Gênesis 44 e Provérbios 6
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Gênesis 44
- 1
E mandou José ao mordomo de sua casa, dizendo: Enche os sacos destes homens de alimentos, quanto puderem levar, e põe o dinheiro de cada um na boca de seu saco:
- 2
E porás meu copo, o copo de prata, na boca do saco do mais novo, com o dinheiro de seu trigo. E ele fez como disse José.
- 3
Vinda a manhã, os homens foram despedidos com seus asnos.
- 4
Havendo eles saído da cidade, da qual ainda não haviam se afastado, disse José a seu mordomo: Levanta-te, e segue a esses homens; e quando os alcançares, dize-lhes: Por que retribuístes com o mal pelo bem?
- 5
Não é isto no que bebe meu senhor, e pelo que costuma adivinhar? Fizestes mal no que fizestes.
- 6
E quando ele os alcançou, disse-lhes estas palavras.
- 7
E eles lhe responderam: Por que diz meu senhor tais coisas? Nunca tal façam teus servos.
- 8
Eis que, o dinheiro que achamos na boca de nossos sacos, o voltamos a trazer a ti desde a terra de Canaã; como, pois, havíamos de furtar da casa de teu senhor prata nem ouro?
- 9
Aquele de teus servos em quem for achado o copo, que morra, e ainda nós seremos servos de meu senhor.
- 10
E ele disse: Também agora seja conforme vossas palavras; aquele em quem se achar, será meu servo, e vós sereis sem culpa.
- 11
Eles então se deram pressa, e derrubando cada um seu saco em terra, abriu cada qual o seu saco.
- 12
E buscou; desde o mais velho começou, e acabou no mais novo; e o copo foi achado no saco de Benjamim.
- 13
Então eles rasgaram suas roupas, e carregou cada um seu asno, e voltaram à cidade.
- 14
E chegou Judá com seus irmãos à casa de José, que ainda estava ali, e prostraram-se diante dele em terra.
- 15
E disse-lhes José: Que obra é esta que fizestes? Não sabeis que um homem como eu sabe adivinhar?
- 16
Então disse Judá: Que diremos a meu senhor? Que falaremos? Ou com que nos justificaremos? Deus achou a maldade de teus servos: eis que, nós somos servos de meu senhor, nós, e também aquele em cujo poder foi achado o copo.
- 17
E ele respondeu: Nunca eu tal faça: o homem em cujo poder foi achado o copo, ele será meu servo; vós ide em paz a vosso pai.
- 18
Então Judá se chegou a ele, e disse: Ai senhor meu, rogo-te que fale teu servo uma palavra aos ouvidos de meu senhor, e não se acenda tua ira contra teu servo, pois que tu és como Faraó.
- 19
Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes pai ou irmão?
- 20
E nós respondemos a meu senhor: Temos um pai ancião, e um jovem que lhe nasceu em sua velhice, pequeno ainda; e um irmão seu morreu, e ele restou sozinho de sua mãe, e seu pai o ama.
- 21
E tu disseste a teus servos: Trazei-o a mim, e porei meus olhos sobre ele.
- 22
E nós dissemos a meu senhor: O jovem não pode deixar a seu pai, porque se o deixar, seu pai morrerá.
- 23
E disseste a teus servos: Se vosso irmão mais novo não descer convosco, não vejais mais meu rosto.
- 24
Aconteceu, pois, que quando chegamos a meu pai teu servo, nós lhe contamos as palavras de meu senhor.
- 25
E disse nosso pai: Voltai a comprar-nos um pouco de alimento.
- 26
E nós respondemos: Não podemos ir: se nosso irmão for conosco, iremos; porque não podemos ver o rosto do homem, não estando conosco nosso irmão o mais novo.
- 27
Então teu servo meu pai nos disse: Vós sabeis que dois me deu minha mulher;
- 28
E um saiu de minha presença, e penso certamente que foi despedaçado, e até agora não o vi;
- 29
E se tomardes também este de diante de mim, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer meus cabelos grisalhos com tristeza ao Xeol.
- 30
Agora, pois, quando chegar eu a teu servo meu pai, e o jovem não for comigo, como sua alma está ligada à alma dele,
- 31
Sucederá que quando perceber a ausência do jovem, morrerá; e teus servos farão descer os cabelos grisalhos de teu servo, nosso pai, com tristeza ao Xeol.
- 32
Como teu servo saiu por fiador do jovem com meu pai, dizendo: Se eu não o devolver a ti, então eu serei culpável para meu pai todos os dias;
- 33
Rogo-te, portanto, que fique agora teu servo pelo jovem por servo de meu senhor, e que o jovem vá com seus irmãos.
- 34
Porque como irei eu a meu pai sem o jovem? Não poderei, por não ver o mal que sobrevirá a meu pai.
Provérbios 6
- 1
Filho meu, se ficaste fiador por teu próximo, [se] deste tua garantia ao estranho;
- 2
[Se] tu foste capturado pelas palavras de tua [própria] boca, e te prendeste pelas palavras de tua boca,
- 3
Então faze isto agora, meu filho, e livra-te, pois caíste nas mãos de teu próximo; vai, humilha-te, e insiste exaustivamente ao teu próximo.
- 4
Não dês sono aos teus olhos, nem cochilo às tuas pálpebras.
- 5
Livra-te, como a corça do caçador, como o pássaro do caçador de aves.
- 6
Vai até a formiga, preguiçoso; olha para os caminhos dela, e sê sábio.
- 7
Ela, [mesmo] não tendo chefe, nem fiscal, nem dominador,
- 8
Prepara seu alimento no verão, na ceifa ajunta seu mantimento.
- 9
Ó preguiçoso, até quando estarás deitado? Quando te levantarás de teu sono?
- 10
Um pouco de sono, um pouco de cochilo; um pouco de descanso com as mãos cruzadas;
- 11
Assim a pobreza virá sobre ti como um assaltante; a necessidade [chegará] a ti como um homem armado.
- 12
O homem mal, o homem injusto, anda com uma boca perversa.
- 13
Ele acena com os olhos, fala com seus pés, aponta com seus dedos.
- 14
Perversidades há em seu coração; todo o tempo ele trama o mal; anda semeando brigas.
- 15
Por isso sua perdição virá repentinamente; subitamente ele será quebrado, e não haverá cura.
- 16
Estas seis coisas o SENHOR odeia; e sete sua alma abomina:
- 17
Olhos arrogantes, língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente;
- 18
O coração que trama planos malignos, pés que se apressam a correr para o mal;
- 19
A falsa testemunha, que sopra mentiras; e o que semeia brigas entre irmãos.
- 20
Filho meu, guarda o mandamento de teu pai; e não abandones a lei de tua mãe.
- 21
Amarra-os continuamente em teu coração; e pendura-os ao teu pescoço.
- 22
Quando caminhares, [isto] te guiará; quando deitares, [isto] te guardará; quando acordares, [isto] falará contigo.
- 23
Porque o mandamento é uma lâmpada, e a lei é luz; e as repreensões para correção são o caminho da vida;
- 24
Para te protegerem da mulher má, das lisonjas da língua da estranha.
- 25
Não cobices a formosura dela em teu coração; nem te prenda em seus olhos.
- 26
Porque pela mulher prostituta [chega-se a pedir] um pedaço de pão; e a mulher de [outro] homem anda à caça de uma alma preciosa.
- 27
Por acaso pode alguém botar fogo em seu peito, sem que suas roupas se queimem?
- 28
[Ou] alguém pode andar sobre as brasas, sem seus pés se arderem?
- 29
Assim [será] aquele que se deitar com a mulher de seu próximo; não será considerado inocente todo aquele que a tocar.
- 30
Não se despreza ao ladrão, quando furta para saciar sua alma, tendo fome;
- 31
Mas, [se for] achado, ele pagará sete vezes mais; ele terá que dar todos os bens de sua casa.
- 32
[Porém] aquele que adultera com mulher [alheia] tem falta de entendimento; quem faz [isso] destrói sua [própria] alma.
- 33
Ele encontrará castigo e desgraça; e sua desonra nunca será apagada.
- 34
Porque ciúmes [são] a fúria do marido, e ele de maneira nenhuma terá misericórdia no dia da vingança.
- 35
Ele não aceitará nenhum pagamento pela culpa; nem consentirá, ainda que aumentes os presentes.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).