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Daniel 4 e Atos 7

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Daniel 4

  1. 1

    O rei Nabucodonosor, a todos os povos, nações, e línguas, que moram em toda a terra: paz vos seja multiplicada;

  2. 2

    Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que o Deus altíssimo fez comigo.

  3. 3

    Como são grandes os seus sinais, e como são poderosas as suas maravilhas! O reino dele é um reino eterno, e seu domínio de geração em geração.

  4. 4

    Eu, Nabucodonosor, estava tranquilo em minha casa, e próspero em meu palácio.

  5. 5

    Eu vi um sonho que me espantou; e as imaginações em minha cama e as visões da minha cabeça me perturbaram.

  6. 6

    Por isso eu fiz um decreto para que trouxessem diante de mim todos os sábios da Babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho.

  7. 7

    Então vieram magos, astrólogos, caldeus, e adivinhos; e eu disse o sonho diante deles, mas não conseguiram me mostrar sua interpretação.

  8. 8

    Porém por fim veio diante de mim Daniel, cujo nome é Beltessazar, segundo o nome de meu deus; e em [Daniel] há o espírito dos deuses santos. Então eu disse o sonho diante dele:

  9. 9

    Beltessazar, príncipe dos magos, de quem eu sei que há em ti espírito dos deuses santos, e que nenhum mistério é difícil para ti, dize-me as visões de meu sonho que eu vi, e sua interpretação.

  10. 10

    Estas foram as visões de minha cabeça em minha cama: eu estava vendo, e eis uma árvore grande em altura, no meio da terra.

  11. 11

    Esta árvore crescia, e se fortalecia; sua altura chegava até o céu, e podia ser vista até dos confins de toda a terra.

  12. 12

    Sua folhagem era bela, seu fruto abundante, e havia nela alimento para todos. Debaixo dela os animais do campo achavam sombra, em seus ramos as aves do céu faziam morada, e todos os seres se alimentavam dela.

  13. 13

    Eu estava vendo nas visões de minha cabeça em minha cama, e eis que um vigilante e santo descia do céu.

  14. 14

    Ele gritava fortemente e dizia assim: Cortai a árvore, e podai seus ramos; derrubai sua folhagem, e dispersai seu fruto; fujam os animais debaixo dela, e as aves de seus ramos.

  15. 15

    Porém deixai o tronco [com] suas raízes na terra, e com correntes de ferro e de bronze na erva do campo; e seja molhado com o orvalho do céu, e sua parte seja com os animais na grama da terra.

  16. 16

    Seu coração seja mudado, para que não seja coração de homem, e seja-lhe dado um coração de animal; e passem sobre ele sete tempos.

  17. 17

    Esta sentença é por decreto dos vigilantes, esta exigência pela palavra dos santos; para que os viventes saibam que o Altíssimo tem o domínio dos reinos humanos, e ele os dá a quem ele quer, e constitui sobre eles até o mais inferior dos seres humanos.

  18. 18

    Este foi o sonho que eu, o rei Nabucodonosor, vi. Tu, pois, Beltessazar, dize a interpretação, porque todos os sábios do meu reino não puderam me revelar sua interpretação; mas tu podes, porque há em ti o espírito dos deuses santos.

  19. 19

    Então Daniel, cujo nome era Beltessazar, ficou atônito por um certo tempo, e seus pensamentos o espantavam. O rei falou: Beltessazar, não fiques espantado com o sonho nem com sua interpretação. Beltessazar respondeu: Meu senhor, que o sonho seja para os que te odeiam, e sua interpretação para teus inimigos.

  20. 20

    A árvore que viste, que crescera e se fizera forte, cuja altura chegava até o céu, e podia ser vista por toda a terra,

  21. 21

    Cuja folhagem era formosa, seu fruto abundante, e em que havia alimento para todos; debaixo da qual moravam os animais do campo, e em seus ramos habitavam as aves do céu,

  22. 22

    Ela és tu, ó rei, que cresceste, e te fizeste forte; pois tua grandeza cresceu, e chegou até o céu; e teu domínio até o fim da terra.

  23. 23

    E quanto ao que o rei viu, um vigilante e santo que descia do céu, e dizia: Cortai a árvore e destruí-a; mas o tronco [com] suas raízes deixai na terra, com correntes de ferro e de bronze na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e sua parte seja com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos,

  24. 24

    Esta é a interpretação, ó rei; esta é a sentença do Altíssimo, que virá sobre o rei, meu senhor:

  25. 25

    Expulsar-te-ão dentre os homens, e tua morada será com os animais do campo; serás alimentado com erva como aos bois, e serás molhado com orvalho do céu; e sete tempos passarão sobre ti, até que entendas que o Altíssimo tem o domínio sobre os reinos humanos, e ele os dá a quem ele quer.

  26. 26

    E quanto ao que foi dito, que deixassem o tronco [com] das raízes da árvore, significa que teu reino se te será restabelecido, depois que tiveres entendido que o céu reina.

  27. 27

    Portanto, ó rei, aceita meu conselho, e desfaze teus pecados por meio da justiça, e tuas maldades por meio da misericórdia para com os pobres; para que talvez haja uma prolongamento de tua paz.

  28. 28

    Tudo isso veio sobre o rei Nabucodonosor;

  29. 29

    [Pois] ao fim de doze meses, enquanto passeava sobre o palácio real da Babilônia,

  30. 30

    O rei falou: Não é esta a grande Babilônia, que eu edifiquei para ser a capital do reino, com a força de meu poder, e para a glória de minha majestade?

  31. 31

    Enquanto a palavra ainda estava na boca do rei, uma voz caiu do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: perdeste o teu reino,

  32. 32

    E te expulsarão dentre os homens. Tua morada será com os animais do campo, e com erva serás alimentado, como os bois; e sete tempos passarão sobre ti, até que entendas que o Altíssimo tem o domínio dos reinos dos homens, e ele os dá a quem ele quer.

  33. 33

    Na mesma hora a palavra se cumpriu sobre Nabucodonosor, e foi lançado dentre os homens. Ele passou a comer erva como os bois, e seu corpo foi molhado com o orvalho do céu, até que seu pelo cresceu como [as penas] da águia, e suas unhas como [as garras] das aves.

  34. 34

    Mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor levantei meus olhos ao céu, e meu entendimento voltou a mim; então eu bendisse ao Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é eterno, e seu reino de geração em geração.

  35. 35

    E todos os moradores da terra são contados como nada; e ele faz no exército do céu, e nos habitantes da terra segundo sua vontade; ninguém há que possa deter sua mão, e lhe dizer: Que fazes?

  36. 36

    No mesmo tempo meu entendimento voltou a mim, e a dignidade do meu reino, minha majestade e meu resplendor voltaram a mim; e meus conselheiros e meus grandes me buscaram; e eu fui restabelecido em meu reino, e maior glória me foi acrescentada.

  37. 37

    Agora eu, Nabucodonosor louvo, exalto e glorifico ao Rei do céu, porque todas as suas obras são verdade, e seus caminhos juízo; e ele pode humilhar aos que andam com arrogância.

Atos 7

  1. 1

    E disse o chefe dos sacerdotes: Por acaso é isto assim?

  2. 2

    E ele disse: Homens irmãos e pais, ouvi: o Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando ele na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã;

  3. 3

    E disse-lhe: Sai de tua terra, e de tua parentela, e vem a terra que eu te mostrarei.

  4. 4

    Então ele saiu da terra dos caldeus, [e] habitou em Harã. E dali, depois que morreu seu pai, ele partiu para esta terra, em que agora vós habitais.

  5. 5

    E [Deus] não lhe deu herança nela, nem mesmo a pegada de um pé; mas prometeu que a daria a ele em propriedade, e a sua semente depois dele, não tendo ele filho [ainda] .

  6. 6

    E Deus falou assim: Tua semente será peregrina em terra alheia, e a escravizarão, e a maltratarão [por] quatrocentos anos.

  7. 7

    E à nação a quem eles servirem, eu a julgarei, (disse Deus). E depois disso eles sairão, e me servirão neste lugar.

  8. 8

    E ele lhe deu o pacto da circuncisão; e assim gerou a Isaque, e o circuncidou ao oitavo dia; e Isaque [gerou] a Jacó, e Jacó aos doze patriarcas.

  9. 9

    E os patriarcas, tendo inveja [de] José, venderam [-no] ao Egito; mas Deus era com ele.

  10. 10

    E o livrou de todas as suas aflições, e lhe deu graça e sabedoria diante de Faraó, rei do Egito; e o pôs [por] governador sobre o Egito, e toda a sua casa.

  11. 11

    E veio fome sobre toda a terra do Egito e de Canaã, e grande aflição; e nossos pais não achavam alimentos.

  12. 12

    Mas Jacó, ao ouvir que havia cereal no Egito, ele enviou nossos pais a primeira vez.

  13. 13

    E na segunda [vez] ,José foi reconhecido pelos seus irmãos, e a família de José foi conhecia por Faraó.

  14. 14

    E José mandou chamar a seu pai Jacó, e toda a sua parentela, setenta e cinco almas.

  15. 15

    E Jacó desceu ao Egito, e morreu; ele, e nossos pais;

  16. 16

    E foram levados a Siquém, e postos na sepultura que Abraão, por uma quantia em dinheiro, tinha comprado dos filhos de Emor, [pai] de Siquém.

  17. 17

    Mas quando chegou perto o tempo da promessa que Deus tinha prometido a Abraão, o povo cresceu e se multiplicou no Egito.

  18. 18

    Até que se levantou outro rei, que não tinha conhecido a José.

  19. 19

    Este, usando de astúcia para com nossa parentela, maltratou a nossos pais, até fazendo com que eles rejeitassem suas crianças, para que não sobrevivessem.

  20. 20

    Naquele tempo nasceu Moisés, e ele era muito formoso para Deus, e ele foi criado por três meses na casa de seu pai.

  21. 21

    E tendo sido abandonado, a filha de Faraó o tomou, e o criou para si como filho.

  22. 22

    E Moisés foi instruído em toda a sabedoria dos egípcios; e era poderoso em palavras e ações.

  23. 23

    E quando lhe foi completado o tempo de quarenta anos [de idade] , veio ao seu coração [o desejo] de visitar a seus irmãos, os filhos de Israel.

  24. 24

    E vendo um [deles] sofrendo injustamente, defendeu [-o] , e vingou pelo que tinha sido oprimido, matando ao egípcio.

  25. 25

    E ele pensava que seus irmãos tivessem entendido que Deus ia lhes dar liberdade por meio da mão dele; mas eles não entenderam.

  26. 26

    E no dia seguinte, estando [uns deles] lutando, ele foi visto por eles, e ordenou-lhes [fazerem] as pazes, dizendo: Homens, vós sois irmãos, por que fazeis mal um ao outro?

  27. 27

    Mas aquele que maltratava a seu próximo empurrou-o, dizendo: Quem te pôs por chefe e juiz sobre nós?

  28. 28

    Queres tu [também] matar a mim, assim como ontem mataste ao egípcio?

  29. 29

    E com esta palavra Moisés fugiu, e foi peregrino na terra de Midiã, onde ele gerou dois filhos.

  30. 30

    E completados quarenta anos, um anjo do Senhor lhe apareceu no deserto do monte Sinai, em uma sarça inflamada.

  31. 31

    Moisés, ao ver [isso] ,maravilhou-se da visão; e ao aproximar-se para ver, veio até ele a voz do Senhor,

  32. 32

    [Dizendo] : Eu [sou] o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés, estando tremendo, não ousava olhar com atenção.

  33. 33

    E o Senhor lhe disse: Descalça-te as sandálias de teus pés, porque o lugar em que estás é terra santa.

  34. 34

    Eu tenho visto com atenção a aflição de meu povo que [está] no Egito, e ouvi o gemido deles, e eu desci para livrá-los; então vem agora, eu te enviarei ao Egito.

  35. 35

    A este Moisés, ao qual tinham negado, dizendo: Quem te pôs por chefe e juiz, A este Deus enviou por chefe e libertador, pela mão do anjo que lhe apareceu na sarça.

  36. 36

    Este os levou para fora, fazendo milagres e sinais na terra do Egito, e no mar Vermelho, e no deserto, [por] quarenta anos.

  37. 37

    Este é o Moisés que disse aos filhos de Israel: O Senhor, vosso Deus, vos levantará um profeta dentre vossos irmãos, como a mim; a ele ouvireis.

  38. 38

    Este é aquele que esteve na congregação [do povo] no deserto com o anjo que tinha lhe falado no monte Sinai, e [com] nossos pais; o qual recebeu as palavras vivas, para dar a nós;

  39. 39

    Ao qual nossos pais não quiseram obedecer; mas [o] rejeitaram, e seus corações voltaram ao Egito;

  40. 40

    Ao dizerem a Arão: Faz-nos deuses, que irão adiante de nós; porque [quanto a] este Moisés, que nos levou para fora da terra do Egito, nós não sabemos o que aconteceu com ele.

  41. 41

    E naqueles dias eles fizeram o bezerro, o ofereceram sacrifício ao ídolo, e se alegraram nas obras de suas [próprias] mãos.

  42. 42

    E Deus se afastou[deles] , e os entregou, para que servissem ao exército do céu, como está escrito no livro dos profetas: Ó casa de Israel, acaso foi a mim que oferecestes animais sacrificados, e ofertas no deserto por quarenta anos?

  43. 43

    Porém tomastes [para si] a tenda de Moloque, e a estrela de vosso Deus Renfã, figuras que vós fizeste para adorá-las; e eu [por isso] vos expulsarei para além da Babilônia.

  44. 44

    No deserto estava entre nossos pais o Tabernáculo do testemunho, assim como ele tinha ordenado, falando a Moisés, que o fizesse segundo o modelo que tinha visto.

  45. 45

    O qual, recebendo [-o] também nossos Pais, eles levaram com Josué para a possessão dos gentios que Deus expulsou diante de nossos Pais, até os dias de Davi;

  46. 46

    O qual foi do agrado diante de Deus, e pediu para achar um tabernáculo para o Deus de Jacó.

  47. 47

    E Salomão lhe construiu uma casa.

  48. 48

    Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos, assim como o profeta diz:

  49. 49

    O céu é o meu trono, e a terra [é] o estrado dos meus pés; que casa vós construireis para mim?, diz o Senhor; ou Qual é o lugar do meu repouso?

  50. 50

    Por acaso não [foi] minhão mão [que] fez todas estas coisas?

  51. 51

    Vós, obstinados e incircuncisos de coração e de ouvidos! Vós sempre resistis ao Espírito Santo! Tal como vossos pais [foram] , assim também [sois] vós!

  52. 52

    Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? E eles mataram a todos os que anunciaram com antecedência a vinda do Justo, do qual agora vós tendes sido traidores e homicidas;

  53. 53

    Que recebestes a Lei por ordem de anjos, e não [a] guardastes.

  54. 54

    Eles, ao ouvirem estas coisas, retalharam-se de raiva em seus corações, e rangiam os dentes contra ele.

  55. 55

    Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, olhando firmemente para o céu, viu à glória de Deus, e a Jesus, que estava à direita de Deus.

  56. 56

    E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está a direita de Deus!

  57. 57

    Mas eles, clamando com alta voz, taparam seus próprios ouvidos, e correram juntos contra ele;

  58. 58

    E, lançando [-o] fora da cidade, [o] apedrejaram; e as testemunhas puseram as roupas deles junto aos pés de um rapaz chamado Saulo.

  59. 59

    E apedrejaram a Estêvão, que estava clamando e dizendo: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.

  60. 60

    E pondo-se de joelhos, clamou com alta voz: Senhor, não os culpes por este pecado.E tendo dito isto, morreu.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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