- 1O Senhor continuou falando com Jó:
- 2“Por acaso você ainda quer me criticar? Ainda quer desafiar o Deus Todo-poderoso? Que responda a Deus aquele que o acusa!”
- 3Então Jó respondeu ao Senhor:
- 4“Eu sou indigno! Não mereço falar com o Senhor, ó Deus. Nunca poderia responder aos seus argumentos.
- 5Já falei demais contra o Senhor; duas vezes até. Ficarei calado”.
- 6De dentro da tempestade, o Senhor falou a Jó:
- 7“Prepare-se como simples homem, pois ainda tenho outras perguntas a fazer, e quero que você me responda.
- 8“Você ainda vai querer colocar em dúvida a minha justiça, para demonstrar que você é justo?
- 9Você ainda compara a sua força com a de Deus? E a sua voz pode trovejar como a dele?
- 10Então, vista-se de glória e grandeza e enfeite-se com majestade e honra.
- 11Use a sua grande ira e olhe para os pecadores orgulhosos e dê a eles o castigo merecido.
- 12Sim, humilhe os orgulhosos e destrua os perversos onde eles estiverem.
- 13Destrua e enterre juntos o orgulhoso e o perverso.
- 14Então eu mesmo reconhecerei que você tem poder e justiça para salvar-se sozinho!
- 15“Observe bem o Beemote! Eu criei esse animal, quando criei você. Ele come ervas, como o boi.
- 16A força dele está nos seus lombos, nos músculos da sua barriga.
- 17A sua cauda balança como o cedro; os tendões de suas pernas são duplamente trançados.
- 18Os seus ossos são duros como bronze, o seu esqueleto firme como se fosse feito de ferro.
- 19Ele é minha obra-prima; só eu, seu Criador, sou capaz de vencê-lo.
- 20Ele come o capim que nasce nos montes onde pastam felizes os animais selvagens.
- 21Ele se deita debaixo das plantas que nascem nos rios e lagos e se esparrama no lodo e na lama.
- 22Os lotos e juncos lhe dão sombra quando se deita,
- 23e ele não fica em dificuldade quando os rios transbordam, nem mesmo quando há terríveis enchentes no rio Jordão.
- 24Ninguém é capaz de prendê-lo quando ele está olhando, nem mesmo furar seu nariz com um anel de ferro e puxá-lo com uma corda”.
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