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Salmos 78 e João 6

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Salmos 78

  1. 1

    Instrução de Asafe: Povo meu, escuta minha doutrina; inclinai vossos ouvidos às palavras de minha boca.

  2. 2

    Abrirei minha boca em parábolas; falarei mistérios dos tempos antigos,

  3. 3

    Os quais ouvimos e conhecemos, e nossos pais nos contaram.

  4. 4

    Nós não [os] encobriremos a seus filhos, contaremos à próxima geração sobre os louvores do SENHOR, o seu poder, e suas maravilhas que ele fez.

  5. 5

    Porque ele firmou um testemunho em Jacó, e pôs a Lei em Israel, a qual ele instruiu aos nossos pais, para que eles ensinassem a seus filhos;

  6. 6

    Para que a geração seguinte [dela] soubesse; [e] os filhos que nascessem contassem a seus filhos;

  7. 7

    E [assim] pusessem sua esperança em Deus; e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas sim, que guardassem os mandamentos dele;

  8. 8

    E não fossem como seus pais, [que foram] uma geração teimosa e rebelde; geração que não firmou seu coração, e cujo espírito não foi fiel a Deus.

  9. 9

    Os filhos de Efraim, mesmo tendo arcos e flechas, viraram-se para trás no dia da batalha;

  10. 10

    Não guardaram o pacto de Deus, e recusaram a andar conforme sua Lei.

  11. 11

    E se esqueceram de seus feitos, e de suas maravilhas que ele tinha lhes feito ver.

  12. 12

    Ele fez maravilhas perante seus pais na terra do Egito, [no] campo de Zoã.

  13. 13

    Ele dividiu o mar, e os fez passarem por ele; ele fez as águas ficarem paradas como [se estivessem] amontoadas.

  14. 14

    E ele os guiou com uma nuvem durante o dia, e por toda a noite com uma luz de fogo.

  15. 15

    Ele partiu as rochas no deserto, e [lhes] deu de beber como que de abismos profundos.

  16. 16

    Porque ele tirou correntes da rocha, e fez as águas descerem como rios.

  17. 17

    E [ainda] prosseguiram em pecar contra ele, irritando ao Altíssimo no deserto.

  18. 18

    E tentaram a Deus nos seus corações, pedindo comida para o desejo de suas almas.

  19. 19

    E falaram contra Deus, e disseram: Poderia Deus preparar uma mesa de comida no deserto?

  20. 20

    Eis que ele feriu a rocha, e águas correram [dela] e ribeiros fluíram em abundância; será que ele também poderia [nos] dar pão, ou preparar carne a seu povo?

  21. 21

    Por isso o SENHOR [os] ouviu, e se irritou; e fogo se acendeu contra Jacó, e furor também subiu contra Israel;

  22. 22

    Porque eles não creram em Deus, nem confiaram na salvação que dele vem;

  23. 23

    Mesmo assim, ele deu ordens às altas nuvens, e abriu as portas dos céus;

  24. 24

    E choveu sobre eles o maná, para comerem; e lhes deu trigo dos céus.

  25. 25

    Cada homem [daquele povo] comeu o pão dos anjos; ele lhes mandou comida para se fartarem.

  26. 26

    Ele fez soprar o vento do oriente nos céus, e trouxe o [vento] do sul com seu poder.

  27. 27

    Ele fez chover sobre eles carne como a poeira da terra; e aves de asas como a areia do mar;

  28. 28

    E [as] fez cair no meio de seu acampamento, ao redor de suas tendas.

  29. 29

    Então comeram, e fartaram-se abundantemente; e satisfez o desejo deles.

  30. 30

    Porem, estando eles [ainda] não satisfeitos, enquanto a comida ainda estava em suas bocas,

  31. 31

    a ira de Deus subiu contra eles; matou os mais robustos deles e abateu os jovens de Israel.

  32. 32

    Com tudo isto ainda pecaram, e não creram nas maravilhas que ele fez.

  33. 33

    Por isso gastaram seus dias em futilidades, e seus anos em terrores.

  34. 34

    Quando ele matava [alguns dentre] eles, então buscavam por ele, e se convertiam, e buscavam a Deus de madrugada.

  35. 35

    E se lembravam de que Deus era sua rocha, e que o Deus Altíssimo [era] o seu libertador.

  36. 36

    Porém falavam bem dele da boca para fora, e mentiam com suas línguas.

  37. 37

    Porque o coração deles não era comprometido para com ele, e não foram fiéis ao pacto dele.

  38. 38

    Porém ele, sendo misericordioso, perdoava a maldade deles, e não os destruía; e muitas vezes desviou de mostrar sua ira, e não despertou todo o seu furor;

  39. 39

    [Porque] se lembrou de que eles eram carne, e [como] o vento, que vai, e não volta mais.

  40. 40

    Quantas vezes o provocaram no deserto, e o maltrataram na terra desabitada!

  41. 41

    Pois voltavam a tentar a Deus, e perturbavam ao Santo de Israel.

  42. 42

    Não se lembraram de sua mão, [nem] do dia em que os livrou do adversário.

  43. 43

    Como quando ele fez seus sinais no Egito, e seus atos maravilhosos no campo de Zoã.

  44. 44

    E transformou seus rios e suas correntes em sangue, para que não bebessem.

  45. 45

    Enviou entre eles variedades de moscas, que os consumiu; e rãs, que os destruíram.

  46. 46

    E deu suas colheitas ao pulgão, e o trabalho deles ao gafanhoto.

  47. 47

    Com saraiva destruiu suas vinhas, e suas figueiras-bravas com granizo.

  48. 48

    E entregou seu gado à saraiva; e seus animais a brasas ardentes.

  49. 49

    Mandou entre eles o ardor de sua ira: fúria, irritação e angústia, enviando mensageiros do mal.

  50. 50

    Ele preparou o caminho de sua ira; não poupou suas almas da morte, e entregou seus animais à peste.

  51. 51

    E feriu [mortalmente] a todo primogênito no Egito; as primícias nas forças nas tendas de Cam.

  52. 52

    E levou a seu povo como a ovelhas; e os guiou pelo deserto como a um rebanho.

  53. 53

    Ele os conduziu em segurança, e não temeram. O mar encobriu seus inimigos.

  54. 54

    E os trouxe até os limites de sua [terra] santa, até este monte, que sua mão direita adquiriu.

  55. 55

    E expulsou as nações de diante deles, e fez com que eles repartissem as linhas de sua herança, e fez as tribos de Israel habitarem em suas tendas.

  56. 56

    Porém eles tentaram e provocaram ao Deus Altíssimo; e não guardaram os testemunhos dele.

  57. 57

    E voltaram a ser [tão] infiéis como os seus pais; desviaram-se como um arco enganoso.

  58. 58

    E provocaram a ira dele com seus altares pagãos, e com suas imagens de escultura moveram-no de ciúmes.

  59. 59

    Deus ouviu [isto] , e se indignou; e rejeitou gravemente a Israel.

  60. 60

    Por isso ele abandonou o tabernáculo em Siló, a tenda que ele havia estabelecido como habitação entre as pessoas.

  61. 61

    E entregou o [símbolo] de seu poder em cativeiro, e sua glória na mão do adversário.

  62. 62

    E entregou seu povo à espada, e enfureceu-se contra sua herança.

  63. 63

    O fogo consumiu a seus rapazes, e suas virgens não tiveram músicas de casamento.

  64. 64

    Seus sacerdotes caíram à espada, e suas viúvas não lamentaram.

  65. 65

    Então o Senhor despertou como que do sono, como um homem valente que se exalta com o vinho.

  66. 66

    E feriu a seus adversários, para que recuassem, [e] lhes pôs como humilhação perpétua.

  67. 67

    Porém ele rejeitou a tenda de José, e não escolheu a tribo de Efraim.

  68. 68

    Mas escolheu a tribo de Judá, o monte de Sião, a quem ele amava.

  69. 69

    E edificou seu santuário como alturas; como a terra, a qual ele fundou para sempre.

  70. 70

    E ele escolheu a seu servo Davi; e o tomou dos apriscos de ovelhas.

  71. 71

    Ele o tirou de cuidar das ovelhas geradoras de filhotes, para que ele apascentasse ao seu povo Jacó; e à sua herança Israel.

  72. 72

    E ele os apascentou com um coração sincero, e os guiou com as habilidades de suas mãos.

João 6

  1. 1

    Depois disto Jesus partiu para a outro lado do mar da Galileia, que é o de Tibérias.

  2. 2

    E uma grande multidão o seguia, porque viam seus sinais que ele fazia nos enfermos.

  3. 3

    E subiu Jesus ao monte, e sentou-se ali com seus discípulos.

  4. 4

    E já a Páscoa, a festa dos judeus, estava perto.

  5. 5

    Levantando pois Jesus os olhos, e vendo que uma grande multidão vinha a ele, disse a Filipe: De onde comparemos pães, para que estes comam?

  6. 6

    (Mas ele disse isto para o testar; pois ele bem sabia o que havia de fazer.)

  7. 7

    Respondeu-lhe Filipe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco.

  8. 8

    Disse-lhe um de seus discípulos, André, o irmão de Simão Pedro:

  9. 9

    Um menino está aqui que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto entre tantos?

  10. 10

    E disse Jesus: Fazei sentar as pessoas; e havia muita erva naquele lugar. Sentaram-se, pois, os homens, em número de cinco mil.

  11. 11

    E tomou Jesus os pães, e havendo dado graças, repartiu-os aos discípulos, e os discípulos aos que estavam sentados, semelhantemente também dos peixes, quanto queriam.

  12. 12

    E quando já estiveram fartos, disse ele a seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca.

  13. 13

    Então eles os recolheram, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram aos que tinham comido.

  14. 14

    Vendo, pois, aquelas pessoas o sinal que Jesus fizera, disseram: Este é verdadeiramente o Profeta que havia de vir ao mundo!

  15. 15

    Sabendo pois Jesus que viriam, e o tomariam, para fazê-lo rei, voltou a se retirar sozinho ao monte.

  16. 16

    E quando veio o entardecer, seus discípulos desceram para o mar.

  17. 17

    E entrando no barco, vieram do outro lado do mar para Cafarnaum. E era já escuro, e Jesus [ainda] não tinha vindo a eles.

  18. 18

    E o mar se levantou, porque um grande vento soprava.

  19. 19

    E havendo já navegado quase vinte e cinco, ou trinta estádios, viram a Jesus andando sobre o mar, e se aproximando do barco; e temeram.

  20. 20

    Mas ele lhes disse: Sou eu, não temais.

  21. 21

    Eles, então, o receberam com agrado no barco; e logo o barco chegou à terra para onde iam.

  22. 22

    O dia seguinte, vendo a multidão, que estava do outro lado do mar, que não havia ali mais que um barquinho, em que seus discípulos entraram; e que Jesus não entrara com seus discípulos naquele barquinho, mas [que] seus discípulos sós se haviam ido;

  23. 23

    (Porém outros barquinhos vieram de Tibérias, perto do lugar onde comeram o pão, havendo o Senhor dado graças.)

  24. 24

    Vendo pois a multidão que Jesus não estava ali, nem seus discípulos, entraram eles também nos barcos, e vieram a Cafarnaum em busca de Jesus.

  25. 25

    E achando-o do outro lado do mar, disseram: Rabi, quando chegaste aqui?

  26. 26

    Respondeu-lhes Jesus, e disse: Em verdade, em verdade vos digo, que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas pelo pão que comestes, e vos fartastes.

  27. 27

    Trabalhai não [pela] comida que perece, mas sim [pela] comida que permanece para vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque Deus Pai a este selou.

  28. 28

    Disseram-lhe pois: Que faremos para trabalhar as obras de Deus?

  29. 29

    Respondeu Jesus, e disse-lhes: Esta é a obra de Deus: que creiais naquele que ele enviou.

  30. 30

    Disseram-lhe pois: Que sinal, pois, fazes tu para que o vejamos, e em ti creiamos? O que tu operas?

  31. 31

    Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Pão do céu ele lhes deu para comer.

  32. 32

    Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo, que Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.

  33. 33

    Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.

  34. 34

    Disseram-lhe pois: Senhor, dá-nos sempre [d] este pão.

  35. 35

    E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; quem vem a mim de maneira nenhuma terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.

  36. 36

    Mas já tenho vos dito que também me vistes, e não credes.

  37. 37

    Tudo o que o Pai me dá virá a mim; e ao que vem a mim, em maneira nenhuma o lançarei fora.

  38. 38

    Porque eu desci do céu, não para fazer minha vontade, mas sim a vontade daquele que me enviou;

  39. 39

    E esta é a vontade do Pai, que me enviou: que de tudo quanto me deu, nada perca, mas que eu o ressuscite no último dia.

  40. 40

    E esta é a vontade daquele que me enviou, que todo aquele que vê ao Filho, e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.

  41. 41

    Então os judeus murmuravam dele, porque ele tinha dito: Eu sou o pão que desceu do céu.

  42. 42

    E diziam: Não é este Jesus o filho de José, cujos pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, ele diz: Desci do céu?

  43. 43

    Respondeu, então, Jesus, e disse-lhes: Não murmureis entre vós.

  44. 44

    Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.

  45. 45

    Escrito está nos profetas: E todos serão ensinados por Deus. Portanto todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu, esse vem a mim.

  46. 46

    Não que alguém tenha visto ao Pai, a não ser aquele que é de Deus; este tem visto ao Pai.

  47. 47

    Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que crê em mim tem vida eterna.

  48. 48

    Eu sou o pão da vida.

  49. 49

    Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram.

  50. 50

    Este é o pão que desceu do céu, para que o ser humano coma dele e não morra.

  51. 51

    Eu sou o pão vivo, que desceu do céu; se alguém comer deste pão, para sempre viverá. E o pão que eu darei é minha carne, a qual darei pela vida do mundo.

  52. 52

    Discutiam, pois, os Judeus entre si, dizendo: Como este pode nos dar [sua] carne para comer?

  53. 53

    Jesus, então, lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo, que se não comerdes a carne do Filho do homem e beberdes seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.

  54. 54

    Quem come minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.

  55. 55

    Porque minha carne verdadeiramente é comida; e meu sangue verdadeiramente é bebida.

  56. 56

    Quem come minha carne e bebe meu sangue, em mim permanece, e eu nele.

  57. 57

    Como o Pai vivo me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim quem come a mim também por mim viverá.

  58. 58

    Este é o pão que desceu do céu. Não como vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre.

  59. 59

    Estas coisas ele disse na sinagoga, ensinando em Cafarnaum.

  60. 60

    Muitos pois de seus discípulos, ao ouvirem [isto] , disseram: Dura é esta palavra; quem a pode ouvir?

  61. 61

    Sabendo, pois, Jesus em si mesmo, que seus discípulos murmuravam disso, disse-lhes: Isto vos ofende?

  62. 62

    [Que seria] pois, se vísseis ao Filho do homem subir aonde estava primeiro?

  63. 63

    O Espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos digo são espírito e são vida.

  64. 64

    Mas há alguns de vós que não creem.Porque Jesus já sabia desde o princípio quem eram os que não criam, e quem era o que o entregaria.

  65. 65

    E dizia: Por isso tenho vos dito que ninguém pode vir a mim, se não lhe for concedido por meu Pai.

  66. 66

    Desde então muitos de seus discípulos voltaram atrás, e já não andavam com ele.

  67. 67

    Disse, então, Jesus aos doze: Por acaso também vós quereis ir?

  68. 68

    Respondeu-lhe pois Simão Pedro: Senhor, a quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna;

  69. 69

    E nós cremos e conhecemos que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

  70. 70

    Jesus lhes respondeu: Por acaso não [fui] eu que vos escolhi, os doze? Porém um de vós é um diabo.

  71. 71

    E ele dizia [isto] de Judas de Simão Iscariotes; porque ele o entregaria, o qual era um dos doze.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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