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Jó 39 e Jeremias 14

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Jó 39

  1. 1

    Sabes tu o tempo em que as cabras montesas dão filhotes? Ou observaste tu as cervas quando em trabalho de parto?

  2. 2

    Contaste os meses que elas cumprem, e sabes o tempo de seu parto?

  3. 3

    Quando se encurvam, produzem seus filhos, [e] lançam de si suas dores.

  4. 4

    Seus filhos se fortalecem, crescem como o trigo; saem, e nunca mais voltam a elas.

  5. 5

    Quem despediu livre ao asno montês? E quem ao asno selvagem soltou das ataduras?

  6. 6

    Ao qual eu dei a terra desabitada por casa, e a terra salgada por suas moradas.

  7. 7

    Ele zomba do tumulto da cidade; não ouve os gritos do condutor.

  8. 8

    A extensão dos montes é seu pasto; e busca tudo o que é verde.

  9. 9

    Por acaso o boi selvagem quererá te servir, ou ficará junto de tua manjedoura?

  10. 10

    Ou amarrarás ao boi selvagem com sua corda para o arado? Ou lavrará ele aos campos atrás de ti?

  11. 11

    Confiarás nele, por ser grande sua força, e deixarás que ele faça teu trabalho?

  12. 12

    Porás tua confiança nele, para que ele colha tua semente, e a junte em tua eira?

  13. 13

    As asas da avestruz batem alegremente, mas são suas asas e penas como as da cegonha?

  14. 14

    Ela deixa seus ovos na terra, e os esquenta no chão,

  15. 15

    E se esquece de que pés podem os pisar, e os animais do campo [podem] os esmagar.

  16. 16

    Age duramente para com seus filhos, como se não fossem seus, sem temer que seu trabalho tenha sido em vão.

  17. 17

    Porque Deus a privou de sabedoria, e não lhe repartiu entendimento.

  18. 18

    Porém quando se levanta para correr, zomba do cavalo e do seu cavaleiro.

  19. 19

    És tu que dás força ao cavalo, ou que vestes seu pescoço com crina?

  20. 20

    Podes tu o espantar como a um gafanhoto? O sopro de suas narinas é terrível.

  21. 21

    Ele escarva a terra, alegra-se de sua força, [e] sai ao encontro das armas;

  22. 22

    Ele zomba do medo, e não se espanta; nem volta para trás por causa da espada.

  23. 23

    Contra ele rangem a aljava, o ferro brilhante da lança e do dardo;

  24. 24

    Sacudido-se com furor, ele escarva a terra; ele não fica parado ao som da trombeta.

  25. 25

    Ao som das trombetas diz: Eia! E desde longe cheira a batalha, o grito dos capitães, e o barulho.

  26. 26

    Por acaso é por tua inteligência que o gavião voa, [e] estende suas asas para o sul?

  27. 27

    Ou é por tua ordem que a água voa alto e põe seu ninho na altura?

  28. 28

    Nas penhas ela mora e habita; no cume das penhas, e em lugares seguros.

  29. 29

    Desde ali espia a comida; seus olhos avistam de longe.

  30. 30

    Seus filhotes sugam sangue; e onde houver cadáveres, ali ela está.

Jeremias 14

  1. 1

    Palavra do SENHOR que veio a Jeremias, quanto à seca:

  2. 2

    Judá está de luto, e suas portas se enfraqueceram; lamentam até o chão, e o clamor de Jerusalém está a subir.

  3. 3

    E os mais ilustres deles enviaram seus inferiores à água; eles vêm aos tanques, [e] não acham água; voltam com seus vasos vazios; eles se envergonham, se sentem humilhados, e cobrem suas cabeças.

  4. 4

    Pois o chão se rachou, por não haver chuva na terra; envergonhados estão os trabalhadores, [e] cobrem suas cabeças.

  5. 5

    E até as cervas nos campos geram filhotes, e os abandonam, pois não há erva.

  6. 6

    E os asnos monteses se põem nos lugares altos, aspiram o vento como os chacais; seus olhos se enfraquecem, pois não há erva.

  7. 7

    Ainda nossas maldades dão testemunho contra nós, SENHOR, age por amor de teu nome; pois nossas rebeldias se multiplicaram, contra ti pecamos.

  8. 8

    Ó tu, esperança de Israel, Redentor seu em tempo de angústia! Por que serias tu como um peregrino na terra, e como um caminhante que [apenas] se recolhe para passar a noite?

  9. 9

    Por que serias tu como um homem atônito, e como um guerreiro que não pode salvar? Tu porém estás no meio de nós nós, ó SENHOR, e nós somos chamados pelo teu nome! Não nos desampares.

  10. 10

    Assim diz o SENHOR quanto a este povo: Já que amaram tanto se moverem, e detiveram seus pés, por isso o SENHOR não se agrada deles; agora se lembrará da maldade deles, e punirá por causa de seus pecados.

  11. 11

    Disse-me mais o SENHOR: Não rogues pelo bem deste povo.

  12. 12

    Quando jejuam, não ouvirei seu clamor, e quando oferecem sacrifícios de queima e ofertas de cereais, não os aceitarei; em vez disso, eu os consumirei por meio da espada, da fome, e da pestilência.

  13. 13

    Então eu disse: Ah, Senhor DEUS! Eis que os profetas lhes dizem: Não vereis espada, nem tereis fome; eu, porém, vos darei uma paz verdadeira neste lugar.

  14. 14

    Então o SENHOR me disse: Os profetas profetizam falsidade em meu nome; eu não os enviei, nem lhes mandei, nem lhes falei; eles vos profetizam visão falsa, adivinhação, inutilidade, e engano de seus [próprios] corações.

  15. 15

    Portanto assim diz o SENHOR quanto aos profetas que profetizam em meu nome, sem que eu tenha lhes enviado, que dizem “não haverá nem espada nem fome nesta terra”: Com espada e com fome tais profetas serão consumidos;

  16. 16

    E o povo a quem eles profetizam será lançado fora nas ruas de Jerusalém, por causa da fome e da espada; e não haverá quem os enterre, eles, suas mulheres, seus filhos, e suas filhas; e sobre eles derramarei sua maldade.

  17. 17

    Portanto tu lhes dirás esta palavra: Corram meus olhos em lágrimas noite e dia, e não cessem; porque a virgem filha de meu povo está quebrada de grande quebrantamento, [de] praga muito dolorosa.

  18. 18

    Se saio ao campo, eis os mortos a espada; e se entro na cidade, eis os doentes de fome; e até os profetas e os sacerdotes andam rodeando na terra, e nada sabem.

  19. 19

    Rejeitaste a Judá por completo? Tua alma detesta a Sião? Por que nos feriste [de modo] que não haja cura para nós? Esperávamos paz, mas nada há de bom; [esperávamos] tempo de cura, e eis o terror!

  20. 20

    Ó SENHOR, reconhecemos nossa perversidade, a maldade de nossos pais; pois pecamos contra ti.

  21. 21

    Não [nos] rejeites por amor de teu nome, nem desonres ao trono de tua glória; lembra-te, não invalides o teu pacto conosco.

  22. 22

    Por acaso há entre as futilidades das nações alguém que faz chover? Ou podem os céus dar chuvas? Não és [somente] tu, SENHOR, nosso Deus? Por isso em ti esperamos, pois tu fazes todas estas coisas.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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