Josué 2 e Atos 27
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Josué 2
- 1
E Josué, filho de Num, enviou desde Sitim dois espias secretamente, dizendo-lhes: Andai, reconhecei a terra, e a Jericó. Os quais foram, e entraram em casa de uma mulher prostituta que se chamava Raabe, e passaram a noite ali.
- 2
E foi dado aviso ao rei de Jericó, dizendo: Eis que homens dos filhos de Israel vieram aqui esta noite a espiar a terra.
- 3
Então o rei de Jericó, enviou a dizer a Raabe: Tira fora os homens que vieram a ti, e entraram em tua casa; porque vieram a espiar toda a terra.
- 4
Mas a mulher havia tomado os dois homens, e os havia escondido; e disse: Verdade que homens vieram a mim, mas não soube de onde eram:
- 5
E ao fechar-se a porta, sendo já escuro, esses homens saíram, e não sei para onde se foram: segui-os depressa, que os alcançareis.
- 6
Mas ela os havia feito subir ao terraço, e havia os escondido entre talos de linho que naquele terraço tinha posto.
- 7
E os homens foram atrás eles pelo caminho do Jordão, até os vaus: e a porta foi fechada depois que saíram os que atrás eles iam.
- 8
Mas antes que eles dormissem, ela subiu a eles ao terraço, e disse-lhes:
- 9
Eu sei que o SENHOR vos deu esta terra; porque o temor de vós caiu sobre nós, e todos os moradores desta terra estão apavorados por causa de vós;
- 10
Porque ouvimos que o SENHOR fez secar as águas do mar Vermelho diante de vós, quando saístes do Egito, e o que fizestes aos dois reis pelos amorreus que estavam da parte dali do Jordão, a Seom e a Ogue, aos quais destruístes.
- 11
Ouvindo isto, desmaiou nosso coração; nem restou mais espírito em alguém por causa de vós: porque o SENHOR vosso Deus é Deus acima nos céus e abaixo na terra.
- 12
Rogo-vos, pois, agora, me jureis pelo SENHOR, que como fiz misericórdia convosco, assim a fareis vós com a casa de meu pai, do qual me dareis um sinal certo;
- 13
E que salvareis a vida a meu pai e a minha mãe, e a meus irmãos e irmãs, e a todo o que for seu; e que livrareis nossas vidas da morte.
- 14
E eles lhe responderam: Nossa vida esteja pela vossa até a morte, se não denunciardes este nosso negócio; e quando o SENHOR houver nos dado a terra, nós a trataremos com misericórdia e fidelidade.
- 15
Então ela os fez descer com uma corda pela janela; porque sua casa estava à parede do muro, e ela vivia no muro.
- 16
E disse-lhes: Marchai-vos ao monte, porque os que foram atrás vós não vos encontrem; e estai escondidos ali três dias, até que os que vos seguem tenham voltado; e depois vos ireis vosso caminho.
- 17
E eles lhe disseram: Nós seremos desobrigados deste juramento com que nos hás conjurado.
- 18
Eis que, quando nós entrarmos na terra, tu atarás este cordão de escarlate à janela pela qual nos fizeste descer: e tu juntarás em tua casa teu pai e tua mãe, teus irmãos e toda a família de teu pai.
- 19
Qualquer um que sair fora das portas de tua casa, seu sangue será sobre sua cabeça, e nós sem culpa. Mas qualquer um que estiver em casa contigo, seu sangue será sobre nossa cabeça, se mão o tocar.
- 20
E se tu denunciares este nosso negócio, nós seremos desobrigados deste teu juramento com que nos fizeste jurar.
- 21
E ela respondeu: Seja assim como dissestes. Logo os despediu, e se foram: e ela atou o cordão de escarlate à janela.
- 22
E caminhando eles, chegaram ao monte, e estiveram ali três dias, até que os que os seguiam se houvessem voltado: e os que os seguiram, buscaram por todo aquele caminho, mas não os acharam.
- 23
E voltando-se os dois homens, desceram do monte, e passaram, e vieram a Josué filho de Num, e contaram-lhe todas as coisas que lhes haviam acontecido.
- 24
E disseram a Josué: O SENHOR entregou toda esta terra em nossas mãos; e também todos os moradores desta terra estão apavorados por nossa causa.
Atos 27
- 1
E quando foi determinado que tínhamos que navegar para a Itália, entregaram a Paulo e alguns outros prisioneiros, a um centurião, por nome Júlio, do esquadrão imperial.
- 2
E embarcando [-nos] em um navio adramitino, estando a navegar pelos lugares [costeiros] da Ásia, nós partimos, estando conosco Aristarco, o macedônio de Tessalônica.
- 3
E no [dia] seguinte, chegamos a Sidom; e Júlio, tratando bem a Paulo, permitiu [-lhe] que fosse aos amigos, para [receber] cuidado [deles] .
- 4
E tendo partido dali, nós fomos navegando abaixo do Chipre, porque os ventos estavam contrários.
- 5
E tendo passado ao longo do mar da Cilícia e Panfília, viemos a Mira em Lícia.
- 6
E o centurião, tendo achado ali um navio de Alexandria, que estava navegando para a Itália, nos fez embarcar nele.
- 7
E indo navegando lentamente já por muitos dias, chegando com dificuldade em frente a Cnido, o vento, não nos permitindo [continuar por ali] ,navegamos abaixo de Creta, em frente a Salmone.
- 8
E tendo com dificuldade percorrido sua costa, chegamos a um certo lugar, chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laseia.
- 9
E tendo passado muito tempo, e sendo a navegação já perigosa, porque também já tinha passado o jejum, Paulo [os] exortava,
- 10
Dizendo-lhes: Homens, eu vejo que a navegação vai ser com violência e muito dano, não somente de carga e do navio, mas também de nossas vidas.
- 11
Porém o centurião cria mais no capitão e no dono do navio do que no que Paulo dizia.
- 12
E não sendo aquele porto adequado para passar o inverno, a maioria preferiu partir dali, para ver se podiam chegar a Fênix, que é um porto de Creta, voltada para o lado do vento sudoeste e noroeste, para ali passarem o inverno.
- 13
E ao ventar brandamente ao sul, pareceu-lhes que eles já tinham o que queriam; e levantando a vela, foram por perto da costa de Creta.
- 14
Mas não muito depois houve contra ela um vento violento, chamado Euroaquilão.
- 15
E tendo o navio sido tomado por ele, e não podendo navegar contra o vento, nós deixamos sermos levados [por ele] .
- 16
E correndo abaixo de uma pequena ilha, chamada Clauda, com dificuldade conseguimos manter o barquinho de reserva;
- 17
O qual, tendo sido levado para cima, usaram de suportes [para] reforçarem o navio; e temendo irem de encontro aos bancos de areia, eles baixaram as velas e [deixaram] ir à deriva.
- 18
E sendo muito afligidos pela tempestade, no [dia] seguinte jogaram a carga para fora [do navio] .
- 19
E no terceiro [dia] , com as nossas próprias mãos jogamos fora os instrumentos do navio.
- 20
E não aparecendo ainda o sol, nem estrelas havia muitos dias, e sendo afligidos por não pouca tempestade, desde então tínhamos perdido toda a esperança de sermos salvos.
- 21
E havendo muito [tempo] que não havia o que comer, então Paulo, ficando de pé no meio deles, disse: Homens, vós devíeis ter dado atenção a mim, e não terdes partido de Creta, e [assim] evitar esta situação ruim e prejuízo.
- 22
Mas agora eu vos exorto a terdes bom ânimo; porque haverá nenhuma perda de vida de vós, além [somente da perda] do navio.
- 23
Porque esta mesma noite esteve comigo um anjo de Deus, a quem eu pertenço e a quem eu sirvo;
- 24
Dizendo: Não temas, Paulo; é necessário que tu sejas apresentado a César; e eis que Deus tem te dado [a vida] a todos quantos navegam contigo.
- 25
Portanto, homens, tende bom ânimo; porque eu creio em Deus que assim será, conforme o que me foi dito.
- 26
Mas é necessário que sejamos lançados a uma ilha.
- 27
E quando veio a décima quarta noite, sendo lançados de um lado para o outro no [mar] Adriático, por volta da meia noite os marinheiros suspeitaram de que estavam se aproximando de alguma terra [firme] .
- 28
E tendo lançado o prumo, acharam vinte braças; e passando um pouco mais adiante, voltando a lançar o prumo, acharam quinze braças.
- 29
E temendo de irem de encontro a lugares rochosos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que o dia viesse [logo] .
- 30
E [quando] os marinheiros estavam procurando fugir do navio, e baixando o barquinho de reserva ao mar, como que queriam largar as âncoras da proa,
- 31
Paulo disse ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, vós não podeis vos salvar.
- 32
Então os soldados cortaram os cabos do barquinho de reserva, e o deixaram cair.
- 33
E até enquanto o dia estava vindo, Paulo exortava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: Hoje já é o décimo quarto dia, em que estais esperando, continuando sem comer, nada tendo experimentado.
- 34
Portanto eu vos exorto para que comais alguma coisa, pois é bom para vossa saúde; porque nenhum cabelo cairá de vossa cabeça.
- 35
E tendo dito isto, e tomando o pão, ele agradeceu a Deus na presença de todos; e partindo [-o] , começou a comer.
- 36
E todos, tendo ficado mais encorajados, também pegaram [algo] para comer.
- 37
E éramos todos no navio duzentas e setenta e seis almas.
- 38
E estando saciados de comer, eles tiraram peso do navio, lançando o trigo ao mar.
- 39
E tendo vindo o dia, não reconheciam a terra; mas enxergaram uma enseada que tinha praia, na qual planejaram, se pudessem, levar o navio.
- 40
E tendo levantado as âncoras, deixaram [-no] ir ao mar, soltando também as amarras dos lemes, e levantando a vela maior ao vento, foram de levando [-o] à praia.
- 41
Mas tendo caído em um lugar onde dois mares se encontram, encalharam ali o navio; e fixa a proa, ficou imóvel, mas a popa estava se destruindo com a força das ondas.
- 42
Então o conselho dos soldados foi de que matassem aos presos, para que nenhum [deles] fugisse a nado.
- 43
Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu a intenção deles; e mandou que aqueles que pudessem nadar fossem os primeiros a se lançassem [ao mar] e chegassem à terra [firme] .
- 44
E [depois] os demais, uns em tábuas, e outros em pedaços do navio. E assim aconteceu, que todos se salvaram em terra.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).