Mateus 8 e Atos 27
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Mateus 8
- 1
Quando ele desceu do monte, muitas multidões o seguiram.
- 2
E eis que um leproso veio e prostrou-se diante dele, dizendo: Senhor, se quiseres, podes me limpar.
- 3
Jesus estendeu a mão e o tocou, dizendo: Quero, sê limpo. E logo ele ficou limpo de sua lepra.
- 4
Então Jesus lhe disse: Tem o cuidado de dizeres a ninguém; mas vai mostrar-te ao sacerdote, e oferece a oferta que Moisés ordenou, para que lhes haja testemunho.
- 5
Quando Jesus entrou em Cafarnaum, veio a ele um centurião, rogando-lhe,
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- 6
E dizendo: Senhor, o meu servo jaz em casa, paralítico, e gravemente atormentado.
- 7
E Jesus lhe disse: Eu irei, e o curarei.
- 8
E o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres sob meu telhado; mas dize somente uma palavra, e o meu servo sarará.
- 9
Pois eu também sou homem debaixo de autoridade, e tenho debaixo de meu comando soldados; e digo a este: “Vai”, e ele vai; e ao outro: “Vem”, e vem; e a meu servo: “Faze isto”, e ele faz.
- 10
Quando Jesus ouviu [isto] , maravilhou-se, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.
- 11
Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e se sentarão à mesa com Abraão, Isaque, e Jacó, no Reino dos céus.
- 12
Os filhos do reino, porém, serão lançados nas trevas de fora; ali haverá pranto e ranger de dentes.
- 13
Então Jesus disse ao centurião: Vai, e assim como creste, a ti seja feito.E naquela mesma hora o servo dele foi sarado.
- 14
E quando Jesus veio à casa de Pedro, viu a sogra dele, deitada e com febre.
- 15
Ele tocou a mão dela, e a febre a deixou. Então ela se levantou e começou a servi-los.
- 16
Quando chegou o anoitecer, trouxeram-lhe muitos endemoninhados. Ele expulsou-lhes os espíritos com a palavra, e curou todos os que estavam doentes,
- 17
Para que se cumprisse o que havia sido dito pelo profeta Isaías, que disse: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças.
- 18
E Jesus, ao ver muitas multidões ao redor de si, mandou que passassem para a outra margem.
- 19
Então um escriba se aproximou, e disse-lhe: Mestre, eu te seguirei aonde quer que fores.
- 20
Jesus lhe respondeu: As raposas têm covis, e as aves do céu ninhos; mas o Filho do homem não tem onde recostar a cabeça.
- 21
E outro dos seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro enterrar meu pai.
- 22
Porém Jesus lhe disse: Segue-me, e deixa aos mortos enterrarem seus mortos.
- 23
Então ele entrou no barco, e seus discípulos o seguiram.
- 24
E eis que se levantou no mar uma tormenta tão grande que o barco era coberto pelas ondas; porém ele dormia.
- 25
E seus discípulos se aproximaram para acordá-lo, dizendo: Senhor, salva-nos! Estamos sendo destruídos!
- 26
E ele lhes respondeu: Por que temeis, [homens] de pouca fé? Então ele se levantou e repreendeu os ventos e o mar. E houve grande calmaria.
- 27
E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Quem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?
- 28
E quando chegou à outra margem, à terra dos gergesenos, vieram-lhe ao encontro dois endemoninhados que tinham saído dos sepulcros. Eles eram tão ferozes que ninguém podia passar por aquele caminho.
- 29
E eis que gritaram, dizendo: Que temos contigo, Jesus, Filho de Deus? Vieste aqui nos atormentar antes do tempo?
- 30
Enquanto isso longe deles estava uma manada de muitos porcos pastando.
- 31
E os demônios rogaram-lhe, dizendo: Se nos expulsares, permite-nos entrar naquela manada de porcos.
- 32
E ele lhes disse: Ide. Então eles saíram, e entraram na manada de porcos; e eis que toda aquela manada de porcos se lançou de um precipício ao mar, e morreram nas águas.
- 33
E os que cuidavam dos porcos fugiram; e ao chegarem à cidade, anunciaram todas [estas] coisas, inclusive o que [havia acontecido] aos endemoninhados.
- 34
E eis que toda aquela cidade saiu ao encontro de Jesus; e quando o viram, rogaram-lhe que se retirasse do território deles.
Atos 27
- 1
E quando foi determinado que tínhamos que navegar para a Itália, entregaram a Paulo e alguns outros prisioneiros, a um centurião, por nome Júlio, do esquadrão imperial.
- 2
E embarcando [-nos] em um navio adramitino, estando a navegar pelos lugares [costeiros] da Ásia, nós partimos, estando conosco Aristarco, o macedônio de Tessalônica.
- 3
E no [dia] seguinte, chegamos a Sidom; e Júlio, tratando bem a Paulo, permitiu [-lhe] que fosse aos amigos, para [receber] cuidado [deles] .
- 4
E tendo partido dali, nós fomos navegando abaixo do Chipre, porque os ventos estavam contrários.
- 5
E tendo passado ao longo do mar da Cilícia e Panfília, viemos a Mira em Lícia.
- 6
E o centurião, tendo achado ali um navio de Alexandria, que estava navegando para a Itália, nos fez embarcar nele.
- 7
E indo navegando lentamente já por muitos dias, chegando com dificuldade em frente a Cnido, o vento, não nos permitindo [continuar por ali] ,navegamos abaixo de Creta, em frente a Salmone.
- 8
E tendo com dificuldade percorrido sua costa, chegamos a um certo lugar, chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laseia.
- 9
E tendo passado muito tempo, e sendo a navegação já perigosa, porque também já tinha passado o jejum, Paulo [os] exortava,
- 10
Dizendo-lhes: Homens, eu vejo que a navegação vai ser com violência e muito dano, não somente de carga e do navio, mas também de nossas vidas.
- 11
Porém o centurião cria mais no capitão e no dono do navio do que no que Paulo dizia.
- 12
E não sendo aquele porto adequado para passar o inverno, a maioria preferiu partir dali, para ver se podiam chegar a Fênix, que é um porto de Creta, voltada para o lado do vento sudoeste e noroeste, para ali passarem o inverno.
- 13
E ao ventar brandamente ao sul, pareceu-lhes que eles já tinham o que queriam; e levantando a vela, foram por perto da costa de Creta.
- 14
Mas não muito depois houve contra ela um vento violento, chamado Euroaquilão.
- 15
E tendo o navio sido tomado por ele, e não podendo navegar contra o vento, nós deixamos sermos levados [por ele] .
- 16
E correndo abaixo de uma pequena ilha, chamada Clauda, com dificuldade conseguimos manter o barquinho de reserva;
- 17
O qual, tendo sido levado para cima, usaram de suportes [para] reforçarem o navio; e temendo irem de encontro aos bancos de areia, eles baixaram as velas e [deixaram] ir à deriva.
- 18
E sendo muito afligidos pela tempestade, no [dia] seguinte jogaram a carga para fora [do navio] .
- 19
E no terceiro [dia] , com as nossas próprias mãos jogamos fora os instrumentos do navio.
- 20
E não aparecendo ainda o sol, nem estrelas havia muitos dias, e sendo afligidos por não pouca tempestade, desde então tínhamos perdido toda a esperança de sermos salvos.
- 21
E havendo muito [tempo] que não havia o que comer, então Paulo, ficando de pé no meio deles, disse: Homens, vós devíeis ter dado atenção a mim, e não terdes partido de Creta, e [assim] evitar esta situação ruim e prejuízo.
- 22
Mas agora eu vos exorto a terdes bom ânimo; porque haverá nenhuma perda de vida de vós, além [somente da perda] do navio.
- 23
Porque esta mesma noite esteve comigo um anjo de Deus, a quem eu pertenço e a quem eu sirvo;
- 24
Dizendo: Não temas, Paulo; é necessário que tu sejas apresentado a César; e eis que Deus tem te dado [a vida] a todos quantos navegam contigo.
- 25
Portanto, homens, tende bom ânimo; porque eu creio em Deus que assim será, conforme o que me foi dito.
- 26
Mas é necessário que sejamos lançados a uma ilha.
- 27
E quando veio a décima quarta noite, sendo lançados de um lado para o outro no [mar] Adriático, por volta da meia noite os marinheiros suspeitaram de que estavam se aproximando de alguma terra [firme] .
- 28
E tendo lançado o prumo, acharam vinte braças; e passando um pouco mais adiante, voltando a lançar o prumo, acharam quinze braças.
- 29
E temendo de irem de encontro a lugares rochosos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que o dia viesse [logo] .
- 30
E [quando] os marinheiros estavam procurando fugir do navio, e baixando o barquinho de reserva ao mar, como que queriam largar as âncoras da proa,
- 31
Paulo disse ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, vós não podeis vos salvar.
- 32
Então os soldados cortaram os cabos do barquinho de reserva, e o deixaram cair.
- 33
E até enquanto o dia estava vindo, Paulo exortava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: Hoje já é o décimo quarto dia, em que estais esperando, continuando sem comer, nada tendo experimentado.
- 34
Portanto eu vos exorto para que comais alguma coisa, pois é bom para vossa saúde; porque nenhum cabelo cairá de vossa cabeça.
- 35
E tendo dito isto, e tomando o pão, ele agradeceu a Deus na presença de todos; e partindo [-o] , começou a comer.
- 36
E todos, tendo ficado mais encorajados, também pegaram [algo] para comer.
- 37
E éramos todos no navio duzentas e setenta e seis almas.
- 38
E estando saciados de comer, eles tiraram peso do navio, lançando o trigo ao mar.
- 39
E tendo vindo o dia, não reconheciam a terra; mas enxergaram uma enseada que tinha praia, na qual planejaram, se pudessem, levar o navio.
- 40
E tendo levantado as âncoras, deixaram [-no] ir ao mar, soltando também as amarras dos lemes, e levantando a vela maior ao vento, foram de levando [-o] à praia.
- 41
Mas tendo caído em um lugar onde dois mares se encontram, encalharam ali o navio; e fixa a proa, ficou imóvel, mas a popa estava se destruindo com a força das ondas.
- 42
Então o conselho dos soldados foi de que matassem aos presos, para que nenhum [deles] fugisse a nado.
- 43
Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu a intenção deles; e mandou que aqueles que pudessem nadar fossem os primeiros a se lançassem [ao mar] e chegassem à terra [firme] .
- 44
E [depois] os demais, uns em tábuas, e outros em pedaços do navio. E assim aconteceu, que todos se salvaram em terra.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).