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Salmos 22 e João 18

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Salmos 22

  1. 1

    Salmo de Davi para o regente, como em “cerva da manhã”: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Longe [estás] de meu livramento [e] das palavras de meu gemido.

  2. 2

    Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me respondes; também [clamo] de noite, e não tenho sossego.

  3. 3

    Porém tu és Santo, que habitas [nos] louvores de Israel.

  4. 4

    Nossos pais confiaram em ti; eles confiaram, e tu os livraste.

  5. 5

    Eles clamaram a ti, e escaparam [do perigo] ; eles confiaram em ti, e não foram envergonhados.

  6. 6

    Mas eu sou um verme, e não um homem; [sou] humilhado pelos homens, e desprezado pelo povo.

  7. 7

    Todos os que me veem zombam de mim; abrem os lábios [e] sacodem a cabeça, [dizendo] :

  8. 8

    Ele confiou no “SENHOR”; [agora] que ele o salve e o liberte; pois se agrada nele.

  9. 9

    Tu és o que me tiraste do ventre; [e] o que me deu segurança, [estando eu] junto aos seios de minha mãe.

  10. 10

    Eu fui lançado sobre ti desde [que saí d] o útero; desde o ventre de minha mãe tu [és] meu Deus.

  11. 11

    Não fiques longe de mim, porque a minha angústia está perto; pois não há quem [me] ajude.

  12. 12

    Muitos touros me cercaram; fortes de Basã me rodearam.

  13. 13

    Abriram contra mim suas bocas, [como] leão que despedaça e ruge.

  14. 14

    Eu me derramei como água, e todos os meus ossos se soltaram uns dos outros; meu coração é como cera, [e] se derreteu por entre meus órgãos.

  15. 15

    Minha força se secou como um caco de barro, e minha língua está grudada no céu da boca; e tu me pões no pó da morte;

  16. 16

    Porque cães ficaram ao meu redor; uma multidão de malfeitores me cercou; perfuraram minhas mãos e meus pés.

  17. 17

    Eu poderia contar todos os meus ossos; eles estão [me] olhando, e prestando atenção em mim.

  18. 18

    Eles repartem entre si minhas roupas; e sobre minha vestimenta eles lançam sortes.

  19. 19

    Porém tu, SENHOR, não fiques longe; força minha, apressa-te para me socorrer.

  20. 20

    Livra minha alma da espada; [e] minha vida da violência do cão.

  21. 21

    Salva-me da boca do leão; e responde-me dos chifres dos touros selvagens.

  22. 22

    [Então] eu contarei teu nome a meus irmãos; no meio da congregação eu te louvarei.

  23. 23

    Vós que temeis ao SENHOR, louvai a ele! E vós, de toda a semente de Jacó, glorificai a ele! Prestai culto a ele, vós de toda a semente de Israel.

  24. 24

    Porque ele não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem escondeu seu rosto dele; mas sim, quando [o aflito] clamou, ele [o] ouviu.

  25. 25

    Meu louvor será para ti na grande congregação; eu pagarei meus juramentos perante os que o temem.

  26. 26

    Os humilhados comerão, e ficarão fartos; louvarão ao SENHOR aqueles que o buscam; vosso coração viverá para sempre.

  27. 27

    Todos os extremos da terra se lembrarão [disso] , e se converterão ao SENHOR; e todas as gerações das nações adorarão diante de ti.

  28. 28

    Porque o reino [pertence] ao SENHOR; e ele governa sobre as nações.

  29. 29

    Todos os ricos da terra comerão e adorarão, [e] perante o rosto dele se prostrarão todos os que descem ao pó, e [que] não podem manter viva sua alma.

  30. 30

    A descendência o servirá; ela será contada ao Senhor, para a geração [seguinte] .

  31. 31

    Chegarão, e anunciarão a justiça dele ao povo que nascer, porque ele [assim] fez.

João 18

  1. 1

    Havendo Jesus dito estas coisas, saiu com seus discípulos para além do ribeiro de Cedrom, onde havia um jardim, em que ele entrou ele, e seus discípulos.

  2. 2

    E também Judas, o que o traía, conhecia aquele lugar; porque muitas vezes se juntara ali Jesus com seus discípulos.

  3. 3

    Tendo Judas, pois, tomado a tropa e [alguns dos] oficiais dos sacerdotes e dos fariseus, veio ali com lanternas, tochas, e armas.

  4. 4

    Sabendo pois Jesus todas as coisas que viriam sobre ele, adiantou-se, e disse-lhes: A quem buscais?

  5. 5

    Responderam-lhe: A Jesus Nazareno. Disse-lhes Jesus: Eu sou. E Judas, o que o traía, também estava com eles.

  6. 6

    Quando pois lhes disse: Eu sou, voltaram para trás, e caíram em terra.

  7. 7

    Voltou pois a lhes perguntar: A quem buscais? E eles disseram: A Jesus Nazareno.

  8. 8

    Respondeu Jesus: Já vos disse que eu sou. Portanto se buscais a mim, deixai a estes irem.

  9. 9

    Para que se cumprisse a palavra, que tinha dito: Dos que me deste, a nenhum deles perdi.

  10. 10

    Simão Pedro, pois, que tinha espada, puxou dela, e feriu ao servo do sacerdote, e cortou a sua orelha direita. E era o nome do servo Malco.

  11. 11

    Disse pois Jesus a Pedro: Põe tua espada na bainha; não beberei eu o copo que o Pai tem me dado?

  12. 12

    O grupo de soldados pois, e o comandante, e os oficiais dos judeus juntamente tomaram a Jesus, e o amarraram.

  13. 13

    E o levaram primeiramente a Anás, porque era sogro de Caifás, o qual era o sumo sacerdote daquele ano.

  14. 14

    E era Caifás o que havia aconselhado aos judeus de que convinha que um homem morresse pelo povo.

  15. 15

    E Simão Pedro seguia a Jesus com outro discípulo. E este discípulo era conhecido do sacerdote, e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote.

  16. 16

    E Pedro estava fora à porta. Saiu pois o outro discípulo, que era conhecido do sacerdote, e falou à porteira, e pôs dentro a Pedro.

  17. 17

    Disse pois a serva porteira a Pedro: Não és tu também dos discípulos deste homem? Disse ele: Não sou.

  18. 18

    E estavam [ali] os servos, e os oficiais, que haviam feito [uma fogueira de] brasas, porque fazia frio, e se esquentavam. Estava Pedro com eles, e se esquentava.

  19. 19

    Perguntou pois o sacerdote a Jesus sobre seus discípulos, e sobre sua doutrina.

  20. 20

    Jesus lhe respondeu: Eu abertamente falei ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no Templo, onde os Judeus de todos os lugares se juntam, e nada falei em oculto.

  21. 21

    Por que perguntas a mim? Pergunta aos que o ouviram, que é o que lhes falei. Eis que estes sabem que é o que tenho dito.

  22. 22

    E dizendo ele isto, um dos oficiais, que ali estava, deu a Jesus uma bofetada, dizendo: Assim respondes ao sumo sacerdote?

  23. 23

    Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; e se bem, por que me feres?

  24. 24

    (Pois Anás o mandara amarrado ao sumo sacerdote Caifás.)

  25. 25

    E Simão Pedro estava ali, e se esquentava; disseram-lhe pois: Não és tu também de seus discípulos? Ele negou, e disse: Não sou.

  26. 26

    Disse um dos servos do sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: Eu não te vi no jardim com ele?

  27. 27

    Pedro negou pois outra vez, e logo cantou o galo.

  28. 28

    Levaram pois a Jesus de Caifás para o tribunal. E era pela manhã; e não entraram no tribunal, para que não se contaminassem, mas que pudessem comer a Páscoa.

  29. 29

    Saiu pois Pilatos até eles fora, e disse: Que acusação trazeis contra este homem?

  30. 30

    Responderam, e disseram-lhe: Se este não fosse malfeitor, não o entregaríamos a ti.

  31. 31

    Disse-lhes pois Pilatos: Tomai-o vós, e julgai-o segundo vossa lei. Disseram-lhe pois os Judeus: Não nos é lícito matar a alguém.

  32. 32

    Para que se cumprisse a palavra de Jesus, que tinha dito, dando a entender de que morte havia de morrer.

  33. 33

    Então Pilatos voltou a entrar no tribunal, e chamou a Jesus, e disse-lhe: És tu o Rei dos Judeus?

  34. 34

    Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou outros te disseram de mim?

  35. 35

    Pilatos respondeu: Por acaso eu sou Judeu? Tua gente e os chefes dos sacerdotes te entregaram a mim; que fizeste?

  36. 36

    Respondeu Jesus: Meu Reino não é deste mundo; se meu Reino fosse deste mundo, meus trabalhadores lutariam, para que eu não fosse entregue aos Judeus; mas agora meu Reino não é daqui.

  37. 37

    Disse-lhe pois Pilatos: Logo tu és Rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que eu sou Rei. Para isto eu nasci, e para isto vim ao mundo: para dar testemunho à verdade. Todo aquele que é da verdade ouve minha voz.

  38. 38

    Disse-lhe Pilatos: O que é a verdade? E havendo dito isto, voltou a sair aos Judeus, e disse-lhes: Nenhum crime acho nele.

  39. 39

    Mas vós tendes por costume que eu vos solte um pela páscoa. Quereis pois que vos solte ao Rei dos Judeus?

  40. 40

    Voltaram pois todos a clamar, dizendo: Não a este, mas a Barrabás!E Barrabás era um ladrão.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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