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Juízes 9 e Mateus 13

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Juízes 9

  1. 1

    E foi-se Abimeleque filho de Jerubaal a Siquém, aos irmãos de sua mãe, e falou com eles, e com toda a família da casa do pai de sua mãe, dizendo:

  2. 2

    Eu vos rogo que faleis a ouvidos de todos os de Siquém: Que tendes por melhor, que vos dominem setenta homens, todos os filhos de Jerubaal; ou que vos senhoreie um homem? Lembrai-vos que eu sou osso vosso, e carne vossa.

  3. 3

    E falaram por ele os irmãos de sua mãe a ouvidos de todos os de Siquém todas estas palavras: e o coração deles se inclinou em favor de Abimeleque, porque diziam: Nosso irmão é.

  4. 4

    E deram-lhe setenta siclos de prata do templo de Baal-Berite, com os quais Abimeleque contratou homens ociosos e vagabundos, que lhe seguiram.

  5. 5

    E vindo à casa de seu pai em Ofra, matou a seus irmãos os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma pedra: mas restou Jotão, o menor filho de Jerubaal, que se escondeu.

  6. 6

    E reunidos todos os de Siquém com toda a casa de Milo, foram e elegeram a Abimeleque por rei, próximo da planície do pilar que estava em Siquém.

  7. 7

    E quando se o disseram a Jotão, foi e pôs-se no cume do monte de Gerizim, e levantando sua voz clamou, e disse-lhes: Ouvi-me, homens de Siquém; que Deus vos ouça.

  8. 8

    Foram as árvores a eleger rei sobre si, e disseram à oliva: Reina sobre nós.

  9. 9

    Mas a oliveira respondeu: Tenho de deixar meu azeite, com o que por minha causa Deus e os homens são honrados, para ir a ser grande sobre as árvores?

  10. 10

    E disseram as árvores à figueira: Anda tu, reina sobre nós.

  11. 11

    E respondeu a figueira: Tenho de deixar minha doçura e meu bom fruto, para ir a ser grande sobre as árvores?

  12. 12

    Disseram logo as árvores à vide: Pois vem tu, reina sobre nós.

  13. 13

    E a vide lhes respondeu: Tenho de deixar meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, para ir a ser grande sobre as árvores?

  14. 14

    Disseram então todas as árvores ao espinheiro: Vem tu, reina sobre nós.

  15. 15

    E o espinheiro respondeu às árvores: Se em verdade me elegeis por rei sobre vós, vinde, e assegurai-vos debaixo de minha sombra: e se não, fogo saia do espinheiro que devore os cedros do Líbano.

  16. 16

    Agora, pois, se com verdade e com integridade tendes procedido em fazer rei a Abimeleque, e se o fizestes bem com Jerubaal e com sua casa, e se lhe haveis pagado conforme a obra de suas mãos;

  17. 17

    (Pois que meu pai lutou por vós, e expulsou longe sua vida para livrar-vos da mão de Midiã;

  18. 18

    E vós vos levantastes hoje contra a casa de meu pai, e matastes seus filhos, setenta homens, sobre uma pedra; e pusestes por rei sobre os de Siquém a Abimeleque, filho de sua criada, porquanto é vosso irmão);

  19. 19

    Se com verdade e com integridade agistes hoje com Jerubaal e com sua casa, alegrai-vos de Abimeleque, e ele se alegre de vós.

  20. 20

    E se não, fogo saia de Abimeleque, que consuma aos de Siquém e à casa de Milo; e fogo saia dos de Siquém e da casa de Milo, que consuma a Abimeleque.

  21. 21

    E fugiu Jotão, e se escapou, e foi-se a Beer, e ali se esteve por causa de Abimeleque seu irmão.

  22. 22

    E depois que Abimeleque dominou sobre Israel três anos,

  23. 23

    Enviou Deus um espírito mau entre Abimeleque e os homens de Siquém: que os de Siquém se levantaram contra Abimeleque:

  24. 24

    Para que o crime dos setenta filhos de Jerubaal, e o sangue deles, viesse a se pôr sobre Abimeleque seu irmão que os matou, e sobre os homens de Siquém que corroboraram as mãos dele para matar a seus irmãos.

  25. 25

    E puseram-lhe os de Siquém emboscadores nos cumes dos montes, os quais assaltavam a todos os que passavam junto a eles pelo caminho; do que foi dado aviso a Abimeleque.

  26. 26

    E Gaal filho de Ebede veio com seus irmãos, e passaram a Siquém: e os de Siquém se confiaram nele.

  27. 27

    E saindo ao campo, vindimaram suas vinhas, e pisaram a uva, e fizeram alegrias; e entrando no templo de seus deuses, comeram e beberam, e amaldiçoaram a Abimeleque.

  28. 28

    E Gaal filho de Ebede disse: Quem é Abimeleque e que é Siquém, para que nós a ele sirvamos? não é filho de Jerubaal? e não é Zebul seu assistente? Servi aos homens de Hamor pai de Siquém: mas por que serviríamos a ele?

  29. 29

    Fosse-me dado este povo abaixo de minha mão, eu expulsaria logo a Abimeleque. E dizia a Abimeleque: Aumenta teus esquadrões, e sai.

  30. 30

    E Zebul assistente da cidade, ouvindo as palavras de Gaal filho de Ebede, acendeu-se sua ira;

  31. 31

    E enviou sagazmente mensageiros a Abimeleque, dizendo: Eis que Gaal filho de Ebede e seus irmãos vieram a Siquém, e eis que cercaram a cidade contra ti.

  32. 32

    Levanta-te, pois, agora de noite, tu e o povo que está contigo, e põe emboscada no campo:

  33. 33

    E pela manhã ao sair do sol te levantarás e atacarás a cidade: e ele e o povo que está com ele sairão contra ti, e tu farás com ele segundo que se te oferecerá.

  34. 34

    Levantando-se, pois, de noite Abimeleque e todo aquele povo que com ele estava, puseram emboscada contra Siquém com quatro companhias.

  35. 35

    E Gaal filho de Ebede saiu, e pôs-se à entrada da porta da cidade: e Abimeleque e todo aquele povo que com ele estava, se levantaram da emboscada.

  36. 36

    E vendo Gaal o povo, disse a Zebul: Eis ali povo que desce dos cumes dos montes. E Zebul lhe respondeu: A sombra dos montes te parece homens.

  37. 37

    Mas Gaal voltou a falar, e disse: Eis ali um povo que desce por meio da terra, e um esquadrão vem pelo caminho da campina de Meonenim.

  38. 38

    E Zebul lhe respondeu: Onde está agora aquele teu falar, dizendo; Quem é Abimeleque para que lhe sirvamos? Não é este o povo que menosprezavas? Sai, pois, agora, e luta com ele.

  39. 39

    E Gaal saiu diante dos de Siquém, e lutou contra Abimeleque.

  40. 40

    Mas perseguiu-o Abimeleque, diante do qual ele fugiu; e caíram feridos muitos até a entrada da porta.

  41. 41

    E Abimeleque ficou em Aruma; e Zebul lançou fora a Gaal e a seus irmãos, para que não morassem em Siquém.

  42. 42

    E aconteceu ao dia seguinte, que o povo saiu ao campo: e foi dado aviso a Abimeleque.

  43. 43

    O qual, tomando gente, repartiu-a em três companhias, e pôs emboscadas no campo: e quando olhou, eis o povo que saía da cidade; e levantou-se contra eles, e feriu-os:

  44. 44

    Pois Abimeleque e o esquadrão que estava com ele, atacaram com ímpeto, e pararam à entrada da porta da cidade; e as duas companhias atacaram a todos os que estavam no campo, e os feriram.

  45. 45

    E depois de combater Abimeleque a cidade todo aquele dia, tomou-a, e matou o povo que nela estava, e assolou a cidade, e semeou-a de sal.

  46. 46

    Quando ouviram isto todos os que estavam na torre de Siquém, entraram na fortaleza do templo do deus Berite.

  47. 47

    E foi dito a Abimeleque como todos os da torre de Siquém estavam reunidos.

  48. 48

    Então subiu Abimeleque ao monte de Salmom, ele e toda a gente que com ele estava; e tomou Abimeleque um machado em sua mão, e cortou um ramo das árvores, levantou-o, e o pôs sobre seus ombros, dizendo ao povo que estava com ele: O que vós vedes que estou fazendo, fazei imediatamente como eu.

  49. 49

    E assim todo aquele povo cortou também cada um seu ramo, e seguiram a Abimeleque, e puseram-nas junto à fortaleza, e prenderam fogo com elas à fortaleza: por maneira que todos os da torre de Siquém morreram, como uns mil homens e mulheres.

  50. 50

    Depois Abimeleque se foi a Tebes; e pôs cerco a Tebes, e tomou-a.

  51. 51

    Em meio daquela cidade havia uma torre forte, à qual se retiraram todos os homens e mulheres, e todos os senhores da cidade; e fechando atrás de si as portas, subiram ao piso alto da torre.

  52. 52

    E veio Abimeleque à torre, e combatendo-a, chegou-se à porta da torre para pegar-lhe fogo.

  53. 53

    Mas uma mulher deixou cair um pedaço de uma roda de moinho sobre a cabeça de Abimeleque, e quebrou-lhe o crânio.

  54. 54

    E logo ele chamou a seu escudeiro, e disse-lhe: Tira tua espada e mata-me, porque não se diga de mim: Uma mulher o matou. E seu escudeiro o atravessou, e morreu.

  55. 55

    E quando os israelitas viram morto a Abimeleque, foram-se cada um à sua casa.

  56. 56

    Assim, pois, Deus pagou a Abimeleque o mal que fez contra seu pai matando a seus setenta irmãos.

  57. 57

    E ainda todo aquele mal dos homens de Siquém devolveu Deus sobre suas cabeças: e a maldição de Jotão, filho de Jerubaal, veio sobre eles.

Mateus 13

  1. 1

    Naquele dia, Jesus saiu de casa e se sentou junto ao mar.

  2. 2

    E ajuntaram-se perto dele tantas multidões, de maneira que ele entrou num barco e se sentou; e toda a multidão ficou na praia,

  3. 3

    E ele lhes falou muitas coisas por parábolas. Ele disse: Eis que o semeador saiu a semear.

  4. 4

    E enquanto semeava, caiu parte [das sementes] junto ao caminho, e vieram as aves e a comeram.

  5. 5

    E outra [parte] caiu entre pedras, onde não havia muita terra, e logo nasceu, porque não tinha terra funda.

  6. 6

    Mas quando o sol surgiu, queimou-se; e por não ter raiz, secou-se.

  7. 7

    E outra [parte] caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram.

  8. 8

    E outra [parte] caiu em boa terra, e rendeu fruto: um a cem, outro a sessenta, e outro a trinta.

  9. 9

    Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

  10. 10

    Então os discípulos se aproximaram, e lhe perguntaram: Por que falas a eles por parábolas?

  11. 11

    E ele lhes respondeu: Porque a vós é dado saber os mistérios do Reino dos céus, mas a eles não é dado.

  12. 12

    Pois a quem tem, lhe será dado, e terá em abundância; mas a quem não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.

  13. 13

    Por isso falo a eles por parábolas; porque vendo, não veem; e ouvindo, não ouvem, nem entendem.

  14. 14

    Assim neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: De fato ouvireis, mas não entendereis; De fato vereis, mas não percebereis.

  15. 15

    Porque o coração deste povo está insensível; Com seus ouvidos dificilmente ouvem, e seus olhos fecharam; A fim de não haver que seus olhos vejam, seus ouvidos ouçam, Seus corações entendam, e se arrependam, E eu os cure.

  16. 16

    Mas benditos são os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem.

  17. 17

    Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, mas não viram; e [desejaram] ouvir o que vós ouvis, mas não ouviram.

  18. 18

    Portanto, ouvi vós a parábola do semeador:

  19. 19

    Quando alguém ouve a palavra do Reino e não a entende, o maligno vem e arranca o que foi semeado em seu coração; este é o que foi semeado junto ao caminho.

  20. 20

    E o que foi semeado entre as pedras é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria,

  21. 21

    mas não tem raiz em si mesmo. Em vez disso, dura um pouco, mas quando vem a aflição ou a perseguição pela palavra, logo tropeça na fé.

  22. 22

    E o que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, mas a ansiedade com o tempo presente e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica sem dar fruto.

  23. 23

    Mas o que foi semeado em boa terra, este é o que ouve e entende a palavra, e o que dá e produz fruto, um a cem, outro a sessenta, e outro a trinta.

  24. 24

    E ele lhes declarou outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é semelhante a um homem que semeia boa semente em seu campo,

  25. 25

    Mas, enquanto as pessoas dormiam, o inimigo dele veio, semeou joio entre o trigo, e foi embora.

  26. 26

    E, quando a erva cresceu e produziu fruto, então apareceu também o joio.

  27. 27

    Então os servos do dono da propriedade chegaram, e lhe perguntaram: “Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? De onde, pois, veio o joio?”

  28. 28

    E ele lhes respondeu: “Um inimigo fez isto”. Em seguida, os servos lhe perguntaram: “Queres, pois, que vamos e o tiremos?”

  29. 29

    Ele, porém, lhes respondeu: “Não, para não haver que, enquanto tirais o joio, arranqueis com ele também o trigo.

  30. 30

    Deixai-os crescer ambos juntos até a colheita; e no tempo da colheita direi aos que colhem: ‘Recolhei primeiro o joio, e amarrai-o em molhos, para o queimarem; mas ao trigo ajuntai no meu celeiro’.”

  31. 31

    Ele lhes propôs outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que alguém tomou e semeou no seu campo.

  32. 32

    De fato, dentre todas as sementes, esta é a menor. Mas quando cresce, é a maior das hortaliças; e se torna [tamanha] árvore, que as aves do céu vêm e se aninham em seus ramos.

  33. 33

    Ele lhes disse outra parábola: O Reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou em três medidas de farinha, até que tudo ficasse fermentado.

  34. 34

    Tudo isto Jesus falou por parábolas às multidões. Sem parábolas ele não lhes falava,

  35. 35

    para que se cumprisse o que foi falado pelo profeta, que disse: Abrirei a minha boca em parábolas; Pronunciarei coisas escondidas desde a fundação do mundo.

  36. 36

    Então Jesus despediu as multidões, e foi para casa. Seus discípulos se aproximaram dele, e disseram: Explica-nos a parábola do joio do campo.

  37. 37

    E ele lhes respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do homem.

  38. 38

    E o campo é o mundo; e a boa semente, estes são os filhos do Reino; e o joio são os filhos do maligno.

  39. 39

    E o inimigo, que o semeou, é o diabo; e a colheita é o fim da era; e os que colhem são os anjos.

  40. 40

    Portanto, como o joio é colhido e queimado no fogo, assim também será no fim desta era.

  41. 41

    O Filho do homem enviará seus anjos, e eles recolherão do seu Reino todas as causas do pecado, assim como os que praticam injustiça,

  42. 42

    e os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes.

  43. 43

    Então os justos brilharão como o sol, no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

  44. 44

    O Reino dos céus também é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem, depois de achá-lo, escondeu. Então, em sua alegria, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.

  45. 45

    O Reino dos céus também é semelhante a um homem negociante, que buscava boas pérolas.

  46. 46

    Quando este achou uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou.

  47. 47

    O Reino dos céus também é semelhante a uma rede lançada ao mar, que colhe toda espécie [de peixes] .

  48. 48

    E quando está cheia, [os pescadores] puxam-na à praia, sentam-se, e recolhem os bons em cestos, mas os ruins lançam fora.

  49. 49

    Assim será ao fim da era; os anjos sairão, e separarão dentre os justos os maus,

  50. 50

    e os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes.

  51. 51

    E Jesus lhes perguntou: Entendestes todas estas coisas?Eles lhe responderam: Sim, Senhor.

  52. 52

    E ele lhes disse: Portanto todo escriba que se tornou discípulo no Reino dos céus é semelhante a um chefe de casa, que do seu tesouro tira coisas novas e velhas.

  53. 53

    E aconteceu que, quando Jesus acabou essas parábolas, retirou-se dali.

  54. 54

    E vindo à sua terra, ensinava-os na sinagoga deles, de tal maneira que ficavam admirados, e diziam: De onde [vêm] a este tal sabedoria, e os milagres?

  55. 55

    Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas?

  56. 56

    Não estão todas as suas irmãs conosco? Ora, de onde [vem] a este tudo isto?

  57. 57

    E ofenderam-se por causa dele. Mas Jesus lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser em sua terra, e em sua casa.

  58. 58

    E não fez ali muitos milagres por causa da incredulidade deles.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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