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Juízes 9 e Eclesiastes 10

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  1. Juízes 9:13 e Eclesiastes 10:196 votos
  2. Juízes 9:5 e Eclesiastes 10:84 votos
  3. Juízes 9:53 e Eclesiastes 10:84 votos
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Juízes 9

  1. 1

    E foi-se Abimeleque filho de Jerubaal a Siquém, aos irmãos de sua mãe, e falou com eles, e com toda a família da casa do pai de sua mãe, dizendo:

  2. 2

    Eu vos rogo que faleis a ouvidos de todos os de Siquém: Que tendes por melhor, que vos dominem setenta homens, todos os filhos de Jerubaal; ou que vos senhoreie um homem? Lembrai-vos que eu sou osso vosso, e carne vossa.

  3. 3

    E falaram por ele os irmãos de sua mãe a ouvidos de todos os de Siquém todas estas palavras: e o coração deles se inclinou em favor de Abimeleque, porque diziam: Nosso irmão é.

  4. 4

    E deram-lhe setenta siclos de prata do templo de Baal-Berite, com os quais Abimeleque contratou homens ociosos e vagabundos, que lhe seguiram.

  5. 5

    E vindo à casa de seu pai em Ofra, matou a seus irmãos os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma pedra: mas restou Jotão, o menor filho de Jerubaal, que se escondeu.

  6. 6

    E reunidos todos os de Siquém com toda a casa de Milo, foram e elegeram a Abimeleque por rei, próximo da planície do pilar que estava em Siquém.

  7. 7

    E quando se o disseram a Jotão, foi e pôs-se no cume do monte de Gerizim, e levantando sua voz clamou, e disse-lhes: Ouvi-me, homens de Siquém; que Deus vos ouça.

  8. 8

    Foram as árvores a eleger rei sobre si, e disseram à oliva: Reina sobre nós.

  9. 9

    Mas a oliveira respondeu: Tenho de deixar meu azeite, com o que por minha causa Deus e os homens são honrados, para ir a ser grande sobre as árvores?

  10. 10

    E disseram as árvores à figueira: Anda tu, reina sobre nós.

  11. 11

    E respondeu a figueira: Tenho de deixar minha doçura e meu bom fruto, para ir a ser grande sobre as árvores?

  12. 12

    Disseram logo as árvores à vide: Pois vem tu, reina sobre nós.

  13. 13

    E a vide lhes respondeu: Tenho de deixar meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, para ir a ser grande sobre as árvores?

  14. 14

    Disseram então todas as árvores ao espinheiro: Vem tu, reina sobre nós.

  15. 15

    E o espinheiro respondeu às árvores: Se em verdade me elegeis por rei sobre vós, vinde, e assegurai-vos debaixo de minha sombra: e se não, fogo saia do espinheiro que devore os cedros do Líbano.

  16. 16

    Agora, pois, se com verdade e com integridade tendes procedido em fazer rei a Abimeleque, e se o fizestes bem com Jerubaal e com sua casa, e se lhe haveis pagado conforme a obra de suas mãos;

  17. 17

    (Pois que meu pai lutou por vós, e expulsou longe sua vida para livrar-vos da mão de Midiã;

  18. 18

    E vós vos levantastes hoje contra a casa de meu pai, e matastes seus filhos, setenta homens, sobre uma pedra; e pusestes por rei sobre os de Siquém a Abimeleque, filho de sua criada, porquanto é vosso irmão);

  19. 19

    Se com verdade e com integridade agistes hoje com Jerubaal e com sua casa, alegrai-vos de Abimeleque, e ele se alegre de vós.

  20. 20

    E se não, fogo saia de Abimeleque, que consuma aos de Siquém e à casa de Milo; e fogo saia dos de Siquém e da casa de Milo, que consuma a Abimeleque.

  21. 21

    E fugiu Jotão, e se escapou, e foi-se a Beer, e ali se esteve por causa de Abimeleque seu irmão.

  22. 22

    E depois que Abimeleque dominou sobre Israel três anos,

  23. 23

    Enviou Deus um espírito mau entre Abimeleque e os homens de Siquém: que os de Siquém se levantaram contra Abimeleque:

  24. 24

    Para que o crime dos setenta filhos de Jerubaal, e o sangue deles, viesse a se pôr sobre Abimeleque seu irmão que os matou, e sobre os homens de Siquém que corroboraram as mãos dele para matar a seus irmãos.

  25. 25

    E puseram-lhe os de Siquém emboscadores nos cumes dos montes, os quais assaltavam a todos os que passavam junto a eles pelo caminho; do que foi dado aviso a Abimeleque.

  26. 26

    E Gaal filho de Ebede veio com seus irmãos, e passaram a Siquém: e os de Siquém se confiaram nele.

  27. 27

    E saindo ao campo, vindimaram suas vinhas, e pisaram a uva, e fizeram alegrias; e entrando no templo de seus deuses, comeram e beberam, e amaldiçoaram a Abimeleque.

  28. 28

    E Gaal filho de Ebede disse: Quem é Abimeleque e que é Siquém, para que nós a ele sirvamos? não é filho de Jerubaal? e não é Zebul seu assistente? Servi aos homens de Hamor pai de Siquém: mas por que serviríamos a ele?

  29. 29

    Fosse-me dado este povo abaixo de minha mão, eu expulsaria logo a Abimeleque. E dizia a Abimeleque: Aumenta teus esquadrões, e sai.

  30. 30

    E Zebul assistente da cidade, ouvindo as palavras de Gaal filho de Ebede, acendeu-se sua ira;

  31. 31

    E enviou sagazmente mensageiros a Abimeleque, dizendo: Eis que Gaal filho de Ebede e seus irmãos vieram a Siquém, e eis que cercaram a cidade contra ti.

  32. 32

    Levanta-te, pois, agora de noite, tu e o povo que está contigo, e põe emboscada no campo:

  33. 33

    E pela manhã ao sair do sol te levantarás e atacarás a cidade: e ele e o povo que está com ele sairão contra ti, e tu farás com ele segundo que se te oferecerá.

  34. 34

    Levantando-se, pois, de noite Abimeleque e todo aquele povo que com ele estava, puseram emboscada contra Siquém com quatro companhias.

  35. 35

    E Gaal filho de Ebede saiu, e pôs-se à entrada da porta da cidade: e Abimeleque e todo aquele povo que com ele estava, se levantaram da emboscada.

  36. 36

    E vendo Gaal o povo, disse a Zebul: Eis ali povo que desce dos cumes dos montes. E Zebul lhe respondeu: A sombra dos montes te parece homens.

  37. 37

    Mas Gaal voltou a falar, e disse: Eis ali um povo que desce por meio da terra, e um esquadrão vem pelo caminho da campina de Meonenim.

  38. 38

    E Zebul lhe respondeu: Onde está agora aquele teu falar, dizendo; Quem é Abimeleque para que lhe sirvamos? Não é este o povo que menosprezavas? Sai, pois, agora, e luta com ele.

  39. 39

    E Gaal saiu diante dos de Siquém, e lutou contra Abimeleque.

  40. 40

    Mas perseguiu-o Abimeleque, diante do qual ele fugiu; e caíram feridos muitos até a entrada da porta.

  41. 41

    E Abimeleque ficou em Aruma; e Zebul lançou fora a Gaal e a seus irmãos, para que não morassem em Siquém.

  42. 42

    E aconteceu ao dia seguinte, que o povo saiu ao campo: e foi dado aviso a Abimeleque.

  43. 43

    O qual, tomando gente, repartiu-a em três companhias, e pôs emboscadas no campo: e quando olhou, eis o povo que saía da cidade; e levantou-se contra eles, e feriu-os:

  44. 44

    Pois Abimeleque e o esquadrão que estava com ele, atacaram com ímpeto, e pararam à entrada da porta da cidade; e as duas companhias atacaram a todos os que estavam no campo, e os feriram.

  45. 45

    E depois de combater Abimeleque a cidade todo aquele dia, tomou-a, e matou o povo que nela estava, e assolou a cidade, e semeou-a de sal.

  46. 46

    Quando ouviram isto todos os que estavam na torre de Siquém, entraram na fortaleza do templo do deus Berite.

  47. 47

    E foi dito a Abimeleque como todos os da torre de Siquém estavam reunidos.

  48. 48

    Então subiu Abimeleque ao monte de Salmom, ele e toda a gente que com ele estava; e tomou Abimeleque um machado em sua mão, e cortou um ramo das árvores, levantou-o, e o pôs sobre seus ombros, dizendo ao povo que estava com ele: O que vós vedes que estou fazendo, fazei imediatamente como eu.

  49. 49

    E assim todo aquele povo cortou também cada um seu ramo, e seguiram a Abimeleque, e puseram-nas junto à fortaleza, e prenderam fogo com elas à fortaleza: por maneira que todos os da torre de Siquém morreram, como uns mil homens e mulheres.

  50. 50

    Depois Abimeleque se foi a Tebes; e pôs cerco a Tebes, e tomou-a.

  51. 51

    Em meio daquela cidade havia uma torre forte, à qual se retiraram todos os homens e mulheres, e todos os senhores da cidade; e fechando atrás de si as portas, subiram ao piso alto da torre.

  52. 52

    E veio Abimeleque à torre, e combatendo-a, chegou-se à porta da torre para pegar-lhe fogo.

  53. 53

    Mas uma mulher deixou cair um pedaço de uma roda de moinho sobre a cabeça de Abimeleque, e quebrou-lhe o crânio.

  54. 54

    E logo ele chamou a seu escudeiro, e disse-lhe: Tira tua espada e mata-me, porque não se diga de mim: Uma mulher o matou. E seu escudeiro o atravessou, e morreu.

  55. 55

    E quando os israelitas viram morto a Abimeleque, foram-se cada um à sua casa.

  56. 56

    Assim, pois, Deus pagou a Abimeleque o mal que fez contra seu pai matando a seus setenta irmãos.

  57. 57

    E ainda todo aquele mal dos homens de Siquém devolveu Deus sobre suas cabeças: e a maldição de Jotão, filho de Jerubaal, veio sobre eles.

Eclesiastes 10

  1. 1

    [Assim como] as moscas mortas fazem cheirar mal do óleo do perfumador, [assim também] um pouco de tolice se sobrepõe à sabedoria e honra.

  2. 2

    O coração do sábio [está] à sua direita; mas o coração do tolo [está] à sua esquerda.

  3. 3

    E até quando o tolo vai pelo caminho, falta-lhe [bom-senso em seu] coração, e diz a todos que é ele é tolo.

  4. 4

    Se o espírito de um chefe se levantar contra ti, não deixes teu lugar, porque a calma aquieta grandes ofensas.

  5. 5

    Há um mal que vi abaixo do sol, um [tipo de] erro que é proveniente dos que têm autoridade:

  6. 6

    Põem o tolo em cargos elevados, mas os ricos sentam em lugares baixos.

  7. 7

    Vi servos a cavalo, e príncipes que andavam [a pé] como [se fossem] servos sobre a terra.

  8. 8

    Quem cavar uma cova, nela cairá; e quem romper um muro, uma cobra o morderá.

  9. 9

    Quem extrai pedras, por elas será ferido; e quem parte lenha, correrá perigo por ela.

  10. 10

    Se o ferro está embotado, e não afiar o corte, então deve se pôr mais forças; mas a sabedoria é proveitosa para se ter sucesso.

  11. 11

    Se a cobra morder sem estar encantada, então proveito nenhum tem a fala do encantador.

  12. 12

    As palavras da boca do sábio são agradáveis; porém os lábios do tolo o devoram.

  13. 13

    O princípio das palavras de sua boca é tolice; e o fim de sua boca [é] uma loucura ruim.

  14. 14

    O tolo multiplica as palavras, [porém] ninguém sabe o que virá no futuro; e quem lhe fará saber o que será depois dele?

  15. 15

    O trabalho dos tolos lhes traz cansaço, porque não sabem ir à cidade.

  16. 16

    Ai de ti, ó terra cujo rei é um menino, e cujos príncipes comem pela madrugada!

  17. 17

    Bem-aventurada é tu, ó terra, cujo rei é filho de nobres, e cujos príncipes comem no tempo [devido] , para se fortalecerem, e não para se embebedarem!

  18. 18

    Pela muita preguiça o teto se deteriora; e pala frouxidão das mãos a casa tem goteiras.

  19. 19

    Para rir se fazem banquetes, e o vinho alegra aos vivos; mas o dinheiro responde por tudo.

  20. 20

    Nem mesmo em pensamento amaldiçoes ao rei, nem também no interior de teu quarto amaldiçoes ao rico, porque as aves dos céus levam o que foi falado, e os que tem asas contam o que foi dito.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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