Gênesis 30 e Atos 27
1 par de versículos · 3 votos somados · Bíblia Livre (BLIVRE)
1 par ligado
- Gênesis 30:27 e Atos 27:243 votos
Gênesis 30
- 1
E vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã, e dizia a Jacó: Dá-me filhos, ou senão, morro.
- 2
E Jacó se irritava contra Raquel, e dizia: Estou eu em lugar de Deus, que te impediu o fruto de teu ventre?
- 3
E ela disse: Eis aqui minha serva Bila; deita-te com ela, e dará à luz sobre meus joelhos, e eu também terei filhos por meio dela.
- 4
Assim lhe deu a Bila sua serva por mulher; e Jacó se deitou com ela.
- 5
E concebeu Bila, e deu à luz a Jacó um filho.
- 6
E disse Raquel: Julgou-me Deus, e também ouviu minha voz, e deu-me um filho. Portanto chamou seu nome Dã.
- 7
E concebeu outra vez Bila, a serva de Raquel, e deu à luz o segundo filho a Jacó.
- 8
E disse Raquel: Com lutas de Deus disputei com minha irmã, e venci. E chamou seu nome Naftali.
- 9
E vendo Lia que havia deixado de dar à luz, tomou a Zilpa sua serva, e deu-a a Jacó por mulher.
- 10
E Zilpa, serva de Lia, deu à luz a Jacó um filho.
- 11
E disse Lia: Veio a boa sorte. E chamou seu nome Gade.
- 12
E Zilpa, a sirva de Lia, deu à luz outro filho a Jacó.
- 13
E disse Lia: Para alegria minha; porque as mulheres me chamarão de feliz; e chamou seu nome Aser.
- 14
E foi Rúben em tempo da colheita dos trigos, e achou mandrágoras no campo, e trouxe-as a sua mãe Lia; e disse Raquel a Lia: Rogo-te que me dês das mandrágoras de teu filho.
- 15
E ela respondeu: É pouco que tenhas tomado meu marido, mas também levarás as mandrágoras de meu filho? E disse Raquel: Ele, pois, dormirá contigo esta noite pelas mandrágoras de teu filho.
- 16
E quando Jacó voltava do campo à tarde, Lia saiu ao encontro dele, e lhe disse: Deitarás comigo, porque em verdade te aluguei em troca das mandrágoras de meu filho. E dormiu com ela naquela noite.
- 17
E ouviu Deus a Lia; e concebeu, e deu à luz a Jacó o quinto filho.
- 18
E disse Lia: Deus me deu minha recompensa, porque dei minha serva a meu marido; por isso chamou seu nome Issacar.
- 19
E concebeu Lia outra vez, e deu à luz o sexto filho a Jacó.
- 20
E disse Lia: Deus me deu uma boa dádiva: agora meu marido morará comigo, porque lhe dei seis filhos; e chamou seu nome Zebulom.
- 21
E depois deu à luz uma filha, e chamou seu nome Diná.
- 22
E lembrou-se Deus de Raquel, e Deus a ouviu, e abriu sua madre.
- 23
E concebeu, e deu à luz um filho: e disse: Deus tirou minha humilhação;
- 24
E chamou seu nome José, dizendo: Acrescente-me o SENHOR outro filho.
- 25
E aconteceu, quando Raquel havia dado à luz a José, que Jacó disse a Labão: Permite-me ir embora, e irei a meu lugar, e à minha terra.
- 26
Dá-me minhas mulheres e meus filhos, pelas quais servi contigo, e deixa-me ir; pois tu sabes os serviços que te fiz.
- 27
E Labão lhe respondeu: Ache eu agora favor em teus olhos, e fica-te; experimentei que o SENHOR me abençoou por tua causa.
- 28
E disse: Define-me teu salário, que eu o darei.
- 29
E ele respondeu: Tu sabes como te servi, e como esteve teu gado comigo;
- 30
Porque pouco tinhas antes de minha vinda, e cresceu em grande número; e o SENHOR te abençoou com minha chegada: e agora quando tenho de fazer eu também por minha própria casa?
- 31
E ele disse: Que te darei? E respondeu Jacó: Não me dês nada; se fizeres por mim isto, voltarei a apascentar tuas ovelhas.
- 32
Eu passarei hoje por todas tuas ovelhas, pondo à parte todas as reses manchadas e de cor variada, e todas as reses de cor escura entre as ovelhas, e as manchadas e de cor variada entre as cabras; e isto será meu salário.
- 33
Assim responderá por mim minha justiça amanhã quando me vier meu salário diante de ti: toda a que não for pintada nem manchada nas cabras e de cor escura nas ovelhas minhas, se me há de ter para furto.
- 34
E disse Labão: Eis que seja como tu dizes.
- 35
Porém ele separou naquele mesmo dia os machos de bode rajados e manchados; e todas as cabras manchadas e de cor variada, e toda rês que tinha em si algo de branco, e todas as de cor escura entre as ovelhas, e as pôs em mãos de seus filhos;
- 36
E pôs três dias de caminho entre si e Jacó: e Jacó apascentava as outras ovelhas de Labão.
- 37
E tomou para si Jacó varas de álamo verdes, e de aveleira, e de plátano, e descascou nelas mondaduras brancas, descobrindo assim o branco das varas.
- 38
E pôs as varas que havia riscado nos bebedouros, diante do gado, nos bebedouros da água aonde vinham a beber as ovelhas, as quais se aqueciam vindo a beber.
- 39
E concebiam as ovelhas diante das varas, e geravam crias listradas, pintadas e salpicadas de diversas cores.
- 40
E separava Jacó os cordeiros, e os punha com seu rebanho, os listradas, e tudo o que era escuro no rebanho de Labão. E punha seu rebanho à parte, e não o punha com as ovelhas de Labão.
- 41
E sucedia que quantas vezes se aqueciam as fortes, Jacó punha as varas diante das ovelhas nos bebedouros, para que concebessem à vista das varas.
- 42
E quando vinham as ovelhas fracas, não as punha: assim eram as fracas para Labão, e as fortes para Jacó.
- 43
E cresceu o homem muito, e teve muitas ovelhas, e servas, servos, camelos, e asnos.
Atos 27
- 1
E quando foi determinado que tínhamos que navegar para a Itália, entregaram a Paulo e alguns outros prisioneiros, a um centurião, por nome Júlio, do esquadrão imperial.
- 2
E embarcando [-nos] em um navio adramitino, estando a navegar pelos lugares [costeiros] da Ásia, nós partimos, estando conosco Aristarco, o macedônio de Tessalônica.
- 3
E no [dia] seguinte, chegamos a Sidom; e Júlio, tratando bem a Paulo, permitiu [-lhe] que fosse aos amigos, para [receber] cuidado [deles] .
- 4
E tendo partido dali, nós fomos navegando abaixo do Chipre, porque os ventos estavam contrários.
- 5
E tendo passado ao longo do mar da Cilícia e Panfília, viemos a Mira em Lícia.
- 6
E o centurião, tendo achado ali um navio de Alexandria, que estava navegando para a Itália, nos fez embarcar nele.
- 7
E indo navegando lentamente já por muitos dias, chegando com dificuldade em frente a Cnido, o vento, não nos permitindo [continuar por ali] ,navegamos abaixo de Creta, em frente a Salmone.
- 8
E tendo com dificuldade percorrido sua costa, chegamos a um certo lugar, chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laseia.
- 9
E tendo passado muito tempo, e sendo a navegação já perigosa, porque também já tinha passado o jejum, Paulo [os] exortava,
- 10
Dizendo-lhes: Homens, eu vejo que a navegação vai ser com violência e muito dano, não somente de carga e do navio, mas também de nossas vidas.
- 11
Porém o centurião cria mais no capitão e no dono do navio do que no que Paulo dizia.
- 12
E não sendo aquele porto adequado para passar o inverno, a maioria preferiu partir dali, para ver se podiam chegar a Fênix, que é um porto de Creta, voltada para o lado do vento sudoeste e noroeste, para ali passarem o inverno.
- 13
E ao ventar brandamente ao sul, pareceu-lhes que eles já tinham o que queriam; e levantando a vela, foram por perto da costa de Creta.
- 14
Mas não muito depois houve contra ela um vento violento, chamado Euroaquilão.
- 15
E tendo o navio sido tomado por ele, e não podendo navegar contra o vento, nós deixamos sermos levados [por ele] .
- 16
E correndo abaixo de uma pequena ilha, chamada Clauda, com dificuldade conseguimos manter o barquinho de reserva;
- 17
O qual, tendo sido levado para cima, usaram de suportes [para] reforçarem o navio; e temendo irem de encontro aos bancos de areia, eles baixaram as velas e [deixaram] ir à deriva.
- 18
E sendo muito afligidos pela tempestade, no [dia] seguinte jogaram a carga para fora [do navio] .
- 19
E no terceiro [dia] , com as nossas próprias mãos jogamos fora os instrumentos do navio.
- 20
E não aparecendo ainda o sol, nem estrelas havia muitos dias, e sendo afligidos por não pouca tempestade, desde então tínhamos perdido toda a esperança de sermos salvos.
- 21
E havendo muito [tempo] que não havia o que comer, então Paulo, ficando de pé no meio deles, disse: Homens, vós devíeis ter dado atenção a mim, e não terdes partido de Creta, e [assim] evitar esta situação ruim e prejuízo.
- 22
Mas agora eu vos exorto a terdes bom ânimo; porque haverá nenhuma perda de vida de vós, além [somente da perda] do navio.
- 23
Porque esta mesma noite esteve comigo um anjo de Deus, a quem eu pertenço e a quem eu sirvo;
- 24
Dizendo: Não temas, Paulo; é necessário que tu sejas apresentado a César; e eis que Deus tem te dado [a vida] a todos quantos navegam contigo.
- 25
Portanto, homens, tende bom ânimo; porque eu creio em Deus que assim será, conforme o que me foi dito.
- 26
Mas é necessário que sejamos lançados a uma ilha.
- 27
E quando veio a décima quarta noite, sendo lançados de um lado para o outro no [mar] Adriático, por volta da meia noite os marinheiros suspeitaram de que estavam se aproximando de alguma terra [firme] .
- 28
E tendo lançado o prumo, acharam vinte braças; e passando um pouco mais adiante, voltando a lançar o prumo, acharam quinze braças.
- 29
E temendo de irem de encontro a lugares rochosos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que o dia viesse [logo] .
- 30
E [quando] os marinheiros estavam procurando fugir do navio, e baixando o barquinho de reserva ao mar, como que queriam largar as âncoras da proa,
- 31
Paulo disse ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, vós não podeis vos salvar.
- 32
Então os soldados cortaram os cabos do barquinho de reserva, e o deixaram cair.
- 33
E até enquanto o dia estava vindo, Paulo exortava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: Hoje já é o décimo quarto dia, em que estais esperando, continuando sem comer, nada tendo experimentado.
- 34
Portanto eu vos exorto para que comais alguma coisa, pois é bom para vossa saúde; porque nenhum cabelo cairá de vossa cabeça.
- 35
E tendo dito isto, e tomando o pão, ele agradeceu a Deus na presença de todos; e partindo [-o] , começou a comer.
- 36
E todos, tendo ficado mais encorajados, também pegaram [algo] para comer.
- 37
E éramos todos no navio duzentas e setenta e seis almas.
- 38
E estando saciados de comer, eles tiraram peso do navio, lançando o trigo ao mar.
- 39
E tendo vindo o dia, não reconheciam a terra; mas enxergaram uma enseada que tinha praia, na qual planejaram, se pudessem, levar o navio.
- 40
E tendo levantado as âncoras, deixaram [-no] ir ao mar, soltando também as amarras dos lemes, e levantando a vela maior ao vento, foram de levando [-o] à praia.
- 41
Mas tendo caído em um lugar onde dois mares se encontram, encalharam ali o navio; e fixa a proa, ficou imóvel, mas a popa estava se destruindo com a força das ondas.
- 42
Então o conselho dos soldados foi de que matassem aos presos, para que nenhum [deles] fugisse a nado.
- 43
Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu a intenção deles; e mandou que aqueles que pudessem nadar fossem os primeiros a se lançassem [ao mar] e chegassem à terra [firme] .
- 44
E [depois] os demais, uns em tábuas, e outros em pedaços do navio. E assim aconteceu, que todos se salvaram em terra.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).