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Lucas 15 e Atos 26

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Lucas 15

  1. 1

    E chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvirem.

  2. 2

    E os fariseus e escribas murmuravam, dizendo: Este recebe aos pecadores, e come com eles.

  3. 3

    E ele lhes propôs esta parábola, dizendo:

  4. 4

    Quem de vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai em [busca] da perdida, até que a encontre?

  5. 5

    E encontrando-a, [não] a ponha sobre seus ombros, com alegria?

  6. 6

    E vindo para casa, [não] convoque aos amigos, e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei minha ovelha perdida?

  7. 7

    Digo-vos, que assim haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.

  8. 8

    Ou que mulher, tendo dez moedas de prata, se perder a uma moeda, não acende a lâmpada, e varre a casa, e busca cuidadosamente até [a] achar?

  9. 9

    E achando [-a] , [não] chame as amigas e as vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a moeda perdida!

  10. 10

    Assim vos digo, que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

  11. 11

    E disse: Um certo homem tinha dois filhos.

  12. 12

    E disse o mais jovem deles ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que [me] pertencem. E ele lhe repartiu os bens.

  13. 13

    E depois de não muitos dias, o filho mais jovem, juntando tudo, partiu-se para uma terra distante, e ali desperdiçou seus bens, vivendo de forma irresponsável.

  14. 14

    E ele, tendo já gastado tudo, houve uma grande fome naquela terra, e ele começou a sofrer necessidade.

  15. 15

    E foi, se chegou a um dos cidadãos daquela terra; e [este] o mandou a seus campos para alimentar porcos.

  16. 16

    E ele ficava com vontade de encher seu estômago com os grãos que os porcos comiam, mas ninguém [as] dava para ele.

  17. 17

    E ele, pensando consigo mesmo, disse: Quantos empregados de meu pai tem pão em abundância, e eu [aqui] morro de fome!

  18. 18

    Eu levantarei, e irei a meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu, e diante de ti.

  19. 19

    E já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como a um de teus empregados.

  20. 20

    E levantando-se, foi a seu pai. E quando ainda estava longe, o seu pai o viu, e teve compaixão dele; e correndo, caiu ao seu pescoço, e o beijou.

  21. 21

    E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu, e diante de ti; e já não sou digno de ser chamado teu filho.

  22. 22

    Mas o pai disse a seus servos: Trazei a melhor roupa, e o vesti; e ponde um anel em sua mão, e sandálias nos [seus] pés.

  23. 23

    E trazei o bezerro engordado, e o matai; e comamos, e nos alegremos.

  24. 24

    Porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a se alegrar.

  25. 25

    E seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, chegou perto da casa, ouviu a música, e as danças.

  26. 26

    E chamando para si um dos servos, perguntou-lhe: O que era aquilo?

  27. 27

    E ele lhe disse: Teu irmão chegou; e teu pai matou o bezerro engordado, porque ele voltou são.

  28. 28

    Porém ele se irritou, e não queria entrar. Então o seu pai, saindo, rogava-lhe [que entrasse] .

  29. 29

    Mas [o filho] respondendo, disse ao pai: Eis que eu te sirvo há tantos anos, e nunca desobedeci tua ordem, e nunca me deste um cabrito, para que eu me alegrasse com meus amigos.

  30. 30

    Porém, vindo este teu filho, que gastou teus bens com prostitutas, tu lhe mataste o bezerro engordado.

  31. 31

    E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas.

  32. 32

    Mas era necessário se alegrar e animar; porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha se perdido, e foi encontrado.

Atos 26

  1. 1

    E Agripa disse a Paulo: É permitido a ti falar por ti mesmo.Então Paulo, estendendo a mão, respondeu em sua defesa:

  2. 2

    Eu me considero feliz, rei Agripa, de que diante de ti eu esteja hoje fazendo minha defesa de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus;

  3. 3

    Principalmente [por] eu saber que tu sabes de todos os costumes e questões que há entre os judeus; por isso eu te rogo que tu me ouças com paciência.

  4. 4

    Ora, a minha vida é conhecida por todos os judeus, desde a [minha] juventude, que desde o princípio tem sido entre [os de] minha nação em Jerusalém;

  5. 5

    Eles me conhecem desde o começo, se quiserem testemunhar, de que conforme a mais rigorosa divisão de nossa religião, eu vivi [como] fariseu.

  6. 6

    E agora, pela esperança da promessa que por Deus foi dada aos nossos pais, eu estou [aqui] sendo julgado.

  7. 7

    À qual nossas doze tribos, servindo continuamente [a Deus] de dia e de noite, esperam chegar; pela qual esperança, rei Agripa, eu sou acusado pelos judeus.

  8. 8

    Por que se julga como incrível entre vós que Deus ressuscite aos mortos?

  9. 9

    Eu realmente tinha pensado comigo mesmo, que contra o nome de Jesus eu tinha que fazer muitas oposições.

  10. 10

    O que eu também fiz em Jerusalém; e tendo recebido autoridade dos chefes dos sacerdotes, eu pus em prisões a muitos dos santos; e quando eles eram mortos, eu [também] dava meu voto contra [eles] .

  11. 11

    E tendo lhes dado punição muitas vezes por todas as sinagogas, eu os forcei a blasfemarem. E estando extremamente enfurecido contra eles, até nas cidades estrangeiras eu os persegui;

  12. 12

    Nas quais, indo eu até Damasco, com autoridade e comissão dos chefes dos sacerdotes;

  13. 13

    Ao meio dia, vi no caminho, rei, uma luz do céu, que brilhava muito mais que o sol, e que encheu de claridade ao redor de mim e dos que iam comigo.

  14. 14

    E todos nós, tendo caído ao chão, eu ouvi uma voz que falava a mim, e dizia em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Duro é para ti dar coices contra os aguilhões.

  15. 15

    E eu disse: Quem és, Senhor? E ele disse: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.

  16. 16

    Mas levanta-te, e fica de pé, porque para isto eu apareci a ti, para te predeterminar como trabalhador e testemunha, tanto das coisas que [já] tens visto, como das coisas que eu [ainda] aparecerei a ti;

  17. 17

    Livrando-te d [este] povo, e [dos] gentios, aos quais agora eu te envio.

  18. 18

    Para abrir os olhos deles, e das trevas converterem à luz, e do poder de Satanás [converterem] a Deus; para que recebam perdão dos pecados, e herança entre os santificados pela fé em mim.

  19. 19

    Portanto, rei Agripa, eu não fui desobediente à visão celestial.

  20. 20

    Mas sim, primeiramente aos [que estavam] em Damasco e Jerusalém, e por toda a terra da Judeia, e aos gentios anunciei que se arrependessem, e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento.

  21. 21

    Por causa disto os judeus me pegaram no Templo, e procuravam [me] matar.

  22. 22

    Porém tendo eu obtido socorro de Deus, permaneço até o dia de hoje, dando testemunho tanto a pequenos como a grandes; não dizendo nada além dos que as [coisas] que os profetas e Moisés tinham dito que estavam para acontecer;

  23. 23

    [Isto é] , que o Cristo sofreria, e sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, ia anunciar a luz a este povo e aos gentios.

  24. 24

    E tendo [Paulo] dito isto em [sua] defesa, Festo disse em alta voz: Tu estás louco, Paulo; as muitas escrituras te fizeram enlouquecer!

  25. 25

    Mas ele [respondeu] : Eu não estou louco, excelentíssimo Festo; mas eu declaro palavras de verdade e de um são juízo;

  26. 26

    Porque o rei, a quem eu estou falando livremente, ele sabe [muito bem] destas coisas; porque eu não creio que nenhuma disto lhe seja oculto; por que isto não foi feito num canto.

  27. 27

    Rei Agripa, tu crês nos profetas? Eu sei que tu crês.

  28. 28

    E Agripa disse a Paulo: Por pouco tu me convences a me tornar cristão.

  29. 29

    E Paulo disse: Meu desejo a Deus é que, por pouco ou por muito, não somente tu, mas todos os que estão me ouvindo hoje, tais vos tornásseis assim como eu sou, a não ser por estas correntes.

  30. 30

    E tendo ele dito isto, o rei se levantou, e [também] o governador, Berenice, e os que estavam sentados com eles.

  31. 31

    E reunindo-se à parte, falavam uns aos outros, dizendo: Este homem nada faz [que seja] digno de morte ou de prisões.

  32. 32

    E Agripa disse a Festo: Este homem podia ser solto, se ele não tivesse apelado a César.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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