como poderás ser acorrentado para ser atormentado.
- 7
E respondeu-lhe Sansão: Se me atarem com sete vimes verdes que ainda não estejam secos, então me debilitarei, e serei como qualquer um dos homens.
- 8
E os príncipes dos filisteus lhe trouxeram sete vimes verdes que ainda não se haviam secado, e atou-lhe com eles.
- 9
E estavam espias em casa dela em uma câmara. Então ela lhe disse: Sansão, os filisteus sobre ti! E ele rompeu os vimes, como se rompe uma corda de estopa quando sente o fogo: e não se soube sua força.
- 10
Então Dalila disse a Sansão: Eis que tu me enganaste, e me disseste mentiras: revela-me pois agora, eu te rogo, como poderás ser acorrentado.
- 11
E ele lhe disse: Se me atarem fortemente com cordas novas, com as quais nenhuma coisa se tenha feito, eu me debilitarei, e serei como qualquer um dos homens.
- 12
E Dalila tomou cordas novas, e atou-lhe com elas, e disse-lhe: Sansão, os filisteus sobre ti! E os espias estavam em uma câmara. Mas ele as rompeu de seus braços como um fio.
- 13
E Dalila disse a Sansão: Até agora me enganas, e tratas comigo com mentiras. Revela-me pois agora como poderás ser acorrentado. Ele então lhe disse: Se teceres sete tranças de minha cabeça com a teia.
- 14
E ela fincou a estaca, e disse-lhe: Sansão, os filisteus sobre ti! Mas despertando ele de seu sonho, arrancou a estaca do tear com a teia.
- 15
E ela lhe disse: Como dizes, Eu te amo, pois que teu coração não está comigo? Já me enganaste três vezes, e não me hás ainda descoberto em que está tua grande força.
- 16
E aconteceu que, pressionando-lhe ela cada dia com suas palavras e importunando-lhe, sua alma foi reduzida à mortal angústia.
- 17
Revelou-lhe, pois, todo seu coração, e disse-lhe: Nunca a minha cabeça chegou navalha; porque sou nazireu de Deus desde o ventre de minha mãe. Se for rapado, minha força se apartará de mim, e serei debilitado, e como todos os homens.
- 18
E vendo Dalila que ele lhe havia revelado todo seu coração, mandou chamar aos príncipes dos filisteus, dizendo: Vinde esta vez, porque ele me revelou todo seu coração. E os príncipes dos filisteus vieram a ela, trazendo em sua mão o dinheiro.
- 19
E ela fez que ele dormisse sobre seus joelhos; e chamado um homem, rapou-lhe sete tranças de sua cabeça, e começou a afligi-lo, pois sua força se apartou dele.
- 20
E disse-lhe: Sansão, os filisteus sobre ti! E logo que despertou ele de seu sonho, se disse: Esta vez sairei como as outras, e me escaparei: não sabendo que o SENHOR já se havia dele apartado.
- 21
Mas os filisteus lançaram mão dele, e tiraram-lhe os olhos, e o levaram a Gaza; e o ataram com correntes, para que moesse no cárcere.
- 22
E o cabelo de sua cabeça começou a crescer, depois que foi rapado.
- 23
Então os príncipes dos filisteus se juntaram para oferecer sacrifício a Dagom seu deus, e para alegrar-se; e disseram: Nosso deus entregou em nossas mãos a Sansão nosso inimigo.
- 24
E vendo-o o povo, louvaram a seu deus, dizendo: Nosso deus entregou em nossas mãos a nosso inimigo, e ao destruidor de nossa terra, o qual havia matado a muitos de nós.
- 25
E aconteceu que, indo-se alegrando o coração deles, disseram: Chamai a Sansão, para que divirta diante de nós. E chamaram a Sansão do cárcere, e fazia de joguete diante deles; e puseram-no entre as colunas.
- 26
E Sansão disse ao jovem que o guiava pela mão: Aproxima-me, e faze-me segurar as colunas sobre que se sustenta a casa, para que me apoie sobre elas.
- 27
E a casa estava cheia de homens e mulheres: e todos os príncipes dos filisteus estavam ali; e no alto piso havia como três mil homens e mulheres, que estavam olhando o escárnio de Sansão.
- 28
Então clamou Sansão ao SENHOR, e disse: Senhor DEUS, lembra-te agora de mim, e esforça-me, te rogo, somente esta vez, ó Deus, para que de uma vez tome vingança dos filisteus, por meus dois olhos.
- 29
Agarrou logo Sansão as duas colunas do meio sobre as quais se sustentava a casa, e apoiou-se nelas, a uma com a direita, e a outra com a esquerda;
- 30
E disse Sansão: Morra eu com os filisteus. E apoiando com força, caiu a casa sobre os príncipes, e sobre todo aquele povo que estava nela. E foram muitos mais os que deles matou morrendo, que os que havia matado em sua vida.
- 31
E desceram seus irmãos e toda a casa de seu pai, e tomaram-no, e levaram-no, e o sepultaram entre Zorá e Estaol, no sepulcro de seu pai Manoá. E ele julgou a Israel vinte anos.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).