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Jó 9 e Mateus 14

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  1. Jó 9:8 e Mateus 14:2514 votos

Jó 9

  1. 1

    Mas Jó respondeu, dizendo:

  2. 2

    Na verdade sei que é assim; mas como pode o ser humano ser justo diante de Deus?

  3. 3

    Ainda se quisesse disputar com ele, não conseguiria lhe responder uma coisa sequer em mil.

  4. 4

    Ele é sábio de coração, e poderoso em forças. Quem se endureceu contra ele, e teve paz?

  5. 5

    Ele transporta as montanhas sem que o saibam; e as transtorna em seu furor.

  6. 6

    Ele remove a terra de seu lugar, e faz suas colunas tremerem.

  7. 7

    Ele dá ordem ao sol, e ele não brilha; e sela as estrelas.

  8. 8

    Ele é o que sozinho estende os céus, e anda sobre as alturas do mar.

  9. 9

    Ele é o que fez a Usra, o Órion, as Plêiades, e as constelações do sul.

  10. 10

    Ele é o que faz coisas grandes e incompreensíveis, e inúmeras maravilhas.

  11. 11

    Eis que ele passa diante de mim, sem que eu não o veja; ele passará diante de mim, sem que eu saiba.

  12. 12

    Eis que, quando ele toma, quem pode lhe impedir? Quem poderá lhe dizer: O que estás fazendo?

  13. 13

    Deus não reverterá sua ira, e debaixo dele se encurvam os assistentes de Raabe.

  14. 14

    Como poderia eu lhe responder, e escolher minhas palavras contra ele?

  15. 15

    A ele, ainda que eu fosse justo, não lhe responderia; a meu juiz pediria misericórdia.

  16. 16

    Ainda que eu lhe chamasse, e ele respondesse, mesmo assim não creria que ele tivesse dado ouvidos à minha voz.

  17. 17

    Pois ele tem me quebrantado com tempestade, e multiplicado minhas feridas sem causa.

  18. 18

    Ele não me permite respirar; em vez disso, me farta de amarguras.

  19. 19

    Quanto às forças, eis que ele é forte; e quanto ao juízo, [ele diria] : Quem me convocará?

  20. 20

    Ainda que eu seja justo, minha boca me condenaria; se eu fosse inocente, então ela me declararia perverso.

  21. 21

    Mesmo se eu for inocente, não estimo minha alma; desprezo minha vida.

  22. 22

    É tudo a mesma coisa; por isso digo: ele consome ao inocente e ao perverso.

  23. 23

    Quando o açoite mata de repente, ele ri do desespero dos inocentes.

  24. 24

    A terra está entregue nas mãos dos perversos. Ele cobre o rosto de seus juízes. Se não é ele, então quem é?

  25. 25

    Meus dias foram mais rápidos que um homem que corre; fugiram, e não viram o bem.

  26. 26

    Passaram como barcos de papiro, como a águia que se lança à comida.

  27. 27

    Se disser: Esquecerei minha queixa, mudarei o aspecto do meu rosto, e sorrirei,

  28. 28

    [Ainda] teria pavor de todas as minhas dores; [pois] sei que não me terás por inocente.

  29. 29

    Se eu já estou condenado, então para que eu sofreria em vão?

  30. 30

    Ainda que me lave com água de neve, e limpe minhas mãos com sabão,

  31. 31

    Então me submergirias no fosso, e minhas próprias vestes me abominariam.

  32. 32

    Pois ele não é homem como eu, para que eu lhe responda, e venhamos juntamente a juízo.

  33. 33

    Não há entre nós árbitro que ponha sua mão sobre nós ambos,

  34. 34

    Tire de sobre mim sua vara, e seu terror não me espante.

  35. 35

    [Então] eu falaria, e não teria medo dele. Pois não está sendo assim comigo.

Mateus 14

  1. 1

    Naquele tempo Herodes, o tetrarca, ouviu relato a respeito de Jesus,

  2. 2

    e disse aos seus servos: Este é João Batista; ele ressuscitou dos mortos, e por isso os milagres operam nele.

  3. 3

    Porque Herodes havia prendido a João, acorrentado-o, e posto na prisão, por causa de Herodias, mulher do seu irmão Filipe;

  4. 4

    pois João lhe dizia: Não te lícito que a tenhas.

  5. 5

    [Herodes] queria matá-lo, mas tinha medo do povo, pois o consideravam profeta.

  6. 6

    Porém, enquanto era celebrado o aniversário de Herodes, a filha de Herodias dançou no meio [das pessoas] , e agradou a Herodes.

  7. 7

    Por isso prometeu a ela dar tudo o que pedisse.

  8. 8

    E ela, tendo sido induzida por sua mãe, disse: Dá-me aqui num prato a cabeça de João Batista.

  9. 9

    E o rei se entristeceu; mas devido ao juramento, e aos que estavam presentes, ordenou que isso fosse concedido.

  10. 10

    Então mandou degolarem João na prisão.

  11. 11

    Sua cabeça foi trazida num prato, e dada à garota, e ela a levou à sua mãe.

  12. 12

    E seus discípulos vieram, tomaram o corpo, e o enterraram; e foram avisar a Jesus.

  13. 13

    Depois de Jesus ouvir, retirou-se dali num barco, a um lugar deserto, sozinho; mas assim que as multidões ouviram acerca disso, seguiram-no a pé das cidades.

  14. 14

    Quando Jesus saiu, viu uma grande multidão. Ele se compadeceu deles, e curou dentre eles os enfermos.

  15. 15

    E chegando o entardecer, os seus discípulos se aproximaram dele, e disseram: O lugar é deserto, e já é tarde. Despede as multidões, para irem às aldeias, e comprarem para si de comer.

  16. 16

    Mas Jesus lhes respondeu: Eles não precisam ir. Vós mesmos, dai-lhes de comer.

  17. 17

    E eles lhe disseram: Nada temos aqui além de cinco pães e dois peixes.

  18. 18

    Então disse: Trazei-os aqui a mim.

  19. 19

    Ele mandou às multidões que se sentassem sobre a grama. Então tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, e [os] abençoou. Em seguida partiu os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos às multidões.

  20. 20

    E todos comeram, e se fartaram. E do que sobrou dos pedaços levantaram doze cestos cheios.

  21. 21

    E os que comeram foram quase cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.

  22. 22

    E logo Jesus mandou os seus discípulos entrarem no barco, e que fossem adiante dele para a outra margem, enquanto ele despedia as multidões.

  23. 23

    Depois de despedir as multidões, subiu ao monte, à parte, para orar. Tendo chegado a noite, ele estava ali sozinho.

  24. 24

    E o barco já estava no meio do mar, atormentado pelas ondas, porque o vento era contrário.

  25. 25

    Mas à quarta vigília da noite Jesus foi até eles, andando sobre o mar.

  26. 26

    Quando os discípulos o viram andar sobre o mar, apavoraram-se, dizendo: É um fantasma! E gritaram de medo.

  27. 27

    Mas Jesus logo lhes falou, dizendo: Tende coragem! Sou eu, não tenhais medo.

  28. 28

    E Pedro lhe respondeu, dizendo: Senhor, se és tu, manda-me vir a ti sobre as águas.

  29. 29

    E ele disse: Vem. Então Pedro desceu do barco e andou sobre as águas, para vir em direção a Jesus.

  30. 30

    Mas quando viu o vento forte, teve medo; e começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me!

  31. 31

    Imediatamente Jesus estendeu a mão, segurou-o, e disse-lhe: [Homem] de pouca fé, por que duvidaste?

  32. 32

    E quando subiram no barco, o vento se aquietou.

  33. 33

    Então os que estavam no barco vieram e o adoraram, dizendo: Verdadeiramente tu és o Filho de Deus.

  34. 34

    E havendo passado para a outra margem, chegaram à terra de Genesaré.

  35. 35

    E quando os homens daquele lugar o reconheceram, deram aviso por toda aquela região em redor, e lhe trouxeram todos os que estavam enfermos.

  36. 36

    E rogavam-lhe que tão somente tocassem a borda de sua roupa; e todos os que tocavam ficaram curados.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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