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Salmos 78 e Lucas 9

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Salmos 78

  1. 1

    Instrução de Asafe: Povo meu, escuta minha doutrina; inclinai vossos ouvidos às palavras de minha boca.

  2. 2

    Abrirei minha boca em parábolas; falarei mistérios dos tempos antigos,

  3. 3

    Os quais ouvimos e conhecemos, e nossos pais nos contaram.

  4. 4

    Nós não [os] encobriremos a seus filhos, contaremos à próxima geração sobre os louvores do SENHOR, o seu poder, e suas maravilhas que ele fez.

  5. 5

    Porque ele firmou um testemunho em Jacó, e pôs a Lei em Israel, a qual ele instruiu aos nossos pais, para que eles ensinassem a seus filhos;

  6. 6

    Para que a geração seguinte [dela] soubesse; [e] os filhos que nascessem contassem a seus filhos;

  7. 7

    E [assim] pusessem sua esperança em Deus; e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas sim, que guardassem os mandamentos dele;

  8. 8

    E não fossem como seus pais, [que foram] uma geração teimosa e rebelde; geração que não firmou seu coração, e cujo espírito não foi fiel a Deus.

  9. 9

    Os filhos de Efraim, mesmo tendo arcos e flechas, viraram-se para trás no dia da batalha;

  10. 10

    Não guardaram o pacto de Deus, e recusaram a andar conforme sua Lei.

  11. 11

    E se esqueceram de seus feitos, e de suas maravilhas que ele tinha lhes feito ver.

  12. 12

    Ele fez maravilhas perante seus pais na terra do Egito, [no] campo de Zoã.

  13. 13

    Ele dividiu o mar, e os fez passarem por ele; ele fez as águas ficarem paradas como [se estivessem] amontoadas.

  14. 14

    E ele os guiou com uma nuvem durante o dia, e por toda a noite com uma luz de fogo.

  15. 15

    Ele partiu as rochas no deserto, e [lhes] deu de beber como que de abismos profundos.

  16. 16

    Porque ele tirou correntes da rocha, e fez as águas descerem como rios.

  17. 17

    E [ainda] prosseguiram em pecar contra ele, irritando ao Altíssimo no deserto.

  18. 18

    E tentaram a Deus nos seus corações, pedindo comida para o desejo de suas almas.

  19. 19

    E falaram contra Deus, e disseram: Poderia Deus preparar uma mesa de comida no deserto?

  20. 20

    Eis que ele feriu a rocha, e águas correram [dela] e ribeiros fluíram em abundância; será que ele também poderia [nos] dar pão, ou preparar carne a seu povo?

  21. 21

    Por isso o SENHOR [os] ouviu, e se irritou; e fogo se acendeu contra Jacó, e furor também subiu contra Israel;

  22. 22

    Porque eles não creram em Deus, nem confiaram na salvação que dele vem;

  23. 23

    Mesmo assim, ele deu ordens às altas nuvens, e abriu as portas dos céus;

  24. 24

    E choveu sobre eles o maná, para comerem; e lhes deu trigo dos céus.

  25. 25

    Cada homem [daquele povo] comeu o pão dos anjos; ele lhes mandou comida para se fartarem.

  26. 26

    Ele fez soprar o vento do oriente nos céus, e trouxe o [vento] do sul com seu poder.

  27. 27

    Ele fez chover sobre eles carne como a poeira da terra; e aves de asas como a areia do mar;

  28. 28

    E [as] fez cair no meio de seu acampamento, ao redor de suas tendas.

  29. 29

    Então comeram, e fartaram-se abundantemente; e satisfez o desejo deles.

  30. 30

    Porem, estando eles [ainda] não satisfeitos, enquanto a comida ainda estava em suas bocas,

  31. 31

    a ira de Deus subiu contra eles; matou os mais robustos deles e abateu os jovens de Israel.

  32. 32

    Com tudo isto ainda pecaram, e não creram nas maravilhas que ele fez.

  33. 33

    Por isso gastaram seus dias em futilidades, e seus anos em terrores.

  34. 34

    Quando ele matava [alguns dentre] eles, então buscavam por ele, e se convertiam, e buscavam a Deus de madrugada.

  35. 35

    E se lembravam de que Deus era sua rocha, e que o Deus Altíssimo [era] o seu libertador.

  36. 36

    Porém falavam bem dele da boca para fora, e mentiam com suas línguas.

  37. 37

    Porque o coração deles não era comprometido para com ele, e não foram fiéis ao pacto dele.

  38. 38

    Porém ele, sendo misericordioso, perdoava a maldade deles, e não os destruía; e muitas vezes desviou de mostrar sua ira, e não despertou todo o seu furor;

  39. 39

    [Porque] se lembrou de que eles eram carne, e [como] o vento, que vai, e não volta mais.

  40. 40

    Quantas vezes o provocaram no deserto, e o maltrataram na terra desabitada!

  41. 41

    Pois voltavam a tentar a Deus, e perturbavam ao Santo de Israel.

  42. 42

    Não se lembraram de sua mão, [nem] do dia em que os livrou do adversário.

  43. 43

    Como quando ele fez seus sinais no Egito, e seus atos maravilhosos no campo de Zoã.

  44. 44

    E transformou seus rios e suas correntes em sangue, para que não bebessem.

  45. 45

    Enviou entre eles variedades de moscas, que os consumiu; e rãs, que os destruíram.

  46. 46

    E deu suas colheitas ao pulgão, e o trabalho deles ao gafanhoto.

  47. 47

    Com saraiva destruiu suas vinhas, e suas figueiras-bravas com granizo.

  48. 48

    E entregou seu gado à saraiva; e seus animais a brasas ardentes.

  49. 49

    Mandou entre eles o ardor de sua ira: fúria, irritação e angústia, enviando mensageiros do mal.

  50. 50

    Ele preparou o caminho de sua ira; não poupou suas almas da morte, e entregou seus animais à peste.

  51. 51

    E feriu [mortalmente] a todo primogênito no Egito; as primícias nas forças nas tendas de Cam.

  52. 52

    E levou a seu povo como a ovelhas; e os guiou pelo deserto como a um rebanho.

  53. 53

    Ele os conduziu em segurança, e não temeram. O mar encobriu seus inimigos.

  54. 54

    E os trouxe até os limites de sua [terra] santa, até este monte, que sua mão direita adquiriu.

  55. 55

    E expulsou as nações de diante deles, e fez com que eles repartissem as linhas de sua herança, e fez as tribos de Israel habitarem em suas tendas.

  56. 56

    Porém eles tentaram e provocaram ao Deus Altíssimo; e não guardaram os testemunhos dele.

  57. 57

    E voltaram a ser [tão] infiéis como os seus pais; desviaram-se como um arco enganoso.

  58. 58

    E provocaram a ira dele com seus altares pagãos, e com suas imagens de escultura moveram-no de ciúmes.

  59. 59

    Deus ouviu [isto] , e se indignou; e rejeitou gravemente a Israel.

  60. 60

    Por isso ele abandonou o tabernáculo em Siló, a tenda que ele havia estabelecido como habitação entre as pessoas.

  61. 61

    E entregou o [símbolo] de seu poder em cativeiro, e sua glória na mão do adversário.

  62. 62

    E entregou seu povo à espada, e enfureceu-se contra sua herança.

  63. 63

    O fogo consumiu a seus rapazes, e suas virgens não tiveram músicas de casamento.

  64. 64

    Seus sacerdotes caíram à espada, e suas viúvas não lamentaram.

  65. 65

    Então o Senhor despertou como que do sono, como um homem valente que se exalta com o vinho.

  66. 66

    E feriu a seus adversários, para que recuassem, [e] lhes pôs como humilhação perpétua.

  67. 67

    Porém ele rejeitou a tenda de José, e não escolheu a tribo de Efraim.

  68. 68

    Mas escolheu a tribo de Judá, o monte de Sião, a quem ele amava.

  69. 69

    E edificou seu santuário como alturas; como a terra, a qual ele fundou para sempre.

  70. 70

    E ele escolheu a seu servo Davi; e o tomou dos apriscos de ovelhas.

  71. 71

    Ele o tirou de cuidar das ovelhas geradoras de filhotes, para que ele apascentasse ao seu povo Jacó; e à sua herança Israel.

  72. 72

    E ele os apascentou com um coração sincero, e os guiou com as habilidades de suas mãos.

Lucas 9

  1. 1

    [Jesus] convocou seus doze discípulos, e lhes deu poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curarem enfermidades.

  2. 2

    E os enviou para pregar o reino de Deus e para curar os enfermos.

  3. 3

    E disse-lhes: “Não tomeis nada convosco para o caminho: nem vara, nem bolsa, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas cada um.

  4. 4

    E em qualquer casa que entrardes, ficai ali, e dali saí.

  5. 5

    E a todo os que não vos receberem, quando sairdes daquela cidade, sacudi até o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles”.

  6. 6

    Então eles partiram, e percorreram todas as aldeias, anunciando o Evangelho, e curando em todos os lugares.

  7. 7

    E o tetrarca Herodes ouvia falar todas as coisas que ele fazia; e estava perplexo, porque alguns diziam que João tinha ressuscitado dos mortos;

  8. 8

    e outros, que Elias havia aparecido; e outros, que algum profeta dos antigos havia ressuscitado.

  9. 9

    E Herodes disse: “A João mandei degolar; quem, pois, é este, de quem tais coisas ouço?” E procurava vê-lo.

  10. 10

    E quando os apóstolos, voltaram, contaram [a Jesus] todas as coisas que tinham feito. Então ele os tomou consigo, e retirou-se à parte a um lugar deserto de uma cidade chamada Betsaida.

  11. 11

    E quando as multidões souberam, seguiram-no. Ele as recebeu, e lhes falava do Reino de Deus, e curava aos que precisavam de cura.

  12. 12

    E o dia já começava a declinar. Então os doze se aproximaram dele, e lhe disseram: “Despede a multidão, para irem aos lugares e aldeias ao redor, se agasalhem, e achem o que comer; porque aqui estamos em lugar deserto”.

  13. 13

    Mas ele lhes disse: “Dai-lhes vós de comer”. E eles disseram: “Não temos mais que cinco pães e dois peixes; a não ser se formos nós mesmos comprar de comer para todo este povo”.

  14. 14

    Porque havia ali quase cinco mil homens. Então disse aos seus discípulos: “Fazei-os se sentarem em grupos de cinquenta em cinquenta”.

  15. 15

    E assim procederam, fazendo todos se sentarem.

  16. 16

    Então ele tomou os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, abençoou-os e partiu-os, e os deu a seus discípulos, para [os] porem diante da multidão.

  17. 17

    E todos comeram, e saciaram-se; e levantaram doze cestos de pedaços que sobraram.

  18. 18

    E aconteceu que, quando ele estava orando só, e seus discípulos estavam com ele, que ele lhes perguntou: “Quem as multidões dizem que eu sou?”

  19. 19

    E eles responderam: “[Uns] , João Batista; outros, Elias; e outros, que algum dos profetas antigos ressuscitou”.

  20. 20

    E disse-lhes: “E vós, quem dizeis que eu sou?” E Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”.

  21. 21

    Então ele os alertou, e mandou-lhes que não dissessem a ninguém,

  22. 22

    dizendo: “É necessário que o Filho do homem sofra muitas coisas; que seja rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes, e pelos escribas; que seja morto, e que seja ressuscitado ao terceiro dia”.

  23. 23

    E dizia a todos: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia sua cruz, e siga- me.

  24. 24

    Pois quem quiser salvar sua vida a perderá; porém quem, por minha causa, perder a sua vida, esse a salvará.

  25. 25

    Porque, que aproveita para alguém ganhar o mundo todo, e perder ou prejudicar a si mesmo?

  26. 26

    Pois quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele o Filho do homem se envergonhará, quando vier na sua glória, e na do Pai, e dos santos anjos.

  27. 27

    E em verdade vos digo que, dentre os que aqui estão, há alguns que não experimentarão a morte, até que vejam o Reino de Deus”.

  28. 28

    E aconteceu que, quase oito dias depois dessas palavras, ele tomou consigo a Pedro, João, e a Jacó, e subiu ao monte para orar.

  29. 29

    E ele, enquanto estava orando, a aparência do seu rosto se transfigurou, e sua roupa [ficou] branca e brilhante.

  30. 30

    E eis que estavam falando com ele dois homens, que eram Moisés e Elias,

  31. 31

    os quais apareceram com glória, e falavam de sua partida, que estava para se cumprir em Jerusalém.

  32. 32

    Pedro e os que estavam com ele estavam cheios de sono; e quando despertaram, viram a glória dele, e aqueles dois homens que estavam com ele.

  33. 33

    E aconteceu que, quando eles estavam saíndo da presença dele, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos nós aqui. Façamos três tendas, uma para ti, uma para Moisés, e uma para Elias”, não sabendo o que dizia.

  34. 34

    E enquanto ele dizia isso, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e, quando entraram na nuvem, temeram.

  35. 35

    E veio uma voz da nuvem, que dizia: “Este é o meu Filho amado; a ele ouvi”.

  36. 36

    E, depois de terminada aquela voz, Jesus se encontrava só; e eles se calaram, e por aqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

  37. 37

    E aconteceu no dia seguinte que, descendo eles do monte, uma grande multidão lhe saiu ao encontro.

  38. 38

    E eis que um homem da multidão clamou: “Mestre, rogo-te que vejas a meu filho, que é o único que tenho,

  39. 39

    e eis que um espírito o toma, e de repente grita, e o convulsiona até espumar, e somente sai dele quando o maltrata severamente.

  40. 40

    E roguei aos teus discípulos que o exupulsassem, mas não conseguiram”.

  41. 41

    E Jesus respondeu: “Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei ainda convosco, e vos suportarei? Traze aqui teu filho”.

  42. 42

    E quando ainda vinha chegando, o demônio o derrubou, e o convulsionou. Porém Jesus repreendeu o espírito imundo, curou ao menino, e o devolveu ao seu pai.

  43. 43

    E todos ficaram perplexos com a grandeza de Deus. E enquanto todos se maravilhavam de tudo o que Jesus fazia, disse aos seus discípulos:

  44. 44

    “Ponde vós em vossos ouvidos estas palavras: que o Filho do homem será entregue nas mãos dos homens”.

  45. 45

    Mas eles não entendiam essa palavra, e era-lhes encoberta, para que não a compreendessem; e temiam perguntar-lhe sobre essa palavra.

  46. 46

    E levantou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior.

  47. 47

    Mas Jesus, conhecendo o pensamento de seus corações, pegou uma criança, e a pôs junto a si.

  48. 48

    Então disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome, a mim me recebe; e quem receber a mim, recebe o que me enviou; porque aquele que entre todos vós for o menor, esse será grande”.

  49. 49

    João respondeu: “Mestre, vimos um que em teu nome expulsava os demônios, e nós o proibimos, porque não segue conosco”.

  50. 50

    E Jesus lhe disse: “Não o proibais, porque quem não é contra nós, é por nós”.

  51. 51

    E aconteceu que, quando completaram-se os dias em que ele viria a ser recebido no alto, ele se determinou a ir para Jerusalém.

  52. 52

    E mandou mensageiros adiante de si; e eles se foram, e entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe fazerem os preparativos.

  53. 53

    Mas não o receberam, porque seu rosto demonstrava que ele ia para Jerusalém.

  54. 54

    Quando seus discípulos, Tiago e João, viram [isso] , disseram: “Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?”

  55. 55

    Porém ele se virou, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois.

  56. 56

    Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos seres humanos, mas sim para salvá-las.E foram para outra aldeia.

  57. 57

    E aconteceu que, enquanto eles iam pelo caminho, alguém lhe disse: “Senhor, eu te seguirei para onde quer que fores”.

  58. 58

    E Jesus lhe disse: “As raposas têm tocas, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do homem não tem onde deitar a cabeça”.

  59. 59

    E disse a outro: “Segue-me”. Porém ele disse: “Senhor, deixa-me que primeiro eu vá, e eu enterre meu pai”.

  60. 60

    Mas Jesus lhe disse: “Deixa os mortos enterrarem os seus próprios mortos; tu, porém, vai, e anuncia o reino de Deus”.

  61. 61

    E outro também disse: “Senhor, eu te seguirei; mas deixa-me primeiro despedir dos que estão em minha casa”.

  62. 62

    E Jesus lhe disse: “Ninguém que colocar a sua mão no arado e olhar para trás é apto para o reino de Deus”.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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