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Gênesis 42 e Provérbios 14

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Gênesis 42

  1. 1

    E vendo Jacó que no Egito havia alimentos, disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros?

  2. 2

    E disse: Eis que, eu ouvi que há alimentos no Egito; descei ali, e comprai dali para nós, para que possamos viver, e não nos morramos.

  3. 3

    E desceram os dez irmãos de José a comprar trigo ao Egito.

  4. 4

    Mas Jacó não enviou a Benjamim irmão de José com seus irmãos; porque disse: Não seja acaso que lhe aconteça algum desastre.

  5. 5

    E vieram os filhos de Israel a comprar entre os que vinham: porque havia fome na terra de Canaã.

  6. 6

    E José era o senhor da terra, que vendia a todo o povo da terra: e chegaram os irmãos de José, e inclinaram-se a ele rosto por terra.

  7. 7

    E José quando viu seus irmãos, reconheceu-os; mas fez que não os conhecesse, e falou-lhes asperamente, e lhes disse: De onde viestes? Eles responderam: Da terra de Canaã, para comprar alimentos.

  8. 8

    José, pois, reconheceu a seus irmãos; mas eles não o reconheceram.

  9. 9

    Então se lembrou José dos sonhos que havia tido deles, e disse-lhes: Sois espias; viestes ver a fraqueza desta terra.

  10. 10

    E eles lhe responderam: Não, meu senhor; teus servos vieram comprar alimentos.

  11. 11

    Todos nós somos filhos de um homem; somos homens honestos; teus servos nunca foram espias.

  12. 12

    E ele lhes disse: Não; viestes ver a fraqueza desta terra.

  13. 13

    E eles responderam: Teus servos somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã; e eis que o menor está hoje com nosso pai, e outro desapareceu.

  14. 14

    E José lhes disse: Isso é o que vos disse, afirmando que sois espias;

  15. 15

    Nisto sereis provados: Vive Faraó que não saireis daqui, a não ser quando vosso irmão menor vier aqui.

  16. 16

    Enviai um de vós, e traga a vosso irmão; e vós ficai presos, e vossas palavras serão provadas, se há verdade convosco: e se não, vive Faraó, que sois espias.

  17. 17

    E juntou-os no cárcere por três dias.

  18. 18

    E ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isto, e vivei; eu temo a Deus;

  19. 19

    Se sois homens honestos, fique preso na casa de vosso cárcere um de vossos irmãos; e vós ide, levai o alimento para a fome de vossa casa;

  20. 20

    Porém haveis de trazer-me a vosso irmão mais novo, e serão comprovadas vossas palavras, e não morrereis. E eles o fizeram assim.

  21. 21

    E diziam um ao outro: Verdadeiramente pecamos contra nosso irmão, que vimos a angústia de sua alma quando nos rogava, e não o ouvimos; por isso veio sobre nós esta angústia.

  22. 22

    Então Rúben lhes respondeu, dizendo: Não vos falei eu e disse: Não pequeis contra o jovem; e não escutastes? Eis que também o sangue dele é requerido.

  23. 23

    E eles não sabiam que os entendia José, porque havia intérprete entre eles.

  24. 24

    E apartou-se ele deles, e chorou: depois voltou a eles, e lhes falou, e tomou dentre eles a Simeão, e aprisionou-lhe à vista deles.

  25. 25

    E mandou José que enchessem seus sacos de trigo, e devolvessem o dinheiro de cada um deles, pondo-o em seu saco, e lhes dessem comida para o caminho; e fez-se assim com eles.

  26. 26

    E eles puseram seu trigo sobre seus asnos, e foram-se dali.

  27. 27

    E abrindo um deles seu saco para dar de comer a seu asno no lugar de parada, viu seu dinheiro que estava na boca de seu saco.

  28. 28

    E disse a seus irmãos: Meu dinheiro se me foi devolvido, e ainda ei-lo aqui em meu saco. Alarmou-se, então, o coração deles e, espantados, disseram um ao outro: Que é isto que Deus nos fez?

  29. 29

    E vindos a Jacó seu pai em terra de Canaã, contaram-lhe tudo o que lhes havia acontecido, dizendo:

  30. 30

    Aquele homem, senhor da terra, nos falou asperamente, e nos tratou como espias da terra:

  31. 31

    E nós lhe dissemos: Somos homens honestos, nunca fomos espias:

  32. 32

    Somos doze irmãos, filhos de nosso pai; um desapareceu, e o menor está hoje com nosso pai na terra de Canaã.

  33. 33

    E aquele homem, senhor da terra, nos disse: Nisto conhecerei que sois homens honestos; deixai comigo um de vossos irmãos, e tomai para a fome de vossas casas, e ide,

  34. 34

    E trazei-me a vosso irmão o mais novo, para que eu saiba que não sois espias, mas sim homens honestos: assim vos darei a vosso irmão, e negociareis na terra.

  35. 35

    E aconteceu que esvaziando eles seus sacos, eis que no saco de cada um estava o pacote de seu dinheiro: e vendo eles e seu pai os pacotes de seu dinheiro, tiveram temor.

  36. 36

    Então seu pai Jacó lhes disse: Vós me privastes de meus filhos; José desapareceu, nem Simeão tampouco, e a Benjamim o levareis; contra mim são todas estas coisas.

  37. 37

    E Rúben falou a seu pai, dizendo: Podes matar meus dois filhos, se eu não o devolver a ti; entrega-o em minha mão, que eu o devolverei a ti.

  38. 38

    E ele disse: Não descerá meu filho convosco; que seu irmão é morto, e ele somente restou; e se lhe acontecer algum desastre no caminho por onde vades, fareis descer meus cabelos brancos com tristeza ao Xeol.

Provérbios 14

  1. 1

    Toda mulher sábia edifica sua casa; porém a tola a derruba com suas mãos.

  2. 2

    Aquele que anda corretamente teme ao SENHOR; mas o que se desvia de seus caminhos o despreza.

  3. 3

    Na boca do tolo está a vara da arrogância, porém os lábios dos sábios os protegem.

  4. 4

    Não havendo bois, o celeiro fica limpo; mas pela força do boi há uma colheita abundante.

  5. 5

    A testemunha verdadeira não mentirá, mas a testemunha falsa declara mentiras.

  6. 6

    O zombador busca sabedoria, mas não [acha] nenhuma; mas o conhecimento é fácil para o prudente.

  7. 7

    Afasta-te do homem tolo, porque [nele] não encontrarás lábios inteligentes.

  8. 8

    A sabedoria do prudente é entender seu caminho; mas a loucura dos tolos é engano.

  9. 9

    Os tolos zombam da culpa, mas entre os corretos está o favor.

  10. 10

    O coração conhece sua [própria] amargura, e o estranho não pode partilhar sua alegria.

  11. 11

    A casa dos perversos será destruída, mas a tenda dos corretos florescerá.

  12. 12

    Há um caminho que [parece] correto para o homem, porém o fim dele são caminhos de morte.

  13. 13

    Até no riso o coração terá dor, e o fim da alegria é a tristeza.

  14. 14

    Quem se desvia de coração será cheio de seus próprios caminhos, porém o homem de bem [será recompensado] pelos seus.

  15. 15

    O ingênuo crê em toda palavra, mas o prudente pensa cuidadosamente sobre seus passos.

  16. 16

    O sábio teme, e se afasta do mal; porém o tolo se precipita e se acha seguro.

  17. 17

    Quem se ira rapidamente faz loucuras, e o homem de maus pensamentos será odiado.

  18. 18

    Os ingênuos herdarão a tolice, mas os prudentes serão coroados [com] o conhecimento.

  19. 19

    Os maus se inclinarão perante a face dos bons, e os perversos diante das portas do justo.

  20. 20

    O pobre é odiado até pelo seu próximo, porém os amigos dos ricos são muitos.

  21. 21

    Quem despreza a seu próximo, peca; mas aquele que demonstra misericórdia aos humildes [é] bem-aventurado.

  22. 22

    Por acaso não andam errados os que tramam o mal? Mas [há] bondade e fidelidade para os que planejam o bem.

  23. 23

    Em todo trabalho cansativo há proveito, mas o falar dos lábios só [leva] à pobreza.

  24. 24

    A coroa dos sábios é a sua riqueza; a loucura dos tolos é loucura.

  25. 25

    A testemunha verdadeira livra almas, mas aquele que declara mentiras é enganador.

  26. 26

    No temor ao SENHOR [há] forte confiança; e será refúgio para seus filhos.

  27. 27

    O temor ao SENHOR é manancial de vida, para se desviar dos laços da morte.

  28. 28

    Na multidão do povo está a honra do rei, mas a falta de gente é a ruína do príncipe.

  29. 29

    Quem demora para se irar tem muito entendimento, mas aquele de espírito impetuoso exalta a loucura.

  30. 30

    O coração em paz é vida para o corpo, mas a inveja é [como] podridão nos ossos.

  31. 31

    Quem oprime ao pobre insulta ao seu Criador; mas aquele que mostra compaixão ao necessitado o honra.

  32. 32

    Por sua malícia, o perverso é excluído; porém o justo [até] em sua morte mantém a confiança.

  33. 33

    No coração do prudente repousa a sabedoria; mas ela será conhecida até entre os tolos.

  34. 34

    A justiça exalta a nação, mas o pecado é a desgraça dos povos.

  35. 35

    O rei se agrada do seu servo prudente; porém ele mostrará seu furor ao causador de vergonha.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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