Ester 1 e Lucas 7
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Ester 1
- 1
E aconteceu nos dias de Assuero (o Assuero que reinou desde a Índia até Cuxe sobre cento e vinte e sete províncias),
- 2
Que naqueles dias, quando o rei Assuero se sentou sobre o trono de seu reino, na fortaleza de Susã,
- 3
No terceiro ano de seu reinado, ele fez um banquete a todos seus príncipes e a seus servos, tendo diante dele o exército de Pérsia e da Média, os maiorais e os governadores das províncias,
- 4
Para mostrar as riquezas da glória de seu reino, e o esplendor de sua majestosa grandeza, por muitos dias: cento e oitenta dias.
- 5
E acabados aqueles dias, o rei fez um banquete a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã, desde o maior até o menor, durante sete dias, no pátio do jardim do palácio real.
- 6
[As cortinas eram] de linho branco e azul celeste, amarradas com cordões de linho fino e púrpura, argolas de prata e colunas de mármore; os leitos eram de ouro e de prata, sobre um piso de pórfiro , mármore, madrepérola e pedras preciosas.
- 7
E dava-se de beber em taças de ouro, e as taças eram diferentes umas das outras; e havia muito vinho real, conforme a generosidade do rei.
- 8
E de acordo com a lei, a bebida era sem restrições; porque assim o rei tinha mandado a todos os oficiais de sua casa; que fizessem conforme a vontade de cada um.
- 9
Também a rainha Vasti fez banquete para as mulheres, na casa real do rei Assuero.
- 10
No sétimo dia, quando o coração do rei estava alegre do vinho, mandou a Meumã, Bizta, Harbona, Bigtá, Abagta, Zetar, e Carcas, sete eunucos que serviam diante do rei Assuero,
- 11
Que trouxessem à rainha Vasti com a coroa real diante do rei, para mostrar aos povos e aos príncipes sua beleza; pois ela tinha linda aparência.
- 12
Porém a rainha Vasti recusou vir à ordem do rei por meio dos eunucos; por isso o rei se enfureceu muito, e sua ira se acendeu nele.
- 13
Então o rei perguntou aos sábios que entendiam dos tempos (porque assim era o costume do rei para com todos os que sabiam a lei e o direito;
- 14
E os mais próximos dele eram Carsena, Setar, Adamata, Társis, Meres, Marsena, e Memucã, sete príncipes da Pérsia e da Média, que viam o rosto do rei, e se sentavam nas [posições] principais do reino)
- 15
O que se devia fazer segundo a lei com a rainha Vasti, por não ter cumprido a ordem do rei Assuero por meio dos eunucos.
- 16
Então Memucã disse na presença do rei e dos príncipes: A rainha Vasti pecou não somente contra o rei, mas também contra todos os príncipes, e contra todos os povos que há em todas as províncias do rei Assuero.
- 17
Pois o que a rainha fez será notícia a todas as mulheres, de modo que desprezarão seus maridos em seus olhos, quando lhes for dito: O rei Assuero mandou trazer diante de si à rainha Vasti, porém ela não veio.
- 18
Então neste dia as princesas da Pérsia e da Média dirão [o mesmo] a todos os príncipes do rei, quando ouvirem o que a rainha fez; e [assim] haverá muito desprezo e indignação.
- 19
Se for do agrado do rei, seja feito de sua parte um mandamento real, e escreva-se nas leis da Pérsia e da Média, e que não se possa revogar: que Vasti nunca mais venha diante do rei Assuero; e o reino dela seja dado a outra que seja melhor que ela.
- 20
E quando o mandamento que o rei ordenar for ouvido em todo o seu reino (ainda que seja grande), todas as mulheres darão honra a seus maridos, desde o maior até o menor.
- 21
E esta palavra foi do agrado dos olhos do rei e dos príncipes, e o rei fez conforme o que Memucã havia dito;
- 22
Então enviou cartas a todas a províncias do rei, a cada província segundo sua escrita, e a cada povo segundo sua língua, que todo homem fosse senhor em sua casa, e falasse isto conforme a língua de cada povo.
Lucas 7
- 1
E depois de acabar todos os seus discursos aos ouvidos do povo, ele entrou em Cafarnaum.
- 2
E o servo de um certo centurião, a quem muito estimava, que estava doente, e a ponto de morrer.
- 3
E quando [o centurião] ouviu falar sobre Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo.
- 4
Eles vieram a Jesus, e rogaram-lhe com urgência, dizendo: Ele é digno de lhe concederes isto,
- 5
porque ele ama a nossa nação, e ele mesmo construiu a nossa sinagoga.
- 6
Jesus foi com eles; mas quando já não estava longe da casa, o centurião enviou-lhe uns amigos, dizendo-lhe: “Senhor, não te incomodes, porque não sou digno que entres abaixo do meu telhado.
- 7
Por isso que nem mesmo me considerei digno de vir a ti; mas diz uma palavra, e o meu servo sarará.
- 8
Porque também eu sou homem subordinado à autoridade, e tenho soldados sob o meu comando, e digo a este: 'Vai', e ele vai; e a outro: 'Vem', e ele vem; e a meu servo: 'Faz isto', e ele faz”.
- 9
Quando Jesus ouviu isso, admirou-se dele; então se virou, e disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem mesmo em Israel achei tanta fé.
- 10
E quando os que foram enviados voltaram para casa, acharam com boa saúde o servo antes doente.
- 11
E aconteceu no dia seguinte, que [Jesus] ia a uma cidade chamada Naim, e com ele iam muitos de seus discípulos e uma grande multidão.
- 12
E quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que [era] viúva; e com ela [ia] grande multidão da cidade.
- 13
Quando o Senhor a viu, comoveu-se de intima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.
- 14
Então se aproximou, tocou o caixão (e os que a levavam, pararam), e disse: Jovem, a ti eu digo: levanta-te.
- 15
E o defunto se sentou e começou a falar; e ele o entregou à sua mãe.
- 16
Todos se encheram de temor, e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo!”
- 17
E essa sua fama correu por toda a Judeia, e por toda a região em redor.
- 18
E os discípulos de João lhe anunciaram essas coisas.
- 19
Então João chamou dois de seus discípulos, e os enviou a Jesus, dizendo: “És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?”
- 20
E quando aqueles homens vieram a ele, disseram: “João Batista nos enviou a ti, dizendo: 'És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?'”
- 21
E naquela mesma hora ele curou a muitos de enfermidades, males, e espíritos maus, e a deu vista a muitos cegos.
- 22
E Jesus lhes respondeu: Ide, e anunciai a João as coisas que tendes visto e ouvido: que os cegos veem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e aos pobres é anunciado o Evangelho.
- 23
E bendito é aquele que não se ofender em mim.
- 24
E quando os mensageiros de João se foram, [Jesus] começou a dizer às multidões acerca de João: Que saístes para ver no deserto? Alguma cana sacudida pelo vento?
- 25
Mas que saístes para ver? Um homem vestido de roupas delicadas? Eis que os que [vestem] roupas delicadas e vivem no luxo estão nos palácios reais.
- 26
Mas que saístes para ver? Um profeta? Sim, vos digo, e muito mais que profeta.
- 27
Este é aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu mensageiro adiante de tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti.
- 28
Pois eu vos digo, que dentre os nascidos de mulheres, não há profeta maior que João, o Batista; mas o menor no reino dos céus é maior que ele.
- 29
E todo o povo e os publicanos ouviram, concordaram que Deus era justo, e foram batizados com o batismo de João.
- 30
Mas os fariseus e os estudiosos da Lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, e não foram batizados por ele.
- 31
E o Senhor disse: “A quem, pois, compararei as pessoas desta geração? E a quem são semelhantes?
- 32
São semelhantes às crianças sentadas na praça, que gritam umas às outras: 'Nós vos tocamos flautas, mas não dançastes; nós vos cantamos lamentações, mas não chorastes'.
- 33
Porque veio João Batista, que não comia pão, nem bebia vinho, e dizeis: 'Ele tem demônio';
- 34
Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: 'Eis um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores'.
- 35
Mas a sabedoria foi considerada justa por todos os seus filhos”.
- 36
E um dos fariseus lhe pediu que comesse com ele; então entrou na casa do fariseu, e sentou-se [à mesa] .
- 37
E eis que uma mulher da cidade, que era pecadora, quando soube que ele estava na casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro de óleo perfumado.
- 38
E estando atrás, aos seus pés, chorando, começou a molhar-lhe os pés com lágrimas; e os enxugava com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e os ungia com o óleo perfumado.
- 39
E quando o fariseu que o havia convidado viu [isso] , falou consigo mesmo: Se ele fosse profeta, saberia quem e qual é a mulher que o toca; porque ela é pecadora.
- 40
E Jesus lhe respondeu: “Simão, tenho uma coisa a te dizer”; e ele disse: “Dize-a, Mestre”.
- 41
[Jesus] disse: “Certo credor tinha dois devedores. Um lhe devia quinhentas moedas de prata, e o outro cinquenta.
- 42
Como não tinham com que pagar, perdoou-lhes [a dívida] de ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais?”
- 43
Simão respondeu: Tenho para mim que aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste corretamente.
- 44
Ele se voltou à mulher, e disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei na tua casa, e não me deste água para os pés; porém esta molhou os meus pés com lágrimas, e os enxugou com os seus cabelos da cabeça.
- 45
Tu não me beijaste; porém esta, desde que entrou, não parou de me beijar os pés.
- 46
Não ungiste a minha cabeça com óleo, porém esta ungiu os meus pés com óleo perfumado.
- 47
Por isso te digo, os muitos pecados dela são perdoados, porque muito amou; mas ao que pouco se perdoa, pouco ama.
- 48
E disse a ela: Os teus pecados são perdoados.
- 49
E os que estavam sentados começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados?
- 50
E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai em paz.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).