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Juízes 16 e Provérbios 23

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Juízes 16

  1. 1

    E foi Sansão a Gaza, e viu ali uma mulher prostituta, e se deitou com ela.

  2. 2

    E foi dito aos de Gaza: Sansão veio aqui. E cercaram-no, e puseram-lhe espias toda aquela noite à porta da cidade: e estiveram calados toda aquela noite, dizendo: Até a luz da manhã; então o mataremos.

  3. 3

    Mas Sansão dormiu até a meia noite; e à meia noite se levantou, e tomando as portas da cidade com seus dois pilares e seu ferrolho, lançou-as ao ombro, e foi-se, e subiu-se com elas ao cume do monte que está diante de Hebrom.

  4. 4

    Depois disto aconteceu que se apaixonou por uma mulher no vale de Soreque, a qual se chamava Dalila.

  5. 5

    E vieram a ela os príncipes dos filisteus, e disseram-lhe: Engana-o e sabe em que consiste sua grande força, e como o poderíamos vencer, para que o amarremos e o atormentemos; e cada um de nós te dará mil e cem siclos de prata.

  6. 6

    E Dalila disse a Sansão: Eu te rogo que me declares em que consiste tua grande força, e como poderás ser acorrentado para ser atormentado.

  7. 7

    E respondeu-lhe Sansão: Se me atarem com sete vimes verdes que ainda não estejam secos, então me debilitarei, e serei como qualquer um dos homens.

  8. 8

    E os príncipes dos filisteus lhe trouxeram sete vimes verdes que ainda não se haviam secado, e atou-lhe com eles.

  9. 9

    E estavam espias em casa dela em uma câmara. Então ela lhe disse: Sansão, os filisteus sobre ti! E ele rompeu os vimes, como se rompe uma corda de estopa quando sente o fogo: e não se soube sua força.

  10. 10

    Então Dalila disse a Sansão: Eis que tu me enganaste, e me disseste mentiras: revela-me pois agora, eu te rogo, como poderás ser acorrentado.

  11. 11

    E ele lhe disse: Se me atarem fortemente com cordas novas, com as quais nenhuma coisa se tenha feito, eu me debilitarei, e serei como qualquer um dos homens.

  12. 12

    E Dalila tomou cordas novas, e atou-lhe com elas, e disse-lhe: Sansão, os filisteus sobre ti! E os espias estavam em uma câmara. Mas ele as rompeu de seus braços como um fio.

  13. 13

    E Dalila disse a Sansão: Até agora me enganas, e tratas comigo com mentiras. Revela-me pois agora como poderás ser acorrentado. Ele então lhe disse: Se teceres sete tranças de minha cabeça com a teia.

  14. 14

    E ela fincou a estaca, e disse-lhe: Sansão, os filisteus sobre ti! Mas despertando ele de seu sonho, arrancou a estaca do tear com a teia.

  15. 15

    E ela lhe disse: Como dizes, Eu te amo, pois que teu coração não está comigo? Já me enganaste três vezes, e não me hás ainda descoberto em que está tua grande força.

  16. 16

    E aconteceu que, pressionando-lhe ela cada dia com suas palavras e importunando-lhe, sua alma foi reduzida à mortal angústia.

  17. 17

    Revelou-lhe, pois, todo seu coração, e disse-lhe: Nunca a minha cabeça chegou navalha; porque sou nazireu de Deus desde o ventre de minha mãe. Se for rapado, minha força se apartará de mim, e serei debilitado, e como todos os homens.

  18. 18

    E vendo Dalila que ele lhe havia revelado todo seu coração, mandou chamar aos príncipes dos filisteus, dizendo: Vinde esta vez, porque ele me revelou todo seu coração. E os príncipes dos filisteus vieram a ela, trazendo em sua mão o dinheiro.

  19. 19

    E ela fez que ele dormisse sobre seus joelhos; e chamado um homem, rapou-lhe sete tranças de sua cabeça, e começou a afligi-lo, pois sua força se apartou dele.

  20. 20

    E disse-lhe: Sansão, os filisteus sobre ti! E logo que despertou ele de seu sonho, se disse: Esta vez sairei como as outras, e me escaparei: não sabendo que o SENHOR já se havia dele apartado.

  21. 21

    Mas os filisteus lançaram mão dele, e tiraram-lhe os olhos, e o levaram a Gaza; e o ataram com correntes, para que moesse no cárcere.

  22. 22

    E o cabelo de sua cabeça começou a crescer, depois que foi rapado.

  23. 23

    Então os príncipes dos filisteus se juntaram para oferecer sacrifício a Dagom seu deus, e para alegrar-se; e disseram: Nosso deus entregou em nossas mãos a Sansão nosso inimigo.

  24. 24

    E vendo-o o povo, louvaram a seu deus, dizendo: Nosso deus entregou em nossas mãos a nosso inimigo, e ao destruidor de nossa terra, o qual havia matado a muitos de nós.

  25. 25

    E aconteceu que, indo-se alegrando o coração deles, disseram: Chamai a Sansão, para que divirta diante de nós. E chamaram a Sansão do cárcere, e fazia de joguete diante deles; e puseram-no entre as colunas.

  26. 26

    E Sansão disse ao jovem que o guiava pela mão: Aproxima-me, e faze-me segurar as colunas sobre que se sustenta a casa, para que me apoie sobre elas.

  27. 27

    E a casa estava cheia de homens e mulheres: e todos os príncipes dos filisteus estavam ali; e no alto piso havia como três mil homens e mulheres, que estavam olhando o escárnio de Sansão.

  28. 28

    Então clamou Sansão ao SENHOR, e disse: Senhor DEUS, lembra-te agora de mim, e esforça-me, te rogo, somente esta vez, ó Deus, para que de uma vez tome vingança dos filisteus, por meus dois olhos.

  29. 29

    Agarrou logo Sansão as duas colunas do meio sobre as quais se sustentava a casa, e apoiou-se nelas, a uma com a direita, e a outra com a esquerda;

  30. 30

    E disse Sansão: Morra eu com os filisteus. E apoiando com força, caiu a casa sobre os príncipes, e sobre todo aquele povo que estava nela. E foram muitos mais os que deles matou morrendo, que os que havia matado em sua vida.

  31. 31

    E desceram seus irmãos e toda a casa de seu pai, e tomaram-no, e levaram-no, e o sepultaram entre Zorá e Estaol, no sepulcro de seu pai Manoá. E ele julgou a Israel vinte anos.

Provérbios 23

  1. 1

    Quando te sentares para comer com algum dominador, presta muita atenção para o que estiver diante de ti;

  2. 2

    E põe uma faca à tua garganta, se tiveres muito apetite.

  3. 3

    Não desejes as comidas gostosas dele, porque são pão de mentiras.

  4. 4

    Não trabalhes exaustivamente para ser rico; modera-te por meio de tua prudência.

  5. 5

    Porás teus olhos fixos sobre aquilo que é nada? Porque certamente se fará asas, e voará ao céu como uma águia.

  6. 6

    Não comas o pão de quem tem olho maligno, nem cobices suas comidas gostosas.

  7. 7

    Porque ele calcula [seus gastos] consigo mesmo. Assim ele dirá: Come e bebe; Mas o coração dele não está contigo;

  8. 8

    Vomitarias o pedaço que comeste, e perderias tuas palavras agradáveis.

  9. 9

    Não fales aos ouvidos do tolo, porque ele desprezará a prudência de tuas palavras.

  10. 10

    Não mudes os limites antigos, nem ultrapasses as propriedades dos órfãos;

  11. 11

    Porque o Defensor deles é poderoso; ele disputará a causa deles contra ti.

  12. 12

    Aplica teu coração à disciplina, e teus ouvidos às palavras de conhecimento.

  13. 13

    Não retires a disciplina do jovem; quando lhe bateres com a vara, nem [por isso] morrerá.

  14. 14

    Tu lhe baterás com a vara, e livrarás a sua alma do Xeol.

  15. 15

    Meu filho, se teu coração for sábio, meu coração se alegrará, e eu também.

  16. 16

    Meu interior saltará de alegria quando teus lábios falarem coisas corretas.

  17. 17

    Teu coração não inveje aos pecadores; porém [permanece] no temor ao SENHOR o dia todo;

  18. 18

    Porque certamente há um [bom] futuro [para ti] , e tua expectativa não será cortada.

  19. 19

    Ouve, filho meu, e sê sábio; e conduz teu coração no caminho [correto] .

  20. 20

    Não esteja entre os beberrões de vinho, [nem] entre os comilões de carne.

  21. 21

    Porque o beberrão e o comilão empobrecerão; e a sonolência os faz vestir trapos.

  22. 22

    Ouve a teu pai, que te gerou; e não desprezes a tua mãe, quando ela envelhecer.

  23. 23

    Compra a verdade, e não a vendas; [faze o mesmo com] a sabedoria, a disciplina e a prudência.

  24. 24

    O pai do justo muito se alegrará; aquele que gerar o sábio se encherá de alegria por causa dele.

  25. 25

    Teu pai e tua mãe se alegrarão; aquela te te gerou se encherá de alegria.

  26. 26

    Meu filho, dá para mim teu coração, e que teus olhos prestem atenção em meus caminhos.

  27. 27

    Porque a prostituta é [como] uma cova profunda, e a estranha [como] um poço estreito.

  28. 28

    Também ela fica espreitando como um ladrão, e acrescenta transgressores entre os homens.

  29. 29

    De quem são os ais? De quem são os sofrimentos? De quem são as lutas? De quem são as queixas? De quem são as feridas desnecessárias? De quem são os olhos vermelhos?

  30. 30

    São daqueles que gastam tempo junto ao vinho, daqueles que andam em busca da bebida misturada.

  31. 31

    Não prestes atenção ao vinho quando se mostra vermelho, quando brilha no copo e escorre suavemente,

  32. 32

    [Pois] seu fim é [como] mordida de cobra, e picará como uma víbora.

  33. 33

    Teus olhos verão [coisas] estranhas, e teu coração falará perversidades;

  34. 34

    E serás como o que dorme no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro.

  35. 35

    [E dirás] : Espancaram-me, mas não senti dor; bateram em mim, mas não senti; quando virei a despertar? Vou buscar mais uma [bebida] .

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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