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1 Samuel 14 e Isaías 10

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1 Samuel 14

  1. 1

    E um dia aconteceu, que Jônatas filho de Saul disse a seu criado que lhe trazia as armas: Vem, e passemos à guarnição dos filisteus, que está a aquele lado. E não o fez saber a seu pai.

  2. 2

    E Saul estava no termo de Gibeá, debaixo de uma romãzeira que há em Migrom, e o povo que estava com ele era como seiscentos homens.

  3. 3

    E Aías filho de Aitube, irmão de Icabode, filho de Fineias, filho de Eli, sacerdote do SENHOR em Siló, levava o éfode; e não sabia o povo que Jônatas se houvesse ido.

  4. 4

    E entre os desfiladeiros por de onde Jônatas procurava passar à guarnição dos filisteus, havia um penhasco agudo da uma parte, e outro da outra parte; o um se chamava Bozez e o outro Sené:

  5. 5

    O um penhasco situado ao norte até Micmás, e o outro ao sul até Gibeá.

  6. 6

    Disse, pois, Jônatas a seu criado que lhe trazia as armas: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos: talvez fará o SENHOR por nós; que não é difícil ao SENHOR salvar com multidão ou com pouco número.

  7. 7

    E seu pajem de armas lhe respondeu: Faze tudo o que tens em teu coração: vai, que aqui estou contigo à tua vontade.

  8. 8

    E Jônatas disse: Eis que, nós passaremos aos homens, e nos mostraremos a eles.

  9. 9

    Se nos disserem assim: Esperai até que cheguemos a vós; então nos estaremos em nosso lugar, e não subiremos a eles.

  10. 10

    Mas se nos disserem assim: Subi a nós: então subiremos, porque o SENHOR os entregou em nossas mãos: e isto nos será por sinal.

  11. 11

    Mostraram-se, pois, ambos à guarnição dos filisteus, e os filisteus disseram: Eis que os hebreus, que saem das cavernas em que se haviam escondido.

  12. 12

    E os homens da guarnição responderam a Jônatas e a seu pajem de armas, e disseram: Subi a nós, e vos faremos saber uma coisa. Então Jônatas disse a seu pajem de armas: Sobe atrás mim, que o SENHOR os entregou na mão de Israel.

  13. 13

    E subiu Jônatas escalando com suas mãos e seus pés, e atrás dele seu pajem de armas; e os que caíam diante de Jônatas, seu pajem de armas que ia atrás dele os matava.

  14. 14

    Esta foi a primeira derrota, na qual Jônatas com seu pajem de armas, mataram como uns vinte homens no espaço de uma meia jeira.

  15. 15

    E houve tremor no acampamento e pelo campo, e entre toda a gente da guarnição; e os que haviam ido a fazer saques, também eles tremeram, e alvoroçou-se a terra: houve, pois, grande pânico.

  16. 16

    E as sentinelas de Saul viram desde Gibeá de Benjamim como a multidão estava perturbada, e ia de uma parte à outra, e era desfeita.

  17. 17

    Então Saul disse ao povo que tinha consigo: Reconhecei logo, e olhai quem tenha ido dos nossos. E depois de terem reconhecido, acharam que faltavam Jônatas e seu pajem de armas.

  18. 18

    E Saul disse a Aías: Traze a arca de Deus. Porque a arca de Deus estava então com os filhos de Israel.

  19. 19

    E aconteceu que estando ainda falando Saul com o sacerdote, o alvoroço que havia no campo dos filisteus se aumentava, e ia crescendo em grande maneira. Então disse Saul ao sacerdote: Detém tua mão.

  20. 20

    E juntando Saul todo o povo que com ele estava, vieram até o lugar da batalha: e eis que a espada de cada um era volta contra seu companheiro, e a mortandade era grande.

  21. 21

    E os hebreus que haviam estado com os filisteus de tempo antes, e haviam vindo com eles dos arredores ao acampamento, também estes se voltaram a ser com os israelitas que estavam com Saul e com Jônatas.

  22. 22

    Também todos os israelitas que se haviam escondido no monte de Efraim, ouvindo que os filisteus fugiam, eles também os perseguiram naquela batalha.

  23. 23

    Assim salvou o SENHOR a Israel aquele dia. E chegou o alcance até Bete-Áven.

  24. 24

    Porém os homens de Israel foram postos em apuros aquele dia; porque Saul havia conjurado ao povo, dizendo: Qualquer um que comer pão até a tarde, até que tenha tomado vingança de meus inimigos, seja maldito. E todo o povo não havia provado pão.

  25. 25

    E todo o povo daquela terra chegou a um bosque de onde havia mel na superfície do campo.

  26. 26

    Entrou, pois, o povo no bosque, e eis que o mel corria; mas ninguém havia que chegasse a mão à sua boca: porque o povo temia o juramento.

  27. 27

    Porém Jônatas não havia ouvido quando seu pai conjurou ao povo, e estendeu a ponta de uma vara que trazia em sua mão, e molhou-a em um favo de mel, e chegou sua mão a sua boca; e seus olhos se iluminaram.

  28. 28

    Então falou um do povo, dizendo: Teu pai conjurou expressamente ao povo, dizendo: Maldito seja o homem que comer hoje alimento. E o povo desfalecia.

  29. 29

    E Jônatas respondeu: Meu pai perturbou esta terra. Vede agora como foram aclarados meus olhos, por haver provado um pouco deste mel;

  30. 30

    Quanto mais se o povo houvesse hoje comido do despojo de seus inimigos que achou? não se haveria feito agora maior estrago nos filisteus?

  31. 31

    E feriram aquele dia aos filisteus desde Micmás até Aijalom: mas o povo se cansou muito.

  32. 32

    Tornou-se, portanto, o povo ao despojo, e tomaram ovelhas e vacas e bezerros, e mataram-nos em terra, e o povo comeu com sangue.

  33. 33

    E dando-lhe disso aviso a Saul, disseram-lhe: O povo peca contra o SENHOR comendo com sangue. E ele disse: Vós cometestes transgressão; rolai-me agora aqui uma grande pedra.

  34. 34

    E Saul voltou a dizer: Espalhai-vos pelo povo, e dizei-lhes que me tragam cada um sua vaca, e cada qual sua ovelha, e degolai-os aqui, e comei; e não pecareis contra o SENHOR comendo com sangue. E trouxe todo o povo cada qual por sua mão sua vaca aquela noite, e ali degolaram.

  35. 35

    E edificou Saul altar ao SENHOR, o qual altar foi o primeiro que edificou ao SENHOR.

  36. 36

    E disse Saul: Desçamos de noite contra os filisteus, e os saquearemos até a manhã, e não deixaremos deles ninguém. E eles disseram: Faze o que bem te parecer. Disse logo o sacerdote: Acheguemo-nos aqui a Deus.

  37. 37

    E Saul consultou a Deus: Descerei atrás dos filisteus? os entregarás em mão de Israel? Mas o SENHOR não lhe deu resposta aquele dia.

  38. 38

    Então disse Saul: Achegai-vos aqui todos os principais do povo; e sabei e olhai por quem foi hoje este pecado;

  39. 39

    Porque vive o SENHOR, que salva a Israel, que se for em meu filho Jônatas, ele morrerá de certo. E não houve em todo o povo quem lhe respondesse.

  40. 40

    Disse logo a todo Israel: Vós estareis a um lado, e eu e Jônatas meu filho estaremos a outro lado. E o povo respondeu a Saul: Faze o que bem te parecer.

  41. 41

    Então disse Saul ao SENHOR Deus de Israel: Dá perfeição. E foram tomados Jônatas e Saul, e o povo saiu livre.

  42. 42

    E Saul disse: Lançai sorte entre mim e Jônatas meu filho. E foi tomado Jônatas.

  43. 43

    Então Saul disse a Jônatas: Declara-me que fizeste. E Jônatas se o declarou, e disse: Certo que provei com a ponta da vara que trazia em minha mão, um pouco de mel: e eis que ei de morrer?

  44. 44

    E Saul respondeu: Assim me faça Deus e assim me acrescente, que sem dúvida morrerás, Jônatas.

  45. 45

    Mas o povo disse a Saul: Há, pois, de morrer Jônatas, o que fez esta salvação grande em Israel? Não será assim. Vive o SENHOR, que não há de cair um cabelo de sua cabeça em terra, pois que operou hoje com Deus. Assim livrou o povo a Jônatas, para que não morresse.

  46. 46

    E Saul deixou de perseguir aos filisteus; e os filisteus se foram a seu lugar.

  47. 47

    E ocupando Saul o reino sobre Israel, fez guerra a todos seus inimigos ao redor: contra Moabe, contra os filhos de Amom, contra Edom, contra os reis de Zobá, e contra os filisteus: e a de onde quer que se voltava era vencedor.

  48. 48

    E reuniu um exército, e feriu a Amaleque, e livrou a Israel da mão dos que lhe roubavam.

  49. 49

    E os filhos de Saul foram Jônatas, Isvi, e Malquisua. E os nomes de suas duas filhas eram, o nome da mais velha, Merabe, e o da mais nova, Mical.

  50. 50

    E o nome da mulher de Saul era Ainoã, filha de Aimaás. E o nome do general de seu exército era Abner, filho de Ner tio de Saul.

  51. 51

    Porque Quis pai de Saul, e Ner pai de Abner, foram filhos de Abiel.

  52. 52

    E a guerra foi forte contra os filisteus todo o tempo de Saul; e a qualquer um que Saul via homem valente e homem de esforço, juntava-lhe consigo.

Isaías 10

  1. 1

    Ai dos que decretam ordenanças injustas, e dos que escribas que escrevem coisas opressivas,

  2. 2

    Para afastarem aos pobres de seu direito, e para tomarem o direito dos pobres de meu povo; para despojarem as viúvas, e para roubarem aos órfãos.

  3. 3

    Mas que fareis no dia da visitação e da assolação, [que] virá de longe? A quem recorrereis por socorro? E onde deixareis vossa glória?

  4. 4

    [Nada podem fazer] ,a não ser se abaterem entre os presos, e caírem entre os mortos. Com tudo isto, sua ira não cessará, e sua mão ainda está estendida.

  5. 5

    Ai da Assíria, a vara de minha ira; porque minha indignação é pão em suas mãos.

  6. 6

    Eu a enviarei contra um povo corrompido, e lhe darei ordem contra um povo do qual me enfureço; para que roube ao roubo, e despoje ao despojo, e para que o pisem como a lama das ruas;

  7. 7

    Ainda que ela não pense assim, nem pretenda isso seu coração; em vez disso, [deseja] em seu coração destruir e eliminar não poucas nações.

  8. 8

    Pois diz: Por acaso os meus generais, não são todos eles reis?

  9. 9

    Não é Calno como Carquemis? Não é Hamate como Arpade? Não é Samaria como Damasco?

  10. 10

    Assim como minha mão tomou aos reinos dos ídolos, cujas imagens eram melhores que Jerusalém e as de Samaria,

  11. 11

    Por acaso não farei eu a Jerusalém e a seus ídolos da mesma maneira que fiz a Samaria e a seus ídolos?

  12. 12

    Porque acontecerá que, quando o Senhor tiver acabado toda sua obra no monte de Sião em Jerusalém, então: Visitarei [para castigar] o fruto da arrogância da rei da Assíria e a pompa do orgulho de seus olhos.

  13. 13

    Pois ele diz: Fiz [isso] com a força de minha mão e com minha sabedoria, pois sou esperto; e tirei as fronteiras dos povos, e roubei seus bens, e como guerreiro abati aos moradores.

  14. 14

    E minha mão tomou as riquezas dos povos como a um ninho; e como se juntam ovos abandonados, assim eu juntei toda a terra; e não houve quem movesse asa, ou abrisse boca, ou fizesse ruído.

  15. 15

    Por acaso o machado se glorificará contra aquele que com ele corta? Ou a serra se engrandecerá contra aquele que a manuseia? [Seria] como se fosse o bastão que movesse aos que o levantam, como se a vara fosse capaz de levantar, [como se ela] não [fosse apenas] madeira.

  16. 16

    Por isso o Senhor DEUS dos exércitos enviará magreza entre seus gordos; e em lugar de sua glória ele inflamará um incêndio, como um incêndio de fogo.

  17. 17

    E a Luz de Israel virá a ser fogo, e seu Santo, labareda, que queima e consome seus espinhos e seus cardos em um dia.

  18. 18

    Também consumirá a glória de sua floresta, e de seu campo fértil, desde a alma até a carne; e será como quando um doente se definha.

  19. 19

    E o resto das árvores de sua floresta será tão pouco em número, que um menino será capaz de contá-las.

  20. 20

    E acontecerá naquele dia, que os restantes de Israel e os que escaparam da casa de Jacó nunca mais confiarão naquele que os feriu; ao invés disso, confiarão verdadeiramente no SENHOR, o Santo de Israel.

  21. 21

    Os restantes se converterão, os restantes de Jacó, ao Deus Forte.

  22. 22

    Porque ainda que teu povo, ó Israel, seja como a areia do mar, [apenas] o restante dele se converterá; a destruição já está decretada, transbordante em justiça.

  23. 23

    Pois a destruição que foi decretada, o Senhor DEUS dos exércitos a executará no meio de toda a terra.

  24. 24

    Por isso assim diz o Senhor DEUS dos exércitos: Não temas, povo meu, que habita em Sião, ao assírio, quando te ferir com vara, e contra ti levantar seu bastão da maneira dos egípcios.

  25. 25

    Pois em breve se completará a indignação e a minha ira, para os consumir.

  26. 26

    Pois o SENHOR dos exércitos levantará um açoite contra ele, como a matança de Midiã junto à rocha de Orebe; e sua vara [estará] sobre o mar, a qual ele levantará da maneira [que ele fez] aos egípcios.

  27. 27

    E acontecerá naquele dia, que sua carga será tirada de teu ombro, e seu jugo de teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção.

  28. 28

    Eles, [os assírios] ,chegaram a Aiate, passaram por Migrom, em Micmás puseram seus instrumentos.

  29. 29

    Passaram o vau, se abrigaram em Geba. Ramá está tremendo, Gibeá de Saul está fugindo.

  30. 30

    Grita com tua voz, ó filha de Galim! Ouve, Laís! Pobre de ti, Anatote!

  31. 31

    Madmena foge; os moradores de Gebim procuram refúgios.

  32. 32

    Ainda hoje parará em Nobe; moverá sua mão [contra] o monte da Filha de Sião, o morro de Jerusalém.

  33. 33

    Eis que o Senhor DEUS dos exércitos cortará os galhos com violência; e os de alta estatura serão cortados, e os elevados serão abatidos.

  34. 34

    E cortará os emaranhados da floresta com machado de ferro; e o Líbano cairá pelo Grandioso.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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