Ester 8 e Lucas 15
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Ester 8
- 1
Naquele mesmo dia o rei Assuero deu à rainha Ester a casa de Hamã, inimigo dos judeus; e Mardoqueu veio diante do rei, porque Ester [lhe] declarara o que ele era dela.
- 2
E o rei tirou o seu anel que tinha tomado de Hamã, e o deu a Mardoqueu. E Ester pôs a Mardoqueu sobre [o comando] da casa de Hamã.
- 3
Ester falou novamente diante do rei, e lançou-se a seus pés, chorando e suplicando-lhe que revogasse a maldade de Hamã, agagita, e seu plano que tinha tramado contra os judeus.
- 4
Então o rei apontou para Ester o cetro de ouro; e Ester se levantou, e se pôs em pé diante do rei.
- 5
E disse: Se for do agrado do rei, e se tenho achado favor diante dele, e se for correto perante o rei, e se eu lhe agrado em seus olhos, escreva-se que sejam revogadas as cartas do plano de Hamã, filho de Hamedata, agagita, que ele escreveu para destruir os judeus que estão em todas as províncias do rei.
- 6
Pois como poderei eu ver o mal que sobrevirá a meu povo? Como poderei eu ver a destruição dos meus parentes?
- 7
Então o rei Assuero respondeu à rainha Ester e ao judeu Mardoqueu: Eis que dei a Ester a casa de Hamã, e a ele enforcaram na forca, por ter tentado matar os judeus.
- 8
Escrevei, pois, vós aos judeus como bem vos parecer em nome do rei, e selai o com o anel do rei; porque a escritura que é selada com o anel do rei, não pode ser revogada.
- 9
Então foram chamados os escrivães do rei naquele mesmo instante, no terceiro mês (que é Sivã), ao [dia] vinte e três do mesmo; e escreveu-se conforme tudo quanto Mardoqueu mandou, aos judeus, como também aos sátrapas, aos governadores, e aos líderes das províncias, que [se estendem] da Índia até Cuxe, cento e vinte e sete províncias, a cada província segundo sua escrita, e a cada povo conforme sua língua; como também aos judeus conforme sua escrita, e conforme sua língua.
- 10
E escreveu-se em nome do rei Assuero, e selou-se com o anel do rei; e as cartas foram enviados por meio dos mensageiros por correios a cavalo, que cavalgavam sobre velozes cavalos, os quais pertenciam ao rei.
- 11
Que o rei concedia aos judeus que havia em todas a cidades, que se ajuntassem e se pusessem em defesa de suas vidas, para destruírem, matarem e exterminarem todas as tropas de povo e província que viesse contra eles, até a crianças como a mulheres, e [os] despojassem de seus bens;
- 12
Em um mesmo dia, em todas as províncias do rei Assuero, no [dia] treze do décimo segundo mês, que é o mês de Adar.
- 13
A cópia da carta dada como decreto em todas as províncias foi anunciada publicamente a todos os povo, para que os judeus estivessem preparados para aquele dia, para se vingarem de seus inimigos.
- 14
Os mensageiros, sobre cavalos velozes, saíram apressadamente, impelidos pela ordem do rei; e o decreto também foi publicado na fortaleza de Susã.
- 15
Então Mardoqueu saiu de diante do rei com vestido real de azul celeste e branco, como também com uma grande coroa de ouro, e um manto de linho e púrpura; e a cidade de Susã jubilou e se alegrou.
- 16
[E] para os judeus houve luz, alegria, júbilo, e honra.
- 17
Também em cada província e em cada cidade aonde chegava a palavra do rei e seu decreto, havia entre os judeus alegria e júbilo, banquetes e dia de prazer. E muitos dos povos da terra se tornaram como judeus, porque o temor aos judeus havia caído sobre eles.
Lucas 15
- 1
E chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvirem.
- 2
E os fariseus e escribas murmuravam, dizendo: Este recebe aos pecadores, e come com eles.
- 3
E ele lhes propôs esta parábola, dizendo:
- 4
Quem de vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai em [busca] da perdida, até que a encontre?
- 5
E encontrando-a, [não] a ponha sobre seus ombros, com alegria?
- 6
E vindo para casa, [não] convoque aos amigos, e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei minha ovelha perdida?
- 7
Digo-vos, que assim haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.
- 8
Ou que mulher, tendo dez moedas de prata, se perder a uma moeda, não acende a lâmpada, e varre a casa, e busca cuidadosamente até [a] achar?
- 9
E achando [-a] , [não] chame as amigas e as vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a moeda perdida!
- 10
Assim vos digo, que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.
- 11
E disse: Um certo homem tinha dois filhos.
- 12
E disse o mais jovem deles ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que [me] pertencem. E ele lhe repartiu os bens.
- 13
E depois de não muitos dias, o filho mais jovem, juntando tudo, partiu-se para uma terra distante, e ali desperdiçou seus bens, vivendo de forma irresponsável.
- 14
E ele, tendo já gastado tudo, houve uma grande fome naquela terra, e ele começou a sofrer necessidade.
- 15
E foi, se chegou a um dos cidadãos daquela terra; e [este] o mandou a seus campos para alimentar porcos.
- 16
E ele ficava com vontade de encher seu estômago com os grãos que os porcos comiam, mas ninguém [as] dava para ele.
- 17
E ele, pensando consigo mesmo, disse: Quantos empregados de meu pai tem pão em abundância, e eu [aqui] morro de fome!
- 18
Eu levantarei, e irei a meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu, e diante de ti.
- 19
E já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como a um de teus empregados.
- 20
E levantando-se, foi a seu pai. E quando ainda estava longe, o seu pai o viu, e teve compaixão dele; e correndo, caiu ao seu pescoço, e o beijou.
- 21
E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu, e diante de ti; e já não sou digno de ser chamado teu filho.
- 22
Mas o pai disse a seus servos: Trazei a melhor roupa, e o vesti; e ponde um anel em sua mão, e sandálias nos [seus] pés.
- 23
E trazei o bezerro engordado, e o matai; e comamos, e nos alegremos.
- 24
Porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a se alegrar.
- 25
E seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, chegou perto da casa, ouviu a música, e as danças.
- 26
E chamando para si um dos servos, perguntou-lhe: O que era aquilo?
- 27
E ele lhe disse: Teu irmão chegou; e teu pai matou o bezerro engordado, porque ele voltou são.
- 28
Porém ele se irritou, e não queria entrar. Então o seu pai, saindo, rogava-lhe [que entrasse] .
- 29
Mas [o filho] respondendo, disse ao pai: Eis que eu te sirvo há tantos anos, e nunca desobedeci tua ordem, e nunca me deste um cabrito, para que eu me alegrasse com meus amigos.
- 30
Porém, vindo este teu filho, que gastou teus bens com prostitutas, tu lhe mataste o bezerro engordado.
- 31
E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas.
- 32
Mas era necessário se alegrar e animar; porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha se perdido, e foi encontrado.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).