Lucas 4 e Atos 26
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Lucas 4
- 1
E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e foi levado pelo Espírito ao deserto.
- 2
E por quarenta dias foi tentado pelo diabo; e não comeu coisa alguma naqueles dias; e terminados eles, depois teve fome.
- 3
Então o diabo lhe disse: Se tu és Filho de Deus, diz a esta pedra que se transforme em pão.
- 4
Jesus lhe respondeu: Está escrito que não só de pão viverá o ser humano, mas de toda palavra de Deus.
- 5
E o diabo o levou a um alto monte, e lhe mostrou todos os reinos do mundo num instante.
- 6
E o diabo lhe disse: Darei a ti todo este poder e sua glória; pois a mim foram entregues, e os dou a quem quero.
- 7
Portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
- 8
E Jesus lhe respondeu: Para trás de mim, Satanás!Porque está escrito: Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele servirás.
- 9
Então o levou a Jerusalém, e o pôs sobre a parte mais alta do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo.
- 10
Porque está escrito que: Mandará aos seus acerca de ti que te guardem.
- 11
E que: te sustentarão pelas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
- 12
Jesus lhe respondeu: Dito está: Não tentes ao Senhor teu Deus.
- 13
E quando o diabo acabou toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.
- 14
Então Jesus, no poder do Espírito, voltou para a Galileia, e sua fama se espalhou por toda a região ao redor.
- 15
Ele ensinava em suas sinagogas, e era recebido com honra por todos.
- 16
Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado, e entrou, conforme o seu costume, num dia de Sábado, na sinagoga; e levantou-se para ler.
- 17
Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e quando abriu o livro, achou o lugar onde estava escrito:
- 18
O Espírito do Senhor [está] sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres, me enviou para curar os contritos de coração;
- 19
para proclamar liberdade aos cativos e dar vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, para proclamar o ano agradável do Senhor.
- 20
Ele fechou o livro, e devolveu-o ao assistente, e se sentou. Os olhos de todos na sinagoga estavam fixos nele.
- 21
Então ele começou a lhes dizer: Hoje esta escritura se cumpriu em vossos ouvidos.
- 22
E todos davam testemunho dele, e se admiravam das palavras graciosas que saíam da sua boca; e diziam: Não é este o filho de José?
- 23
E ele lhes disse: Sem dúvida me direis este provérbio: Médico, cura a ti mesmo; faz também aqui na tua terra natal todas as coisas que ouvimos terem sido feitas em Cafarnaum.
- 24
E disse: Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua terra natal.
- 25
Porém em verdade vos digo que hava muitas viúvas em Israel nos dias de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, de modo que em toda [aquela] terra houve grande fome.
- 26
Mas a nenhuma delas Elias foi enviado, a não ser a uma mulher viúva de Sarepta de Sidom.
- 27
E havia muitos leprosos em Israel no tempo do profeta Eliseu; mas nenhum deles foi limpo, a não ser Naamã, o sírio.
- 28
E todos na sinagoga, quando ouviram essas coisas, encheram-se de ira.
- 29
Então se levantaram, expulsaram-no da cidade, e o levaram até o topo do monte em que sua cidade era construída, para dali o lançarem abaixo.
- 30
Porém ele passou por meio deles, e se retirou.
- 31
Ele desceu a Cafarnaum, cidade de Galileia; e [ali] os ensinava nos sábados.
- 32
E admiravam o seu ensino, pois a sua palavra era com autoridade.
- 33
E estava na sinagoga um homem que tinha um espírito de um demônio imundo, e gritou com alta voz,
- 34
dizendo: Ah, que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Sei quem és: o Santo de Deus.
- 35
E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e, sai dele. E o demônio o derrubou no meio [do povo] , e saiu dele sem lhe fazer dano algum.
- 36
E espanto veio sobre todos; e falavam entre si uns aos outros, dizendo: Que palavra é esta, que até aos espíritos imundos ele manda com autoridade e poder, e eles saem?
- 37
E sua fama era divulgada em todos os lugares em redor daquela região.
- 38
[Jesus] levantou-se da sinagoga, e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava doente de uma grande febre, e rogaram-lhe por ela.
- 39
Ele se inclinou a ela, e repreendeu a febre, que a deixou. Ela imediatamente se levantou e começou a lhes servir.
- 40
Quando o sol estava se pondo, troxeram-lhe todos os que estavam enfermos de varias doenças. Ele punha as mãos sobre cada um deles e os curava.
- 41
E também de muitos saíam demônios, gritando, e dizendo: Tu és o Cristo, o Filho de Deus. Ele os repreendia, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Cristo.
- 42
E sendo já dia, ele saiu, e foi a um lugar deserto. As multidões o buscavam; então vieram a ele, e queriam detê-lo, para que não os deixasse.
- 43
Porém ele lhes disse: Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do Reino de Deus; pois para isso sou enviado.
- 44
E ele pregava nas sinagogas da Galileia.
Atos 26
- 1
E Agripa disse a Paulo: É permitido a ti falar por ti mesmo.Então Paulo, estendendo a mão, respondeu em sua defesa:
- 2
Eu me considero feliz, rei Agripa, de que diante de ti eu esteja hoje fazendo minha defesa de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus;
- 3
Principalmente [por] eu saber que tu sabes de todos os costumes e questões que há entre os judeus; por isso eu te rogo que tu me ouças com paciência.
- 4
Ora, a minha vida é conhecida por todos os judeus, desde a [minha] juventude, que desde o princípio tem sido entre [os de] minha nação em Jerusalém;
- 5
Eles me conhecem desde o começo, se quiserem testemunhar, de que conforme a mais rigorosa divisão de nossa religião, eu vivi [como] fariseu.
- 6
E agora, pela esperança da promessa que por Deus foi dada aos nossos pais, eu estou [aqui] sendo julgado.
- 7
À qual nossas doze tribos, servindo continuamente [a Deus] de dia e de noite, esperam chegar; pela qual esperança, rei Agripa, eu sou acusado pelos judeus.
- 8
Por que se julga como incrível entre vós que Deus ressuscite aos mortos?
- 9
Eu realmente tinha pensado comigo mesmo, que contra o nome de Jesus eu tinha que fazer muitas oposições.
- 10
O que eu também fiz em Jerusalém; e tendo recebido autoridade dos chefes dos sacerdotes, eu pus em prisões a muitos dos santos; e quando eles eram mortos, eu [também] dava meu voto contra [eles] .
- 11
E tendo lhes dado punição muitas vezes por todas as sinagogas, eu os forcei a blasfemarem. E estando extremamente enfurecido contra eles, até nas cidades estrangeiras eu os persegui;
- 12
Nas quais, indo eu até Damasco, com autoridade e comissão dos chefes dos sacerdotes;
- 13
Ao meio dia, vi no caminho, rei, uma luz do céu, que brilhava muito mais que o sol, e que encheu de claridade ao redor de mim e dos que iam comigo.
- 14
E todos nós, tendo caído ao chão, eu ouvi uma voz que falava a mim, e dizia em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Duro é para ti dar coices contra os aguilhões.
- 15
E eu disse: Quem és, Senhor? E ele disse: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.
- 16
Mas levanta-te, e fica de pé, porque para isto eu apareci a ti, para te predeterminar como trabalhador e testemunha, tanto das coisas que [já] tens visto, como das coisas que eu [ainda] aparecerei a ti;
- 17
Livrando-te d [este] povo, e [dos] gentios, aos quais agora eu te envio.
- 18
Para abrir os olhos deles, e das trevas converterem à luz, e do poder de Satanás [converterem] a Deus; para que recebam perdão dos pecados, e herança entre os santificados pela fé em mim.
- 19
Portanto, rei Agripa, eu não fui desobediente à visão celestial.
- 20
Mas sim, primeiramente aos [que estavam] em Damasco e Jerusalém, e por toda a terra da Judeia, e aos gentios anunciei que se arrependessem, e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento.
- 21
Por causa disto os judeus me pegaram no Templo, e procuravam [me] matar.
- 22
Porém tendo eu obtido socorro de Deus, permaneço até o dia de hoje, dando testemunho tanto a pequenos como a grandes; não dizendo nada além dos que as [coisas] que os profetas e Moisés tinham dito que estavam para acontecer;
- 23
[Isto é] , que o Cristo sofreria, e sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, ia anunciar a luz a este povo e aos gentios.
- 24
E tendo [Paulo] dito isto em [sua] defesa, Festo disse em alta voz: Tu estás louco, Paulo; as muitas escrituras te fizeram enlouquecer!
- 25
Mas ele [respondeu] : Eu não estou louco, excelentíssimo Festo; mas eu declaro palavras de verdade e de um são juízo;
- 26
Porque o rei, a quem eu estou falando livremente, ele sabe [muito bem] destas coisas; porque eu não creio que nenhuma disto lhe seja oculto; por que isto não foi feito num canto.
- 27
Rei Agripa, tu crês nos profetas? Eu sei que tu crês.
- 28
E Agripa disse a Paulo: Por pouco tu me convences a me tornar cristão.
- 29
E Paulo disse: Meu desejo a Deus é que, por pouco ou por muito, não somente tu, mas todos os que estão me ouvindo hoje, tais vos tornásseis assim como eu sou, a não ser por estas correntes.
- 30
E tendo ele dito isto, o rei se levantou, e [também] o governador, Berenice, e os que estavam sentados com eles.
- 31
E reunindo-se à parte, falavam uns aos outros, dizendo: Este homem nada faz [que seja] digno de morte ou de prisões.
- 32
E Agripa disse a Festo: Este homem podia ser solto, se ele não tivesse apelado a César.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).