Esdras 4 e Daniel 9
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Esdras 4
- 1
Quando, pois, os adversários de Judá e de Benjamim, ouviram que os que tinham vindo do cativeiro estavam edificando o templo ao SENHOR, Deus de Israel,
- 2
chegaram-se a Zorobabel, e aos chefes das famílias, e lhes disseram: Deixai-nos edificar convosco, porque assim como vós, buscaremos ao vosso Deus, como também já sacrificamos a ele desde os dias de Esar-Hadom, rei da Assíria, que nos fez subir até aqui.
- 3
Porém Zorobabel, Jesua, e os demais chefes das famílias de Israel lhes disseram: Não nos convém edificar convosco casa a nosso Deus; mas somente nós a edificaremos ao SENHOR, Deus de Israel, como nos mandou o rei Ciro, rei da Pérsia.
- 4
Todavia o povo da terra desencorajava o povo de Judá, e os perturbava, para que não edificassem.
- 5
E subornaram contra eles conselheiros para frustrarem sua intenção, todos os dias de Ciro rei da Pérsia, e até o reinado de Dario, rei da Pérsia.
- 6
E sob o reinado de Assuero, no princípio de seu reinado, escreveram uma acusação contra os moradores de Judá e de Jerusalém.
- 7
E nos dias de Artaxerxes, Bislão, Mitridate, Tabeel, e os demais seus companheiros, escreveram a Artaxerxes rei da Pérsia; e o escrito da carta estava feito em siríaco, e composto em siríaco.
- 8
Reum o comandante, e Sinsai o escrivão, escreveram uma carta contra Jerusalém ao rei Artaxerxes, conforme o seguinte:
- 9
Reum, o comandante, e Sinsai secretário, e os demais seus companheiros, os dinaítas, os arfasaquitas, tarpelitas, arfasitas, os arquevitas, os babilônios, susanquitas, deavitas, e elamitas;
- 10
E os demais povos que o grande e famoso Asnapar transportou, e fez habitar nas cidades de Samaria, e os demais da região dalém do rio.
- 11
Este é o teor da carta que enviaram: Ao rei Artaxerxes. De teus servos dalém do rio.
- 12
Seja conhecido do rei que os judeus que subiram de ti a nós, vieram a Jerusalém; e edificam aquela cidade rebelde e má, e estão restaurando [seus] muros; e reparado [seus] fundamentos.
- 13
Seja agora conhecido do rei, que se aquela cidade for reconstruída, e os muros forem restaurados, os tributos, taxas, e impostos não serão pagos, e o patrimônio real será prejudicado.
- 14
Visto que somos assalariados pelo palácio, não nos convém ver a desonra do rei; por isso mandamos informar ao rei;
- 15
Para que se busque no livro das crônicas de teus pais; e acharás no livro das crônicas, e saberás que aquela cidade foi uma cidade rebelde, prejudicial aos reis e às províncias, e que nela desde antigamente fizeram rebeliões; por isso aquela cidade foi arruinada.
- 16
Por isso informamos ao rei que, se aquela cidade for reconstruída, e seus muros restaurados, a parte além do rio não será tua.
- 17
[Então] o rei enviou [esta] resposta a Reum, o comandante, e a Sinsai, o escrivão, e aos demais de seus companheiros que habitam em Samaria, como também aos demais da parte além do rio: Paz.
- 18
A carta que nos enviastes foi lida claramente diante de mim.
- 19
E eu dei ordem para que se buscasse; e encontraram que aquela cidade na antiguidade se levantou contra os reis, e nela houve rebelião e insurreição.
- 20
E que houve reis poderosos em Jerusalém, dominaram toda a região além do rio; e a eles se pagava tributos, taxas e impostos.
- 21
Agora, pois, dai ordem que impeçam aqueles homens, e aquela cidade não seja reconstruída, até que seja dado mandamento de minha parte.
- 22
E sede cuidadosos para que não falheis nisto; por que haveria de aumentar o dano para o prejuízo real?
- 23
Assim que o teor da carta do rei Artaxerxes foi lido diante de Reum, e de Sinsai o escrivão, e seus companheiros, eles foram apressadamente a Jerusalém aos judeus, e os impediram com força e violência.
- 24
Cessou, então, a obra da casa de Deus, a qual estava em Jerusalém; e cessou até o segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia.
Daniel 9
- 1
No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi posto por rei sobre o reino dos caldeus;
- 2
No primeiro ano de seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros o número de anos, dos quais o SENHOR falara ao profeta Jeremias, que havia de acabar a assolação de Jerusalém, era setenta anos.
- 3
Então dirigi meu rosto ao Senhor Deus, para [o] buscar com oração e rogos, em jejum, saco, e cinza.
- 4
E orei ao SENHOR meu Deus, e declarei, dizendo: Ó Senhor, Deus grande e temível, que guarda o pacto e a misericórdia com os que o amam e guardam seus mandamentos;
- 5
Nós pecamos, cometemos maldade; agimos perversamente, e fomos rebeldes, por termos nos desviado de teus mandamentos e de teus juízos.
- 6
Não demos ouvido a teus servos, os profetas, que em teu nome falaram a nossos reis, nossos príncipes, nossos pais, e a todo o povo da terra.
- 7
A ti, Senhor, pertence a justiça, mas a nós a vergonha de rosto, tal como hoje [estamos] ,todo homem de Judá, os moradores de Jerusalém, e todo Israel, os de perto e os de longe, em todas as terras para onde os tens lançado por causa de sua transgressão com que transgrediram contra ti.
- 8
Ó SENHOR, a nós [pertence] a vergonha de rosto, a nossos reis, nossos príncipes, e nossos pais; porque contra ti pecamos.
- 9
Ao SENHOR nosso Deus, pertence a misericórdia e os perdões, ainda que contra ele tenhamos nos rebelado;
- 10
E não obedecemos à voz do SENHOR nosso Deus, para andar em suas leis, as quais ele nos deu por meio de seus servos os profetas.
- 11
E todo Israel transgrediu tua lei, desviando-se para não ouvir tua voz; por isso a maldição, e o juramento que está escrito na lei de Moisés, servo de Deus, foram derramados sobre nós; porque contra ele pecamos.
- 12
E ele confirmou sua palavra que falou sobre nós, e sobre nossos juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós tão grande mal, que nunca havia sido feito debaixo do céu como o que foi feito em Jerusalém.
- 13
Assim como está escrito na Lei de Moisés, todo aquele mal veio sobre nós; contudo não suplicamos à face do SENHOR nosso Deus, para nos convertermos de nossas maldades, e entender a tua verdade.
- 14
O SENHOR vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós; porque justo é o SENHOR nosso Deus em todas suas obras que fez; pois não obedecemos a sua voz.
- 15
Agora pois, ó Senhor nosso Deus, que tiraste teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e fizeste famoso o teu nome até hoje; temos pecado, agimos com maldade.
- 16
Ó Senhor, segundo todas tuas justiças, desvie agora tua ira e teu furor de sobre a tua cidade Jerusalém, teu santo monte; pois por causa de nossos pecados, e pela maldades de nossos pais, Jerusalém e teu povo foram humilhados por todos os que estão ao nosso redor.
- 17
Agora pois, ó Deus nosso, ouve a oração de teu servo, e suas súplicas, e faze que teu rosto resplandeça sobre teu santuário assolado, por causa do Senhor.
- 18
Inclina, ó Deus meu, teus ouvidos, e ouve; abre teus olhos, e olha para nossas assolações, e para a cidade que é chamada pelo teu nome; pois não apresentamos nossas súplicas diante de ti [confiando] em nossas justiças, mas sim em tuas muitas misericórdias.
- 19
Ouve, Senhor; ó Senhor, perdoa; presta atenção, Senhor, e faze sem demorar, por causa de ti mesmo, Deus meu; pois a tua cidade e teu povo são chamados pelo teu nome.
- 20
Enquanto eu ainda estava falando e orando, e confessando meu pecado e o pecado de meu povo Israel, e apresentando minha súplica diante do SENHOR meu Deus, pelo monte santo de meu Deus;
- 21
Estava eu falando em oração, e aquele varão Gabriel, ao qual eu tinha visto em visão antes, veio voando apressadamente, e me tocou cerca da hora do sacrifício da tarde.
- 22
E [me] explicou, e falou comigo, dizendo: Daniel, agora saí para te fazer entender o sentido.
- 23
No princípio de tuas súplicas a palavra saiu, e eu vim para te declarar, pois tu és muito querido. Considera, pois a palavra, e entende a visão.
- 24
Setenta semanas estão determinadas sobre teu povo e sobre tua santa cidade, para acabar a transgressão, para encerrar o pecado, para expiar a maldade, e para trazer a justiça eterna; para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos
- 25
Sabe pois e entendas: desde a saída da palavra para restaurar e edificar a Jerusalém até o Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; voltará a ser construída com praças e muro, porém em tempos angustiosos.
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- 26
E depois das sessenta e duas semanas o Messias será exterminado, e nada terá para si; e o povo do príncipe que virá destruirá à cidade e o santuário; o fim dela será com inundação, e até o fim da guerra estão determinadas assolações.
- 27
E firmará um pacto com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de alimentos; depois sobre a asa das abominações será o assolador, e isto até que seja derramado o fim determinado sobre o assolador.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).