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Mateus 15 e João 4

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Mateus 15

  1. 1

    Então [alguns] escribas e fariseus de Jerusalém se aproximaram de Jesus, e perguntaram:

  2. 2

    Por que os teus discípulos transgridem a tradição dos anciãos? Pois não lavam suas mãos quando comem pão.

  3. 3

    Porém ele lhes respondeu: E vós, por que transgredis o mandamento de Deus por vossa tradição?

  4. 4

    Pois Deus mandou, dizendo: Honra ao teu pai e à [tua] mãe; e quem maldisser ao pai ou à mãe seja sentenciado à morte.

  5. 5

    Mas vós dizeis: “Qualquer um que disser ao pai ou à mãe: ‘Todo o proveito que terias de mim é oferta exclusiva [para Deus] ’, não [precisa] honrar seu pai ou à sua mãe”.

  6. 6

    E [assim] invalidastes o mandamento de Deus por vossa tradição.

  7. 7

    Hipócritas! Isaías bem profetizou sobre vós, dizendo:

  8. 8

    Este povo com sua boca se aproxima de mim, e com os lábios me honra; mas o seu coração está longe de mim.

  9. 9

    Em vão, porém, me veneram, ensinando doutrinas que são regras humanas.

  10. 10

    Assim chamou a multidão para si, e disse-lhes: Ouvi e entendei.

  11. 11

    Não é o que entra na boca que contamina o ser humano; mas sim o que sai da boca, isso contamina o ser humano.

  12. 12

    Então os seus discípulos aproximaram-se dele, e lhe perguntaram: Tu sabes que os fariseus se ofenderam quando ouviram essa palavra?

  13. 13

    Mas ele respondeu: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada pela raiz.

  14. 14

    Deixai-os, são guias cegos de cegos. E se o cego guiar [outro] cego, ambos cairão na cova.

  15. 15

    E Pedro lhe disse: Explica-nos esta parábola.

  16. 16

    Porém Jesus disse: Até vós ainda estais sem entender?

  17. 17

    Não percebeis ainda que tudo o que entra na boca vai ao ventre, mas [depois] é lançado na privada?

  18. 18

    Porém as coisas que saem da boca procedem do coração; e elas contaminam o ser humano.

  19. 19

    Pois do coração procedem maus pensamentos, mortes, adultérios, pecados sexuais, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.

  20. 20

    Estas coisas são as que contaminam o ser humano; mas comer sem lavar as mãos não contamina o ser humano.

  21. 21

    E, tendo Jesus partido dali, foi para as partes de Tiro e de Sidom.

  22. 22

    E eis que uma mulher Cananeia, que tinha saído daquela região, clamou-lhe: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Minha filha está miseravelmente endemoninhada.

  23. 23

    Mas ele não lhe respondeu palavra. Então seus discípulos se aproximaram dele, e rogaram-lhe, dizendo: Manda-a embora, porque ela está gritando atrás de nós.

  24. 24

    E ele respondeu: Não fui enviado para ninguém além das ovelhas perdidas da casa de Israel.

  25. 25

    Então ela veio e se prostrou diante dele, dizendo: Senhor, socorre-me.

  26. 26

    Mas ele respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.

  27. 27

    Ela, porém, disse: Sim, Senhor. Porém os cachorrinhos também comem, das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.

  28. 28

    Então Jesus lhe respondeu: Ó mulher, grande [é] a tua fé. A ti seja feito como tu queres. E desde aquela hora sua filha ficou curada.

  29. 29

    E tendo Jesus partido dali, veio ao mar da Galileia. Ele subiu a um monte, e ali se sentou.

  30. 30

    E vieram a ele muitas multidões, que tinham consigo mancos, cegos, mudos, aleijados, e muitos outros; e os lançaram aos pés de Jesus, e ele os curou.

  31. 31

    Desta maneira, as multidões se maravilhavam quando viam os mudos falarem, os aleijados ficarem sãos, os mancos andarem, e os cegos verem; então glorificaram ao Deus de Israel.

  32. 32

    Jesus chamou a si os seus discípulos, e disse: Estou compadecido com a multidão, porque já há três dias que estão comigo, e não têm o que comer. E não quero os deixar ir em jejum, para que não desmaiem no caminho.

  33. 33

    E os seus discípulos lhe responderam: De onde conseguiremos tantos pães no deserto, para saciar tão grande multidão?

  34. 34

    Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes? E eles disseram: Sete; e uns poucos peixinhos.

  35. 35

    Então mandou as multidões que se sentassem pelo chão.

  36. 36

    Tomou os sete pães e os peixes, deu graças e os partiu. Em seguida, ele os deu aos seus discípulos, e os discípulos à multidão.

  37. 37

    E todos comeram e se saciaram; e levantaram dos pedaços que sobraram sete cestos cheios.

  38. 38

    E foram os que comeram quatro mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.

  39. 39

    Depois de despedir as multidões, [Jesus] entrou em um barco, e veio à região de Magdala.

João 4

  1. 1

    Quando, pois, o Senhor entendeu que os fariseus ouviram que Jesus fazia e batizava mais discípulos que João

  2. 2

    (ainda que Jesus mesmo não batizava, mas sim seus discípulos),

  3. 3

    Ele deixou a Judeia, e foi outra vez para a Galileia.

  4. 4

    E foi necessário passar por Samaria.

  5. 5

    Veio pois a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto à propriedade que Jacó deu a seu filho José.

  6. 6

    E ali estava a fonte de Jacó. Então Jesus, cansado do caminho, sentou-se assim junto à fonte; era isto quase à hora sexta.

  7. 7

    Veio uma mulher de Samaria para tirar água; Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.

  8. 8

    (Porque seus discípulos haviam ido à cidade para a comprar de comer).

  9. 9

    Disse-lhe pois a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber, que sou mulher samaritana? (Porque os judeus não se comunicam com o samaritanos.)

  10. 10

    Respondeu Jesus, e disse-lhe: Se tu conhecesses o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.

  11. 11

    Disse a mulher: Senhor, tu não tens com que [a] tirar, e o poço é fundo; de onde pois tens a água viva?

  12. 12

    És tu maior que nosso pai Jacó, que nos deu o poço? E ele mesmo dele bebeu, e seus filhos, e seu gado?

  13. 13

    Jesus respondeu, e disse-lhe: Todo aquele que beber desta água voltará a ter sede;

  14. 14

    Porém aquele que beber da água que eu lhe der, para sempre não terá sede, mas a água que eu lhe der se fará nele fonte de água, que salte para vida eterna.

  15. 15

    Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me desta água, para que eu não tenha [mais] sede, nem venha aqui para tirar.

  16. 16

    Disse-lhe Jesus: Vai, chama a teu marido, e vem cá.

  17. 17

    A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Bem disseste: Marido não tenho.

  18. 18

    Porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isto com verdade disseste.

  19. 19

    Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.

  20. 20

    Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.

  21. 21

    Disse-lhe Jesus: Mulher, crê em mim, que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém, adorareis ao Pai.

  22. 22

    Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus.

  23. 23

    Porém a hora vem, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade; porque também o Pai busca a tais que o adorem.

  24. 24

    Deus é Espírito, e os que o adoram devem adorá [-lo] em espírito e em verdade.

  25. 25

    Disse-lhe a mulher: Eu sei que o Messias vem (que se chama o Cristo); quando ele vier, todas as coisas nos anunciará.

  26. 26

    Disse-lhe Jesus: Eu sou o que contigo falo.

  27. 27

    E nisto vieram seus discípulos; e maravilharam-se de que falasse com uma mulher; mas ninguém [lhe] disse: Que perguntas? ou, O que falas com ela?

  28. 28

    Deixou, pois, a mulher seu vaso de água, e foi à cidade, e disse ao povo:

  29. 29

    Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; por acaso não é este o Cristo?

  30. 30

    Saíram, pois, da cidade, e vieram a ele.

  31. 31

    E enquanto isso, os discípulos lhe pediam, dizendo: Rabi, come.

  32. 32

    Porém ele lhes disse: Uma comida tenho que comer, que vós não sabeis.

  33. 33

    Diziam, pois, os discípulos uns aos outros: Por acaso alguém lhe trouxe de comer?

  34. 34

    Disse-lhes Jesus: Minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e cumprir sua obra.

  35. 35

    Não dizeis vós, que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que vos digo: Levantai vossos olhos, e vede as terras; porque já estão brancas para a ceifa.

  36. 36

    E o que ceifa, recebe recompensa, e junta fruto para vida eterna; para que ambos se alegrem, tanto o que semeia, quanto o que ceifa.

  37. 37

    Porque nisto é verdadeiro o ditado, que: Um é o que semeia, e outro o que ceifa.

  38. 38

    Eu vos enviei para ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no trabalho deles.

  39. 39

    E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele pela palavra da mulher, que testemunhava, dizendo: Ele me disse tudo quanto eu tenho feito.

  40. 40

    Vindo pois os samaritanos a ele, suplicaram-lhe que ficasse com eles; e ele ficou ali dois dias.

  41. 41

    E creram ainda muitos mais pela palavra dele.

  42. 42

    E diziam à mulher: Já não cremos por teu dito; porque nós mesmos temos [o] ouvido, e sabemos que verdadeiramente este é o Cristo, o Salvador do mundo.

  43. 43

    E depois de dois dias partiu dali, e foi-se para a Galileia.

  44. 44

    Porque o mesmo Jesus testemunhou que não tem o Profeta honra em sua própria terra.

  45. 45

    Vindo pois para a Galileia, os Galileus o receberam, havendo visto todas as coisas que fizera em Jerusalém no [dia] da festa, porque também eles foram ao [dia] da festa.

  46. 46

    Veio pois Jesus outra vez a Caná da Galileia, onde da água fizera vinho. E estava ali um nobre, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum.

  47. 47

    Ouvindo este que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi ter com ele, e suplicava-lhe que descesse, e curasse a seu filho, porque já estava à morte.

  48. 48

    Disse-lhe pois Jesus: Se não virdes sinais e milagres não crereis.

  49. 49

    O nobre lhe disse: Senhor, desce, antes que meu filho morra.

  50. 50

    Disse-lhe Jesus: Vai, teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe disse, e se foi.

  51. 51

    E [estando] ele já descendo, seus servos lhe saíram ao encontro, e [lhe] anunciaram, dizendo: Teu filho vive.

  52. 52

    Perguntou-lhes pois, a que hora se achara melhor; e disseram-lhe: Ontem às sete horas a febre o deixou.

  53. 53

    Entendeu pois o pai, que aquela era a mesma hora em que Jesus lhe disse: Teu filho vive. E creu nele, e toda sua casa.

  54. 54

    Este segundo sinal Jesus voltou a fazer, quando ele veio d [a] Judeia a Galileia.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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