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Juízes 16 e Jó 21

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  1. Juízes 16:16 e Jó 21:43 votos

Juízes 16

  1. 1

    E foi Sansão a Gaza, e viu ali uma mulher prostituta, e se deitou com ela.

  2. 2

    E foi dito aos de Gaza: Sansão veio aqui. E cercaram-no, e puseram-lhe espias toda aquela noite à porta da cidade: e estiveram calados toda aquela noite, dizendo: Até a luz da manhã; então o mataremos.

  3. 3

    Mas Sansão dormiu até a meia noite; e à meia noite se levantou, e tomando as portas da cidade com seus dois pilares e seu ferrolho, lançou-as ao ombro, e foi-se, e subiu-se com elas ao cume do monte que está diante de Hebrom.

  4. 4

    Depois disto aconteceu que se apaixonou por uma mulher no vale de Soreque, a qual se chamava Dalila.

  5. 5

    E vieram a ela os príncipes dos filisteus, e disseram-lhe: Engana-o e sabe em que consiste sua grande força, e como o poderíamos vencer, para que o amarremos e o atormentemos; e cada um de nós te dará mil e cem siclos de prata.

  6. 6

    E Dalila disse a Sansão: Eu te rogo que me declares em que consiste tua grande força, e como poderás ser acorrentado para ser atormentado.

  7. 7

    E respondeu-lhe Sansão: Se me atarem com sete vimes verdes que ainda não estejam secos, então me debilitarei, e serei como qualquer um dos homens.

  8. 8

    E os príncipes dos filisteus lhe trouxeram sete vimes verdes que ainda não se haviam secado, e atou-lhe com eles.

  9. 9

    E estavam espias em casa dela em uma câmara. Então ela lhe disse: Sansão, os filisteus sobre ti! E ele rompeu os vimes, como se rompe uma corda de estopa quando sente o fogo: e não se soube sua força.

  10. 10

    Então Dalila disse a Sansão: Eis que tu me enganaste, e me disseste mentiras: revela-me pois agora, eu te rogo, como poderás ser acorrentado.

  11. 11

    E ele lhe disse: Se me atarem fortemente com cordas novas, com as quais nenhuma coisa se tenha feito, eu me debilitarei, e serei como qualquer um dos homens.

  12. 12

    E Dalila tomou cordas novas, e atou-lhe com elas, e disse-lhe: Sansão, os filisteus sobre ti! E os espias estavam em uma câmara. Mas ele as rompeu de seus braços como um fio.

  13. 13

    E Dalila disse a Sansão: Até agora me enganas, e tratas comigo com mentiras. Revela-me pois agora como poderás ser acorrentado. Ele então lhe disse: Se teceres sete tranças de minha cabeça com a teia.

  14. 14

    E ela fincou a estaca, e disse-lhe: Sansão, os filisteus sobre ti! Mas despertando ele de seu sonho, arrancou a estaca do tear com a teia.

  15. 15

    E ela lhe disse: Como dizes, Eu te amo, pois que teu coração não está comigo? Já me enganaste três vezes, e não me hás ainda descoberto em que está tua grande força.

  16. 16

    E aconteceu que, pressionando-lhe ela cada dia com suas palavras e importunando-lhe, sua alma foi reduzida à mortal angústia.

  17. 17

    Revelou-lhe, pois, todo seu coração, e disse-lhe: Nunca a minha cabeça chegou navalha; porque sou nazireu de Deus desde o ventre de minha mãe. Se for rapado, minha força se apartará de mim, e serei debilitado, e como todos os homens.

  18. 18

    E vendo Dalila que ele lhe havia revelado todo seu coração, mandou chamar aos príncipes dos filisteus, dizendo: Vinde esta vez, porque ele me revelou todo seu coração. E os príncipes dos filisteus vieram a ela, trazendo em sua mão o dinheiro.

  19. 19

    E ela fez que ele dormisse sobre seus joelhos; e chamado um homem, rapou-lhe sete tranças de sua cabeça, e começou a afligi-lo, pois sua força se apartou dele.

  20. 20

    E disse-lhe: Sansão, os filisteus sobre ti! E logo que despertou ele de seu sonho, se disse: Esta vez sairei como as outras, e me escaparei: não sabendo que o SENHOR já se havia dele apartado.

  21. 21

    Mas os filisteus lançaram mão dele, e tiraram-lhe os olhos, e o levaram a Gaza; e o ataram com correntes, para que moesse no cárcere.

  22. 22

    E o cabelo de sua cabeça começou a crescer, depois que foi rapado.

  23. 23

    Então os príncipes dos filisteus se juntaram para oferecer sacrifício a Dagom seu deus, e para alegrar-se; e disseram: Nosso deus entregou em nossas mãos a Sansão nosso inimigo.

  24. 24

    E vendo-o o povo, louvaram a seu deus, dizendo: Nosso deus entregou em nossas mãos a nosso inimigo, e ao destruidor de nossa terra, o qual havia matado a muitos de nós.

  25. 25

    E aconteceu que, indo-se alegrando o coração deles, disseram: Chamai a Sansão, para que divirta diante de nós. E chamaram a Sansão do cárcere, e fazia de joguete diante deles; e puseram-no entre as colunas.

  26. 26

    E Sansão disse ao jovem que o guiava pela mão: Aproxima-me, e faze-me segurar as colunas sobre que se sustenta a casa, para que me apoie sobre elas.

  27. 27

    E a casa estava cheia de homens e mulheres: e todos os príncipes dos filisteus estavam ali; e no alto piso havia como três mil homens e mulheres, que estavam olhando o escárnio de Sansão.

  28. 28

    Então clamou Sansão ao SENHOR, e disse: Senhor DEUS, lembra-te agora de mim, e esforça-me, te rogo, somente esta vez, ó Deus, para que de uma vez tome vingança dos filisteus, por meus dois olhos.

  29. 29

    Agarrou logo Sansão as duas colunas do meio sobre as quais se sustentava a casa, e apoiou-se nelas, a uma com a direita, e a outra com a esquerda;

  30. 30

    E disse Sansão: Morra eu com os filisteus. E apoiando com força, caiu a casa sobre os príncipes, e sobre todo aquele povo que estava nela. E foram muitos mais os que deles matou morrendo, que os que havia matado em sua vida.

  31. 31

    E desceram seus irmãos e toda a casa de seu pai, e tomaram-no, e levaram-no, e o sepultaram entre Zorá e Estaol, no sepulcro de seu pai Manoá. E ele julgou a Israel vinte anos.

Jó 21

  1. 1

    Porém Jó respondeu, dizendo:

  2. 2

    Ouvi atentamente minhas palavras, e seja isto vossas consolações.

  3. 3

    Suportai-me, e eu falarei; e depois de eu ter falado, [então] zombai.

  4. 4

    Por acaso eu me queixo de algum ser humano? Porém ainda que [assim fosse] ,por que meu espírito não se angustiaria?

  5. 5

    Olhai-me, e espantai-vos; e ponde a mão sobre a boca.

  6. 6

    Pois quando eu me lembro [disto] ,me assombro, e minha carne é tomada de tremor.

  7. 7

    Por que razão os perversos vivem, envelhecem, e ainda crescem em poder?

  8. 8

    Seus filhos progridem com eles diante de seus rostos; e seus descendentes diante de seus olhos.

  9. 9

    Suas casas têm paz, sem temor, e a vara de Deus não está contra eles.

  10. 10

    Seus touros procriam, e não falham; suas vacas geram filhotes, e não abortam.

  11. 11

    Suas crianças saem como um rebanho, e seus filhos saem dançando.

  12. 12

    Levantam [a voz] ao [som] de tamboril e de harpa e se alegram ao som de flauta.

  13. 13

    Em prosperidade gastam seus dias, e em um momento descem ao Xeol.

  14. 14

    Assim dizem a Deus: Afasta-te de nós, porque não queremos conhecer teus caminhos.

  15. 15

    Quem é o Todo-Poderoso, para que o sirvamos? E de que nos aproveitará que oremos a ele?

  16. 16

    Eis que sua prosperidade não se deve às mãos deles. Longe de mim esteja o conselho dos perversos!

  17. 17

    Quantas vezes sucede que a lâmpada dos perversos se apaga, e sua perdição vem sobre eles, [e] Deus em sua ira [lhes] reparte dores?

  18. 18

    Eles serão como palha diante do vento, como o restos de palha que o turbilhão arrebata.

  19. 19

    [Vós dizeis] : Deus guarda sua violência para seus filhos. Que [Deus] pague ao próprio [perverso] ,para que o conheça.

  20. 20

    Seus olhos vejam sua ruína, e beba da ira do Todo-Poderoso.

  21. 21

    Pois que interesse teria ele em sua casa depois de si, quando o número for cortado o número de seus meses?

  22. 22

    Poderia alguém ensinar conhecimento a Deus, que julga [até] os que estão no alto?

  23. 23

    Alguém morre na sua força plena, estando todo tranquilo e próspero,

  24. 24

    Seus baldes estando cheios de leite, e o tutano de seus ossos umedecido.

  25. 25

    Porém outro morre com amargura de alma, nunca tendo experimentado a prosperidade.

  26. 26

    Juntamente jazem no pó, e os vermes os cobrem.

  27. 27

    Eis que eu sei vossos pensamentos, e os mais intentos que planejais contra mim.

  28. 28

    Porque dizeis: Onde está a casa do príncipe?, e: Onde está tenda das moradas dos perversos?

  29. 29

    Por acaso não perguntastes aos que passam pelo caminho, e não conheceis seus sinais?

  30. 30

    Que os maus são preservados no dia da destruição, [e] são livrados no dia das fúrias?

  31. 31

    Quem lhe denunciará seu caminho em sua face? E quem lhe pagará pelo que ele fez?

  32. 32

    Finalmente ele é levado à sepultura, e no túmulo fazem vigilância.

  33. 33

    Os torrões do vale lhe são doces; e todos o seguem; e adiante dele estão inúmeros.

  34. 34

    Como, pois, me consolais em vão, já que vossas em vossas respostas [só] resta falsidade?

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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