Jó 31 e Atos 25
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Jó 31
- 1
Eu fiz um pacto com meus olhos; como, pois, eu olharia com cobiça para a virgem?
- 2
Pois qual é a porção [dada] por Deus acima, e a herança [dada] pelo Todo-Poderoso das alturas?
- 3
Por acaso a calamidade não é para o perverso, e o desastre para os que praticam injustiça?
- 4
Por acaso ele não vê meus caminhos, e conta todos os meus passos?
- 5
Se eu andei com falsidade, e se meu pé se apressou para o engano,
- 6
Pese-me ele em balanças justas, e Deus saberá minha integridade.
- 7
Se meus passos se desviaram do caminho, e meu coração seguiu meus olhos, e se algo se apegou às minhas mãos,
- 8
Que eu semeie, e outro coma; e meus produtos sejam arrancados.
- 9
Se foi meu coração se deixou seduzir por [alguma] mulher, ou se estive espreitei à porta de meu próximo,
- 10
Que minha mulher moa para outro, e outros se encurvem sobre ela.
- 11
Pois tal seria um crime vergonhoso, e delito [a ser sentenciado por] juízes.
- 12
Pois seria um fogo que consumiria até à perdição, e destruiria toda a minha renda.
- 13
Se desprezei o direito de meu servo ou de minha serva quando eles reclamaram comigo,
- 14
Que faria eu quando Deus se levantasse? E quando ele investigasse [a causa] ,o que eu lhe responderia?
- 15
Aquele que me fez no ventre [materno também] não fez a ele? E não nos preparou de um mesmo [modo] na madre?
- 16
Se eu neguei aos pobres o que eles desejavam, ou fiz desfalecer os olhos da viúva;
- 17
E se comi meu alimento sozinho, e o órfão não comeu dele
- 18
(Porque desde a minha juventude cresceu comigo como [se eu fosse seu pai] ,e desde o ventre de minha mãe guiei [a viúva] );
- 19
Se eu vi alguém morrer por falta de roupa, e o necessitado sem algo que o cobrisse,
- 20
Se sua cintura não me bendisse, quando ele se esquentava com as peles de meus cordeiros;
- 21
Se levantei minha mão contra o órfão, quando vi que seria favorecido na corte judicial,
- 22
Que minha escápula caia do meu ombro, e meu braço se quebre de sua articulação.
- 23
Porque o castigo de Deus era um assombro para mim, e eu não teria poder contra sua majestade.
- 24
Se eu pus no ouro minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és minha confiança;
- 25
Se eu me alegrei de que minha riqueza era muita, e de que minha mão havia obtido muito;
- 26
Se olhei para o sol quando brilhava, e à lua quando estava bela,
- 27
E meu coração se deixou enganar em segredo, e minha boca beijou minha mão,
- 28
Isto também seria um delito [a ser sentenciado por] juiz; porque teria negado ao Deus de cima.
- 29
Se eu me alegrei da desgraça daquele que me odiava, e me agradei quando o mal o encontrou,
- 30
Sendo que nem deixei minha boca pecar, desejando sua morte com maldição,
- 31
Se a gente da minha casa nunca tivesse dito: Quem não se satisfez da carne dada por ele?
- 32
O estrangeiro não passava a noite na rua; eu abria minhas portas ao viajante.
- 33
Se encobri minhas transgressões como as pessoas [fazem] , escondendo meu delito em meu seio;
- 34
Porque eu tinha medo da grande multidão, e o desprezo das famílias me atemorizou; então me calei, e não saí da porta:
- 35
Quem me dera se alguém me ouvisse! Eis que minha vontade é que o Todo-Poderoso me responda, e meu adversário escrevesse um relato da acusação.
- 36
Certamente eu o carregaria sobre meu ombro, e o poria em mim como uma coroa.
- 37
Eu lhe diria o número de meus passos, e como um príncipe eu me chegaria a ele.
- 38
Se minha terra clamar contra mim, e seus sulcos juntamente chorarem;
- 39
Se comi seus frutos sem [pagar] dinheiro, ou fiz expirar a alma de seus donos;
- 40
Em lugar de trigo que [me] produza cardos, e ervas daninhas no lugar da cevada. [Aqui] terminam as palavras de Jó.
Atos 25
- 1
Então Festo, tendo entrado na província, subiu dali três dias depois de Cesareia a Jerusalém.
- 2
E o sumo sacerdote e os líderes dos judeus compareceram diante dele contra Paulo, e lhe rogaram;
- 3
Pedindo favor contra ele, para que o fizesse vir a Jerusalém, preparando cilada para o matarem no caminho.
- 4
Mas Festo respondeu que Paulo estava guardado em Cesareia, e que ele logo estava indo [para lá] .
- 5
Ele disse: Então aqueles dentre vós que podem, desçam com [igo] , e se houver alguma coisa errada neste homem, acusem-no.
- 6
E ele, tendo ficado entre eles mais de dez dias, desceu a Cesareia; e tendo se sentado no tribunal no [dia] seguinte, mandou que trouxessem a Paulo.
- 7
E tendo ele vindo, os judeus que haviam descido de Jerusalém [o] rodearam, trazendo contra Paulo muitas e graves acusações, que não podiam provar.
- 8
Ele, disse em sua defesa: Eu não pequei nem contra a Lei dos judeus, nem contra o Templo, nem contra César, em coisa alguma.
- 9
Mas Festo, querendo agradar aos judeus, respondendo a Paulo, disse: Tu queres subir a Jerusalém e ser julgado sobre estas coisas diante de mim?
- 10
E Paulo disse: Eu estou diante do tribunal de César, onde eu tenho que ser julgado; a nenhum dos judeus eu fiz mal, assim como também tu sabes muito bem.
- 11
Porque se eu fiz algum mal, ou cometi algo digno de morte, eu não recuso morrer; mas se nada há das coisas que este me acusam, ninguém pode me entregar a eles. Eu apelo a César.
- 12
Então Paulo, tendo conversado com o Conselho, respondeu: Tu apelaste a César; a César irás.
- 13
E passados alguns dias, o Rei Agripa e Berenice vieram a Cesareia para saudar a Festo.
- 14
E quando tinham ficado ali muitos dias, Festo contou ao rei os assuntos de Paulo, dizendo: Um certo homem foi deixado [aqui] preso por Félix;
- 15
Por causa do qual, estando eu em Jerusalém, os chefes dos sacerdotes e os anciãos dos judeus compareceram [a mim] , pedindo julgamento contra ele.
- 16
Aos quais eu respondi não ser costume dos romanos entregar a algum homem à morte, antes que o acusado tenha seus acusadores face a face, e tenha oportunidade para se defender da acusação.
- 17
Portanto, tendo eles se reunido aqui, fazendo nenhum adiamento, no [dia] seguinte, estando eu sentado no tribunal, mandei trazer ao homem.
- 18
Do qual os acusadores estando [aqui] presentes, trouxeram como acusação nenhuma das coisas que eu suspeitava.
- 19
Mas tinham contra ele algumas questões relativas às próprias crenças deles, e de um certo morto Jesus, o qual Paulo afirmava estar vivo.
- 20
E eu, estando em duvida sobre [como] interrogar esta causa, disse, [perguntando] se ele queria ir a Jerusalém, e lá ser julgado sobre estas coisas.
- 21
Porém Paulo, tendo apelado para ser guardado ao interrogatório do imperador, mandei que o guardassem, até que eu o enviasse a César.
- 22
E Agripa disse a Festo: Eu também queria ouvir a este homem.E ele disse: E amanhã tu o ouvirás.
- 23
Então no dia seguinte, tendo vindo Agripa e Berenice, com muita pompa, e entrando no auditório com os comandantes e os homens mais importantes da cidade, trouxeram a Paulo por ordem de Festo.
- 24
E Festo disse: Rei Agripa, e todos os homens que estais presentes [aqui] conosco, vós vedes este [homem] , a quem toda a multidão dos judeus, tanto em Jerusalém como aqui, tem apelado a mim, clamando que ele não deve mais viver.
- 25
Mas tendo eu achado nada que ele tenha feito que fosse digno de morte, e também tendo ele mesmo apelado ao imperador, eu decidi enviá-lo.
- 26
Do qual eu não tenho coisa alguma certa para escrever ao [meu] senhor; por isso que eu o trouxe diante de vós; e principalmente diante de ti, rei Agripa, para que, sendo feita a investigação, eu tenha algo para escrever.
- 27
Porque não me parece razoável enviar a um prisioneiro, sem também informar as acusações contra ele.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).