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Juízes 9 e João 4

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Juízes 9

  1. 1

    E foi-se Abimeleque filho de Jerubaal a Siquém, aos irmãos de sua mãe, e falou com eles, e com toda a família da casa do pai de sua mãe, dizendo:

  2. 2

    Eu vos rogo que faleis a ouvidos de todos os de Siquém: Que tendes por melhor, que vos dominem setenta homens, todos os filhos de Jerubaal; ou que vos senhoreie um homem? Lembrai-vos que eu sou osso vosso, e carne vossa.

  3. 3

    E falaram por ele os irmãos de sua mãe a ouvidos de todos os de Siquém todas estas palavras: e o coração deles se inclinou em favor de Abimeleque, porque diziam: Nosso irmão é.

  4. 4

    E deram-lhe setenta siclos de prata do templo de Baal-Berite, com os quais Abimeleque contratou homens ociosos e vagabundos, que lhe seguiram.

  5. 5

    E vindo à casa de seu pai em Ofra, matou a seus irmãos os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma pedra: mas restou Jotão, o menor filho de Jerubaal, que se escondeu.

  6. 6

    E reunidos todos os de Siquém com toda a casa de Milo, foram e elegeram a Abimeleque por rei, próximo da planície do pilar que estava em Siquém.

  7. 7

    E quando se o disseram a Jotão, foi e pôs-se no cume do monte de Gerizim, e levantando sua voz clamou, e disse-lhes: Ouvi-me, homens de Siquém; que Deus vos ouça.

  8. 8

    Foram as árvores a eleger rei sobre si, e disseram à oliva: Reina sobre nós.

  9. 9

    Mas a oliveira respondeu: Tenho de deixar meu azeite, com o que por minha causa Deus e os homens são honrados, para ir a ser grande sobre as árvores?

  10. 10

    E disseram as árvores à figueira: Anda tu, reina sobre nós.

  11. 11

    E respondeu a figueira: Tenho de deixar minha doçura e meu bom fruto, para ir a ser grande sobre as árvores?

  12. 12

    Disseram logo as árvores à vide: Pois vem tu, reina sobre nós.

  13. 13

    E a vide lhes respondeu: Tenho de deixar meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, para ir a ser grande sobre as árvores?

  14. 14

    Disseram então todas as árvores ao espinheiro: Vem tu, reina sobre nós.

  15. 15

    E o espinheiro respondeu às árvores: Se em verdade me elegeis por rei sobre vós, vinde, e assegurai-vos debaixo de minha sombra: e se não, fogo saia do espinheiro que devore os cedros do Líbano.

  16. 16

    Agora, pois, se com verdade e com integridade tendes procedido em fazer rei a Abimeleque, e se o fizestes bem com Jerubaal e com sua casa, e se lhe haveis pagado conforme a obra de suas mãos;

  17. 17

    (Pois que meu pai lutou por vós, e expulsou longe sua vida para livrar-vos da mão de Midiã;

  18. 18

    E vós vos levantastes hoje contra a casa de meu pai, e matastes seus filhos, setenta homens, sobre uma pedra; e pusestes por rei sobre os de Siquém a Abimeleque, filho de sua criada, porquanto é vosso irmão);

  19. 19

    Se com verdade e com integridade agistes hoje com Jerubaal e com sua casa, alegrai-vos de Abimeleque, e ele se alegre de vós.

  20. 20

    E se não, fogo saia de Abimeleque, que consuma aos de Siquém e à casa de Milo; e fogo saia dos de Siquém e da casa de Milo, que consuma a Abimeleque.

  21. 21

    E fugiu Jotão, e se escapou, e foi-se a Beer, e ali se esteve por causa de Abimeleque seu irmão.

  22. 22

    E depois que Abimeleque dominou sobre Israel três anos,

  23. 23

    Enviou Deus um espírito mau entre Abimeleque e os homens de Siquém: que os de Siquém se levantaram contra Abimeleque:

  24. 24

    Para que o crime dos setenta filhos de Jerubaal, e o sangue deles, viesse a se pôr sobre Abimeleque seu irmão que os matou, e sobre os homens de Siquém que corroboraram as mãos dele para matar a seus irmãos.

  25. 25

    E puseram-lhe os de Siquém emboscadores nos cumes dos montes, os quais assaltavam a todos os que passavam junto a eles pelo caminho; do que foi dado aviso a Abimeleque.

  26. 26

    E Gaal filho de Ebede veio com seus irmãos, e passaram a Siquém: e os de Siquém se confiaram nele.

  27. 27

    E saindo ao campo, vindimaram suas vinhas, e pisaram a uva, e fizeram alegrias; e entrando no templo de seus deuses, comeram e beberam, e amaldiçoaram a Abimeleque.

  28. 28

    E Gaal filho de Ebede disse: Quem é Abimeleque e que é Siquém, para que nós a ele sirvamos? não é filho de Jerubaal? e não é Zebul seu assistente? Servi aos homens de Hamor pai de Siquém: mas por que serviríamos a ele?

  29. 29

    Fosse-me dado este povo abaixo de minha mão, eu expulsaria logo a Abimeleque. E dizia a Abimeleque: Aumenta teus esquadrões, e sai.

  30. 30

    E Zebul assistente da cidade, ouvindo as palavras de Gaal filho de Ebede, acendeu-se sua ira;

  31. 31

    E enviou sagazmente mensageiros a Abimeleque, dizendo: Eis que Gaal filho de Ebede e seus irmãos vieram a Siquém, e eis que cercaram a cidade contra ti.

  32. 32

    Levanta-te, pois, agora de noite, tu e o povo que está contigo, e põe emboscada no campo:

  33. 33

    E pela manhã ao sair do sol te levantarás e atacarás a cidade: e ele e o povo que está com ele sairão contra ti, e tu farás com ele segundo que se te oferecerá.

  34. 34

    Levantando-se, pois, de noite Abimeleque e todo aquele povo que com ele estava, puseram emboscada contra Siquém com quatro companhias.

  35. 35

    E Gaal filho de Ebede saiu, e pôs-se à entrada da porta da cidade: e Abimeleque e todo aquele povo que com ele estava, se levantaram da emboscada.

  36. 36

    E vendo Gaal o povo, disse a Zebul: Eis ali povo que desce dos cumes dos montes. E Zebul lhe respondeu: A sombra dos montes te parece homens.

  37. 37

    Mas Gaal voltou a falar, e disse: Eis ali um povo que desce por meio da terra, e um esquadrão vem pelo caminho da campina de Meonenim.

  38. 38

    E Zebul lhe respondeu: Onde está agora aquele teu falar, dizendo; Quem é Abimeleque para que lhe sirvamos? Não é este o povo que menosprezavas? Sai, pois, agora, e luta com ele.

  39. 39

    E Gaal saiu diante dos de Siquém, e lutou contra Abimeleque.

  40. 40

    Mas perseguiu-o Abimeleque, diante do qual ele fugiu; e caíram feridos muitos até a entrada da porta.

  41. 41

    E Abimeleque ficou em Aruma; e Zebul lançou fora a Gaal e a seus irmãos, para que não morassem em Siquém.

  42. 42

    E aconteceu ao dia seguinte, que o povo saiu ao campo: e foi dado aviso a Abimeleque.

  43. 43

    O qual, tomando gente, repartiu-a em três companhias, e pôs emboscadas no campo: e quando olhou, eis o povo que saía da cidade; e levantou-se contra eles, e feriu-os:

  44. 44

    Pois Abimeleque e o esquadrão que estava com ele, atacaram com ímpeto, e pararam à entrada da porta da cidade; e as duas companhias atacaram a todos os que estavam no campo, e os feriram.

  45. 45

    E depois de combater Abimeleque a cidade todo aquele dia, tomou-a, e matou o povo que nela estava, e assolou a cidade, e semeou-a de sal.

  46. 46

    Quando ouviram isto todos os que estavam na torre de Siquém, entraram na fortaleza do templo do deus Berite.

  47. 47

    E foi dito a Abimeleque como todos os da torre de Siquém estavam reunidos.

  48. 48

    Então subiu Abimeleque ao monte de Salmom, ele e toda a gente que com ele estava; e tomou Abimeleque um machado em sua mão, e cortou um ramo das árvores, levantou-o, e o pôs sobre seus ombros, dizendo ao povo que estava com ele: O que vós vedes que estou fazendo, fazei imediatamente como eu.

  49. 49

    E assim todo aquele povo cortou também cada um seu ramo, e seguiram a Abimeleque, e puseram-nas junto à fortaleza, e prenderam fogo com elas à fortaleza: por maneira que todos os da torre de Siquém morreram, como uns mil homens e mulheres.

  50. 50

    Depois Abimeleque se foi a Tebes; e pôs cerco a Tebes, e tomou-a.

  51. 51

    Em meio daquela cidade havia uma torre forte, à qual se retiraram todos os homens e mulheres, e todos os senhores da cidade; e fechando atrás de si as portas, subiram ao piso alto da torre.

  52. 52

    E veio Abimeleque à torre, e combatendo-a, chegou-se à porta da torre para pegar-lhe fogo.

  53. 53

    Mas uma mulher deixou cair um pedaço de uma roda de moinho sobre a cabeça de Abimeleque, e quebrou-lhe o crânio.

  54. 54

    E logo ele chamou a seu escudeiro, e disse-lhe: Tira tua espada e mata-me, porque não se diga de mim: Uma mulher o matou. E seu escudeiro o atravessou, e morreu.

  55. 55

    E quando os israelitas viram morto a Abimeleque, foram-se cada um à sua casa.

  56. 56

    Assim, pois, Deus pagou a Abimeleque o mal que fez contra seu pai matando a seus setenta irmãos.

  57. 57

    E ainda todo aquele mal dos homens de Siquém devolveu Deus sobre suas cabeças: e a maldição de Jotão, filho de Jerubaal, veio sobre eles.

João 4

  1. 1

    Quando, pois, o Senhor entendeu que os fariseus ouviram que Jesus fazia e batizava mais discípulos que João

  2. 2

    (ainda que Jesus mesmo não batizava, mas sim seus discípulos),

  3. 3

    Ele deixou a Judeia, e foi outra vez para a Galileia.

  4. 4

    E foi necessário passar por Samaria.

  5. 5

    Veio pois a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto à propriedade que Jacó deu a seu filho José.

  6. 6

    E ali estava a fonte de Jacó. Então Jesus, cansado do caminho, sentou-se assim junto à fonte; era isto quase à hora sexta.

  7. 7

    Veio uma mulher de Samaria para tirar água; Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.

  8. 8

    (Porque seus discípulos haviam ido à cidade para a comprar de comer).

  9. 9

    Disse-lhe pois a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber, que sou mulher samaritana? (Porque os judeus não se comunicam com o samaritanos.)

  10. 10

    Respondeu Jesus, e disse-lhe: Se tu conhecesses o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.

  11. 11

    Disse a mulher: Senhor, tu não tens com que [a] tirar, e o poço é fundo; de onde pois tens a água viva?

  12. 12

    És tu maior que nosso pai Jacó, que nos deu o poço? E ele mesmo dele bebeu, e seus filhos, e seu gado?

  13. 13

    Jesus respondeu, e disse-lhe: Todo aquele que beber desta água voltará a ter sede;

  14. 14

    Porém aquele que beber da água que eu lhe der, para sempre não terá sede, mas a água que eu lhe der se fará nele fonte de água, que salte para vida eterna.

  15. 15

    Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me desta água, para que eu não tenha [mais] sede, nem venha aqui para tirar.

  16. 16

    Disse-lhe Jesus: Vai, chama a teu marido, e vem cá.

  17. 17

    A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Bem disseste: Marido não tenho.

  18. 18

    Porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isto com verdade disseste.

  19. 19

    Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.

  20. 20

    Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.

  21. 21

    Disse-lhe Jesus: Mulher, crê em mim, que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém, adorareis ao Pai.

  22. 22

    Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus.

  23. 23

    Porém a hora vem, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade; porque também o Pai busca a tais que o adorem.

  24. 24

    Deus é Espírito, e os que o adoram devem adorá [-lo] em espírito e em verdade.

  25. 25

    Disse-lhe a mulher: Eu sei que o Messias vem (que se chama o Cristo); quando ele vier, todas as coisas nos anunciará.

  26. 26

    Disse-lhe Jesus: Eu sou o que contigo falo.

  27. 27

    E nisto vieram seus discípulos; e maravilharam-se de que falasse com uma mulher; mas ninguém [lhe] disse: Que perguntas? ou, O que falas com ela?

  28. 28

    Deixou, pois, a mulher seu vaso de água, e foi à cidade, e disse ao povo:

  29. 29

    Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; por acaso não é este o Cristo?

  30. 30

    Saíram, pois, da cidade, e vieram a ele.

  31. 31

    E enquanto isso, os discípulos lhe pediam, dizendo: Rabi, come.

  32. 32

    Porém ele lhes disse: Uma comida tenho que comer, que vós não sabeis.

  33. 33

    Diziam, pois, os discípulos uns aos outros: Por acaso alguém lhe trouxe de comer?

  34. 34

    Disse-lhes Jesus: Minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e cumprir sua obra.

  35. 35

    Não dizeis vós, que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que vos digo: Levantai vossos olhos, e vede as terras; porque já estão brancas para a ceifa.

  36. 36

    E o que ceifa, recebe recompensa, e junta fruto para vida eterna; para que ambos se alegrem, tanto o que semeia, quanto o que ceifa.

  37. 37

    Porque nisto é verdadeiro o ditado, que: Um é o que semeia, e outro o que ceifa.

  38. 38

    Eu vos enviei para ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no trabalho deles.

  39. 39

    E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele pela palavra da mulher, que testemunhava, dizendo: Ele me disse tudo quanto eu tenho feito.

  40. 40

    Vindo pois os samaritanos a ele, suplicaram-lhe que ficasse com eles; e ele ficou ali dois dias.

  41. 41

    E creram ainda muitos mais pela palavra dele.

  42. 42

    E diziam à mulher: Já não cremos por teu dito; porque nós mesmos temos [o] ouvido, e sabemos que verdadeiramente este é o Cristo, o Salvador do mundo.

  43. 43

    E depois de dois dias partiu dali, e foi-se para a Galileia.

  44. 44

    Porque o mesmo Jesus testemunhou que não tem o Profeta honra em sua própria terra.

  45. 45

    Vindo pois para a Galileia, os Galileus o receberam, havendo visto todas as coisas que fizera em Jerusalém no [dia] da festa, porque também eles foram ao [dia] da festa.

  46. 46

    Veio pois Jesus outra vez a Caná da Galileia, onde da água fizera vinho. E estava ali um nobre, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum.

  47. 47

    Ouvindo este que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi ter com ele, e suplicava-lhe que descesse, e curasse a seu filho, porque já estava à morte.

  48. 48

    Disse-lhe pois Jesus: Se não virdes sinais e milagres não crereis.

  49. 49

    O nobre lhe disse: Senhor, desce, antes que meu filho morra.

  50. 50

    Disse-lhe Jesus: Vai, teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe disse, e se foi.

  51. 51

    E [estando] ele já descendo, seus servos lhe saíram ao encontro, e [lhe] anunciaram, dizendo: Teu filho vive.

  52. 52

    Perguntou-lhes pois, a que hora se achara melhor; e disseram-lhe: Ontem às sete horas a febre o deixou.

  53. 53

    Entendeu pois o pai, que aquela era a mesma hora em que Jesus lhe disse: Teu filho vive. E creu nele, e toda sua casa.

  54. 54

    Este segundo sinal Jesus voltou a fazer, quando ele veio d [a] Judeia a Galileia.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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