Ester 5 e Atos 23
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Ester 5
- 1
Aconteceu, pois, que ao terceiro dia Ester se vestiu de vestes reais, e se pôs no pátio de dentro da casa do rei, de frente ao aposento do rei; e o rei estava sentado em seu trono real no aposento real, em frente da porta do aposento.
- 2
E foi que, quando ele viu a rainha Ester, que estava no pátio, ela alcançou favor em seus olhos; e o rei apontou para Ester o cetro de ouro que tinha em sua mão. Então Ester se aproximou, e tocou a ponta do cetro.
- 3
Então o rei disse: O que tens, rainha Ester? E qual é a tua petição? Até a metade do reino será dada a ti.
- 4
E Ester respondeu: Se for do agrado do rei, venha o rei hoje com Hamã ao banquete que lhe tenho preparado.
- 5
Então o rei disse: Fazei Hamã se apressar a fazer o que Ester disse. Assim o rei veio com Hamã ao banquete que Ester havia preparado.
- 6
O rei perguntou a Ester no banquete do vinho: Qual é a tua petição, para que te seja concedida? Qual é o teu pedido? Ainda que seja a metade do reino, será feito.
- 7
Então Ester respondeu, dizendo: Minha petição e minha demanda é:
- 8
Se tenho achado favor aos olhos do rei, e se agrada ao rei conceder minha petição e fazer cumprir o meu pedido, que o rei venha com Hamã ao banquete que lhes prepararei; e amanhã farei conforme o que o rei tem dito.
- 9
Então Hamã saiu naquele dia contente e alegre de coração; porém, quando viu a Mardoqueu à porta do rei, e que ele não se levantava nem se movia por ele, então Hamã se encheu de furor contra Mardoqueu.
- 10
Porém Hamã se conteve, e veio a sua casa, e mandou vir seus amigos, e a Zeres sua mulher.
- 11
E Hamã lhes contou a glória de seus riquezas, e a multidão de seus filhos, e tudo em que o rei tinha lhe engrandecido e lhe exaltado sobre os príncipes e servos do rei.
- 12
Hamã também disse: Até a rainha Ester a ninguém fez vir com o rei ao banquete que ela preparou, a não ser a mim; e ainda amanhã sou convidado dela juntamente com o rei.
- 13
Porém tudo isto não me satisfaz, enquanto eu ver o judeu Mardoqueu sentado à porta do rei.
- 14
Então sua mulher Zeres e todos os seus amigos lhe disseram: Seja feita uma forca de cinquenta côvados de altura, e amanhã dize ao rei para que nela enforquem a Mardoqueu; e então vai alegre com o rei ao banquete. E este conselho foi do agrado de Hamã, e ele mandou fazer a forca.
Atos 23
- 1
E Paulo, olhando fixamente para o supremo conselho, disse: Homens irmãos, com toda boa consciência eu tenho andado diante de Deus até o dia de hoje.
- 2
Mas o sumo sacerdote Ananias mandou aos que estavam perto dele, que o espancassem na boca.
- 3
Então Paulo lhe disse: Deus vai te espancar, parede caiada! Estás tu [aqui] sentado para me julgar conforme a Lei, e contra a Lei mandas me espancarem?
- 4
E os que estavam ali disseram: Tu insultas ao sumo sacerdote de Deus?
- 5
E Paulo disse: Eu não sabia, irmãos, que ele era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não falarás mal do chefe do teu povo.
- 6
E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus, e outra de fariseus, ele clamou no supremo conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; pela esperança e ressurreição dos mortos eu estou sendo julgado.
- 7
E ele, tendo dito isto, houve uma confusão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu;
- 8
Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo ou espírito; mas os fariseus declaram ambas.
- 9
E houve uma grande gritaria; e levantando-se os escribas da parte dos fariseus, disputavam, dizendo: Nenhum mal achamos neste homem; e se algum espírito ou anjo falou com ele, não briguemos contra Deus.
- 10
E havendo grande confusão, o comandante, temendo que Paulo não fosse despedaçado por eles, mandou descer a tropa, e tirá-lo do meio deles, e levá-lo à área fortificada.
- 11
E [n] a noite seguinte o Senhor, aparecendo-lhe, disse: Tem bom ânimo, Paulo! Porque assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim é necessário que tu dês testemunho também em Roma.
- 12
E tendo vindo o dia, alguns dos judeus fizeram uma conspiração, e prestaram juramento sob pena de maldição, dizendo que não comeriam nem beberiam enquanto não matassem a Paulo.
- 13
E eram mais de quarenta os que fizeram este juramento.
- 14
Os quais foram até os chefes dos sacerdotes e os anciãos, [e] disseram: Fizemos juramento sob pena de maldição, de que nada experimentaremos enquanto não matarmos a Paulo.
- 15
Agora, pois, vós, com o supremo conselho, informai ao comandante que amanhã ele o traga perante vós, como se fosse para que investigueis mais detalhadamente; e antes que ele chegue, estaremos prontos para o matar.
- 16
E o filho da irmã de Paulo, tendo ouvido esta cilada, veio e entrou na área fortificada, e avisou a Paulo.
- 17
E Paulo, tendo chamado a si um dos centuriões, disse: Leva este rapaz ao comandante, porque ele tem algo para lhe avisar.
- 18
Então ele o tomou, levou ao comandante, e disse: O prisioneiro Paulo, tendo me chamado, rogou [-me] que eu te trouxesse este rapaz, que tem algo a te dizer.
- 19
E o comandante, tomando-o pela mão, e indo para um lugar reservado, perguntou [-lhe] : O que tens para me avisar?
- 20
E ele disse: Os judeus combinaram de te pedirem que amanhã tu leves a Paulo ao supremo conselho, como se fosse para que lhe perguntem mais detalhadamente;
- 21
Porém tu, não acredites neles; porque mais de quarenta homens deles estão lhe preparando cilada, os quais sob pena de maldição fizeram juramento para não comerem nem beberem enquanto não o tiverem matado; e eles já estão preparados, esperando de ti a promessa.
- 22
Então o comandante despediu ao rapaz, mandando [-lhe] : A ninguém digas que tu me revelaste estas coisas.
- 23
E ele, chamando a si certos dois dos centuriões, disse: Aprontai duzentos soldados para irem até Cesareia; e setenta cavaleiros, e duzentos arqueiros, a partir das terceira hora da noite.
- 24
E preparem animais para cavalgarem, para que pondo neles a Paulo, levem [-no] a salvo ao governador Félix.
- 25
E ele [lhe] escreveu uma carta, que continha este aspecto:
- 26
Cláudio Lísias, a Félix, excelentíssimo governador, saudações.
- 27
Este homem foi preso pelos judeus, e estando já a ponte de o matarem, eu vim com a tropa e [o] tomei, ao ser informado que ele era romano.
- 28
E eu, querendo saber a causa por que o acusavam, levei-o ao supremo conselho deles.
- 29
O qual eu achei que acusavam de algumas questões da Lei deles; mas que nenhum crime digno de morte ou de prisão havia contra ele.
- 30
E tendo sido avisado de que os judeus estavam para pôr uma cilada contra este homem, logo eu [o] enviei a ti, mandando também aos acusadores que diante de ti digam o que [tiverem] contra ele. Que tu estejas bem.
- 31
Tendo então os soldados tomado a Paulo, assim como lhes tinha sido ordenado, trouxeram-no durante a noite a Antipátride.
- 32
E no [dia] seguinte, deixando irem com ele os cavaleiros, voltaram à área fortificada.
- 33
Os quais, tendo chegado a Cesareia, e entregado a carta ao governador, apresentaram-lhe também a Paulo.
- 34
E o governador, tendo lido [a carta] , perguntou de que província ele era; e ao entender que [era] da Cilícia,
- 35
disse: “Eu te ouvirei quando também chegarem os teus acusadores”. E mandou que o guardassem no palácio de Herodes.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).