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Gênesis 41 e Ester 3

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Gênesis 41

  1. 1

    E aconteceu que passados dois anos teve Faraó um sonho: Parecia-lhe que estava junto ao rio;

  2. 2

    E que do rio subiam sete vacas, belas à vista, e muito gordas, e pastavam entre os juncos:

  3. 3

    E que outras sete vacas subiam depois delas do rio, de feia aparência, e magras de carne, e pararam perto das vacas belas à beira do rio;

  4. 4

    E que as vacas de feia aparência e magras de carne devoravam as sete vacas belas e muito gordas. E despertou Faraó.

  5. 5

    Dormiu de novo, e sonhou a segunda vez: Que sete espigas cheias e belas subiam de uma só haste:

  6. 6

    E que outras sete espigas miúdas e abatidas do vento oriental, saíam depois delas:

  7. 7

    E as sete espigas miúdas devoravam as sete espigas espessas e cheias. E despertou Faraó, e eis que era sonho.

  8. 8

    E aconteceu que à manhã estava movido seu espírito; e enviou e fez chamar a todos os magos do Egito, e a todos os seus sábios: e contou-lhes Faraó seus sonhos, mas não havia quem a Faraó os interpretasse.

  9. 9

    Então o chefe dos copeiros falou a Faraó, dizendo: Lembro-me hoje de minhas faltas:

  10. 10

    Faraó se irou contra seus servos, e a mim me lançou à prisão da casa do capitão dos da guarda, a mim e ao chefe dos padeiros:

  11. 11

    E eu e ele vimos um sonho uma mesma noite: cada um sonhou conforme a interpretação de seu sonho.

  12. 12

    E estava ali conosco um jovem hebreu, servente do capitão dos da guarda; e o contamos a ele, e ele nos interpretou nossos sonhos, e interpretou a cada um conforme seu sonho.

  13. 13

    E aconteceu que como ele nos interpretou, assim foi: a mim me fez voltar a meu posto, e fez enforcar ao outro.

  14. 14

    Então Faraó enviou e chamou a José; e fizeram-lhe sair correndo do cárcere; e ele rapou-se a barba, mudou-se de roupas, e veio a Faraó.

  15. 15

    E disse Faraó a José: Eu tive um sonho, e não há quem o interprete; mas ouvi dizer de ti, que ouves sonhos para os interpretar.

  16. 16

    E respondeu José a Faraó, dizendo: Não está em mim; Deus será o que responda paz a Faraó.

  17. 17

    Então Faraó disse a José: Em meu sonho parecia-me que estava à beira do rio:

  18. 18

    E que do rio subiam sete vacas de gordas carnes e bela aparência, que pastavam entre os juncos:

  19. 19

    E que outras sete vacas subiam depois delas, magras e de muito feio aspecto; tão abatidas, que não vi outras semelhantes em toda a terra do Egito em feiura:

  20. 20

    E as vacas magras e feias devoravam as sete primeiras vacas gordas:

  21. 21

    E entravam em suas entranhas, mas não se conhecia que houvesse entrado nelas, porque sua aparência era ainda má, como de antes. E eu despertei.

  22. 22

    Vi também sonhando, que sete espigas subiam em uma mesma haste, cheias e belas;

  23. 23

    E que outras sete espigas miúdas, definhadas, abatidas do vento oriental, subiam depois delas:

  24. 24

    E as espigas miúdas devoravam as sete espigas belas: e disse-o aos magos, mas não há quem o interprete a mim.

  25. 25

    Então respondeu José a Faraó: O sonho de Faraó é um mesmo: Deus mostrou a Faraó o que vai fazer.

  26. 26

    As sete vacas belas são sete anos, e as espigas belas são sete anos; o sonho é um mesmo.

  27. 27

    Também as sete vacas magras e feias que subiam atrás elas, são sete anos; e as sete espigas miúdas e definhadas do vento oriental serão sete anos de fome.

  28. 28

    Isto é o que respondo a Faraó. O que Deus vai fazer, mostrou-o a Faraó.

  29. 29

    Eis que vêm sete anos de grande fartura toda a terra do Egito:

  30. 30

    E se levantarão depois eles sete anos de fome; e toda a fartura será esquecida na terra do Egito; e a fome consumirá a terra;

  31. 31

    E aquela abundância não mais será vista por causa da fome seguinte, a qual será gravíssima.

  32. 32

    E o suceder o sonho a Faraó duas vezes, significa que a coisa é firme da parte de Deus, e que Deus se apressa a fazê-la.

  33. 33

    Portanto, providencie Faraó agora um homem prudente e sábio, e ponha-o sobre a terra do Egito.

  34. 34

    Faça isto Faraó, e ponha governadores sobre esta terra, e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos da fartura;

  35. 35

    E juntem toda a provisão destes bons anos que vêm, e acumulem o trigo sob a mão de Faraó para mantimento das cidades; e guardem-no.

  36. 36

    E esteja aquela provisão em depósito para esta terra, para os sete anos de fome que serão na terra do Egito; e esta terra não perecerá de fome.

  37. 37

    E o negócio pareceu bem a Faraó, e a seus servos.

  38. 38

    E disse Faraó a seus servos: Acharemos outro homem como este, em quem haja espírito de Deus?

  39. 39

    E disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, não há entendido nem sábio como tu:

  40. 40

    Tu serás sobre minha casa, e pelo que disseres se governará todo o meu povo; somente no trono serei eu maior que tu.

  41. 41

    Disse mais Faraó a José: Eis que te pus sobre toda a terra do Egito.

  42. 42

    Então Faraó tirou seu anel de sua mão, e o pôs na mão de José, e fez-lhe vestir de roupas de linho finíssimo, e pôs um colar de ouro em seu pescoço;

  43. 43

    E o fez subir em seu segundo carro, e proclamaram diante dele: Dobrai os joelhos; e pôs-lhe sobre toda a terra do Egito.

  44. 44

    E disse Faraó a José: Eu sou Faraó; e sem ti ninguém levantará sua mão nem seu pé toda a terra do Egito.

  45. 45

    E chamou Faraó o nome de José, Zefenate-Paneia; e deu-lhe por mulher a Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. E saiu José por toda a terra do Egito.

  46. 46

    E era José de idade de trinta anos quando foi apresentado diante de Faraó, rei do Egito: e saiu José de diante de Faraó, e transitou por toda a terra do Egito.

  47. 47

    E fez a terra naqueles sete anos de fartura a amontoados.

  48. 48

    E ele juntou todo o mantimento dos sete anos que foram na terra do Egito, e guardou mantimento nas cidades, pondo em cada cidade o mantimento do campo de seus arredores.

  49. 49

    E ajuntou José trigo como areia do mar, muito em extremo, até não se poder contar, porque não tinha número.

  50. 50

    E nasceram a José dois filhos antes que viesse o primeiro ano da fome, os quais lhe deu à luz Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om.

  51. 51

    E chamou José o nome do primogênito Manassés; porque disse: Deus me fez esquecer todo o meu sofrimento, e toda a casa de meu pai.

  52. 52

    E o nome do segundo chamou-o Efraim; porque disse: “Deus me fez frutífero na terra de minha aflição”.

  53. 53

    E cumpriram-se os sete anos da fartura, que houve na terra do Egito.

  54. 54

    E começaram a vir os sete anos de fome, como José havia dito; e houve fome em todos os países, mas em toda a terra do Egito havia pão.

  55. 55

    E quando se sentiu a fome toda a terra do Egito, o povo clamou a Faraó por pão. E disse Faraó a todos os egípcios: Ide a José, e fazei o que ele vos disser.

  56. 56

    E a fome estava por toda a extensão daquela terra. Então abriu José todo depósito de grãos onde havia, e vendia aos egípcios; porque havia crescido a fome na terra do Egito.

  57. 57

    E toda a terra vinha ao Egito para comprar de José, porque por toda a terra havia aumentado a fome.

Ester 3

  1. 1

    Depois destas coisas, o rei Assuero engrandeceu a Hamã filho de Hamedata agagita, e o exaltou, e pôs seu assento acima de todos os príncipes que estavam com ele.

  2. 2

    E todos os servos do rei que estavam à porta do rei se inclinavam e prostravam diante de Hamã, porque assim o rei tinha mandado acerca dele; porém Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava.

  3. 3

    Então os servos do rei que estavam à porta do rei disseram a Mardoqueu: Por que transgrides o mandamento do rei?

  4. 4

    Sucedeu, pois, que, tendo eles dito [isto] dia após dia, e ele não tendo lhes dado ouvidos, avisaram dele a Hamã, para verem se as palavras de Mardoqueu continuariam; porque ele tinha lhes declarado que era judeu.

  5. 5

    Quando Hamã viu que Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava diante dele, ele se encheu de furor.

  6. 6

    Porém, tendo já sido informado do povo de Mardoqueu, ele achou pouco matar apenas Mardoqueu; então Hamã procurou destruir a todos os judeus, o povo de Mardoqueu, que havia no reino de Assuero.

  7. 7

    No primeiro mês (que é o mês de Nisã), no décimo segundo ano do rei Assuero, foi lançada Pur, isto é, a sorte, diante de Hamã, para cada dia e para cada mês; e [a sorte indicou] o décimo segundo mês, o mês de Adar.

  8. 8

    Então Hamã disse ao rei Assuero: Há um povo disperso e dividido entre os povos em todas as províncias de teu reino, cujas leis são diferentes das de todo o povo, e não obedecem às leis do rei; por isso não convém ao rei tolerá-los.

  9. 9

    Se for do agrado do rei, escreva-se que sejam destruídos; e eu porei dez mil talentos de prata nas mãos dos executarem a ação, para que sejam postos na tesouraria do rei.

  10. 10

    Então o rei tirou seu anel de sua mão, e o deu a Hamã filho de Hamedata agageu, inimigo dos judeus,

  11. 11

    E o rei disse a Hamã: Essa prata te seja dada; e também esse povo, para fazeres dele o que quiseres.

  12. 12

    Então chamaram aos escrivães do rei no primeiro mês, no [dia] treze do mesmo, e foi escrito conforme a tudo o que Hamã mandou, aos príncipes do rei, e aos governadores que havia sobre cada província, e aos líderes de cada povo, a cada província conforme sua escrita, e a cada povo conforme sua língua; em nome do rei Assuero foi escrito, e com o anel do rei foi selado.

  13. 13

    E foram enviadas cartas por meio de mensageiros a todas as províncias do rei, para destruírem, matarem, e exterminarem a todos os judeus, desde o menino até o velho, crianças e mulheres em um dia, no [dia] treze do décimo segundo mês (que é o mês de Adar), e para saquearem suas posses.

  14. 14

    A cópia do texto foi entregue como decreto para que anunciasse em todas as províncias em público a todos os povos, para que estivessem preparados para aquele dia.

  15. 15

    Assim os mensageiros, obrigados pela palavra do rei, saíram, e o decreto foi anunciado na fortaleza de Susã. E o rei e Hamã se sentaram para beber; porém a cidade de Susã estava confusa.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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