Daniel 9 e Atos 6
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Daniel 9
- 1
No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi posto por rei sobre o reino dos caldeus;
- 2
No primeiro ano de seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros o número de anos, dos quais o SENHOR falara ao profeta Jeremias, que havia de acabar a assolação de Jerusalém, era setenta anos.
- 3
Então dirigi meu rosto ao Senhor Deus, para [o] buscar com oração e rogos, em jejum, saco, e cinza.
- 4
E orei ao SENHOR meu Deus, e declarei, dizendo: Ó Senhor, Deus grande e temível, que guarda o pacto e a misericórdia com os que o amam e guardam seus mandamentos;
- 5
Nós pecamos, cometemos maldade; agimos perversamente, e fomos rebeldes, por termos nos desviado de teus mandamentos e de teus juízos.
- 6
Não demos ouvido a teus servos, os profetas, que em teu nome falaram a nossos reis, nossos príncipes, nossos pais, e a todo o povo da terra.
- 7
A ti, Senhor, pertence a justiça, mas a nós a vergonha de rosto, tal como hoje [estamos] ,todo homem de Judá, os moradores de Jerusalém, e todo Israel, os de perto e os de longe, em todas as terras para onde os tens lançado por causa de sua transgressão com que transgrediram contra ti.
- 8
Ó SENHOR, a nós [pertence] a vergonha de rosto, a nossos reis, nossos príncipes, e nossos pais; porque contra ti pecamos.
- 9
Ao SENHOR nosso Deus, pertence a misericórdia e os perdões, ainda que contra ele tenhamos nos rebelado;
- 10
E não obedecemos à voz do SENHOR nosso Deus, para andar em suas leis, as quais ele nos deu por meio de seus servos os profetas.
- 11
E todo Israel transgrediu tua lei, desviando-se para não ouvir tua voz; por isso a maldição, e o juramento que está escrito na lei de Moisés, servo de Deus, foram derramados sobre nós; porque contra ele pecamos.
- 12
E ele confirmou sua palavra que falou sobre nós, e sobre nossos juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós tão grande mal, que nunca havia sido feito debaixo do céu como o que foi feito em Jerusalém.
- 13
Assim como está escrito na Lei de Moisés, todo aquele mal veio sobre nós; contudo não suplicamos à face do SENHOR nosso Deus, para nos convertermos de nossas maldades, e entender a tua verdade.
- 14
O SENHOR vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós; porque justo é o SENHOR nosso Deus em todas suas obras que fez; pois não obedecemos a sua voz.
- 15
Agora pois, ó Senhor nosso Deus, que tiraste teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e fizeste famoso o teu nome até hoje; temos pecado, agimos com maldade.
- 16
Ó Senhor, segundo todas tuas justiças, desvie agora tua ira e teu furor de sobre a tua cidade Jerusalém, teu santo monte; pois por causa de nossos pecados, e pela maldades de nossos pais, Jerusalém e teu povo foram humilhados por todos os que estão ao nosso redor.
- 17
Agora pois, ó Deus nosso, ouve a oração de teu servo, e suas súplicas, e faze que teu rosto resplandeça sobre teu santuário assolado, por causa do Senhor.
- 18
Inclina, ó Deus meu, teus ouvidos, e ouve; abre teus olhos, e olha para nossas assolações, e para a cidade que é chamada pelo teu nome; pois não apresentamos nossas súplicas diante de ti [confiando] em nossas justiças, mas sim em tuas muitas misericórdias.
- 19
Ouve, Senhor; ó Senhor, perdoa; presta atenção, Senhor, e faze sem demorar, por causa de ti mesmo, Deus meu; pois a tua cidade e teu povo são chamados pelo teu nome.
- 20
Enquanto eu ainda estava falando e orando, e confessando meu pecado e o pecado de meu povo Israel, e apresentando minha súplica diante do SENHOR meu Deus, pelo monte santo de meu Deus;
- 21
Estava eu falando em oração, e aquele varão Gabriel, ao qual eu tinha visto em visão antes, veio voando apressadamente, e me tocou cerca da hora do sacrifício da tarde.
- 22
E [me] explicou, e falou comigo, dizendo: Daniel, agora saí para te fazer entender o sentido.
- 23
No princípio de tuas súplicas a palavra saiu, e eu vim para te declarar, pois tu és muito querido. Considera, pois a palavra, e entende a visão.
- 24
Setenta semanas estão determinadas sobre teu povo e sobre tua santa cidade, para acabar a transgressão, para encerrar o pecado, para expiar a maldade, e para trazer a justiça eterna; para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos
- 25
Sabe pois e entendas: desde a saída da palavra para restaurar e edificar a Jerusalém até o Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; voltará a ser construída com praças e muro, porém em tempos angustiosos.
- 26
E depois das sessenta e duas semanas o Messias será exterminado, e nada terá para si; e o povo do príncipe que virá destruirá à cidade e o santuário; o fim dela será com inundação, e até o fim da guerra estão determinadas assolações.
- 27
E firmará um pacto com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de alimentos; depois sobre a asa das abominações será o assolador, e isto até que seja derramado o fim determinado sobre o assolador.
Atos 6
- 1
Naqueles dias, ao se multiplicar [o número] de discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, de que suas viúvas estavam sendo desprezadas no serviço diário [de entrega de comida] .
- 2
E os doze, chamando à multidão dos discípulos, disseram: Não é bom que nós deixemos a palavra de Deus para servirmos às mesas.
- 3
Portanto, irmãos, buscai sete homens dentre vós, de quem haja [bom] testemunho, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre esta importante tarefa.
- 4
Nós, porém, perseveraremos na oração e no serviço da palavra.
- 5
E esta palavra foi do agrado diante de toda a multidão, e escolheram a Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, Prócoro, Nicanor, Timom, Parmenas e a Nicolão, o prosélito de Antioquia.
- 6
Aos quais se apresentaram diante dos apóstolos; e eles, orando, puseram as mãos sobre eles.
- 7
E a palavra de Deus crescia, e o número dos discípulos se multiplicava muito em Jerusalém; e grande multidão dos sacerdotes obedecia à fé.
- 8
E Estêvão, cheio de fé e poder, fazia milagres e grandes sinais entre o povo.
- 9
E levantaram-se alguns da sinagoga, [que era] chamada [sinagoga] dos libertos, cireneus, e alexandrinos, e dos [que eram] da Cilícia, e da Ásia, e discutiam contra Estêvão.
- 10
E eles não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava.
- 11
Então eles subornaram a uns homens, [para que] dissessem: Nós o ouvimos falando palavras blasfemas contra Moisés e [contra] Deus.
- 12
E incitaram ao povo, aos anciãos e aos escribas; e vieram sobre [Estêvão] , e o detiveram, e o levaram ao supremo conselho.
- 13
E apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não para de falar palavras blasfemas contra este santo lugar, e [contra] a Lei.
- 14
Porque nós o ouvimos dizer que este Jesus Nazareno vai destruir este lugar, e mudar os costumes que Moisés nos entregou.
- 15
Então todos os que estavam sentados no supremo conselho, observando-o com atenção, viram o rosto dele como de um anjo.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).