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Mateus 18 e Lucas 15

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Mateus 18

  1. 1

    Naquela hora os discípulos se aproximaram de Jesus, e perguntaram: Ora, quem é o maior no Reino dos céus?

  2. 2

    Então Jesus chamou a si uma criança, e a pôs no meio deles,

  3. 3

    e disse: Em verdade vos digo, que se vós não converterdes, e fordes como crianças, de maneira nenhuma entrareis no Reino dos céus.

  4. 4

    Assim, qualquer um que for humilde como esta criança, este é o maior no reino dos céus.

  5. 5

    E qualquer um que receber a uma criança como esta em meu nome, recebe a mim.

  6. 6

    Mas qualquer um que conduzir ao pecado a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que uma grande pedra de moinho lhe fosse pendurada ao pescoço, e se afundasse no fundo do mar.

  7. 7

    Ai do mundo por causa das tentações do pecado! Pois é necessário que as tentações venham, mas ai daquela pessoa por quem a tentação vem!

  8. 8

    Portanto, se a tua mão ou o teu pé te faz pecar, corta-os, e lança-os de ti; melhor te é entrar manco ou aleijado na vida do que, tendo duas mãos ou dois pés, ser lançado no fogo eterno.

  9. 9

    E se o teu olho te faz pecar, arranca-o, e lança-o de ti. Melhor te é entrar com um olho na vida do que, tendo dois olhos, ser lançado no inferno de fogo.

  10. 10

    Olhai para que não desprezeis a algum destes pequeninos; porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre veem a face do meu Pai, que [está] nos céus.

  11. 11

    Pois o Filho do homem veio para salvar o que havia se perdido.

  12. 12

    Que vos parece? Se alguém tivesse cem ovelhas, e uma delas se desviasse, por acaso não iria ele pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da desviada?

  13. 13

    E se acontecesse de achá-la, em verdade vos digo que ele se alegra mais daquela, do que das noventa e nove que se não desviaram.

  14. 14

    Da mesma maneira, não é da vontade do vosso Pai, que [está] nos céus, que um sequer destes pequeninos se perca.

  15. 15

    Porém, se teu irmão pecar contra ti, vai repreendê-lo entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste o teu irmão.

  16. 16

    Mas se não ouvir, toma ainda contigo um ou dois, para que toda palavra se confirme pela boca de duas ou três testemunhas.

  17. 17

    E se não lhes der ouvidos, comunica à igreja; e se também não der ouvidos à igreja, considera-o como gentio e publicano.

  18. 18

    Em verdade vos digo que tudo o que vós ligardes na terra será ligado no céu; e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.

  19. 19

    E digo-vos também que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que [está] nos céus.

  20. 20

    Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali eu estou no meio deles.

  21. 21

    Então Pedro aproximou-se dele, e perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?

  22. 22

    Jesus lhe respondeu: Eu não te digo até sete, mas sim até setenta vezes sete.

  23. 23

    Por isso o Reino dos céus é comparável a um certo rei, que quis fazer acerto de contas com os seus servos.

  24. 24

    E começando a fazer acerto de contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos.

  25. 25

    Como ele não tinha com que pagar, o seu senhor mandou que ele, sua mulher, filhos, e tudo quanto tinha fossem vendidos para se fazer o pagamento.

  26. 26

    Então aquele servo caiu e ficou prostrado diante dele, dizendo: “Senhor, tem paciência comigo, e tudo te pagarei”.

  27. 27

    O senhor daquele servo compadeceu-se dele, então o soltou e lhe perdoou a dívida.

  28. 28

    Todavia, depois daquele servo sair, achou um companheiro de serviço seu, que lhe devia cem denários; então o agarrou e o sufocou, dizendo: “Paga-me o que [me] deves!”

  29. 29

    Então o seu colega se prostrou diante dos seus pés, e lhe suplicou, dizendo: “Tem paciência comigo, e tudo te pagarei”.

  30. 30

    Mas ele não quis. Em vez disso foi lançá-lo na prisão até que pagasse a dívida.

  31. 31

    Quando os seus companheiros de serviço viram o que se passava, entristeceram-se muito. Então vieram denunciar ao seu senhor tudo o que havia se passado.

  32. 32

    Assim o seu senhor o chamou, e lhe disse: “Servo mau! Toda aquela dívida te perdoei, porque me suplicaste.

  33. 33

    Não tinhas tu a obrigação de ter tido misericórdia do sevo colega teu, assim como eu tive misericórdia de ti?”

  34. 34

    E, enfurecido, o seu senhor o entregou aos torturadores até que pagasse tudo o que lhe devia.

  35. 35

    Assim também meu Pai celestial vos fará, se não perdoardes de coração cada um ao seu irmão suas ofensas.

Lucas 15

  1. 1

    E chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvirem.

  2. 2

    E os fariseus e escribas murmuravam, dizendo: Este recebe aos pecadores, e come com eles.

  3. 3

    E ele lhes propôs esta parábola, dizendo:

  4. 4

    Quem de vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai em [busca] da perdida, até que a encontre?

  5. 5

    E encontrando-a, [não] a ponha sobre seus ombros, com alegria?

  6. 6

    E vindo para casa, [não] convoque aos amigos, e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei minha ovelha perdida?

  7. 7

    Digo-vos, que assim haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.

  8. 8

    Ou que mulher, tendo dez moedas de prata, se perder a uma moeda, não acende a lâmpada, e varre a casa, e busca cuidadosamente até [a] achar?

  9. 9

    E achando [-a] , [não] chame as amigas e as vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a moeda perdida!

  10. 10

    Assim vos digo, que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

  11. 11

    E disse: Um certo homem tinha dois filhos.

  12. 12

    E disse o mais jovem deles ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que [me] pertencem. E ele lhe repartiu os bens.

  13. 13

    E depois de não muitos dias, o filho mais jovem, juntando tudo, partiu-se para uma terra distante, e ali desperdiçou seus bens, vivendo de forma irresponsável.

  14. 14

    E ele, tendo já gastado tudo, houve uma grande fome naquela terra, e ele começou a sofrer necessidade.

  15. 15

    E foi, se chegou a um dos cidadãos daquela terra; e [este] o mandou a seus campos para alimentar porcos.

  16. 16

    E ele ficava com vontade de encher seu estômago com os grãos que os porcos comiam, mas ninguém [as] dava para ele.

  17. 17

    E ele, pensando consigo mesmo, disse: Quantos empregados de meu pai tem pão em abundância, e eu [aqui] morro de fome!

  18. 18

    Eu levantarei, e irei a meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu, e diante de ti.

  19. 19

    E já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como a um de teus empregados.

  20. 20

    E levantando-se, foi a seu pai. E quando ainda estava longe, o seu pai o viu, e teve compaixão dele; e correndo, caiu ao seu pescoço, e o beijou.

  21. 21

    E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu, e diante de ti; e já não sou digno de ser chamado teu filho.

  22. 22

    Mas o pai disse a seus servos: Trazei a melhor roupa, e o vesti; e ponde um anel em sua mão, e sandálias nos [seus] pés.

  23. 23

    E trazei o bezerro engordado, e o matai; e comamos, e nos alegremos.

  24. 24

    Porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a se alegrar.

  25. 25

    E seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, chegou perto da casa, ouviu a música, e as danças.

  26. 26

    E chamando para si um dos servos, perguntou-lhe: O que era aquilo?

  27. 27

    E ele lhe disse: Teu irmão chegou; e teu pai matou o bezerro engordado, porque ele voltou são.

  28. 28

    Porém ele se irritou, e não queria entrar. Então o seu pai, saindo, rogava-lhe [que entrasse] .

  29. 29

    Mas [o filho] respondendo, disse ao pai: Eis que eu te sirvo há tantos anos, e nunca desobedeci tua ordem, e nunca me deste um cabrito, para que eu me alegrasse com meus amigos.

  30. 30

    Porém, vindo este teu filho, que gastou teus bens com prostitutas, tu lhe mataste o bezerro engordado.

  31. 31

    E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas.

  32. 32

    Mas era necessário se alegrar e animar; porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha se perdido, e foi encontrado.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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