Jeremias 44 e Atos 23
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Jeremias 44
- 1
Palavra que veio a Jeremias quanto a todos os judeus habitantes na terra do Egito, que moravam em Migdol, Tafnes, Nofe, e na terra de Patros, dizendo:
- 2
Assim diz o SENHOR dos exércitos, Deus de Israel: Vós vistes todo o mal que eu trouxe sobre Jerusalém e sobre todas as cidades de Judá; e eis que hoje elas estão desoladas, e ninguém nelas habita;
- 3
Por causa da maldade deles, que fizeram para me irritar, indo oferecer incenso, [e] servindo a outros deuses que nunca conheceram, nem eles, nem vós, nem vossos pais.
- 4
E enviei até vós todos os meus servos, os profetas, persistindo em enviá-los, dizendo: Não façais, pois, esta coisa abominável, e eu odeio.
- 5
Porém não obedeceram, nem inclinaram seus ouvidos para se converterem de sua maldade, para não oferecer incenso a outros deuses.
- 6
Por isso se derramou minha indignação e minha ira, e acendeu-se nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, e tornaram-se em desolação e em destruição tal como está hoje.
- 7
Agora pois, assim diz o SENHOR dos exércitos, Deus de Israel: Por que fazeis tão grande mal contra vossas almas, para serdes eliminados homem e mulher, criança e bebê de peito, do meio de Judá, sem que vos sobre um restante sequer;
- 8
Irritando-me com as obras de vossas mãos, oferecendo incenso a outros deuses na terra do Egito, para onde entrastes para morar; de modo que sereis eliminados, e servireis de maldição e de humilhação entre todas as nações da terra?
- 9
Por acaso já vos esquecestes das maldades de vossos pais, das maldades dos reis de Judá, das maldades de suas mulheres, e das vossas [próprias] maldades, e das maldades de vossas mulheres, que foram feitas na terra de Judá e nas ruas de Jerusalém?
- 10
Até hoje não se contristaram, nem temeram, nem andaram em minha lei, nem em meus estatutos que pus diante de vós e diante de vossos pais.
- 11
Portanto assim diz o SENHOR dos exércitos, Deus de Israel: Eis que eu dirijo meu rosto a vós para o mal, e para destruir a todo Judá.
- 12
E tomarei os restantes de Judá que dirigiram seus rostos para entrarem na terra do Egito para ali morar, e na terra do Egito serão todos consumidos; cairão a espada, e serão consumidos pela fome; desde o menor até o maior, pela espada e pela fome morrerão. E servirão de maldição e de espanto; de amaldiçoamento e de humilhação.
- 13
Pois castigarei aos que moram na terra do Egito, tal como castiguei a Jerusalém, com espada, fome e pestilência.
- 14
De maneira que, dos restantes de Judá que entraram na terra do Egito para morar ali, não haverá quem escape, nem quem reste vivo, para voltar à terra de Judá, da qual eles anseiam para voltar a habitar lá; pois não voltarão, a não ser alguns fugitivos.
- 15
Então todos os homens que sabiam que suas mulheres haviam oferecido incenso a outros deuses, e todas as mulheres que estavam presentes, uma grande multidão, e todo o povo que habitava na terra do Egito, em Patros, responderam a Jeremias, dizendo:
- 16
Quanto a palavra que tu nos falaste em nome do SENHOR, não daremos ouvidos a ti;
- 17
Em vez disso certamente faremos toda a palavra que saiu de nossa boca, para oferecer incenso à rainha dos céus, e para lhe apresentar ofertas de bebidas, tal como temos feito, nós e nossos pais, nossos reis e nossos príncipes, nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém, quando nos fartávamos de pão, vivíamos bem, e não víamos calamidade alguma.
- 18
Mas desde que cessamos de oferecer incenso à rainha do céus, e de derramar ofertas de bebidas, tivemos falta de tudo, e fomos consumidos pela espada e pela fome.
- 19
E quando oferecemos incenso à rainha do céus, e lhe derramamos ofertas de bebidas, por acaso nós lhe fizemos bolos para lhe prestar culto, e lhe derramamos ofertas de bebidas, sem nossos maridos?
- 20
Então Jeremias disse a todo o povo, aos homens e às mulheres, e a todo o povo que lhe tinha respondido isto, dizendo:
- 21
Por acaso não se lembrou o SENHOR, e não veio a sua mente o incenso que oferecestes nas cidades de Judá, e nas praças de Jerusalém, vós e vossos pais, vossos reis e vossos príncipes, e o povo da terra?
- 22
De tal maneira que o SENHOR não podia mais aguentar, por causa da maldade de vossas ações, por causa das abominações que fizestes; por isso vossa terra se tornou em desolação, em espanto, e em maldição, até não restar morador, tal como hoje está.
- 23
Pois oferecestes incenso e pecastes contra o SENHOR, e não obedecestes à voz do SENHOR, nem andastes em seu lei, seus estatutos, e seus testemunhos; por isso veio sobre vós este mal, tal como há hoje.
- 24
Disse mais Jeremias a todo o povo, e a todas as mulheres: Ouvi a palavra do SENHOR, todos vós de Judá, que estais na terra do Egito:
- 25
Assim diz o SENHOR dos exércitos, Deus de Israel, dizendo: Vós e vossas mulheres não somente falastes por vossas bocas, mas também com vossas mãos o cumpristes, dizendo: Certamente faremos nossos votos que fizemos, de oferecer incensos à rainha dos céus, e lhe apresentar ofertas de bebidas; Com certeza confirmastes vossos votos, e com certeza cumpristes vossos votos.
- 26
Portanto ouvi a palavra do SENHOR, todos vós de Judá que habitais na terra do Egito: Eis que juro por meu grande nome, diz o SENHOR, que nunca mais meu nome será chamado pela boca homem algum de Judá, em toda a terra do Egito, dizendo: Vive o Senhor DEUS.
- 27
Eis que eu os observarei para o mal, e não para o bem; e todos os homens de Judá que estão na terra do Egito serão consumidos pela espada e pela fome, até que se acabem por completo.
- 28
E os que escaparem do espada voltarão da terra do Egito para a terra de Judá, poucos em número; e todo o restante de Judá, que entrou em Egito para ali morar, saberá qual palavra se confirmará, se a minha ou a sua.
- 29
E isto tereis por sinal, diz o SENHOR, de que neste lugar eu vos castigo, para que saibais que certamente minhas palavras se confirmarão contra vós para o mal.
- 30
Assim diz o SENHOR: Eis que eu entregarei ao Faraó Ofra, rei do Egito, nas mãos de seus inimigos, e nas mão dos que buscam sua morte, assim como entreguei a Zedequias rei de Judá nas mãos de Nabucodonosor rei de Babilônia, seu inimigo, e que buscava sua morte.
Atos 23
- 1
E Paulo, olhando fixamente para o supremo conselho, disse: Homens irmãos, com toda boa consciência eu tenho andado diante de Deus até o dia de hoje.
- 2
Mas o sumo sacerdote Ananias mandou aos que estavam perto dele, que o espancassem na boca.
- 3
Então Paulo lhe disse: Deus vai te espancar, parede caiada! Estás tu [aqui] sentado para me julgar conforme a Lei, e contra a Lei mandas me espancarem?
- 4
E os que estavam ali disseram: Tu insultas ao sumo sacerdote de Deus?
- 5
E Paulo disse: Eu não sabia, irmãos, que ele era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não falarás mal do chefe do teu povo.
- 6
E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus, e outra de fariseus, ele clamou no supremo conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; pela esperança e ressurreição dos mortos eu estou sendo julgado.
- 7
E ele, tendo dito isto, houve uma confusão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu;
- 8
Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo ou espírito; mas os fariseus declaram ambas.
- 9
E houve uma grande gritaria; e levantando-se os escribas da parte dos fariseus, disputavam, dizendo: Nenhum mal achamos neste homem; e se algum espírito ou anjo falou com ele, não briguemos contra Deus.
- 10
E havendo grande confusão, o comandante, temendo que Paulo não fosse despedaçado por eles, mandou descer a tropa, e tirá-lo do meio deles, e levá-lo à área fortificada.
- 11
E [n] a noite seguinte o Senhor, aparecendo-lhe, disse: Tem bom ânimo, Paulo! Porque assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim é necessário que tu dês testemunho também em Roma.
- 12
E tendo vindo o dia, alguns dos judeus fizeram uma conspiração, e prestaram juramento sob pena de maldição, dizendo que não comeriam nem beberiam enquanto não matassem a Paulo.
- 13
E eram mais de quarenta os que fizeram este juramento.
- 14
Os quais foram até os chefes dos sacerdotes e os anciãos, [e] disseram: Fizemos juramento sob pena de maldição, de que nada experimentaremos enquanto não matarmos a Paulo.
- 15
Agora, pois, vós, com o supremo conselho, informai ao comandante que amanhã ele o traga perante vós, como se fosse para que investigueis mais detalhadamente; e antes que ele chegue, estaremos prontos para o matar.
- 16
E o filho da irmã de Paulo, tendo ouvido esta cilada, veio e entrou na área fortificada, e avisou a Paulo.
- 17
E Paulo, tendo chamado a si um dos centuriões, disse: Leva este rapaz ao comandante, porque ele tem algo para lhe avisar.
- 18
Então ele o tomou, levou ao comandante, e disse: O prisioneiro Paulo, tendo me chamado, rogou [-me] que eu te trouxesse este rapaz, que tem algo a te dizer.
- 19
E o comandante, tomando-o pela mão, e indo para um lugar reservado, perguntou [-lhe] : O que tens para me avisar?
- 20
E ele disse: Os judeus combinaram de te pedirem que amanhã tu leves a Paulo ao supremo conselho, como se fosse para que lhe perguntem mais detalhadamente;
- 21
Porém tu, não acredites neles; porque mais de quarenta homens deles estão lhe preparando cilada, os quais sob pena de maldição fizeram juramento para não comerem nem beberem enquanto não o tiverem matado; e eles já estão preparados, esperando de ti a promessa.
- 22
Então o comandante despediu ao rapaz, mandando [-lhe] : A ninguém digas que tu me revelaste estas coisas.
- 23
E ele, chamando a si certos dois dos centuriões, disse: Aprontai duzentos soldados para irem até Cesareia; e setenta cavaleiros, e duzentos arqueiros, a partir das terceira hora da noite.
- 24
E preparem animais para cavalgarem, para que pondo neles a Paulo, levem [-no] a salvo ao governador Félix.
- 25
E ele [lhe] escreveu uma carta, que continha este aspecto:
- 26
Cláudio Lísias, a Félix, excelentíssimo governador, saudações.
- 27
Este homem foi preso pelos judeus, e estando já a ponte de o matarem, eu vim com a tropa e [o] tomei, ao ser informado que ele era romano.
- 28
E eu, querendo saber a causa por que o acusavam, levei-o ao supremo conselho deles.
- 29
O qual eu achei que acusavam de algumas questões da Lei deles; mas que nenhum crime digno de morte ou de prisão havia contra ele.
- 30
E tendo sido avisado de que os judeus estavam para pôr uma cilada contra este homem, logo eu [o] enviei a ti, mandando também aos acusadores que diante de ti digam o que [tiverem] contra ele. Que tu estejas bem.
- 31
Tendo então os soldados tomado a Paulo, assim como lhes tinha sido ordenado, trouxeram-no durante a noite a Antipátride.
- 32
E no [dia] seguinte, deixando irem com ele os cavaleiros, voltaram à área fortificada.
- 33
Os quais, tendo chegado a Cesareia, e entregado a carta ao governador, apresentaram-lhe também a Paulo.
- 34
E o governador, tendo lido [a carta] , perguntou de que província ele era; e ao entender que [era] da Cilícia,
- 35
disse: “Eu te ouvirei quando também chegarem os teus acusadores”. E mandou que o guardassem no palácio de Herodes.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).