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Juízes 20 e Salmos 78

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Juízes 20

  1. 1

    Então saíram todos os filhos de Israel, e reuniu-se a congregação como um só homem, desde Dã até Berseba e a terra de Gileade, ao SENHOR em Mispá.

  2. 2

    E os principais de todo aquele povo, de todas as tribos de Israel, se acharam presentes na reunião do povo de Deus, quatrocentos mil homens a pé que tiravam espada.

  3. 3

    E os filhos de Benjamim ouviram que os filhos de Israel haviam subido a Mispá. E disseram os filhos de Israel: Dizei como foi esta maldade.

  4. 4

    Então o homem levita, marido da mulher morta, respondeu e disse: Eu cheguei a Gibeá de Benjamim com minha concubina, para ter ali a noite.

  5. 5

    E levantando-se contra mim os de Gibeá, cercaram sobre mim a casa de noite, com ideia de matar-me, e oprimiram minha concubina de tal maneira, que ela foi morta.

  6. 6

    Então tomando eu minha concubina, cortei-a em peças, e enviei-as por todo aquele termo da possessão de Israel: porquanto fizeram maldade e crime em Israel.

  7. 7

    Eis que todos vós os filhos de Israel estais presentes; dai-vos aqui parecer e conselho.

  8. 8

    Então todo aquele povo, como um só homem, se levantou, e disseram: Nenhum de nós irá à sua tenda, nem nos apartaremos cada um à sua casa,

  9. 9

    Até que façamos isto sobre Gibeá: que lancemos sortes contra ela;

  10. 10

    E tomaremos dez homens de cada cem por todas as tribos de Israel, e de cada mil cem, e mil de cada dez mil, que levem mantimento para o povo que deve agir, indo contra Gibeá de Benjamim, conforme toda a abominação que havia cometido em Israel.

  11. 11

    E juntaram-se todos os homens de Israel contra a cidade, ligados como um só homem.

  12. 12

    E as tribos de Israel enviaram homens por toda a tribo de Benjamim, dizendo: Que maldade é esta que foi feita entre vós?

  13. 13

    Entregai, pois, agora aqueles homens, malignos, que estão em Gibeá, para que os matemos, e varramos o mal de Israel. Mas os de Benjamim não quiseram ouvir a voz de seus irmãos os filhos de Israel;

  14. 14

    Antes os de Benjamim se juntaram das cidades de Gibeá, para sair a lutar contra os filhos de Israel.

  15. 15

    E foram contados naquele tempo os filhos de Benjamim das cidades, vinte e seis mil homens que tiravam espada, sem os que moravam em Gibeá, que foram por conta setecentos homens escolhidos.

  16. 16

    De toda aquela gente havia setecentos homens escolhidos, que eram canhotos, todos os quais atiravam uma pedra com a funda a um fio de cabelo, e não erravam.

  17. 17

    E foram contados os homens de Israel, fora de Benjamim, quatrocentos mil homens que tiravam espada, todos estes homens de guerra.

  18. 18

    Levantaram-se logo os filhos de Israel, e subiram à casa de Deus, e consultaram a Deus, dizendo: Quem subirá de nós o primeiro na guerra contra os filhos de Benjamim? E o SENHOR respondeu: Judá o primeiro.

  19. 19

    Levantando-se, pois, de manhã os filhos de Israel, puseram acampamento contra Gibeá.

  20. 20

    E saíram os filhos de Israel a combater contra Benjamim; e os homens de Israel ordenaram a batalha contra eles junto a Gibeá.

  21. 21

    Saindo então de Gibeá os filhos de Benjamim, derrubaram em terra aquele dia vinte e dois mil homens dos filhos de Israel.

  22. 22

    Mas reanimando-se o povo, os homens de Israel voltaram a ordenar a batalha no mesmo lugar onde a haviam ordenado o primeiro dia.

  23. 23

    Porque os filhos de Israel subiram, e choraram diante do SENHOR até à tarde, e consultaram com o SENHOR, dizendo: Voltarei a lutar com os filhos de Benjamim meu irmão? E o SENHOR lhes respondeu: Subi contra ele.

  24. 24

    Então os filhos de Israel se aproximaram no dia seguinte contra os filhos de Benjamim.

  25. 25

    E aquele segundo dia, saindo Benjamim de Gibeá contra eles, derrubaram por terra outros dezoito mil homens dos filhos de Israel, todos os quais tiravam espada.

  26. 26

    Então subiram todos os filhos de Israel, e todo aquele povo, e vieram à casa de Deus; e choraram, e sentaram-se ali diante do SENHOR, e jejuaram naquele dia até à tarde; e sacrificaram holocaustos e pacíficos diante do SENHOR.

  27. 27

    E os filhos de Israel perguntaram ao SENHOR, (porque a arca do pacto de Deus estava ali naqueles dias,

  28. 28

    E Fineias, filho de Eleazar, filho de Arão, se apresentava diante dela naqueles dias,) e disseram: Voltarei a sair em batalha contra os filhos de Benjamim meu irmão, ou ficarei quieto? E o SENHOR disse: Subi, que amanhã eu o entregarei em tua mão.

  29. 29

    E pôs Israel emboscadas ao redor de Gibeá.

  30. 30

    Subindo então os filhos de Israel contra os filhos de Benjamim o terceiro dia, ordenaram a batalha diante de Gibeá, como as outras vezes.

  31. 31

    E saindo os filhos de Benjamim contra o povo, afastados que foram da cidade, começaram a ferir alguns do povo, matando como das outras vezes pelos caminhos, um dos quais sobe a Betel, e o outro a Gibeá no acampamento: e mataram uns trinta homens de Israel.

  32. 32

    E os filhos de Benjamim diziam: Derrotados são diante de nós, como antes. Mas os filhos de Israel diziam: Fugiremos, e os afastaremos da cidade até os caminhos.

  33. 33

    Então, levantando-se todos os de Israel de seu lugar, puseram-se em ordem em Baal-Tamar: e também as emboscadas de Israel saíram de seu lugar, do prado de Gibeá.

  34. 34

    E vieram contra Gibeá dez mil homens escolhidos de todo Israel, e a batalha começou a agravar-se: mas eles não sabiam que o mal se aproximava sobre eles.

  35. 35

    E feriu o SENHOR a Benjamim diante de Israel; e mataram os filhos de Israel aquele dia vinte e cinco mil e cem homens de Benjamim, todos os quais tiravam espada.

  36. 36

    E viram os filhos de Benjamim que eram mortos; pois os filhos de Israel haviam dado lugar a Benjamim, porque estavam confiantes nas emboscadas que haviam posto detrás de Gibeá.

  37. 37

    Então as emboscadas atacaram prontamente Gibeá, e se estenderam, e passaram à espada toda a cidade.

  38. 38

    Já os israelitas estavam combinados com as emboscadas, que fizessem muito fogo, para que subisse grande fumaça da cidade.

  39. 39

    Logo, pois, que os de Israel se viraram na batalha, os de Benjamim começaram a derrubar feridos de Israel uns trinta homens, e já diziam: Certamente eles caíram diante de nós, como na primeira batalha.

  40. 40

    Mas quando a chama começou a subir da cidade, uma coluna de fumaça, Benjamim virou a olhar atrás; e eis que o fogo da cidade subia ao céu.

  41. 41

    Então deram meia-volta os homens de Israel, e os de Benjamim se encheram de temor: porque viram que o mal havia vindo sobre eles.

  42. 42

    Voltaram-se, pois, de costas diante de Israel até o caminho do deserto; mas o esquadrão os alcançou, e os saídos da cidade os matavam, depois de virem ao meio deles.

  43. 43

    Assim cercaram aos de Benjamim, e os perseguiram e pisaram, desde Menuá até em frente de Gibeá até o oriente.

  44. 44

    E caíram de Benjamim dezoito mil homens, todos eles homens de guerra.

  45. 45

    Voltando-se logo, fugiram até o deserto, à penha de Rimom, e deles exterminaram cinco mil homens nos caminhos: foram ainda perseguindo-os até Gidom, e mataram deles dois mil homens.

  46. 46

    Assim todos os que de Benjamim morreram aquele dia, foram vinte e cinco mil homens que tiravam espada, todos eles homens de guerra.

  47. 47

    Porém se voltaram e fugiram ao deserto à penha de Rimom seiscentos homens, os quais estiveram na penha de Rimom quatro meses:

  48. 48

    E os homens de Israel voltaram aos filhos de Benjamim, e passaram-nos à espada, a homens e animais na cidade, e tudo o que foi achado: também puseram fogo a todas as cidades que achavam.

Salmos 78

  1. 1

    Instrução de Asafe: Povo meu, escuta minha doutrina; inclinai vossos ouvidos às palavras de minha boca.

  2. 2

    Abrirei minha boca em parábolas; falarei mistérios dos tempos antigos,

  3. 3

    Os quais ouvimos e conhecemos, e nossos pais nos contaram.

  4. 4

    Nós não [os] encobriremos a seus filhos, contaremos à próxima geração sobre os louvores do SENHOR, o seu poder, e suas maravilhas que ele fez.

  5. 5

    Porque ele firmou um testemunho em Jacó, e pôs a Lei em Israel, a qual ele instruiu aos nossos pais, para que eles ensinassem a seus filhos;

  6. 6

    Para que a geração seguinte [dela] soubesse; [e] os filhos que nascessem contassem a seus filhos;

  7. 7

    E [assim] pusessem sua esperança em Deus; e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas sim, que guardassem os mandamentos dele;

  8. 8

    E não fossem como seus pais, [que foram] uma geração teimosa e rebelde; geração que não firmou seu coração, e cujo espírito não foi fiel a Deus.

  9. 9

    Os filhos de Efraim, mesmo tendo arcos e flechas, viraram-se para trás no dia da batalha;

  10. 10

    Não guardaram o pacto de Deus, e recusaram a andar conforme sua Lei.

  11. 11

    E se esqueceram de seus feitos, e de suas maravilhas que ele tinha lhes feito ver.

  12. 12

    Ele fez maravilhas perante seus pais na terra do Egito, [no] campo de Zoã.

  13. 13

    Ele dividiu o mar, e os fez passarem por ele; ele fez as águas ficarem paradas como [se estivessem] amontoadas.

  14. 14

    E ele os guiou com uma nuvem durante o dia, e por toda a noite com uma luz de fogo.

  15. 15

    Ele partiu as rochas no deserto, e [lhes] deu de beber como que de abismos profundos.

  16. 16

    Porque ele tirou correntes da rocha, e fez as águas descerem como rios.

  17. 17

    E [ainda] prosseguiram em pecar contra ele, irritando ao Altíssimo no deserto.

  18. 18

    E tentaram a Deus nos seus corações, pedindo comida para o desejo de suas almas.

  19. 19

    E falaram contra Deus, e disseram: Poderia Deus preparar uma mesa de comida no deserto?

  20. 20

    Eis que ele feriu a rocha, e águas correram [dela] e ribeiros fluíram em abundância; será que ele também poderia [nos] dar pão, ou preparar carne a seu povo?

  21. 21

    Por isso o SENHOR [os] ouviu, e se irritou; e fogo se acendeu contra Jacó, e furor também subiu contra Israel;

  22. 22

    Porque eles não creram em Deus, nem confiaram na salvação que dele vem;

  23. 23

    Mesmo assim, ele deu ordens às altas nuvens, e abriu as portas dos céus;

  24. 24

    E choveu sobre eles o maná, para comerem; e lhes deu trigo dos céus.

  25. 25

    Cada homem [daquele povo] comeu o pão dos anjos; ele lhes mandou comida para se fartarem.

  26. 26

    Ele fez soprar o vento do oriente nos céus, e trouxe o [vento] do sul com seu poder.

  27. 27

    Ele fez chover sobre eles carne como a poeira da terra; e aves de asas como a areia do mar;

  28. 28

    E [as] fez cair no meio de seu acampamento, ao redor de suas tendas.

  29. 29

    Então comeram, e fartaram-se abundantemente; e satisfez o desejo deles.

  30. 30

    Porem, estando eles [ainda] não satisfeitos, enquanto a comida ainda estava em suas bocas,

  31. 31

    a ira de Deus subiu contra eles; matou os mais robustos deles e abateu os jovens de Israel.

  32. 32

    Com tudo isto ainda pecaram, e não creram nas maravilhas que ele fez.

  33. 33

    Por isso gastaram seus dias em futilidades, e seus anos em terrores.

  34. 34

    Quando ele matava [alguns dentre] eles, então buscavam por ele, e se convertiam, e buscavam a Deus de madrugada.

  35. 35

    E se lembravam de que Deus era sua rocha, e que o Deus Altíssimo [era] o seu libertador.

  36. 36

    Porém falavam bem dele da boca para fora, e mentiam com suas línguas.

  37. 37

    Porque o coração deles não era comprometido para com ele, e não foram fiéis ao pacto dele.

  38. 38

    Porém ele, sendo misericordioso, perdoava a maldade deles, e não os destruía; e muitas vezes desviou de mostrar sua ira, e não despertou todo o seu furor;

  39. 39

    [Porque] se lembrou de que eles eram carne, e [como] o vento, que vai, e não volta mais.

  40. 40

    Quantas vezes o provocaram no deserto, e o maltrataram na terra desabitada!

  41. 41

    Pois voltavam a tentar a Deus, e perturbavam ao Santo de Israel.

  42. 42

    Não se lembraram de sua mão, [nem] do dia em que os livrou do adversário.

  43. 43

    Como quando ele fez seus sinais no Egito, e seus atos maravilhosos no campo de Zoã.

  44. 44

    E transformou seus rios e suas correntes em sangue, para que não bebessem.

  45. 45

    Enviou entre eles variedades de moscas, que os consumiu; e rãs, que os destruíram.

  46. 46

    E deu suas colheitas ao pulgão, e o trabalho deles ao gafanhoto.

  47. 47

    Com saraiva destruiu suas vinhas, e suas figueiras-bravas com granizo.

  48. 48

    E entregou seu gado à saraiva; e seus animais a brasas ardentes.

  49. 49

    Mandou entre eles o ardor de sua ira: fúria, irritação e angústia, enviando mensageiros do mal.

  50. 50

    Ele preparou o caminho de sua ira; não poupou suas almas da morte, e entregou seus animais à peste.

  51. 51

    E feriu [mortalmente] a todo primogênito no Egito; as primícias nas forças nas tendas de Cam.

  52. 52

    E levou a seu povo como a ovelhas; e os guiou pelo deserto como a um rebanho.

  53. 53

    Ele os conduziu em segurança, e não temeram. O mar encobriu seus inimigos.

  54. 54

    E os trouxe até os limites de sua [terra] santa, até este monte, que sua mão direita adquiriu.

  55. 55

    E expulsou as nações de diante deles, e fez com que eles repartissem as linhas de sua herança, e fez as tribos de Israel habitarem em suas tendas.

  56. 56

    Porém eles tentaram e provocaram ao Deus Altíssimo; e não guardaram os testemunhos dele.

  57. 57

    E voltaram a ser [tão] infiéis como os seus pais; desviaram-se como um arco enganoso.

  58. 58

    E provocaram a ira dele com seus altares pagãos, e com suas imagens de escultura moveram-no de ciúmes.

  59. 59

    Deus ouviu [isto] , e se indignou; e rejeitou gravemente a Israel.

  60. 60

    Por isso ele abandonou o tabernáculo em Siló, a tenda que ele havia estabelecido como habitação entre as pessoas.

  61. 61

    E entregou o [símbolo] de seu poder em cativeiro, e sua glória na mão do adversário.

  62. 62

    E entregou seu povo à espada, e enfureceu-se contra sua herança.

  63. 63

    O fogo consumiu a seus rapazes, e suas virgens não tiveram músicas de casamento.

  64. 64

    Seus sacerdotes caíram à espada, e suas viúvas não lamentaram.

  65. 65

    Então o Senhor despertou como que do sono, como um homem valente que se exalta com o vinho.

  66. 66

    E feriu a seus adversários, para que recuassem, [e] lhes pôs como humilhação perpétua.

  67. 67

    Porém ele rejeitou a tenda de José, e não escolheu a tribo de Efraim.

  68. 68

    Mas escolheu a tribo de Judá, o monte de Sião, a quem ele amava.

  69. 69

    E edificou seu santuário como alturas; como a terra, a qual ele fundou para sempre.

  70. 70

    E ele escolheu a seu servo Davi; e o tomou dos apriscos de ovelhas.

  71. 71

    Ele o tirou de cuidar das ovelhas geradoras de filhotes, para que ele apascentasse ao seu povo Jacó; e à sua herança Israel.

  72. 72

    E ele os apascentou com um coração sincero, e os guiou com as habilidades de suas mãos.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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