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Números 14 e Marcos 9

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Números 14

  1. 1

    Então toda a congregação levantaram grito, e deram vozes: e o povo chorou aquela noite.

  2. 2

    E queixaram-se contra Moisés e contra Arão todos os filhos de Israel; e disse-lhes toda a multidão: Melhor seria se tivéssemos morrido na terra do Egito; ou melhor seria se tivéssemos morrido neste deserto!

  3. 3

    E por que nos traze o SENHOR a esta terra para cair à espada e que nossas mulheres e nossos meninos sejam por presa? não nos seria melhor voltarmos ao Egito?

  4. 4

    E diziam um ao outro: Façamos um capitão, e voltemos ao Egito.

  5. 5

    Então Moisés e Arão caíram sobre seus rostos diante de toda a multidão da congregação dos filhos de Israel.

  6. 6

    E Josué filho de Num, e Calebe filho de Jefoné, que eram dos que haviam reconhecido a terra, rasgaram suas roupas;

  7. 7

    E falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra por de onde passamos para reconhecê-la, é terra em grande maneira boa.

  8. 8

    Se o SENHOR se agradar de nós, ele nos porá nesta terra, e a entregará a nós; terra que flui leite e mel.

  9. 9

    Portanto, não sejais rebeldes contra o SENHOR, nem temais ao povo desta terra, porque nosso pão são: seu amparo se afastou deles, e conosco está o SENHOR: não os temais.

  10. 10

    Então toda a multidão falou de apedrejá-los com pedras. Mas a glória do SENHOR se mostrou no tabernáculo do testemunho a todos os filhos de Israel.

  11. 11

    E o SENHOR disse a Moisés: Até quando me há de irritar este povo? até quando não me há de crer com todos os sinais que fiz em meio deles?.

  12. 12

    Eu lhe ferirei de mortandade, e o destruirei, e a ti te porei sobre gente grande e mais forte que eles.

  13. 13

    E Moisés respondeu ao SENHOR: Logo os egípcios o ouvirão, porque do meio deles tiraste a este povo com tua força:

  14. 14

    E o dirão aos habitantes desta terra; os quais ouviram que tu, ó SENHOR, estavas em meio deste povo, que olho a olho aparecias tu, ó SENHOR, e que tua nuvem estava sobre eles, e que de dia ias diante deles em coluna de nuvem, e de noite em coluna de fogo.

  15. 15

    E que fizeste morrer a este povo como a um homem: e as nações que houverem ouvido tua fama falarão, dizendo:

  16. 16

    Porque não pôde o SENHOR meter este povo na terra da qual lhes havia jurado, os matou no deserto.

  17. 17

    Agora, pois, eu te rogo que seja engrandecida a força do Senhor, como o falaste, dizendo:

  18. 18

    O SENHOR, tardio de ira e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a rebelião, e deixa impune o culpado; que visita a maldade dos pais sobre os filhos até a terceira geração e até a quarta.

  19. 19

    Perdoa agora a iniquidade deste povo segundo a grandeza de tua misericórdia, e como perdoaste a este povo desde Egito até aqui.

  20. 20

    Então o SENHOR disse: Eu o perdoei conforme tu dito:

  21. 21

    Mas, certamente vivo eu e minha glória inche toda a terra,

  22. 22

    Que todos os que viram minha glória e meus sinais que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram já dez vezes, e não ouviram minha voz,

  23. 23

    Não verão a terra da qual jurei a seus pais: não, nenhum dos que me irritaram a verá.

  24. 24

    Porém meu servo Calebe, porquanto houve nele outro espírito, e cumpriu de ir após mim, eu o porei na terra onde entrou e sua descendência a receberá em herança.

  25. 25

    Agora bem, os amalequitas e os cananeus habitam no vale; voltai-vos amanhã, e parti-vos ao deserto, caminho do mar Vermelho.

  26. 26

    E o SENHOR falou a Moisés e a Arão, dizendo:

  27. 27

    Até quando ouvirei esta depravada multidão que murmura contra mim, as queixas dos filhos de Israel, que de mim se queixam?

  28. 28

    Dize-lhes: Vivo eu, diz o SENHOR, que segundo falastes a meus ouvidos, assim farei eu convosco:

  29. 29

    Neste deserto cairão vossos corpos; todos vossos contados segundo toda vossa contagem, de vinte anos acima, os quais murmurastes contra mim;

  30. 30

    Vós à verdade não entrareis na terra, pela qual levantei minha mão de fazer-vos habitar nela; exceto a Calebe filho de Jefoné, e a Josué filho de Num.

  31. 31

    Mas vossos meninos, dos quais dissestes que seriam por presa, eu os introduzirei, e eles conhecerão a terra que vós desprezastes.

  32. 32

    E quanto a vós, vossos corpos cairão neste deserto.

  33. 33

    E vossos filhos andarão pastoreando no deserto quarenta anos, e eles levarão vossas prostituições, até que vossos corpos sejam consumidos no deserto.

  34. 34

    Conforme o número dos dias, dos quarenta dias em que reconhecestes a terra, levareis vossas iniquidades quarenta anos, ano por cada dia; e conhecereis meu castigo.

  35. 35

    Eu sou o SENHOR falei; assim farei a toda esta multidão perversa que se juntou contra mim; neste deserto serão consumidos, e ali morrerão.

  36. 36

    E os homens que Moisés enviou para reconhecer a terra, e depois de voltarem, fizeram toda a congregação murmurar contra ele, trazendo um mau relato daquela terra,

  37. 37

    aqueles homens que haviam falado mal da terra, morreram de praga diante do SENHOR.

  38. 38

    Mas Josué filho de Num, e Calebe filho de Jefoné, restaram com vida dentre aqueles homens que haviam ido a reconhecer a terra.

  39. 39

    E Moisés disse estas coisas a todos os filhos de Israel, e o povo ficou em muito luto.

  40. 40

    E levantaram-se pela manhã, e subiram ao cume do monte, dizendo: Eis-nos aqui para subir ao lugar do qual falou o SENHOR; porque pecamos.

  41. 41

    E disse Moisés: Por que quebrantais o dito do SENHOR? Isto tampouco vos sucederá bem.

  42. 42

    Não subais, porque o SENHOR não está em meio de vós, não sejais feridos diante de vossos inimigos.

  43. 43

    Porque os amalequitas e os cananeus estão ali diante de vós, e caireis à espada: pois porquanto vos desviastes de seguir ao SENHOR, por isso não será o SENHOR convosco.

  44. 44

    Todavia, se insistiram em subir por cima do monte: mas a arca da aliança do SENHOR, e Moisés, não se apartaram do meio do acampamento.

  45. 45

    E desceram os amalequitas e os cananeus, que habitavam naquele monte, e os feriram e os derrotaram, perseguindo-os até Hormá.

Marcos 9

  1. 1

    E disse-lhes também: Em verdade vos digo, que há alguns dos que aqui estão, que não experimentarão a morte, até que vejam o reino de Deus vindo com poder.

  2. 2

    Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago, e João, e os levou à parte, sozinhos, para um alto monte ; e transfigurou-se diante deles.

  3. 3

    E suas roupas ficaram resplandescentes, muito brancas como a neve , como nenhum lavadeiro na terra seria capaz de branquear.

  4. 4

    E apareceu-lhes Elias com Moisés, e falavam com Jesus.

  5. 5

    Então Pedro disse a Jesus: Mestre, é bom para nós estarmos aqui; façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés, e uma para Elias.

  6. 6

    Pois ele não sabia o que dizia, pois estavam assombrados.

  7. 7

    Então desceu uma nuvem, que os cobriu com a sua sombra, e veio uma voz da nuvem, que dizia: Este é meu Filho amado; a ele ouvi.

  8. 8

    De repente, quando olharam em redor, não viram mais ninguém, a não ser só Jesus com eles.

  9. 9

    Enquanto desciam do monte, [Jesus] lhes mandou que a ninguém contassem o que haviam visto, até que o Filho do homem ressuscitasse dos mortos.

  10. 10

    E eles guardaram o caso entre si, perguntando uns aos outros o que seria aquilo de “ressuscitar dos mortos”.

  11. 11

    Então lhe perguntaram: Por que os escribas dizem que Elias tem que vir primeiro?

  12. 12

    E ele lhes respondeu: De fato Elias vem primeiro, e restaura todas as coisas. Então, como está escrito sobre o Filho do homem tem que sofrer muito, e ser desprezado?

  13. 13

    Porém eu vos digo que Elias já veio, e fizeram-lhe tudo o que quiseram, como está escrito sobre ele.

  14. 14

    E quando veio aos discípulos, ele viu uma grande multidão ao redor deles; e uns escribas estavam discutindo com eles.

  15. 15

    Logo que toda a multidão o viu, ficou admirada. Então correram a ele, e o cumprimentaram.

  16. 16

    [Jesus] perguntou aos escribas: O que estais discutindo com eles?

  17. 17

    E um da multidão respondeu: Mestre, trouxe a ti o meu filho, que tem um espírito mudo.

  18. 18

    E onde quer que o toma, faz-lhe ter convulsões, solta espuma, range os dentes, e vai ficando rígido. Eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, mas não conseguiram.

  19. 19

    [Jesus] lhe respondeu: Ó geração incrédula! Até quando estarei ainda convosco? Até quando vos suportarei? Trazei-o a mim.

  20. 20

    Então trouxeram-no a ele. E quando o viu, logo o espírito o fez ter uma convulsão e, caindo em terra, rolava, e espumava.

  21. 21

    E perguntou ao seu pai: Quanto tempo há que isto lhe sobreveio? E ele lhe disse: Desde a infância.

  22. 22

    E muitas vezes o lançou também no fogo e na água para o destruir. Mas, se podes algo, tem compaixão de nós, e ajuda-nos.

  23. 23

    E Jesus lhe disse: Se podes crer, tudo é possível ao que crê.

  24. 24

    Logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Creio, Senhor! Ajuda-me na minha incredulidade.

  25. 25

    Quando Jesus viu que a multidão corria e se ajuntava, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno, sai dele, e nunca mais entres nele!

  26. 26

    Então [o espírito] , gritando, e fazendo-o ter muita convulsão, saiu. E [o menino] ficou como morto, de maneira que muitos diziam que estava morto.

  27. 27

    Então Jesus o tomou pela mão, e o ergueu; e ele se levantou.

  28. 28

    E quando entrou em casa, seus discípulos lhe perguntaram à parte: Por que nós não conseguimos o expulsar?

  29. 29

    E lhes respondeu: Este tipo não pode sair por coisa alguma, a não ser com oração e jejum.

  30. 30

    Depois partiram dali, e caminharam pela Galileia. Mas [Jesus] não queria que ninguém soubesse,

  31. 31

    Porque ensinava a seus discípulos, e lhes dizia: O Filho do homem será entregue em mãos de homens, e o matarão; e [estando] ele morto, ressuscitará ao terceiro dia.

  32. 32

    Mas eles não entendiam esta palavra, e temiam lhe perguntar.

  33. 33

    E veio a Cafarnaum, e entrando em casa, perguntou-lhes: Que indagais entre vós pelo caminho?

  34. 34

    Mas eles se calaram; porque eles haviam discutido uns com os outros pelo caminho, qual [deles seria] o maior.

  35. 35

    E sentando-se ele, chamou aos doze, e disse-lhes: Se alguém quiser ser o primeiro, seja o últimos de todos, e servo de todos.

  36. 36

    E tomando um menino, ele o pôs no meio deles, e tomando-o entre seus braços, disse-lhes:

  37. 37

    Qualquer que em meu nome receber a um dos tais meninos, recebe a mim; e qualquer que me receber, não é a mim que recebe, mas, sim, àquele que me enviou.

  38. 38

    E respondeu-lhe João, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava os demônios, e ele não nos segue. Então o proibimos, porque não nos segue.

  39. 39

    Porém Jesus disse: Não o proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome, e logo possa falar mal de mim.

  40. 40

    Pois quem não é contra nós, é por nós.

  41. 41

    Porque qualquer que vos der um copo d'água para beber em meu nome, porque sois de Cristo, em verdade vos digo, que não perderá sua recompensa.

  42. 42

    E qualquer que conduzir ao pecado um destes pequenos que creem em mim, melhor lhe fora que lhe pusesse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e que fosse lançado no mar.

  43. 43

    E se a tua mão te faz pecar, corta-a; melhor te é entrar na vida mutilado, do que, tendo duas mãos, ir ao inferno, ao fogo que nunca se apaga.

  44. 44

    Onde seu verme não morre, e o fogo nunca se apaga.

  45. 45

    E se teu pé te faz pecar, corta-o; melhor te é entrar na vida manco, do que, tendo dois pés, ser lançado no inferno, no fogo que nunca se apaga.

  46. 46

    Onde seu verme não morre, e o fogo nunca se apaga.

  47. 47

    E se teu olho te faz pecar, lança-o fora; melhor te é entrar no Reino de Deus com um olho, do que, tendo dois olhos, ser lançado no fogo do inferno,

  48. 48

    onde seu verme não morre, e o fogo nunca se apaga.

  49. 49

    Porque cada um será salgado com fogo, e cada sacrifício será salgado com sal.

  50. 50

    O sal é bom; mas se o sal se tornar insípido, com que o temperareis? Tende sal em vós mesmos, e paz uns com os outros.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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