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Provérbios 27 e Daniel 3

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Provérbios 27

  1. 1

    Não te orgulhes do dia de amanhã; porque não sabes o que o dia trará.

  2. 2

    Que o estranho te louve, e não tua [própria] boca; o estrangeiro, e não teus [próprios] lábios.

  3. 3

    A pedra é pesada, e a areia tem [seu] peso; mas a provocação do tolo é mais pesada do que estas ambas.

  4. 4

    O furor é cruel, e a ira impetuosa; mas quem resistirá firme perante à inveja?

  5. 5

    Melhor é a repreensão clara do que o amor escondido.

  6. 6

    Fiéis são as feridas [feitas] por um amigo, mas os beijos de um inimigo são enganosos.

  7. 7

    A alma saciada rejeita o favo de mel; mas para a alma faminta, toda coisa amarga é doce.

  8. 8

    Como a ave, que vagueia de seu ninho, assim é o homem que anda vagueando de seu lugar.

  9. 9

    O óleo e o perfume alegram ao coração; assim é a doçura de um amigo com um conselho sincero.

  10. 10

    Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai; nem entres na casa de teu irmão no dia de tua adversidade; melhor é o vizinho que está perto do que o irmão que está longe.

  11. 11

    Sê sábio, meu filho, e alegra meu coração; para que eu tenha algo a responder para aquele que me desprezar.

  12. 12

    O prudente vê o mal, [e] se esconde; [mas] os ingênuos passam adiante, e sofrem as consequências.

  13. 13

    Toma a roupa daquele que fica por fiador de estranho; toma penhor daquele [que fica por fiador] da estranha.

  14. 14

    Aquele que bendiz ao seu amigo em alta voz durante a madrugada lhe será considerado como maldição.

  15. 15

    A mulher briguenta é semelhante a uma goteira contínua em tempo de grande chuva;

  16. 16

    Tentar contê-la é como tentar conter o vento, ou impedir que o óleo escorra de sua mão direita.

  17. 17

    O ferro é afiado com ferro; assim também o homem afia o rosto de seu amigo.

  18. 18

    Aquele que guarda a figueira comerá de seu fruto; e o que dá atenção ao seu senhor será honrado.

  19. 19

    Assim como a água reflete o rosto, assim também o coração reflete o ser humano.

  20. 20

    O Xeol e a perdição nunca estão saciados; assim também os olhos do homem nunca estão satisfeitos.

  21. 21

    [Como] o crisol é para a prata, e o forno para o ouro, assim o homem [é provado] pelos louvores que lhe dizem.

  22. 22

    Ainda que esmagues ao tolo em um pilão junto com os grãos, ainda assim sua loucura não se separaria dele.

  23. 23

    Procura conhecer a condição de tuas ovelhas; põe teu coração sobre o gado;

  24. 24

    porque o tesouro não [dura] para sempre; nem uma coroa [dura] de geração em geração.

  25. 25

    Quando a erva aparecer, e surgirem a folhagem, e se juntarem as ervas dos montes,

  26. 26

    Os cordeiros serão para tuas roupas, e os bodes para o preço do campo;

  27. 27

    E o leite das cabras será o suficiente para tua alimentação, para a alimentação de tua casa, e para o sustento de tuas servas.

Daniel 3

  1. 1

    O rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, sua largura de seis côvados; ergueu-a no campo de Dura, na província da Babilônia.

  2. 2

    E o rei Nabucodonosor mandou juntar os sátrapas, os prefeitos e governadores, os juízes, tesoureiros, conselheiros, os oficiais, e a todos os líderes das províncias, para que viessem à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor havia erguido.

  3. 3

    Então se reuniram os sátrapas, os prefeitos e governadores, os juízes, tesoureiros, conselheiros, os oficiais, e todos os líderes das províncias, para a consagração da estátua que o rei Nabucodonosor havia erguido; e estavam em pé diante da estátua que Nabucodonosor havia erguido.

  4. 4

    E o arauto proclamava em alta voz: Manda-se a vós, ó povos, nações, e línguas,

  5. 5

    Que quando ouvirdes o som da trombeta, do pífano, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta, e de todo instrumento musical, vos prostrareis e adorareis a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor ergueu.

  6. 6

    E qualquer um que não se prostrar e [a] adorar, na mesma hora será lançado dentro de uma fornalha de fogo ardente.

  7. 7

    Por isso no mesmo instante em todos os povos ouviram o som da trombeta, do pífano, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta, e de todo instrumento musical, todos os povos, nações, e línguas se prostraram, e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor havia erguido.

  8. 8

    Por isso no mesmo instante [alguns] homens caldeus se chegaram, e acusaram dos judeus.

  9. 9

    Eles falaram ao rei Nabucodonosor: Ó rei, vive para sempre!

  10. 10

    Tu, ó rei, fizeste um decreto que todo aquele que ouvisse o som da trombeta, do pífano, do da cítara, da harpa, do saltério, da flauta, e de todo instrumento musical, se prostrasse e adorasse a estátua de ouro;

  11. 11

    E qualquer um que não se prostrasse e adorasse, fosse lançado dentro de uma fornalha de fogo ardente

  12. 12

    Há uns homens judeus, os quais constituíste sobre os negócios da província da Babilônia; Sadraque, Mesaque, e Abednego; estes homens, ó rei, não te respeitaram; não servem a teus deuses, nem adoram a estátua de ouro que tu ergueste.

  13. 13

    Então Nabucodonosor com ira e furor, mandou trazer a Sadraque, Mesaque, e Abednego. Então trouxeram estes homens diante do rei.

  14. 14

    Nabucodonosor lhes disse: É verdade, Sadraque, Mesaque, e Abednego, que vós não servis a meus deuses, nem adorais a estátua de ouro que ergui?

  15. 15

    Agora pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da trombeta, do pífano, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta, e de todo instrumento musical, prostrai-vos e adorai a estátua que eu fiz. Porém se não a adorardes, na mesma hora sereis lançados dentro da fornalha de fogo ardente; e quem é o Deus que vos livrará de minhas mãos?

  16. 16

    Sadraque, Mesaque, e Abednego responderam ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de responder sobre este negócio.

  17. 17

    Eis que nosso Deus a quem servimos pode nos livrar da fornalha de fogo ardente; e ele nos livrará de tua mão, ó rei.

  18. 18

    E se não, sabe tu, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a estátua que ergueste.

  19. 19

    Então Nabucodonosor se encheu de furor, e o aspecto de seu rosto se mudou contra Sadraque, Mesaque, e Abednego. Então ele falou, e mandou que o forno fosse aceso sete vezes mais do que costumava se acender.

  20. 20

    E mandou aos homens mais fortes que havia em seu exército, que atassem a Sadraque, Mesaque, e Abednego, para lançá-los na fornalha de fogo ardente.

  21. 21

    Então estes homens foram atados com suas capas, suas calças, seus turbantes, e suas vestes, e foram lançados dentro da fornalha de fogo ardente.

  22. 22

    E visto que a palavra do rei era urgente, e a fornalha estava muitíssimo quente, a chama do fogo matou aqueles homens que tinham levantado a Sadraque, Mesaque, e Abednego.

  23. 23

    E estes três homens, Sadraque, Mesaque, e Abednego, caíram atados dentro da fornalha de fogo ardente.

  24. 24

    Então o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa, então perguntou aos seus conselheiros: Não lançamos três homens atados dentro do fogo? Eles responderam ao rei: É verdade, ó rei.

  25. 25

    Ele disse mais: Eis que vejo quatro homens soltos andando no meio do fogo, e não há neles dano algum; e a aparência do quarto é semelhante a um filho de deuses.

  26. 26

    Então Nabucodonosor se aproximou da porta da fornalha de fogo ardente, e falou: Sadraque, Mesaque, e Abednego, servos do Deus altíssimo, saí e vinde!Então Sadraque, Mesaque, e Abednego saíram do meio do fogo.

  27. 27

    E juntaram-se os sátrapas, os prefeitos, os governadores, e os conselheiros do rei, para olharem estes homens, como o fogo não havia causado efeito algum em seus corpos, nem o cabelo de seus cabeças fora queimado, nem suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo passara por eles.

  28. 28

    Nabucodonosor falou: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque, e Abednego, que enviou seu anjo, e livrou seus servos, que confiaram nele; pois violaram o mandamento do rei, e entregaram seus corpos para que servissem nem adorassem [algum] outro deus, a não ser o seu Deus.

  29. 29

    Portanto eu faço um decreto, que todo povo, nação, e língua, que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque, e Abednego, seja despedaçado, e sua casa seja se torne um amontoado de entulhos; pois não há outro deus que possa livrar como este.

  30. 30

    Então o rei fez com que Sadraque, Mesaque, e Abednego fossem prósperos na província da Babilônia.

Ligações: OpenBible.info (votos somam as duas direções; um trecho conta pelo primeiro versículo). Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).

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