Salmos 107 e Atos 27
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Salmos 107
- 1
Agradecei ao SENHOR, porque ele é bom; porque sua bondade [dura] para sempre.
- 2
Digam [isso] os resgatados pelo SENHOR, os quais ele resgatou das mão do adversário.
- 3
E os que ele ajuntou de todas as terras, do oriente e do ocidente, do norte e do sul.
- 4
Os que andaram sem rumo no deserto, por caminhos solitários; os que não acharam cidade para morarem.
- 5
Famintos e sedentos, suas almas neles desfaleciam.
- 6
Mas eles clamaram ao SENHOR em suas angústias, e ele os livrou de suas aflições.
- 7
E os levou ao caminho correto, para irem a uma cidade de moradia.
- 8
Agradeçam ao SENHOR por sua bondade, e suas maravilhas perante os filhos dos homens.
- 9
Porque ele fartou a alma sedenta, e encheu de bem a alma faminta;
- 10
Os que estavam sentados em trevas e sombra de morte, presos com aflição e ferro,
- 11
Porque se rebelaram contra os mandamentos de Deus, e rejeitaram o conselho do Altíssimo.
- 12
Por isso ele abateu seus corações com trabalhos cansativos; eles tropeçaram, e não houve quem os socorresse.
- 13
Porém eles clamaram ao SENHOR em suas angústias, e ele os livrou de suas aflições.
- 14
Ele os tirou das trevas e da sombra da morte, e quebrou suas correntes de prisão.
- 15
Agradeçam ao SENHOR pela sua bondade, e suas maravilhas perante os filhos dos homens.
- 16
Porque ele quebrou as portas de bronze, e despedaçou os ferrolhos de ferro.
- 17
Os tolos foram afligidos por causa de seu caminho de transgressões e por suas perversidades.
- 18
A alma deles perdeu o interesse por todo tipo de comida, e chegaram até às portas da morte.
- 19
Porém eles clamaram ao SENHOR em suas angústias, e ele os livrou de suas aflições.
- 20
Ele enviou sua palavra, e os sarou; e ele os livrou de suas covas.
- 21
Agradeçam ao SENHOR por sua bondade, e suas maravilhas perante os filhos dos homens.
- 22
E sacrifiquem sacrifícios de gratidão; e anunciai as obras dele com alegria.
- 23
Os que descem ao mar em navios, trabalhando em muitas águas,
- 24
Esses veem as obras do SENHOR, e suas maravilhas nas profundezas.
- 25
[Porque] quando ele fala, ele faz levantar tormentas de vento, que levanta suas ondas.
- 26
Elas sobem aos céus, [e] descem aos abismos; a alma deles se derrete de angústia.
- 27
Eles cambaleiam e vacilam como bêbados, e toda a sabedoria deles se acaba.
- 28
Então eles clamaram ao SENHOR em suas angústias, e ele os tirou de suas aflições.
- 29
Ele fez cessar as tormentas, e as ondas se calaram.
- 30
Então se alegraram, porque houve calmaria; e ele os levou ao porto que queriam [chegar] .
- 31
Agradeçam ao SENHOR por sua bondade, e suas maravilhas perante os filhos dos homens;
- 32
E exaltem a ele na assembleia do povo, e o glorifiquem na reunião dos anciãos.
- 33
Ele torna os rios em deserto, e as saídas de águas em terra seca.
- 34
A terra frutífera em salgada, pela maldade dos que nela habitam.
- 35
Ele torna o deserto em lagoa, e a terra seca em nascentes de águas.
- 36
E faz aos famintos habitarem ali; e eles edificam uma cidade para morarem;
- 37
E semeiam campos, e plantam vinhas, que produzem fruto valioso.
- 38
E ele os abençoa, e se multiplicam muito, e o gado dele não diminui.
- 39
Mas [quando] eles se diminuem e se abatem, por causa da opressão, mal e aflição;
- 40
Ele derrama desprezo sobre os governantes, e os faz andar sem rumo pelos desertos, sem [terem] caminho.
- 41
Mas ao necessitado, ele levanta da opressão a um alto retiro, e faz famílias como a rebanhos.
- 42
Os corretos, ao verem, ficam alegres, e todo perverso se calará.
- 43
Quem é sábio, que preste atenção a estas coisas, e reflita nas bondades do SENHOR.
Atos 27
- 1
E quando foi determinado que tínhamos que navegar para a Itália, entregaram a Paulo e alguns outros prisioneiros, a um centurião, por nome Júlio, do esquadrão imperial.
- 2
E embarcando [-nos] em um navio adramitino, estando a navegar pelos lugares [costeiros] da Ásia, nós partimos, estando conosco Aristarco, o macedônio de Tessalônica.
- 3
E no [dia] seguinte, chegamos a Sidom; e Júlio, tratando bem a Paulo, permitiu [-lhe] que fosse aos amigos, para [receber] cuidado [deles] .
- 4
E tendo partido dali, nós fomos navegando abaixo do Chipre, porque os ventos estavam contrários.
- 5
E tendo passado ao longo do mar da Cilícia e Panfília, viemos a Mira em Lícia.
- 6
E o centurião, tendo achado ali um navio de Alexandria, que estava navegando para a Itália, nos fez embarcar nele.
- 7
E indo navegando lentamente já por muitos dias, chegando com dificuldade em frente a Cnido, o vento, não nos permitindo [continuar por ali] ,navegamos abaixo de Creta, em frente a Salmone.
- 8
E tendo com dificuldade percorrido sua costa, chegamos a um certo lugar, chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laseia.
- 9
E tendo passado muito tempo, e sendo a navegação já perigosa, porque também já tinha passado o jejum, Paulo [os] exortava,
- 10
Dizendo-lhes: Homens, eu vejo que a navegação vai ser com violência e muito dano, não somente de carga e do navio, mas também de nossas vidas.
- 11
Porém o centurião cria mais no capitão e no dono do navio do que no que Paulo dizia.
- 12
E não sendo aquele porto adequado para passar o inverno, a maioria preferiu partir dali, para ver se podiam chegar a Fênix, que é um porto de Creta, voltada para o lado do vento sudoeste e noroeste, para ali passarem o inverno.
- 13
E ao ventar brandamente ao sul, pareceu-lhes que eles já tinham o que queriam; e levantando a vela, foram por perto da costa de Creta.
- 14
Mas não muito depois houve contra ela um vento violento, chamado Euroaquilão.
- 15
E tendo o navio sido tomado por ele, e não podendo navegar contra o vento, nós deixamos sermos levados [por ele] .
- 16
E correndo abaixo de uma pequena ilha, chamada Clauda, com dificuldade conseguimos manter o barquinho de reserva;
- 17
O qual, tendo sido levado para cima, usaram de suportes [para] reforçarem o navio; e temendo irem de encontro aos bancos de areia, eles baixaram as velas e [deixaram] ir à deriva.
- 18
E sendo muito afligidos pela tempestade, no [dia] seguinte jogaram a carga para fora [do navio] .
- 19
E no terceiro [dia] , com as nossas próprias mãos jogamos fora os instrumentos do navio.
- 20
E não aparecendo ainda o sol, nem estrelas havia muitos dias, e sendo afligidos por não pouca tempestade, desde então tínhamos perdido toda a esperança de sermos salvos.
- 21
E havendo muito [tempo] que não havia o que comer, então Paulo, ficando de pé no meio deles, disse: Homens, vós devíeis ter dado atenção a mim, e não terdes partido de Creta, e [assim] evitar esta situação ruim e prejuízo.
- 22
Mas agora eu vos exorto a terdes bom ânimo; porque haverá nenhuma perda de vida de vós, além [somente da perda] do navio.
- 23
Porque esta mesma noite esteve comigo um anjo de Deus, a quem eu pertenço e a quem eu sirvo;
- 24
Dizendo: Não temas, Paulo; é necessário que tu sejas apresentado a César; e eis que Deus tem te dado [a vida] a todos quantos navegam contigo.
- 25
Portanto, homens, tende bom ânimo; porque eu creio em Deus que assim será, conforme o que me foi dito.
- 26
Mas é necessário que sejamos lançados a uma ilha.
- 27
E quando veio a décima quarta noite, sendo lançados de um lado para o outro no [mar] Adriático, por volta da meia noite os marinheiros suspeitaram de que estavam se aproximando de alguma terra [firme] .
- 28
E tendo lançado o prumo, acharam vinte braças; e passando um pouco mais adiante, voltando a lançar o prumo, acharam quinze braças.
- 29
E temendo de irem de encontro a lugares rochosos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que o dia viesse [logo] .
- 30
E [quando] os marinheiros estavam procurando fugir do navio, e baixando o barquinho de reserva ao mar, como que queriam largar as âncoras da proa,
- 31
Paulo disse ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, vós não podeis vos salvar.
- 32
Então os soldados cortaram os cabos do barquinho de reserva, e o deixaram cair.
- 33
E até enquanto o dia estava vindo, Paulo exortava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: Hoje já é o décimo quarto dia, em que estais esperando, continuando sem comer, nada tendo experimentado.
- 34
Portanto eu vos exorto para que comais alguma coisa, pois é bom para vossa saúde; porque nenhum cabelo cairá de vossa cabeça.
- 35
E tendo dito isto, e tomando o pão, ele agradeceu a Deus na presença de todos; e partindo [-o] , começou a comer.
- 36
E todos, tendo ficado mais encorajados, também pegaram [algo] para comer.
- 37
E éramos todos no navio duzentas e setenta e seis almas.
- 38
E estando saciados de comer, eles tiraram peso do navio, lançando o trigo ao mar.
- 39
E tendo vindo o dia, não reconheciam a terra; mas enxergaram uma enseada que tinha praia, na qual planejaram, se pudessem, levar o navio.
- 40
E tendo levantado as âncoras, deixaram [-no] ir ao mar, soltando também as amarras dos lemes, e levantando a vela maior ao vento, foram de levando [-o] à praia.
- 41
Mas tendo caído em um lugar onde dois mares se encontram, encalharam ali o navio; e fixa a proa, ficou imóvel, mas a popa estava se destruindo com a força das ondas.
- 42
Então o conselho dos soldados foi de que matassem aos presos, para que nenhum [deles] fugisse a nado.
- 43
Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu a intenção deles; e mandou que aqueles que pudessem nadar fossem os primeiros a se lançassem [ao mar] e chegassem à terra [firme] .
- 44
E [depois] os demais, uns em tábuas, e outros em pedaços do navio. E assim aconteceu, que todos se salvaram em terra.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).