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Juízes 19 e Lucas 7

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  1. Juízes 19:21 e Lucas 7:449 votos

Juízes 19

  1. 1

    Naqueles dias, quando não havia rei em Israel, houve um levita que morava como peregrino nos lados do monte de Efraim, o qual se havia tomado mulher concubina de Belém de Judá.

  2. 2

    E sua concubina adulterou contra ele, e foi-se dele à casa de seu pai, a Belém de Judá, e esteve ali por tempo de quatro meses.

  3. 3

    E levantou-se seu marido, e seguiu-a, para falar-lhe amorosamente e trazê-la de volta, levando consigo um criado seu e um par de asnos; e ela o meteu na casa de seu pai.

  4. 4

    E vendo-lhe o pai da moça, saiu-lhe a receber contente; e seu sogro, pai da moça, o deteve, e ficou em sua casa três dias, comendo e bebendo, e repousando ali.

  5. 5

    E ao quarto dia, quando se levantaram de manhã, levantou-se também o levita para ir-se, e o pai da moça disse a seu genro: Conforta teu coração com um bocado de pão, e depois vos ireis.

  6. 6

    E sentaram-se eles dois juntos, e comeram e beberam. E o pai da moça disse ao homem: Eu te rogo que te queiras ficar aqui esta noite, e teu coração se alegrará.

  7. 7

    E levantando-se o homem para ir-se, o sogro lhe constrangeu a que voltasse e tivesse ali a noite.

  8. 8

    E ao quinto dia levantando-se de manhã para ir-se, disse-lhe o pai da moça: Conforta agora teu coração. E havendo comido ambos a dois, detiveram-se até que já declinava o dia.

  9. 9

    Levantou-se logo o homem para ir-se, ele, e sua concubina, e seu criado. Então seu sogro, o pai da moça, lhe disse: Eis que o dia declina para se pôr o sol, rogo-te que vos estejais aqui a noite; eis que o dia se acaba, passa aqui a noite, para que se alegre teu coração; e amanhã vos levantareis cedo a vosso caminho, e chegarás a tuas tendas.

  10. 10

    Mas o homem não quis ficar ali a noite, mas sim que se levantou e partiu, e chegou até em frente de Jebus, que é Jerusalém, com seu par de asnos preparados, e com sua concubina.

  11. 11

    E estando já junto a Jebus, o dia havia declinado muito: e disse o criado a seu senhor: Vem agora, e vamo-nos a esta cidade dos jebuseus, para que tenhamos nela a noite.

  12. 12

    E seu senhor lhe respondeu: Não iremos a nenhuma cidade de estrangeiros, que não seja dos filhos de Israel: antes passaremos até Gibeá. E disse a seu criado:

  13. 13

    Vem, cheguemos a um desses lugares, para ter a noite em Gibeá, ou em Ramá.

  14. 14

    Passando pois, caminharam, e o sol se pôs junto a Gibeá, que era de Benjamim.

  15. 15

    E apartaram-se do caminho para entrar a ter ali a noite em Gibeá; e entrando, sentaram-se na praça da cidade, porque não houve quem os acolhesse em casa para passar a noite.

  16. 16

    E eis que um homem velho, que à tarde vinha do campo de trabalhar; o qual era do monte de Efraim, e morava como peregrino em Gibeá, mas os moradores daquele lugar eram filhos de Benjamim.

  17. 17

    E levantando o velho os olhos, viu aquele viajante na praça da cidade, e disse-lhe: Para onde vais, e de onde vens?

  18. 18

    E ele respondeu: Passamos de Belém de Judá aos lados do monte de Efraim, de onde eu sou; e parti até Belém de Judá; e vou à casa do SENHOR, e não há quem me receba em casa,

  19. 19

    Ainda que nós tenhamos palha e de comer para nossos asnos, e também temos pão e vinho para mim e para tua serva, e para o criado que está com teu servo; de nada temos falta.

  20. 20

    E o homem velho disse: Paz seja contigo; tua necessidade toda seja somente a meu cargo, contanto que não passes a noite na praça.

  21. 21

    E metendo-os em sua casa, deu de comer a seus asnos; e eles se lavaram os pés, e comeram e beberam.

  22. 22

    E quando estavam jubilosos, eis que os homens daquela cidade, homens malignos, cercam a casa, e batiam as portas, dizendo ao homem velho dono da casa: Tira fora o homem que entrou em tua casa, para que o conheçamos.

  23. 23

    E saindo a eles aquele homem, amo da casa, disse-lhes: Não, irmãos meus, rogo-vos que não cometais este mal, pois que este homem entrou em minha casa, não façais esta maldade.

  24. 24

    Eis aqui minha filha virgem, e a concubina dele: eu as tirarei agora para vós; humilhai-as, e fazei com elas como vos parecer, e não façais a este homem coisa tão infame.

  25. 25

    Mas aqueles homens não lhe quiseram ouvir; pelo que tomando aquele homem sua concubina, tirou-a fora: e eles a conheceram, e abusaram dela toda a noite até a manhã, e deixaram-na quando apontava a alva.

  26. 26

    E já que amanhecia, a mulher veio, e caiu diante da porta da casa daquele homem onde seu senhor estava, até que foi de dia.

  27. 27

    E levantando-se de manhã seu senhor, abriu as portas da casa, e saiu para ir seu caminho, e eis que, a mulher sua concubina estava estendida diante da porta da casa, com as mãos sobre o umbral.

  28. 28

    E ele lhe disse: Levanta-te, e vamo-nos. Mas ela não respondeu. Então a levantou o homem, e lançando-a sobre seu asno, levantou-se e foi-se a seu lugar.

  29. 29

    E em chegando à sua casa, toma uma espada, pegou sua concubina, e despedaçou-a com seus ossos em doze partes, e enviou-as por todos os termos de Israel.

  30. 30

    E todo aquele que o via, dizia: Jamais se fez nem visto tal coisa, desde o tempo que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até hoje. Considerai isto, dai conselho, e falai.

Lucas 7

  1. 1

    E depois de acabar todos os seus discursos aos ouvidos do povo, ele entrou em Cafarnaum.

  2. 2

    E o servo de um certo centurião, a quem muito estimava, que estava doente, e a ponto de morrer.

  3. 3

    E quando [o centurião] ouviu falar sobre Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo.

  4. 4

    Eles vieram a Jesus, e rogaram-lhe com urgência, dizendo: Ele é digno de lhe concederes isto,

  5. 5

    porque ele ama a nossa nação, e ele mesmo construiu a nossa sinagoga.

  6. 6

    Jesus foi com eles; mas quando já não estava longe da casa, o centurião enviou-lhe uns amigos, dizendo-lhe: “Senhor, não te incomodes, porque não sou digno que entres abaixo do meu telhado.

  7. 7

    Por isso que nem mesmo me considerei digno de vir a ti; mas diz uma palavra, e o meu servo sarará.

  8. 8

    Porque também eu sou homem subordinado à autoridade, e tenho soldados sob o meu comando, e digo a este: 'Vai', e ele vai; e a outro: 'Vem', e ele vem; e a meu servo: 'Faz isto', e ele faz”.

  9. 9

    Quando Jesus ouviu isso, admirou-se dele; então se virou, e disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem mesmo em Israel achei tanta fé.

  10. 10

    E quando os que foram enviados voltaram para casa, acharam com boa saúde o servo antes doente.

  11. 11

    E aconteceu no dia seguinte, que [Jesus] ia a uma cidade chamada Naim, e com ele iam muitos de seus discípulos e uma grande multidão.

  12. 12

    E quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que [era] viúva; e com ela [ia] grande multidão da cidade.

  13. 13

    Quando o Senhor a viu, comoveu-se de intima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.

  14. 14

    Então se aproximou, tocou o caixão (e os que a levavam, pararam), e disse: Jovem, a ti eu digo: levanta-te.

  15. 15

    E o defunto se sentou e começou a falar; e ele o entregou à sua mãe.

  16. 16

    Todos se encheram de temor, e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo!”

  17. 17

    E essa sua fama correu por toda a Judeia, e por toda a região em redor.

  18. 18

    E os discípulos de João lhe anunciaram essas coisas.

  19. 19

    Então João chamou dois de seus discípulos, e os enviou a Jesus, dizendo: “És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?”

  20. 20

    E quando aqueles homens vieram a ele, disseram: “João Batista nos enviou a ti, dizendo: 'És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?'”

  21. 21

    E naquela mesma hora ele curou a muitos de enfermidades, males, e espíritos maus, e a deu vista a muitos cegos.

  22. 22

    E Jesus lhes respondeu: Ide, e anunciai a João as coisas que tendes visto e ouvido: que os cegos veem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e aos pobres é anunciado o Evangelho.

  23. 23

    E bendito é aquele que não se ofender em mim.

  24. 24

    E quando os mensageiros de João se foram, [Jesus] começou a dizer às multidões acerca de João: Que saístes para ver no deserto? Alguma cana sacudida pelo vento?

  25. 25

    Mas que saístes para ver? Um homem vestido de roupas delicadas? Eis que os que [vestem] roupas delicadas e vivem no luxo estão nos palácios reais.

  26. 26

    Mas que saístes para ver? Um profeta? Sim, vos digo, e muito mais que profeta.

  27. 27

    Este é aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu mensageiro adiante de tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti.

  28. 28

    Pois eu vos digo, que dentre os nascidos de mulheres, não há profeta maior que João, o Batista; mas o menor no reino dos céus é maior que ele.

  29. 29

    E todo o povo e os publicanos ouviram, concordaram que Deus era justo, e foram batizados com o batismo de João.

  30. 30

    Mas os fariseus e os estudiosos da Lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, e não foram batizados por ele.

  31. 31

    E o Senhor disse: “A quem, pois, compararei as pessoas desta geração? E a quem são semelhantes?

  32. 32

    São semelhantes às crianças sentadas na praça, que gritam umas às outras: 'Nós vos tocamos flautas, mas não dançastes; nós vos cantamos lamentações, mas não chorastes'.

  33. 33

    Porque veio João Batista, que não comia pão, nem bebia vinho, e dizeis: 'Ele tem demônio';

  34. 34

    Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: 'Eis um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores'.

  35. 35

    Mas a sabedoria foi considerada justa por todos os seus filhos”.

  36. 36

    E um dos fariseus lhe pediu que comesse com ele; então entrou na casa do fariseu, e sentou-se [à mesa] .

  37. 37

    E eis que uma mulher da cidade, que era pecadora, quando soube que ele estava na casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro de óleo perfumado.

  38. 38

    E estando atrás, aos seus pés, chorando, começou a molhar-lhe os pés com lágrimas; e os enxugava com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e os ungia com o óleo perfumado.

  39. 39

    E quando o fariseu que o havia convidado viu [isso] , falou consigo mesmo: Se ele fosse profeta, saberia quem e qual é a mulher que o toca; porque ela é pecadora.

  40. 40

    E Jesus lhe respondeu: “Simão, tenho uma coisa a te dizer”; e ele disse: “Dize-a, Mestre”.

  41. 41

    [Jesus] disse: “Certo credor tinha dois devedores. Um lhe devia quinhentas moedas de prata, e o outro cinquenta.

  42. 42

    Como não tinham com que pagar, perdoou-lhes [a dívida] de ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais?”

  43. 43

    Simão respondeu: Tenho para mim que aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste corretamente.

  44. 44

    Ele se voltou à mulher, e disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei na tua casa, e não me deste água para os pés; porém esta molhou os meus pés com lágrimas, e os enxugou com os seus cabelos da cabeça.

  45. 45

    Tu não me beijaste; porém esta, desde que entrou, não parou de me beijar os pés.

  46. 46

    Não ungiste a minha cabeça com óleo, porém esta ungiu os meus pés com óleo perfumado.

  47. 47

    Por isso te digo, os muitos pecados dela são perdoados, porque muito amou; mas ao que pouco se perdoa, pouco ama.

  48. 48

    E disse a ela: Os teus pecados são perdoados.

  49. 49

    E os que estavam sentados começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados?

  50. 50

    E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai em paz.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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