Jó 34 e Atos 23
2 pares de versículos · 6 votos somados · Bíblia Livre (BLIVRE)
2 pares ligadosdo mais votado ao menos votado
Jó 34
- 1
Eliú respondeu mais, dizendo:
- 2
Ouvi, vós sábios, minhas palavras; e vós, inteligentes, dai-me ouvidos.
- 3
Porque o ouvido prova as palavras, assim como o paladar experimenta a comida.
- 4
Escolhamos para nós o que é correto, [e] conheçamos entre nós o que é bom.
- 5
Pois Jó disse: Eu sou justo, e Deus tem me tirado meu direito.
- 6
Por acaso devo eu mentir quanto ao meu direito? Minha ferida é dolorosa mesmo que eu não tenha transgressão.
- 7
Que homem há como Jó, que bebe o escárnio como água?
- 8
E que caminha na companhia dos que praticam maldade, e anda com homens perversos?
- 9
Porque disse: De nada aproveita ao homem agradar-se em Deus.
- 10
Portanto vós, homens de bom-senso, escutai-me; longe de Deus esteja a maldade, e do Todo- Poderoso a perversidade!
- 11
Porque ele paga ao ser humano [conforme] sua obra, e faz a cada um conforme o seu caminho.
- 12
Certamente Deus não faz injustiça, e o Todo-Poderoso não perverte o direito.
- 13
Quem o pôs para administrar a terra? E quem dispôs a todo o mundo?
- 14
Se ele tomasse a decisão, e recolhesse para si seu espírito e seu fôlego,
- 15
Toda carne juntamente expiraria, e o ser humano se tornaria em pó.
- 16
Se pois há [em ti] entendimento, ouve isto: dá ouvidos ao som de minhas palavras.
- 17
Por acaso quem odeia a justiça poderá governar? E condenarás tu ao Poderoso Justo?
- 18
Pode, por acaso, o rei ser chamado de vil, [e] os príncipes de perversos?
- 19
[Quanto menos] a aquele que não faz acepção de pessoas de príncipes, nem valoriza mais o rico que o pobre! Pois todos são obras de suas mãos.
- 20
Em um momento morrem; e à meia noite os povos são sacudidos, e passam; e o poderoso será tomado sem ação humana.
- 21
Porque seus olhos estão sobre os caminhos do homem, e ele vê todos os seus passos.
- 22
Não há trevas nem sombra de morte em que os que praticam maldade possam se esconder.
- 23
Pois ele não precisa observar tanto ao homem para que este possa entrar em juízo com Deus.
- 24
Ele quebranta aos fortes sem [precisar de] investigação, e põe outros em seu lugar.
- 25
Visto que ele conhece suas obras, de noite os trastorna, e ficam destroçados.
- 26
Ele os espanca à vista pública por serem maus.
- 27
Pois eles se desviaram de segui-lo, e não deram atenção a nenhum de seus caminhos.
- 28
Assim fizeram com que viesse a ele o clamor do pobre, e ele ouvisse o clamor dos aflitos.
- 29
E se ele ficar quieto, quem [o] condenará? Se ele esconder o rosto, quem o olhará? [Ele está] quer sobre um povo, quer sobre um único ser humano,
- 30
Para que a pessoa hipócrita não reine, [e] não haja ciladas ao povo.
- 31
Por que [não tão somente] se diz: Suportei [teu castigo] não farei mais o que é errado;
- 32
Ensina-me o que não vejo; se fiz alguma maldade, nunca mais a farei?
- 33
Será a recompensa da parte dele como tu queres, para que a recuses? És tu que escolhes, e não eu; o que tu sabes, fala.
- 34
As pessoas de entendimento dirão comigo, e o homem sábio me ouvirá;
- 35
Jó não fala com conhecimento, e a suas palavras falta prudência.
- 36
Queria eu que Jó fosse provado até o fim, por causa de suas respostas comparáveis a de homens malignos.
- 37
Pois ao seu pecado ele acrescentou rebeldia; ele bate as mãos [de forma desrespeitosa] entre nós, e multiplica suas palavras contra Deus.
Atos 23
- 1
E Paulo, olhando fixamente para o supremo conselho, disse: Homens irmãos, com toda boa consciência eu tenho andado diante de Deus até o dia de hoje.
- 2
Mas o sumo sacerdote Ananias mandou aos que estavam perto dele, que o espancassem na boca.
- 3
Então Paulo lhe disse: Deus vai te espancar, parede caiada! Estás tu [aqui] sentado para me julgar conforme a Lei, e contra a Lei mandas me espancarem?
- 4
E os que estavam ali disseram: Tu insultas ao sumo sacerdote de Deus?
- 5
E Paulo disse: Eu não sabia, irmãos, que ele era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não falarás mal do chefe do teu povo.
- 6
E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus, e outra de fariseus, ele clamou no supremo conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; pela esperança e ressurreição dos mortos eu estou sendo julgado.
- 7
E ele, tendo dito isto, houve uma confusão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu;
- 8
Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo ou espírito; mas os fariseus declaram ambas.
- 9
E houve uma grande gritaria; e levantando-se os escribas da parte dos fariseus, disputavam, dizendo: Nenhum mal achamos neste homem; e se algum espírito ou anjo falou com ele, não briguemos contra Deus.
- 10
E havendo grande confusão, o comandante, temendo que Paulo não fosse despedaçado por eles, mandou descer a tropa, e tirá-lo do meio deles, e levá-lo à área fortificada.
- 11
E [n] a noite seguinte o Senhor, aparecendo-lhe, disse: Tem bom ânimo, Paulo! Porque assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim é necessário que tu dês testemunho também em Roma.
- 12
E tendo vindo o dia, alguns dos judeus fizeram uma conspiração, e prestaram juramento sob pena de maldição, dizendo que não comeriam nem beberiam enquanto não matassem a Paulo.
- 13
E eram mais de quarenta os que fizeram este juramento.
- 14
Os quais foram até os chefes dos sacerdotes e os anciãos, [e] disseram: Fizemos juramento sob pena de maldição, de que nada experimentaremos enquanto não matarmos a Paulo.
- 15
Agora, pois, vós, com o supremo conselho, informai ao comandante que amanhã ele o traga perante vós, como se fosse para que investigueis mais detalhadamente; e antes que ele chegue, estaremos prontos para o matar.
- 16
E o filho da irmã de Paulo, tendo ouvido esta cilada, veio e entrou na área fortificada, e avisou a Paulo.
- 17
E Paulo, tendo chamado a si um dos centuriões, disse: Leva este rapaz ao comandante, porque ele tem algo para lhe avisar.
- 18
Então ele o tomou, levou ao comandante, e disse: O prisioneiro Paulo, tendo me chamado, rogou [-me] que eu te trouxesse este rapaz, que tem algo a te dizer.
- 19
E o comandante, tomando-o pela mão, e indo para um lugar reservado, perguntou [-lhe] : O que tens para me avisar?
- 20
E ele disse: Os judeus combinaram de te pedirem que amanhã tu leves a Paulo ao supremo conselho, como se fosse para que lhe perguntem mais detalhadamente;
- 21
Porém tu, não acredites neles; porque mais de quarenta homens deles estão lhe preparando cilada, os quais sob pena de maldição fizeram juramento para não comerem nem beberem enquanto não o tiverem matado; e eles já estão preparados, esperando de ti a promessa.
- 22
Então o comandante despediu ao rapaz, mandando [-lhe] : A ninguém digas que tu me revelaste estas coisas.
- 23
E ele, chamando a si certos dois dos centuriões, disse: Aprontai duzentos soldados para irem até Cesareia; e setenta cavaleiros, e duzentos arqueiros, a partir das terceira hora da noite.
- 24
E preparem animais para cavalgarem, para que pondo neles a Paulo, levem [-no] a salvo ao governador Félix.
- 25
E ele [lhe] escreveu uma carta, que continha este aspecto:
- 26
Cláudio Lísias, a Félix, excelentíssimo governador, saudações.
- 27
Este homem foi preso pelos judeus, e estando já a ponte de o matarem, eu vim com a tropa e [o] tomei, ao ser informado que ele era romano.
- 28
E eu, querendo saber a causa por que o acusavam, levei-o ao supremo conselho deles.
- 29
O qual eu achei que acusavam de algumas questões da Lei deles; mas que nenhum crime digno de morte ou de prisão havia contra ele.
- 30
E tendo sido avisado de que os judeus estavam para pôr uma cilada contra este homem, logo eu [o] enviei a ti, mandando também aos acusadores que diante de ti digam o que [tiverem] contra ele. Que tu estejas bem.
- 31
Tendo então os soldados tomado a Paulo, assim como lhes tinha sido ordenado, trouxeram-no durante a noite a Antipátride.
- 32
E no [dia] seguinte, deixando irem com ele os cavaleiros, voltaram à área fortificada.
- 33
Os quais, tendo chegado a Cesareia, e entregado a carta ao governador, apresentaram-lhe também a Paulo.
- 34
E o governador, tendo lido [a carta] , perguntou de que província ele era; e ao entender que [era] da Cilícia,
- 35
disse: “Eu te ouvirei quando também chegarem os teus acusadores”. E mandou que o guardassem no palácio de Herodes.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).