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Jeremias 4 e Lucas 8

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Jeremias 4

  1. 1

    Se te converteres, ó Israel,diz o SENHOR, converte-te a mim; e se tirares tuas abominações de diante de mim, não andarás mais sem rumo.

  2. 2

    E jurarás, dizendo, Vive o SENHOR, com verdade, com juízo, e com justiça; e nele as nações se bendirão, e nele se orgulharão.

  3. 3

    Porque assim diz o SENHOR aos homens de Judá e de Jerusalém: Fazei lavoura para vós, e não semeeis sobre espinhos.

  4. 4

    Circuncidai-vos ao SENHOR, e tirai os prepúcios de vosso coração, ó homens de Judá e moradores de Jerusalém; para que minha ira não venha a sair como fogo, e se incendeie, e não haja quem apague, pela maldade de vossas obras.

  5. 5

    Anunciai em Judá, e fazei ouvir em Jerusalém, e dizei: Tocai trombeta na terra. Clamai em alta voz, e dizei: Ajuntai-vos, e entremos nas cidades fortes.

  6. 6

    Erguei bandeia para Sião, retirai-vos, não vos detenhais; porque eu trago um mal do norte, e grande destruição.

  7. 7

    O leão já subiu de seu refúgio, e o destruidor de nações já se partiu; ele saiu de seu lugar para pôr tua terra em assolação; tuas cidades serão destruídas, de modo que não haja [nelas] morador.

  8. 8

    Por isso vesti-vos de saco, lamentai e uivai; porque o ardor da ira do SENHOR não se desviou de nós.

  9. 9

    E será naquele dia, diz o SENHOR, que o coração do rei e o coração dos príncipes desfalecerão; os sacerdotes ficarão pasmos, e os profetas se maravilharão.

  10. 10

    Então eu disse: Ah, Senhor DEUS! Verdadeiramente enganaste grandemente a este povo e a Jerusalém, dizendo: Tereis paz; porém a espada chega até a alma.

  11. 11

    Naquele tempo se dirá a este povo e a Jerusalém: Um vento seco dos lugares altos do deserto [veio] ao caminho da filha do meu povo; não para padejar, nem para limpar;

  12. 12

    Um vento forte demais para estas coisas virá de mim; agora também eu pronunciarei juízos contra eles.

  13. 13

    Eis que ele virá subindo como as nuvens, e suas carruagens como o redemoinho de vento; seus cavalos serão mais velozes que as águias;Ai de nós, porque somos assolados!

  14. 14

    Lava teu coração da maldade para que sejas salva; ó Jerusalém! Até quando deixarás os teus meus pensamentos permanecerem em meio a ti?

  15. 15

    Porque uma voz se anuncia desde Dã, e fala de calamidade desde o monte de Efraim:

  16. 16

    Disto mencionai às nações: eis aqui! Proclamai contra Jerusalém: Guardas vêm de uma terra remota, e levantam sua voz contra as cidades de Judá.

  17. 17

    Como guardas dos campos, assim eles estão ao redor contra ela; pois ela se rebelou contra mim,diz o SENHOR.

  18. 18

    Teu caminho e teus atos te causaram estas coisas; esta é tua maldade, tão amarga, que chega ao teu coração.

  19. 19

    Ai minhas entranhas, minhas entranhas! Estou com grandes dores nas paredes do meu coração; meu coração se inquieta, não consigo me calar; porque tu, ó alma minha, ouves o som da trombeta, o clamor da guerra.

  20. 20

    Destruição sobre destruição se anuncia, pois toda a terra já está arruinada; de repente foram destruídas minhas tendas, num instante minhas cortinas.

  21. 21

    Até quando verei a bandeira, [e] ouvirei a voz da trombeta?

  22. 22

    De fato meu povo está louco, já não me conhecem; são filhos tolos, sem entendimento; são “sábios” para fazer o mal, mas para fazer o bem nada sabem.

  23. 23

    Vi a terra, e eis que estava sem forma e vazia; e [vi] os céus, e não tinham sua luz.

  24. 24

    Vi os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os morros se sacudiam.

  25. 25

    Vi, e eis que nenhum homem havia; e todas as aves do céu tinham fugido.

  26. 26

    Vi, e eis que a terra fértil [tinha se tornado] um deserto, e todas as suas cidades foram derrubadas, por causa do SENHOR, por causa do ardor de sua ira.

  27. 27

    Porque assim diz o SENHOR: Toda esta terra será assolada; porém não [a] destruirei por completo.

  28. 28

    Por isto a terra lamentará, e os céus acima se tornarão negros; porque [assim] falei, [assim] o propus, e não me arrependerei, nem desviarei disso.

  29. 29

    Do ruído dos cavaleiros e dos flecheiros, [os moradores de] todas as cidades fugirão; entrarão nos bosques, e subirão em penhascos; todas as cidades ficarão abandonadas, e não haverá nelas morador algum.

  30. 30

    E que farás tu, ó assolada? Ainda que te vistas de vermelho, ainda que te adornes com ornamentos de ouro, ainda que pintes teus olhos, em vão te enfeitarias; os [teus] amantes te desprezam, [e] buscarão [matar] a tua alma.

  31. 31

    Porque ouço uma voz, como de mulher que está de parto, uma angústia como de parto de primeiro filho; é a voz da filha de Sião, que lamenta e estende suas mãos, [dizendo] : Ai de mim agora! Pois minha alma desmaia por causa dos assassinos.

Lucas 8

  1. 1

    E aconteceu depois disso, que [Jesus] andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e com ele os doze,

  2. 2

    e algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios;

  3. 3

    e Joana, a mulher de Cuza, mordomo de Herodes; e Susana, e muitas outras, que o serviam com seus bens.

  4. 4

    E quando se ajuntou uma multidão, e vindo a ele de todas as cidades, disse por parábola:

  5. 5

    Saiu um semeador a semear sua semente; e quando semeava, caiu uma [parte] junto ao caminho, e foi pisada, e as aves do céu a comeram.

  6. 6

    E outra [parte] caiu sobre a pedra; e nascida, secou-se, porque não tinha umidade.

  7. 7

    E outra [parte] caiu entre espinhos, e nascendo com ela, os espinhos a sufocaram.

  8. 8

    E outra [parte] caiu em boa terra, e nascida, produziu fruto a cem por um. Depois que disse coisas, exclamava: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

  9. 9

    E os seus discípulos lhe perguntaram: Que parábola é esta?

  10. 10

    Ele disse: A vós é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; mas aos outros por parábolas, para que vendo, não vejam; e ouvindo, não entendam.

  11. 11

    Esta é, pois, a parábola: a semente é a palavra de Deus.

  12. 12

    Os que estão junto ao caminho são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não creiam nem se salvem.

  13. 13

    E os que estão sobre a pedra são os que, quando ouvem, recebem a palavra com alegria, mas esses não têm raiz, pois creem por algum tempo, mas no tempo da tentação se desviam.

  14. 14

    E o que caiu entre espinhos são os que ouviram, e indo, sufocam-se com as preocupações, e riquezas, e prazeres da vida, e não produzem bom fruto.

  15. 15

    E o que caiu em boa terra, estes são os que, ouvindo a palavra, conservam-na num coração honesto e bom, e dão fruto que permanece.

  16. 16

    E ninguém, quando acende uma lâmpada, cobre-a com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; em vez disso põe na luminária, para que os que entram vejam a luz.

  17. 17

    Porque não há coisa oculta que não venha a se manifestar; nem coisa escondida que não venha a ser conhecida, e chegada à luz.

  18. 18

    Portanto, prestai atenção a como ouvis; pois àquele que tiver lhe será dado; e àquele que não tiver, até o que lhe parece ter, dele será tirado.

  19. 19

    E vieram a ele sua mãe e seus irmãos, mas não conseguiam chegar a ele por causa da multidão.

  20. 20

    E foi-lhe anunciado, dizendo: “Tua mãe e teus irmãos estão fora, e querem te ver”.

  21. 21

    Porém, ele lhes respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam”.

  22. 22

    E aconteceu, num daqueles dias, que [Jesus] entrou em um barco com seus discípulos, e disse-lhes: “Passemos para o outro lado do lago”. E partiram.

  23. 23

    E enquanto navegavam, [Jesus] adormeceu; então desceu uma tempestade de vento no lago, e enchiam-se [de água] , e estavam em perigo.

  24. 24

    Então se aproximaram dele e o despertaram, dizendo: “Mestre, Mestre, estamos perecendo!” E ele se levantou, repreendeu o vento e as ondas da água; e pararam, e fez-se bonança.

  25. 25

    E disse-lhes: “Onde está a vossa fé?” Mas eles, temendo, admiravam-se, e diziam uns aos outros: “Quem é este, que manda até aos ventos, e à água, e lhe obedecem?”

  26. 26

    E navegaram para a terra dos gadarenos, que é do lado oposto à Galileia.

  27. 27

    E quando ele desceu à terra, veio da cidade ao seu encontro um homem, que havia muito tempo que tinha demônios, e não andava vestido, nem habitava em casa nenhuma, mas sim, nos sepulcros.

  28. 28

    Ele viu Jesus, então exclamou, prostrou-se diante dele, e disse com grande voz: “O que eu tenho contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes.”

  29. 29

    Porque ele havia mandado ao espírito imundo que saísse daquele homem; pois muitas vezes apoderava-se dele. E o mantinham preso com cadeias e grilhões; porém ele quebrava o que lhe prendia, e era conduzido pelo demônio aos desertos.

  30. 30

    E Jesus lhe perguntou: “Qual é teu nome?” E ele disse: “Legião” (porque muitos demônios tinham entrado nele).

  31. 31

    E rogavam-lhe que não os mandasse ir para o abismo.

  32. 32

    E havia ali uma manada de muitos porcos, que pastavam no monte; e rogaram-lhe que lhes concedesse entrar neles; e ele lhes concedeu.

  33. 33

    Os demônios saíram daquele homem e entraram nos porcos; e a manada se lançou de um precipício no lago e se afogou.

  34. 34

    Quando os que cuidavam [dos porcos] viram o que havia acontecido, fugiram; então foram anunciar na cidade e nos campos.

  35. 35

    E saíram para ver o acontecido, e vieram até Jesus; e acharam ao homem de quem os demônios tinham saído, vestido e em pleno juízo, sentado aos pés de Jesus; e temeram.

  36. 36

    E os que tinham visto contaram-lhes também como aquele endemoninhado havia sido liberto.

  37. 37

    E toda o povo da terra dos gadarenos ao redor lhe rogou que se retirasse deles; porque foram tomados por grande temor. Então ele entrou no barco e voltou.

  38. 38

    E aquele homem, de quem os demônios tinham saído, rogou-lhe para que lhe permitisse estar com ele; mas Jesus o despediu, dizendo:

  39. 39

    “Volta para tua casa, e conta como foram grandes as coisas que Deus te fez”. Ele se foi, e pregou por toda a cidade, como foram grandes as coisas que Jesus lhe tinha feito.

  40. 40

    E aconteceu que, quando Jesus voltou, a multidão o recebeu; porque todos o estavam esperando.

  41. 41

    E eis que chegou um homem, cujo nome era Jairo, e era chefe da sinagoga. Então ele se prostrou aos pés de Jesus e rogou-lhe que entrasse em sua casa;

  42. 42

    porque tinha uma filha única, com doze anos de idade, que estava a ponto de morrer. E enquanto ele ia, as multidões o apertavam.

  43. 43

    E uma mulher que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e já tinha gastado todos os seus pertences com médicos, e não pôde ser curada por nenhum.

  44. 44

    Ela se aproximou [de Jesus] por detrás, e tocou a borda de sua roupa; e logo o fluxo de seu sangue parou.

  45. 45

    E Jesus disse: “Quem me tocou?” Enquanto todos negavam, disse Pedro e os que com ele estavam: Mestre, as multidões te apertam e empurram, e dizes: Quem me tocou?

  46. 46

    Jesus disse: “Alguém me tocou, pois sei que poder saiu de mim”.

  47. 47

    Então a mulher, vendo que não podia se esconder, veio tremendo, prostrou-se diante dele, e declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que o havia tocado, e como logo havia sarado.

  48. 48

    E ele lhe disse: “Tem bom ânimo, filha; a tua fé te sarou; vai em paz”.

  49. 49

    Estando ele ainda falando, veio um da [casa] do chefe da sinagoga, que lhe disse: “Tua filha já está morta, não incomodes o Mestre.”

  50. 50

    Porém quando Jesus o ouviu, respondeu-lhe: “Não temas; crê somente, e ela será curada”.

  51. 51

    E quando entrou na casa, a ninguém deixou entrar, a não ser a Pedro, Tiago, João, e ao pai e à mãe da menina.

  52. 52

    E todos choravam e lamentavam por ela; mas ele disse: “Não choreis; ela não está morta, mas dorme”.

  53. 53

    E riam dele, porque sabiam que estava morta.

  54. 54

    Porém ele, depois de expulsá-los todos, segurou a mão dela e clamou: “Levanta-te, menina”.

  55. 55

    Então seu espírito voltou, e ela logo se levantou; e [Jesus] mandou que dessem de comer a ela.

  56. 56

    E seus pais ficaram maravilhados, mas ele lhes mandou que a ninguém dissessem o que havia acontecido.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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