Juízes 16 e Mateus 26
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Juízes 16
- 1
E foi Sansão a Gaza, e viu ali uma mulher prostituta, e se deitou com ela.
- 2
E foi dito aos de Gaza: Sansão veio aqui. E cercaram-no, e puseram-lhe espias toda aquela noite à porta da cidade: e estiveram calados toda aquela noite, dizendo: Até a luz da manhã; então o mataremos.
- 3
Mas Sansão dormiu até a meia noite; e à meia noite se levantou, e tomando as portas da cidade com seus dois pilares e seu ferrolho, lançou-as ao ombro, e foi-se, e subiu-se com elas ao cume do monte que está diante de Hebrom.
- 4
Depois disto aconteceu que se apaixonou por uma mulher no vale de Soreque, a qual se chamava Dalila.
- 5
E vieram a ela os príncipes dos filisteus, e disseram-lhe: Engana-o e sabe em que consiste sua grande força, e como o poderíamos vencer, para que o amarremos e o atormentemos; e cada um de nós te dará mil e cem siclos de prata.
- 6
E Dalila disse a Sansão: Eu te rogo que me declares em que consiste tua grande força, e como poderás ser acorrentado para ser atormentado.
- 7
E respondeu-lhe Sansão: Se me atarem com sete vimes verdes que ainda não estejam secos, então me debilitarei, e serei como qualquer um dos homens.
- 8
E os príncipes dos filisteus lhe trouxeram sete vimes verdes que ainda não se haviam secado, e atou-lhe com eles.
- 9
E estavam espias em casa dela em uma câmara. Então ela lhe disse: Sansão, os filisteus sobre ti! E ele rompeu os vimes, como se rompe uma corda de estopa quando sente o fogo: e não se soube sua força.
- 10
Então Dalila disse a Sansão: Eis que tu me enganaste, e me disseste mentiras: revela-me pois agora, eu te rogo, como poderás ser acorrentado.
- 11
E ele lhe disse: Se me atarem fortemente com cordas novas, com as quais nenhuma coisa se tenha feito, eu me debilitarei, e serei como qualquer um dos homens.
- 12
E Dalila tomou cordas novas, e atou-lhe com elas, e disse-lhe: Sansão, os filisteus sobre ti! E os espias estavam em uma câmara. Mas ele as rompeu de seus braços como um fio.
- 13
E Dalila disse a Sansão: Até agora me enganas, e tratas comigo com mentiras. Revela-me pois agora como poderás ser acorrentado. Ele então lhe disse: Se teceres sete tranças de minha cabeça com a teia.
- 14
E ela fincou a estaca, e disse-lhe: Sansão, os filisteus sobre ti! Mas despertando ele de seu sonho, arrancou a estaca do tear com a teia.
- 15
E ela lhe disse: Como dizes, Eu te amo, pois que teu coração não está comigo? Já me enganaste três vezes, e não me hás ainda descoberto em que está tua grande força.
- 16
E aconteceu que, pressionando-lhe ela cada dia com suas palavras e importunando-lhe, sua alma foi reduzida à mortal angústia.
- 17
Revelou-lhe, pois, todo seu coração, e disse-lhe: Nunca a minha cabeça chegou navalha; porque sou nazireu de Deus desde o ventre de minha mãe. Se for rapado, minha força se apartará de mim, e serei debilitado, e como todos os homens.
- 18
E vendo Dalila que ele lhe havia revelado todo seu coração, mandou chamar aos príncipes dos filisteus, dizendo: Vinde esta vez, porque ele me revelou todo seu coração. E os príncipes dos filisteus vieram a ela, trazendo em sua mão o dinheiro.
- 19
E ela fez que ele dormisse sobre seus joelhos; e chamado um homem, rapou-lhe sete tranças de sua cabeça, e começou a afligi-lo, pois sua força se apartou dele.
- 20
E disse-lhe: Sansão, os filisteus sobre ti! E logo que despertou ele de seu sonho, se disse: Esta vez sairei como as outras, e me escaparei: não sabendo que o SENHOR já se havia dele apartado.
- 21
Mas os filisteus lançaram mão dele, e tiraram-lhe os olhos, e o levaram a Gaza; e o ataram com correntes, para que moesse no cárcere.
- 22
E o cabelo de sua cabeça começou a crescer, depois que foi rapado.
- 23
Então os príncipes dos filisteus se juntaram para oferecer sacrifício a Dagom seu deus, e para alegrar-se; e disseram: Nosso deus entregou em nossas mãos a Sansão nosso inimigo.
- 24
E vendo-o o povo, louvaram a seu deus, dizendo: Nosso deus entregou em nossas mãos a nosso inimigo, e ao destruidor de nossa terra, o qual havia matado a muitos de nós.
- 25
E aconteceu que, indo-se alegrando o coração deles, disseram: Chamai a Sansão, para que divirta diante de nós. E chamaram a Sansão do cárcere, e fazia de joguete diante deles; e puseram-no entre as colunas.
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- 26
E Sansão disse ao jovem que o guiava pela mão: Aproxima-me, e faze-me segurar as colunas sobre que se sustenta a casa, para que me apoie sobre elas.
- 27
E a casa estava cheia de homens e mulheres: e todos os príncipes dos filisteus estavam ali; e no alto piso havia como três mil homens e mulheres, que estavam olhando o escárnio de Sansão.
- 28
Então clamou Sansão ao SENHOR, e disse: Senhor DEUS, lembra-te agora de mim, e esforça-me, te rogo, somente esta vez, ó Deus, para que de uma vez tome vingança dos filisteus, por meus dois olhos.
- 29
Agarrou logo Sansão as duas colunas do meio sobre as quais se sustentava a casa, e apoiou-se nelas, a uma com a direita, e a outra com a esquerda;
- 30
E disse Sansão: Morra eu com os filisteus. E apoiando com força, caiu a casa sobre os príncipes, e sobre todo aquele povo que estava nela. E foram muitos mais os que deles matou morrendo, que os que havia matado em sua vida.
- 31
E desceram seus irmãos e toda a casa de seu pai, e tomaram-no, e levaram-no, e o sepultaram entre Zorá e Estaol, no sepulcro de seu pai Manoá. E ele julgou a Israel vinte anos.
Mateus 26
- 1
E aconteceu que, quando Jesus terminou todas estas palavras, disse aos seus discípulos:
- 2
Vós bem sabeis que daqui a dois dias é a Páscoa, e o Filho do homem será entregue para ser crucificado.
- 3
Então os chefes dos sacerdotes, os escribas, e os anciãos do povo se reuniram na casa do sumo sacerdote, que se chamava Caifás.
- 4
E conversaram a fim de, usando mentira, prenderem Jesus, e [o] matarem.
- 5
Porém diziam: Não na festa, para que não haja tumulto entre o povo.
- 6
Enquanto Jesus estava em Betânia, na casa de Simão o leproso,
- 7
veio a ele uma mulher com um vaso de alabastro, de óleo perfumado de grande valor, e derramou sobre a cabeça dele, enquanto estava sentado à mesa.
- 8
E quando os seus discípulos viram, ficaram indignados, dizendo: Para que este desperdício?
- 9
Pois esse óleo perfumado podia ter sido vendido por muito, e o dinheiro dado aos pobres.
- 10
Porém Jesus, sabendo [disso] ,disse-lhes: Por que perturbais a esta mulher? Ora, ela me fez uma boa obra!
- 11
Pois vós sempre tendes os pobres convosco, porém nem sempre me tereis.
- 12
Pois ela, ao derramar este óleo perfumado sobre o meu corpo, ela o fez para [preparar] o meu sepultamento.
- 13
Em verdade vos digo que, onde quer que este Evangelho em todo o mundo for pregado, também se dirá o que ela fez, para que seja lembrada.
- 14
Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi aos chefes dos sacerdotes,
- 15
e disse: O que quereis me dar, para que eu o entregue a vós? E eles lhe determinaram trinta [moedas] de prata.
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- 16
E desde então ele buscava oportunidade para o entregar.
- 17
E no primeiro [dia da festa] dos pães sem fermento, os discípulos vieram a Jesus lhe perguntar: Onde queres que te preparemos para comer a Páscoa?
- 18
E ele respondeu: Ide à cidade a um tal, e dizei-lhe: “O Mestre diz: ‘Meu tempo está perto. Contigo celebrarei a Páscoa com os meus discípulos’”.
- 19
Os discípulos fizeram como Jesus havia lhes mandado, e prepararam a Páscoa.
- 20
E vindo o anoitecer, ele se assentou à mesa com os doze.
- 21
E enquanto comiam, disse: Em verdade vos digo que um de vós me trairá.
- 22
Eles ficaram muito tristes, e cada um deles começou a lhe perguntar: Por acaso sou eu, Senhor?
- 23
E ele respondeu: O que mete comigo a mão no prato, esse me trairá.
- 24
De fato, o Filho do homem vai assim como dele está escrito; mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! Bom seria a tal homem se não houvesse nascido.
- 25
E Judas, o que o traía, perguntou: Por acaso sou eu, Rabi? [Jesus] lhe disse: Tu o disseste.
- 26
E enquanto comiam, Jesus tomou o pão, abençoou-o, e o partiu. Então o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo.
- 27
Em seguida tomou o cálice, deu graças, e o deu a eles, dizendo: Bebei dele todos,
- 28
porque este é o meu sangue, o [sangue] do novo testamento, o qual é derramado por muitos, para o perdão de pecados.
- 29
E eu vos digo que desde agora não beberei deste fruto da vide, até aquele dia, quando convosco o beber, novo, no reino do meu Pai.
- 30
E depois de cantarem um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
- 31
Então Jesus lhes disse: Todos vós falhareis comigo esta noite; porque está escrito: “Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersas”.
- 32
Mas, depois que eu for ressuscitado, irei adiante de vós para a Galileia.
- 33
Pedro, porém, respondeu-lhe: Ainda que todos falhem contigo, eu nunca falharei.
- 34
Jesus lhe disse: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes do galo cantar, tu me negarás três vezes.
- 35
Pedro lhe respondeu: Ainda que eu tenha de morrer contigo, em nenhuma maneira te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.
- 36
Então Jesus veio com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse aos discípulos: Ficai sentados aqui, enquanto eu vou ali orar.
- 37
Enquanto trazia consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, ele começou a se entristecer e a se angustiar muito.
- 38
Então lhes disse: Minha alma está completamente triste até a morte. Ficai aqui, e vigiai comigo.
- 39
E indo um pouco mais adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando, e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; porém, não [seja] como eu quero, mas sim como tu [queres] .
- 40
Então voltou aos seus discípulos, e os encontrou dormindo; e disse a Pedro: Então, nem sequer uma hora pudestes vigiar comigo?
- 41
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. De fato, o espírito [está] pronto, mas a carne [é] fraca.
- 42
Ele foi orar pela segunda vez, dizendo: Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.
- 43
Quando voltou, achou-os outra vez dormindo, pois os seus olhos estavam pesados.
- 44
Então os deixou, e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.
- 45
Depois veio aos seus discípulos, e disse-lhes: Agora dormi e descansai. Eis que chegou a hora em que o Filho do homem é entregue em mãos de pecadores.
- 46
Levantai-vos, vamos! Eis que chegou o que me trai.
- 47
Enquanto ele ainda estava falando, eis que veio Judas, um dos doze, e com ele uma grande multidão, com espadas e bastões, da parte dos chefes dos sacerdotes e dos anciãos do povo.
- 48
O seu traidor havia lhes dado sinal, dizendo: Aquele a quem eu beijar, é esse. Prendei-o.
- 49
Logo ele se aproximou de Jesus, e disse: Felicitações, Rabi! e o beijou.
- 50
Jesus, porém, lhe perguntou: Amigo, para que vieste? Então chegaram, agarraram Jesus, e o prenderam.
- 51
E eis que um dos que [estavam] com Jesus estendeu a mão, puxou de sua espada, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe uma orelha.
- 52
Jesus, então, lhe disse: Põe de volta tua espada ao seu lugar, pois todos os que pegarem espada, pela espada perecerão.
- 53
Ou, por acaso, pensas tu que eu não posso agora orar ao meu Pai, e ele me daria mais de doze legiões de anjos?
- 54
Como, pois, se cumpririam as Escrituras [que dizem] que assim tem que ser feito?
- 55
Naquela hora Jesus disse às multidões: Como a um ladrão saístes com espadas e bastões para me prender? Todo dia eu me sentava convosco, ensinando no templo, e não me prendestes.
- 56
Porém tudo isto aconteceu para que as Escrituras dos profetas se cumpram.Então todos os discípulos o abandonaram, e fugiram.
- 57
Os que prenderam Jesus o trouxeram [à casa] de Caifás, o sumo sacerdote, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos.
- 58
E Pedro o seguia de longe, até o pátio do sumo sacerdote; e entrou, e se assentou com os servos, para ver o fim.
- 59
Os chefes dos sacerdotes, os anciãos, e todo o supremo conselho buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem matá-lo,
- 60
mas não encontravam. E ainda que muitas falsas testemunhas se apresentavam, [contudo] não encontravam.
- 61
Mas, por fim, vieram duas falsas testemunhas, que disseram: Este disse: “Posso derrubar o Templo de Deus e reconstruí-lo em três dias”.
- 62
Então o sumo sacerdote se levantou, e lhe perguntou: Não respondes nada ao que eles testemunham contra ti?
- 63
Porém Jesus ficava calado. Então o sumo sacerdote lhe disse: Ordeno-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.
- 64
Jesus lhe disse: Tu o disseste. Porém eu vos digo que, desde agora, vereis o Filho do homem, sentado à direita do Poderoso, e vindo sobre as nuvens do céu.
- 65
Então o sumo sacerdote rasgou suas roupas, e disse: Ele blasfemou! Para que necessitamos mais de testemunhas? Eis que agora ouvistes a sua blasfêmia.
- 66
Que vos parece?E eles responderam: Culpado de morte ele é.
- 67
Então lhe cuspiram no rosto, e lhe deram socos.
- 68
Outros lhe deram bofetadas, e diziam: Profetiza-nos, ó Cristo, quem é o que te feriu?
- 69
Pedro estava sentado fora no pátio. Uma serva aproximou-se dele, e disse: Também tu estavas com Jesus, o galileu.
- 70
Mas ele o negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes.
- 71
E quando ele saiu em direção à entrada, outra o viu, e disse aos que ali [estavam] : Também este estava com Jesus, o nazareno.
- 72
E ele o negou outra vez com um juramento: Não conheço [esse] homem.
- 73
Pouco depois, os que ali estavam se aproximaram, e disseram a Pedro: Verdadeiramente também tu és um deles, pois a tua fala te denuncia.
- 74
Então ele começou a amaldiçoar e a jurar: Não conheço [esse] homem!E imediatamente o galo cantou.
- 75
Então Pedro se lembrou da palavra de Jesus, que lhe dissera: Antes do galo cantar, tu me negarás três vezes. Assim ele saiu, e chorou amargamente.
Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).